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Confie em Jeová, não no homemA Sentinela — 1978 | 15 de janeiro
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Confie em Jeová, não no homem
“Melhor é refugiar-se em Jeová do que confiar no homem terreno.” — Sal. 118:8.
1, 2. (a) Quantas pessoas têm hoje profunda e persistente confiança em Jeová, e por que se da isso? (b) Quem confia em Jeová para trazer condições melhores?
POUCAS pessoas, hoje, têm profunda e persistente confiança em Jeová Deus. Alguns nem mesmo crêem que ele exista. Outros talvez admitam a existência de Deus, mas prestam pouca atenção à vontade dele. Mesmo os devotos das religiões deste mundo confiam na maior parte nas suas tradições religiosas ou nos seus clérigos, mas não em Jeová. São bem semelhantes àqueles de quem o apóstolo Paulo disse: “Eu lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não segundo o conhecimento exato pois, por não conhecerem a justiça de Deus, mas buscarem estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à justiça de Deus.” — Rom. 10:2, 3.
2 Quanto ao futuro da família humana, em quem confiam as pessoas para trazer condições melhores? A maioria delas põe sua confiança nos esforços humanos, não no propósito de Jeová para com a humanidade. Apenas uma pequena minoria dos quatro bilhões de habitantes da terra examinou cuidadosamente a evidência da existência de Jeová, aceitou suas responsabilidades para com ele e leva sua vida em obediência às leis dele. Essas pessoas confiam nele totalmente, sabendo que ele cumprirá sua promessa de estabelecer uma justa nova ordem para a humanidade. Declaram assim como o antigo salmista: “Em ti tenho posto a minha confiança, ó Jeová. Eu disse: ‘Tu és o meu Deus.’” (Sal. 31:14) E acatam a advertência de Deus: “Não confieis nos nobres, nem no filho do homem terreno, a quem não pertence a salvação.” — Sal. 146:3.
3. Por que não deve causar desânimo que relativamente poucos confiem em Jeová?
3 Devem aqueles que confiam em Jeová ficar desanimados porque são relativamente poucos, em comparação com os quatro bilhões de pessoas da terra? Não, porque seu número nunca foi medida da justeza duma questão. As massas da humanidade muitas vezes estiveram erradas. Jesus Cristo disse: “Entrai pelo portão estreito; porque larga e espaçosa é a estrada que conduz à destruição, e muitos são os que entram por ela; ao passo que estreito é o portão e apertada a estrada que conduz à vida, e poucos são os que o acham.” (Mat. 7:13, 14) Não, confiar no critério das massas não é a maneira de passar pelo “portão estreito” para a vida na sua plenitude. A história está cheia dos naufrágios das promessas dos homens e dos danos resultantes para as massas que os acompanham cegamente.
4. O que estamos hoje mais aptos a determinar, e por quê?
4 Especialmente no último século tornou-se bem evidente a tolice de se confiar na sabedoria humana. Agora, tendo maior experiência pela observação desta era moderna, altamente científica, estamos melhor habilitados a examinar os resultados das realizações humanas. Podemos compará-las com as obras de Jeová e ver de modo mais claro em quem devemos depositar nossa confiança.
ESPERANÇAS VÃS NA CIÊNCIA
5. Que papel desempenharam os progressos científicos na esperança de muitos quanto a um mundo melhor?
5 As esperanças da humanidade, quanto a um mundo melhor, foram aumentadas grandemente pelos progressos científicos ocorridos durante mais ou menos o último século. Muitos pensavam que a humanidade ia entrar numa gloriosa nova era. Pensava-se que, finalmente, a solução de problemas tais como a pobreza, a fome, o desemprego, a doença, a velhice e a guerra estava agora ao alcance dos homens. O autor Lewis Mumford relata sobre tais elevadas esperanças:
“A idéia de que a máquina, por causa da racionalidade de sua projeção e de sua austera perfeição no desempenho, era agora uma força moral, de fato, aquela força moral, uma que estabelecia novas normas de consecução para o homem . . .
“Para cada fraqueza ou distúrbio humano, supunha-se que havia uma pronta solução mecânica, química ou farmacêutica. Até mesmo a lâmpada elétrica de arco voltaico, quando primeiro introduzida, foi aclamada confiantemente como preventivo contra o crime noturno.”
6. Até que ponto produziu a ciência algumas coisas úteis para a família humana?
6 Sem dúvida, a ciência origina muitos aparelhos úteis. Em muitos países, as donas-de-casa não passam mais a maior parte do tempo lavando e costurando à mão, cozinhando sobre fogo de lenha, preservando alimentos para os meses de inverno e tirando água dum poço ou dum rio. A ciência domina a eletricidade utilizando o petróleo, o carvão ou o gás, para operar novas máquinas de lavar e de costurar, os fogões, as geladeiras, os aquecedores, a iluminação e outros produtos úteis. As instalações sanitárias internas acabaram com os insalubres sanitários externos. Os tratores têm provido a força de 50 cavalos. As máquinas de ordenha aliviaram a tarefa dos criadores de gado leiteiro. O progresso na medicina tem ajudado a controlar diversas doenças. A tecnologia em progresso, com seus computadores e mísseis, até mesmo colocou homens na lua.
7. De que modo criou a ciência muitos problemas?
7 Mas, embora a ciência tenha ajudado a solucionar alguns problemas, tem criado muitos outros. Por exemplo, o automóvel, embora provendo rápida condução e conveniência, tem produzido problemas que não estão sendo solucionados. Nas grandes áreas metropolitanas ocorrem enormes congestionamentos e frustração. A fumaça aumenta a poluição industrial que paira sobre muitas cidades. E o automóvel tornou-se um dos instrumentos mais mortíferos já inventado. De acordo com a revista World Health, das Nações Unidas, cerca de 250.000 pessoas morrem cada ano em acidentes de estrada. Outros milhões de pessoas são feridas.
8. Como foi nosso século afetado pelo militarismo científico?
8 Outro horrível fruto da ciência é mencionado pelo livro Grandes Eventos do Século 20 (em inglês), que diz: “Sem dúvida, a maior força modeladora do século 20 tem sido o aumento fenomenal do conhecimento científico — e nunca foi este conhecimento procurado mais vigorosamente do que em tempos de guerra.” Tanques, aviões, lança-chamas, metralhadoras, submarinos, mísseis, bombas atômicas e outras armas, foram produzidos pela ciência. Estes ceifaram a vida de mais de 100 milhões de pessoas neste século, mais do que em qualquer outra era. A Palavra de Deus diz com exatidão: “Ai dos que . . . põem a sua confiança em carros de guerra, por serem numerosos, e em corcéis, por serem muito fortes, mas que não atentaram para o Santo de Israel e que não buscaram o próprio Jeová.” (Isa. 31:1) Embora o militarismo científico se tenha mostrado catastrófico, as nações gastam agora um recorde de 300 bilhões de dólares por ano em preparativos bélicos. Cerca de 25 por cento de todos os cientistas nos Estados Unidos e na União Soviética empenham-se em trabalhos bélicos; menos de um centésimo de um por cento trabalha no controle armamentista ou no desarmamento.
9. Ajudou a ciência a solucionar os problemas aflitivos da família humana?
9 Tem a ciência ajudado a frear a onda mundial de crimes? Não, porque o crime tem aumentado assim como a Palavra profética de Deus disse que aconteceria nestes “últimos dias”. (Mat. 24:12; 2 Tim. 3:1-5, 13) Ora, só nos Estados Unidos, um estudo feito pelo Departamento de Recenseamento indica que cada ano são cometidos 37 milhões de crimes dolosos, três vezes mais do que realmente relatados a polícia. Também, embora a medicina tenha ajudado a combater algumas enfermidades, outras têm escapado do controle dela. As doenças cardíacas têm atingido níveis epidêmicos, assim como as doenças venéreas; e o câncer tem-se tornado um grande assassino. Os problemas de saúde têm piorado por causa da poluição do ar, da terra e da água pelo homem, e de seus tratamentos químicos aplicados aos alimentos. A ciência é completamente impotente diante dos estragos da velhice e da morte. A condição da humanidade permanece assim como diz a Palavra de Deus: “Por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens.” (Rom. 5:12) Além disso, a revista Parade diz que, apesar de todos os progressos da ciência moderna: “Há mais pessoas famintas, empobrecidas, analfabetas e desempregadas no mundo do que jamais antes.”
10, 11. (a) Como reconheceram algumas autoridades mundanas o fracasso da ciência? (b) O que predisse a Bíblia com exatidão sobre os esforços humanos?
10 De modo que se pode ver claramente o resultado desta era científica. Sabemos por experiência própria o que ela tem produzido. Podemos chegar à mesma conclusão que o livro Ética Ambiental (em inglês): “A atual tecnologia já é um fracasso.” O autor Lewis Mumford também declarou: “A idéia de que o progresso mecânico e científico garantia benefícios humanos paralelos . . . tornou-se agora completamente insustentável.” E o historiador Arnold Toynbee declarou: “Permitimos que a máquina nos controle, com resultados chocantes. . . . Dificilmente se pode confiar ao homem não regenerado os brinquedos perigosos produzidos pelos seus laboratórios.”
11 Podemos ver agora claramente o que tem acontecido à família humana por confiar no homem. É exatamente como predito pelo profeta de Deus, Jeremias, que disse: “Maldito o varão vigoroso que confia no homem terreno e que realmente faz da carne o seu braço, e cujo coração se desvia do próprio Jeová.” (Jer. 17:5) Também são fidedignas as seguintes palavras do salmista inspirado: “A menos que o próprio Jeová construa a casa, é fútil que seus construtores trabalhem arduamente nela.” — Sal. 127:1.
JEOVÁ É DIGNO DE NOSSA CONFIANÇA
12. Apenas quem merece nossa confiança, com respeito aos assuntos essenciais da vida?
12 Conforme tem mostrado a experiência humana, é tolice confiar na sabedoria humana com respeito aos assuntos essenciais da vida. Não podemos confiar em que o homem solucione os enormes problemas da família humana. Somente Jeová, o Criador Todo-poderoso, tem a solução. Portanto, no que se refere a um assunto tão vital como recorrer a alguém em busca de orientação, durante estes tempos críticos, é para Jeová que nos devemos voltar. Confiaria nos rabiscos duma criancinha como sendo um mapa para uma viagem perigosa? Ou dependeria da orientação dum perito, que está cabalmente familiarizado com o trajeto? Para nossa viagem através destes “últimos dias” perigosos e na busca da vida eterna, na nova ordem de Deus, a sabedoria humana é totalmente indigna de confiança como guia. Por isso diz a Bíblia: “Bendito o varão vigoroso que confia em Jeová e cuja confiança veio a ser Jeová.” — Jer. 17:7.
13-15. (a) Como evidencia o universo a sabedoria e o poder de Jeová? (b) Por que deve aumentar isso nossa confiança em Jeová? (Isa. 40:28, 29)
13 As obras de Jeová, apoiadas por sua sabedoria e seu poder, nos inspiram confiança. Quando vemos o que ele já fez e o que é capaz de fazer, aumenta nosso apreço de sua capacidade para orientar nossa vida e modelar uma nova ordem justa. Um exemplo da capacidade de Jeová é encontrado no próprio universo material. Antes de os telescópios serem inventados, apenas os poucos milhares de estrelas que podiam ser vistas a olho nu eram consideradas como tudo o que existia. Mas os primeiros telescópios rudimentares revelaram muito mais. Os instrumentos modernos, que agora pesquisam o universo, revelam tantos bilhões de estrelas que, como disse Jeremias, o homem “não . . . pode contar o exército dos céus”. — Jer 33:22, Almeida.
14 Descobriu-se então que os corpos celestes não se achavam espalhados ao acaso. Estão agrupados no que é chamado de “galáxias”, cada uma delas contendo bilhões de estrelas e outra matéria. A galáxia em que vivemos é chamada de Via-Láctea, a qual contém calculadamente 100 bilhões de estrelas assim como o nosso sol. Calcula-se o diâmetro de nossa galáxia em uns 100.000 anos-luz: e a luz percorre em um único ano cerca de 9,6 trilhões (9.600.000.000.000) de quilômetros! E isso não é tudo. Recentes observações feitas pelo homem, diz a revista National Geographic, “deixaram-nos aturdidos”. Observaram-se tantas galáxias, que uma estimativa de seu número é de dez bilhões; outro observador calcula-as em 100 bilhões! Além disso, observou-se que estas galáxias também estão organizadas. Estão arranjadas em “aglomerados”, nos quais várias galáxias estão agrupadas juntas em cada aglomerado.
15 A imensidade do universo, sua ordem e as leis precisas que governam os movimentos dos corpos celestes têm espantado alguns cientistas. Conforme observou a revista Science News: “A contemplação destas coisas perturba os cosmólogos, porque parece que tais condições particulares e precisas dificilmente poderiam ter surgido ao acaso.” Naturalmente, o universo não surgiu apenas “ao acaso”. A sabedoria, o poder, a ordem e a lei manifestos no universo provêm todos do grandioso Criador, Jeová Deus: “Os céus declaram a glória de Deus; e a expansão está contando o trabalho das suas mãos.” (Sal. 19:1) A capacidade de Jeová tem alcance tão grande, que ele executa facilmente aquilo que os homens acham impossível, até mesmo “contando o número das estrelas; a todas elas chama pelos seus nomes”. — Sal. 147:4.
16. A que conclusão devem levar as novas descobertas sobre as coisas vivas?
16 Muitos cientistas ficam cada vez mais admirados também por causa da sabedoria e da complexidade manifestas nas coisas vivas, na terra. A revista Science Digest publicou o seguinte item: “Com as novas descobertas quase que diárias na biologia molecular, a probabilidade de a vida ter começado por acidente torna-se cada vez mais remota, se não impossível.” Certo cientista calculou que as instruções codificadas encontradas em uma única célula humana encheriam uma enciclopédia de mil volumes. Donde proveio tudo isso? Os volumes das enciclopédias numa prateleira certamente indicam a existência duma autoria inteligente. O mesmo faz a quantidade espantosa de informações, bem como a sabedoria e a complexidade encontradas nas coisas vivas. Por isso, a Bíblia declara simples e verazmente sobre Jeová Deus: “Contigo está a fonte da vida.” — Sal. 36:9.
17. O que devem admitir as pessoas humildes?
17 As pessoas humildes admitem o que muitos cientistas e outros não querem admitir, que Jeová deveras é “o Criador dos céus e o Grandioso que os estendeu; Aquele que estirou a terra e seu produto, Aquele que dá respiração ao povo sobre ela e espírito aos que andam nela”. (Isa. 42:5) Este glorioso Criador, que demonstra ter tal capacidade e sabedoria, certamente merece nossa confiança. Assim como admitiram os vinte e quatro anciãos na visão:
“Digno és, Jeová, sim, nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder, porque criaste todas as coisas e porque elas existiram e foram criadas por tua vontade.” — Rev. 4:11.
18, 19. (a) Como se comparam as obras de Deus com as do homem? (b) Qual deve ser nossa atitude quanto a confiar em Deus ou no homem?
18 Portanto, ao compararmos as obras de Deus com as obras dos homens, podemos perguntar: Quem merece nossa completa confiança? Certamente não é o homem, mesmo com todos os seus progressos científicos. Os tremendos danos e a confusão que já causou na terra mostram que ele não possui as soluções para os problemas da vida e que não se pode confiar em que as consiga. Segundo observa a World Book Encyclopedia:
“Apesar dos grandes progressos feitos na ciência, os cientistas ainda têm muitos problemas sem solução. . . .
“Os botânicos ainda não sabem exatamente como funciona o processo da fotossíntese. Os biólogos e os bioquímicos ainda não acharam a resposta à pergunta de como se originou a vida. Os astrônomos ainda não desenvolveram uma explicação satisfatória da origem do universo. Os cientistas da medicina e os fisiólogos desconhecem a causa ou a cura do câncer, ou como curar as diversas doenças causadas por vírus. . . . Os psicólogos não conhecem todas as causas das doenças mentais.”
19 Jeová sabe as respostas a todas estas coisas. E ele certamente tem a sabedoria e a capacidade de prover as soluções para os problemas que afligem a humanidade. Portanto, é apropriada a advertência bíblica: “Não confieis nos nobres, nem no filho do homem terreno, a quem não pertence a salvação.” (Sal 146:3) Em vez disso, os que amam o que é direito, que amam a vida e que querem ver condições melhores no futuro estarão entre os descritos pelo salmista: “Os que conhecem o teu nome confiarão em ti, pois certamente não abandonarás os que te buscam, ó Jeová.” — Sal. 9:10.
[Foto na página 42]
Aquilo que os homens encaram como “progresso” científico muitas vezes resulta em congestionamentos, poluição, frustração o muitas mortes prematuras.
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Mantenha confiança em Jeová para obter a recompensaA Sentinela — 1978 | 15 de janeiro
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Mantenha confiança em Jeová para obter a recompensa
“Feliz é aquele que confia em Jeová.” — Pro. 16:20.
1, 2. Por que devemos confiar em Jeová para solucionar os problemas da humanidade?
MILHARES de anos de história têm demonstrado que os homens, não importa quão bem-intencionados e cientificamente adiantados, não podem solucionar os enormes problemas da humanidade. Apenas no Criador do universo e da vida nesta terra se pode confiar de que faça isso. Só ele possui a sabedoria, o poder e a vontade necessários. Reconhecendo isso, o salmista declarou: “Tu és a minha esperança, ó Soberano Senhor Jeová, minha confiança desde a minha mocidade.” (Sal. 71:5) Esta esperança é bem aplicada, visto que a Palavra de Deus promete: “A esperança não conduz a desapontamento.” (Rom. 5:5) A Bíblia aconselha, pois, corretamente: “Confia em Jeová de todo o teu coração e não te estribes na tua própria compreensão.” — Pro. 3:5.
2 Um motivo muito compulsivo pelo qual devemos confiar em Jeová é que o futuro da humanidade será decidido por ele, não pelos homens. Tampouco será decidido por alguma idéia mítica, tal como a “evolução”, nem por qualquer força cega chamada “progresso”. De fato, o futuro já foi decidido por Jeová. E podemos confiar em que ele cumpra o que intenciona quanto ao futuro, visto que “é impossível que Deus minta”. (Heb. 6:18) Além disso, Jeová nos diz consoladoramente: “Assim mostrará ser a minha palavra que sai da minha boca. Não voltará a mim sem resultados, mas certamente fará aquilo em que me agradei e terá êxito certo naquilo para que a enviei.” (Isa. 55:11) Nenhum homem pode merecer tanta confiança.
3. Que certeza dá Jeová aos seus servos?
3 Além disso, Jeová mostra sua preocupação amorosa com os seus servos por mantê-los informados sobre os seus propósitos: “O [Soberano] Senhor Jeová não fará coisa alguma sem ter revelado seu assunto confidencial aos seus servos, os profetas.” (Amós 3:7) Jeová diz: “Eu estou contando coisas novas. Antes de começarem a surgir, faço que as ouçais.” (Isa. 42:9) Quão reconfortante é que Deus diz aos seus servos de confiança, de antemão, o que fará no futuro. E ao passo que as suas promessas se cumprem, aumenta ainda mais a confiança nele. Jesus disse: “Eu vos tenho dito isso antes que ocorra, a fim de que, quando ocorrer, acrediteis.” — João 14:29.
SEMPRE FIDEDIGNO
4, 5. (a) Como se cumpriram as palavras de Jeová, dirigidas aos nossos primeiros pais? (b) De que maneira sofreram outras partes da criação terrena de Deus?
4 Desde o próprio começo da história da humanidade, Jeová tem demonstrado a fidedignidade de suas promessas e que suas advertências devem ser acatadas. Um exemplo disso é o que aconteceu aos nossos primeiros pais, Adão e Eva. Eles abusaram da excelente dádiva do livre-arbítrio que Deus lhes deu. De fato, Eva acreditou que ser independente do governo de Deus realmente melhoraria a situação, habilitando-a a ser “como Deus”. (Gên. 3:5) Mas, aconteceu isso? Não, porque Jeová já havia advertido que desviar-se de seu governo certamente resultaria em miséria e morte. Jeová sabia que os homens não foram criados com a capacidade de serem bem sucedidos quando independentes de seu Criador. — Gên. 2:17; 3:17-19.
5 As palavras de Jeová aos nossos primeiros pais certamente mostraram ser verazes. Quando abandonaram a orientação de Deus, também perderam contato com a Fonte que sustenta a vida. Com o tempo, envelheceram e morreram, assim como Deus advertira. Também, transmitiram a imperfeição aos seus descendentes. Toda a humanidade passou assim a sofrer a calamidade do pecado e da morte, trazidos sobre nós pelos nossos primeiros pais, que confiaram antes no governo humano em vez de no governo de Deus. (Rom. 5:12) E também passou a ser uma calamidade para o domínio animal. O homem não mais exerce domínio amoroso sobre os animais, assim como fazia no começo. (Gên. 1:26) Em vez disso, o homem tem explorado os animais, causando a extinção de muitas variedades, especialmente nos últimos anos. O homem também tem explorado, saqueado e poluído a terra, de modo que em muitos lugares ela também está em desordem. “Toda a criação junta persiste em gemer e junta está em dores até agora”, em conseqüência de o homem não confiar em Jeová. — Rom. 8:22.
6. O que resultou de se confiar ou não em Jeová durante os dias de Noé?
6 Por volta dos dias de Noé, séculos depois da rebelião no Éden, o mundo da humanidade havia-se tornado extremamente corruto e violento. Deus disse a Noé que o antigo mundo havia de ser destruído por meio dum dilúvio global. Noé e sua família confiaram em Jeová e portanto começaram a preparar-se para isso: “Noé passou a fazer segundo tudo o que Deus lhe mandara. Fez exatamente assim.” (Gên. 6:22) Mas, Noé teve de manter confiança em Jeová por muitos anos, visto que foi informado sobre o dilúvio com décadas de antecedência à sua ocorrência. Que dizer das outras pessoas daquele mundo antigo? “Não fizeram caso”, disse Jesus. Contudo, bem na hora indicada, “veio o dilúvio e os varreu a todos”. (Mat. 24:39) Hoje, nossa existência demonstra que as palavras de Jeová eram fidedignas. Prova também que o melhor proceder para os homens e manter confiança em Jeová. Por quê? Porque todos nós somos descendentes de Noé. Aqueles que não confiaram em Jeová, nos dias de Noé, não tiveram mais filhos. Todos pereceram sob as águas do dilúvio, cortando a sua linhagem de descendência. — Gên. 7:22, 23.
7. Como se mostrou a promessa de Jeová digna de confiança no tempo de Abraão?
7 A fidedignidade de Jeová foi novamente demonstrada nos dias de Abraão. Jeová havia informado Abraão e sua esposa Sara de que teriam um filho. No entanto, Sara já estava bem além da idade de ter filhos. Quando ouviu a notícia, ela riu. Notando isso, Jeová disse a Abraão: “Há alguma coisa que seja extraordinária demais para Jeová? Retornarei a ti no tempo designado, no ano que vem, neste mesmo tempo, e Sara terá um filho.” Exatamente no tempo indicado por Jeová, Sara teve seu filho Isaque. Jeová restabelecera milagrosamente a faculdade procriativa de Sara, em harmonia com seu propósito de produzir o Messias por meio da linhagem de Abraão. — Gên. 18:9-14; 21:2.
8. Como se cumpriram as promessas de Jeová em toda uma nação?
8 Nos dias de Moisés, os servos de Deus foram severamente oprimidos pela potência mundial, brutal, daquele tempo, o Egito. Mas, Jeová disse: “Indubitavelmente, tenho visto a tribulação do meu povo que está no Egito e tenho ouvido seu clamor por causa daqueles que os compelem a trabalhar; porque eu bem sei das dores que sofrem. E estou para descer, a fim de livrá-los da mão dos egípcios e para fazê-los subir daquela terra para uma terra boa e espaçosa, para uma terra que mana leite e mel.” (Êxo. 3:7, 8) Essas promessas cumpriram-se, quando Deus produziu o livramento de seus servos do Egito, tirando do caminho também outras fortes nações inimigas. Seus servos, vários milhões deles, por fim chegaram a uma “terra boa e espaçosa”, ‘que manava leite e mel’. De modo que as promessas de Jeová a toda aquela nação mostraram ser fidedignas, cumprindo-se em todos os pormenores. — Jos. 21:43-45.
9. O que aconteceu com Israel e Judá por não confiarem em Jeová?
9 Se o antigo Israel tivesse mantido confiança em Jeová, teria continuado a prosperar na sua nova terra. Mas, em vez disso, começou a confiar na sua própria sabedoria humana. Por fim, a grave apostasia e corrução tornaram-se habituais, apesar da benignidade imerecida de Jeová. Aijá, porta-voz de Deus, profetizou a respeito do reino setentrional de dez tribos de Israel: “Jeová deveras golpeará Israel . . . e ele certamente desarraigará Israel deste solo bom que deu aos seus antepassados.” (1 Reis 14:15) As palavras de Jeová novamente se cumpriram: “O Rei da Assíria capturou Samaria e então levou Israel ao exílio na Assíria.” “Jeová removeu a Israel da sua vista, assim como tinha falado por intermédio de todos os seus servos, os profetas. Portanto, Israel foi do seu próprio solo para o exílio na Assíria.” (2 Reis 17:6-23) Mais tarde, as palavras de Jeová novamente mostraram ser verazes, quando o reino sulino de Judá foi levado ao exílio pelos babilônios. — 2 Crô. 36:15-21.
CONFIANÇA EM JEOVÁ EM NOSSOS DIAS
10. Nos nossos dias, que espécie de confiança precisam ter os servos de Jeová?
10 Os servos de Deus hoje estão cercados por um mundo seriamente corruto e violento, similar ao dos dias de Noé. Para não sermos consumidos pela iniqüidade, pelo desânimo ou pela descrença, precisamos muito manter a plena confiança em Jeová. Precisamos ter a mesma atitude mental de Josué, fiel servo de Jeová, há muito tempo. Ele disse: “Vós bem sabeis, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma, que não falhou nem uma única de todas as boas palavras que Jeová, vosso Deus, vos falou. Todas elas se cumpriram para convosco. Nem uma única palavra delas falhou.” “Não falhou nem uma única de todas as boas promessas que Jeová fizera à casa de Israel; tudo se cumpriu.” — Jos. 23:14; 21:45.
11. Como se têm cumprido as palavras de Jeová para a nossa geração?
11 No entanto, não foi só na antiguidade que os servos de Deus viram os cumprimentos das palavras e das promessas dele. Cumprimentos similares ocorrem nos nossos dias. Um exemplo disso é o que tem acontecido ao mundo, nesta geração. Contrário às predições de muitos líderes humanos, de que este século assinalaria uma nova e gloriosa era científica, em que se solucionariam os problemas da humanidade, a Palavra de Deus predisse com exatidão: “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar.” A ganância, o ódio, aquilo que é contra a lei, as guerras mundiais, a delinqüência juvenil, o colapso da família, a hipocrisia religiosa e a descrença em Deus, preditos para o nosso tempo, ocorreram todos. Isto tem acontecido segundo o cronograma preciso de Jeová, a partir do ano de 1914, ponto decisivo da história moderna. — Mat. 24:3-14; 2 Tim. 3:1-5, 13.
12. De que modo tem dado Jeová, hoje, prosperidade aos seus servos?
12 Contudo, no meio deste período muito difícil, nestes “últimos dias” do sistema atual, Jeová tem protegido e feito prosperar seus servos confiantes, de maneira maravilhosa. Apesar das imensas crueldades que sofreram às mãos de perseguidores, seus adoradores aumentaram a ponto de ascenderem a milhões. Conforme predissera a Palavra de Jeová: “O próprio pequeno tornar-se-á mil e o menor, uma nação forte. Eu mesmo, Jeová, apressarei isso ao seu próprio tempo.” (Isa. 60:22) Além disso, seus servos estão aprendendo a produzir os frutos do espírito orientador de Deus, pois, estão cultivando “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio”. (Gál. 5:22, 23) Cumpriram-se nos servos de Deus as palavras do Salmo 29:11: “O próprio Jeová deveras dará força ao seu povo. O próprio Jeová abençoará seu povo com paz.” E tudo isso está acontecendo enquanto o mundo, em contraste, afunda cada vez mais em “fornicação, impureza, conduta desenfreada, idolatria, prática de espiritismo, inimizades, rixa, ciúme, acessos de ira, contendas, divisões, seitas, invejas, bebedeiras, festanças e coisas semelhantes a estas”. — Gál. 5:19-21.
13, 14. Embora as autoridades seculares reconheçam os problemas críticos da humanidade, que soluções ainda oferecem?
13 As autoridades seculares admitem a condição crítica do mundo. Mas não recorrem a Jeová em busca das soluções. Ainda recorrem à sabedoria humana para achar uma saída. Um exemplo disso é mencionado no livro Ética Ambiental, que diz: “Qualquer exame realístico do homem na terra mostra hoje que ele se encaminha para os desastres cataclísmicos da fome, da pestilência e da guerra.” Mas qual é a solução sugerida? Os autores dizem:
“Alguma forma de governo mundial, tal como Nações Unidas universais, precisa ser estabelecido, para que a humanidade possa considerar-se como espécie e cuidar-se como um todo.
“Precisa-se de um programa educativo mundial para convencer as pessoas do mundo da necessidade de programas para levar a população e os recursos a um equilíbrio ecológico, e isto só pode ser conseguido com cooperação internacional. . . .
“Pode-se esperar que a elite no poder do mundo — os líderes do governo, do comércio, da indústria, e os militares — veja a necessidade duma planejada cooperação mundial para o bem da espécie humana, e assim forme um governo mundial.”
Depois de indicarem a necessidade de um governo mundial, porém, expressam o temor de que “não se atue para satisfazer esta necessidade . . . até que a fome, a pestilência e a guerra atinjam uma grande proporção da população do mundo.”
14 Os cientistas D. Pirages e P. Ehrlich, no livro intitulado Arca II (em inglês), observaram de modo similar:
“Noé teve amplo aviso, duma autoridade respeitada, para construir a sua Arca, e ele usou seu tempo com bom proveito. Os céticos riram, zombaram e se afogaram — mas Noé . . . sobreviveu.
“Nós também fomos avisados de que um dilúvio de problemas ameaça agora a persistência da sociedade industrial, mas, esta vez, a arca não pode ser construída de madeira e calafetada.
“Precisamos assegurar nossa sobrevivência por refazer as instituições políticas, econômicas e sociais da sociedade industrial. Se uma nova arca institucional não puder ser feita em tempo à prova de água, a sociedade industrial afundara.”
15. (a) Por que não há nenhum motivo para se confiar nas soluções humanas, neste tempo tardio? (b) Quem coopera realmente com a única solução dos problemas da humanidade?
15 Fornece-nos a história humana algum motivo válido para crermos que este sistema corruto possa ser “refeito”? Há qualquer base para se confiar em que as nações, de repente, cooperem em escala mundial, altruistamente, em todo campo da atividade humana? Dirigem elas um programa educativo mundial, que una toda a humanidade sob um só governo e induza todas as pessoas a adotar um objetivo comum? Não fazem nenhuma destas coisas. Em todas as nações, apenas os servos de Jeová cooperam pacífica e unidamente em informar as pessoas sobre o iminente único governo para toda a humanidade, que é do propósito de Jeová, seu reino celestial sob Cristo. Não promovem que o atual sistema inoperante de coisas seja refeito, visto que não é do propósito de Deus. Ele não o refará, mas demolirá. Nesta promessa podemos confiar. — Dan. 2:44; Mat. 6:9, 10.
16. Em que promessas devemos ter plena confiança?
16 Os servos de Jeová não devem ser desencaminhados por quaisquer esquemas para perpetuar o atual sistema corruto de coisas. Em vez disso, devem manter confiança em Jeová, com plena certeza de que ele acabará com este sistema iníquo e o substituirá com sua nova ordem de justiça. (2 Ped. 3:10-13) Temos de confiar em que só Jeová pode enxugar e “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor”, para seus servos confiantes. (Rev. 21:4) Jeová cumprirá tais promessas exatamente no seu tempo designado, porque “estas palavras são fiéis e verdadeiras”. — Rev. 21:5.
17. O que serve para nós de fonte de encorajamento?
17 Além disso, como encorajamento para confiarem nele, Jeová pede que seus servos mantenham os olhos fixos na recompensa dele. “Aquele que se aproxima de Deus tem de crer que ele existe e que se torna o recompensador dos que seriamente o buscam.” (Heb. 11:6) A esperança da recompensa foi um estímulo para os cristãos do primeiro século. O apóstolo Paulo disse: “Meus amados irmãos, tornai-vos constantes, inabaláveis, tendo sempre bastante para fazer na obra do Senhor, sabendo que o vosso labor não é em vão em conexão com o Senhor.” “Deus não é injusto, para se esquecer de vossa obra e do amor que mostrastes ao seu nome.” — 1 Cor. 15:58; Heb. 6:10.
18. Deve diminuir a nossa confiança em Jeová, mesmo que tenhamos de enfrentar a morte?
18 Nossa confiança em Jeová não deve diminuir, mesmo que tenhamos de enfrentar a morte antes de a nova ordem de Deus se tornar realidade. Podemos ter a mesma confiança de Abraão, quando se lhe pediu que sacrificasse Isaque. “Ele achava que Deus era capaz de levantá-lo até mesmo dentre os mortos.” Quando Jeová interveio, Isaque já estava a bem dizer morto, motivo pelo qual a Bíblia diz que Abraão “recebeu [Isaque] também em sentido ilustrativo” dentre os mortos. (Heb. 11:19) Pode alguma instituição humana trazer os mortos de volta? Certamente que não. Apenas Jeová pode fazer isso, por meio dos arranjos que providenciou. — Atos 24:15.
19. Quais são algumas das recompensas que os servos confiantes de Jeová receberão na Nova Ordem?
19 Na nova ordem de Deus, seus servos confiantes receberão a plena recompensa pela sua fidelidade a ele. Serão libertos para sempre do sistema corruto de coisas, que agora os oprime. Ficarão para sempre livres das maldições do pecado e da morte. E o excelente treinamento que os servos de Jeová recebem agora, trabalhando e vivendo juntos segundo as normas de Deus, será imediatamente posto em prática ao cooperarem sob a direção do reino de Deus para começar a edificar uma nova terra paradísica. Quanta felicidade terão assim todos os que mantêm confiança em Jeová! Quão gratos serão a Jeová, ao verem bênção após bênção derramada sobre eles! De fato, “os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz”. — Sal. 37:11.
20. Que confiança podemos ter quanto a como os recursos da terra serão usados sob o reino de Deus?
20 Na nova ordem de Deus, as pessoas não mais terão de preocupar-se de que as invenções e as máquinas da ciência operem contra elas Jeová, quem criou todas as coisas materiais, inclusive a energia, sabe o que seus servos devem usar para transformar a terra num paraíso. Os progressos em conhecimento ou nos níveis de vida não mais resultarão em dano e poluição para a terra. O Criador e Regulamentador de bilhões de galáxias no universo sabe como dirigir seu povo no uso mais benéfico e duradouro das coisas que ele fez para o usufruto deles. Assim, à base do registro do passado e do presente, temos todo motivo para manter confiança em Jeová, conforme aconselha sua Palavra: “Confia em Jeová e faze o bem; reside na terra e age com fidelidade. Deleita-te também em Jeová, e ele te concederá os pedidos do teu coração. Rola teu caminho sobre Jeová e confia nele, e ele mesmo agirá.” — Sal. 37:3-5.
[Foto na página 49]
Somente os servos de Jeová informam as pessoas, unidamente, em todo o mundo, sobre o único governo que Deus intenciona para toda a humanidade.
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