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Sentença divina contra os falsos profetas da cristandadeA Sentinela — 1980 | 1.° de junho
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exércitos, o Deus de Israel: “Vou pôr um jugo de ferro no pescoço de todas estas nações, para servirem a Nabucodonosor, Rei de Babilônia; e terão de servi-lo. E vou dar-lhe até mesmo os animais selváticos do campo.”’” (Jer. 28:12-14) Por conseguinte, nenhuma trama internacional fomentada por Hananias podia ser bem-sucedida. Além disso, para Jeová entregar “até mesmo os animais selváticos do campo” à mão de Nabucodonosor, Jeová teria de entregar-lhe os países dos conspiradores internacionais.
O CABEÇA RELIGIOSO RECEBEU O QUE MERECIA
10. Que ação está autorizada a tomar a classe de Jeremias com respeito aos clérigos que, iguais a Hananias, apóiam a conspiração internacional contra Jeová?
10 Hoje, os clérigos-profetas da cristandade apóiam francamente a conspiração internacional contra o reino de Jeová por seu Cristo. As Testemunhas de Jeová não estão autorizadas a proferir a sentença de morte sobre qualquer deles. Mas podem transmitir a pronunciação inspirada de Jeová e aplicá-la contra os falsos profetas clericais, que, como classe, foram prefigurados por Hananias. Portanto, leiamos agora sobre a ação profética de Jeremias:
“E Jeremias, o profeta, prosseguiu, dizendo a Hananias, o profeta: ‘Escuta, por favor, ó Hananias! Jeová não te enviou, mas tu mesmo fizeste este povo confiar numa falsidade. Portanto, assim disse Jeová: “Eis que te mando embora de cima da superfície do solo. Este ano, tu mesmo terás de morrer, pois falaste em franca revolta contra Jeová.”’” — Jer. 28:15, 16.
11. (a) Por quanto tempo ainda durou Hananias? (b) De que são igualmente culpados os clérigos da cristandade, e, por isso, o que têm de salientar os da classe de Jeremias?
11 Hananias, que promovia a franca revolta contra Jeová por meio de conspiradores internacionais, viveu ainda mais uns dois meses “Assim, Hananias, o profeta, morreu naquele ano [614 A.E.C.], no sétimo mês.” (Jer. 28:17, 1) À luz deste drama profético dos tempos antigos, que dizer dos atuais falsos profetas clericais da cristandade? Eles apóiam os governantes políticos na recusa de porem seu pescoço sob o jugo do Servo-Rei de Jeová, que é muito maior do que o Nabucodonosor da antiguidade. Os da classe de Jeremias não podem acompanhar nisso os clérigos. Têm de continuar a salientar a calamidade a que os clérigos estão levando o povo.
12. Que mensagem tinha Jeremias da parte de Jeová, para os judeus que já estavam exilados em Babilônia sobre os falsos profetas Acabe e Zedequias?
12 Naqueles antigos dias de desassossego político no Oriente Médio, até mesmo os judeus já deportados, em Babilônia, tinham no seu meio falsos profetas. A estes pseudo-profetas, que criavam esperanças falsas entre os exilados judaicos na terra de Nabucodonosor, Deus enviou a seguinte mensagem por meio de Jeremias:
“E quanto a vós, ouvi a palavra de Jeová, todos vós, povo exilado, que mandei embora de Jerusalém para Babilônia. Assim disse Jeová dos exércitos, o Deus de Israel, a respeito de Acabe, filho de Colaías, e a Zedequias, filho de Maaséias, que vos profetizam falsidade em meu próprio nome: ‘Eis que os entrego na mão de Nabucodonosor, Rei de Babilônia, e ele terá de golpeá-los perante os vossos olhos. E certamente se tomará deles uma invocação do mal, por parte do grupo inteiro dos exilados de Judá, que está em Babilônia, dizendo: “Faça-te Jeová igual a Zedequias e igual a Acabe, que o Rei de Babilônia assou no fogo!”, visto que praticaram a insensatez em Israel, e continuam a cometer adultério com as esposas de seus companheiros e continuam a falar falsamente em meu próprio nome a palavra que não lhes ordenei. “E eu sou Aquele que sabe e sou testemunha”, é a pronunciação de Jeová.’” — Jer. 29:20-23.
O “servo” de Jeová, Nabucodonosor, sem dúvida, tinha bons motivos políticos para assar Zedequias e Acabe no fogo, pois, contrários ao conselho de Jeová, eles agiram contra os interesses da Babilônia imperial.
13. Deviam os exilados judaicos esperar uma breve libertação de Babilônia, e, por isso, o que os mandou fazer a carta de Jeremias?
13 As palavras que se acabam de citar faziam parte da carta que Jeremias enviou de Jerusalém aos exilados anciãos, sacerdotes, profetas e povo na longínqua Babilônia, usando como seus portadores a Elasá, filho de Safã, e Gemarias, filho de Hilquias, quando o Rei Zedequias, de Jerusalém, enviou estes dois emissários ao Rei Nabucodonosor, em Babilônia. (Jer. 29:1-3) Nesta carta de Jeremias, Jeová disse aos exilados que não deviam esperar uma breve libertação de Babilônia, mas que deviam estabelecer-se, casar-se e multiplicar-se. Em vez de tramarem uma revolta, “buscai a paz da cidade à qual vos exilei e orai por ela a Jeová, porque na sua paz se mostrará haver paz para vós mesmos. . . . Pois assim disse Jeová: ‘De acordo com o cumprimento de setenta anos em Babilônia, voltarei minha atenção para vós, e vou confirmar para convosco a minha boa palavra por trazer-vos de volta a este lugar.’” — Jer. 29:4-10.
14. Iguais ao profeta antigo, o que admoestam os da classe de Jeremias que os cristãos batizados devem ser, onde quer que estejam?
14 Fiéis à imagem de Jeremias, os da classe de Jeremias admoestam hoje todas as testemunhas dedicadas e batizadas de Jeová a serem cidadãos acatadores da lei e pacíficos nos países em que, falando-se em sentido espiritual, são “forasteiros e residentes temporários”. (1 Ped. 2:11-15) Por meio de sua sujeição relativa às “autoridades superiores” também mantêm a paz com Deus. — Rom. 13:1-4.
15. O que havia feito Semaías, o falso profeta em Babilônia, e que queixa fez ele ao “grandioso superintendente” do templo de Jerusalém?
15 Mesmo já antes de a carta de Jeremias ter sido redigida e enviada, um falso profeta, então em exílio em Babilônia, a saber, Semaías de Neelão, enviara cartas a Sofonias, filho de Maaséias, “grandioso superintendente” do templo de Jerusalém. De modo que Jeová, na carta de Jeremias aos exilados em Babilônia, mencionou isso e disse:
“E a Semaías de Neelão dirás: ‘Assim disse Jeová dos exércitos, o Deus de Israel: “Visto que tu mesmo enviaste em teu nome cartas a todo o povo que está em Jerusalém e a Sofonias, filho de Maaséias, o sacerdote, e a todos os sacerdotes dizendo:‘O próprio Jeová te constituiu sacerdote em lugar de Jeoiada, o sacerdote, a fim de que te tornasses o grandioso superintendente da casa de Jeová para com qualquer homem enlouquecido e que se comporte como profeta, e tens de pô-lo no tronco e ao pelourinho; agora, pois, por que não censuraste Jeremias de Anatote, que se comporta como profeta para vós? Pois, por isso nos enviou mensagem a Babilônia, dizendo: “É muito prolongado! Construí casas e habitai nelas, e plantai jardins e comei dos seus frutos . . . ”’”’” — Jer. 29:24-28; veja Jeremias 29:4-6.
16. O que fez o “grandioso superintendente” do templo com a carta de Semaías, e o que foi Jeremias então inspirado a profetizar sobre Semaías?
16 Contudo, o sacerdote Sofonias, como “grandioso superintendente” do templo, não pôs Jeremias no tronco e ao pelourinho quando recebeu a carta de Semaías. Primeiro leu a carta para Jeremias. (Jer. 29:29) O que aconteceu então?
“Então veio a haver para Jeremias a palavra de Jeová, dizendo: ‘Manda dizer a todo o povo exilado: “Assim disse Jeová a todo o povo exilado: ‘Assim disse Jeová a respeito de Semaías de Neelão: ‘Visto que Semaías profetizou para vós, mas eu mesmo não o enviei, e ele tentou fazer-vos confiar numa falsidade, portanto, assim disse Jeová: “Eis que volto a minha atenção para Semaías de Neelão e para a sua descendência. Ele não virá a ter um homem morando no meio deste povo; e não olhará para o bem que faço para meu povo”, é a pronunciação de Jeová, “porque falou em franca revolta contra Jeová”.’”’” — Jer. 29:30-32.
17. Por que era a revolta contra Babilônia, conforme fomentada por Semaías, uma revolta contra Jeová?
17 Por meio daquilo que Semaías profetizou e escreveu, ele estava fomentando a revolta do Rei Zedequias de Jerusalém com o apoio do Faraó do Egito, que era opositor implacável da Potência Mundial Babilônica. Mas, tal revolta seria mais do que apenas contra Babilônia. Seria também contra Jeová, que usava então o Rei de Babilônia como seu “servo”. De modo que Jeová era o Amo celestial do Rei de Babilônia. Conseqüentemente, a revolta contra Babilônia seria primariamente uma revolta contra Jeová.
ESPERE EM JEOVÁ EM NEUTRALIDADE CRISTÃ
18. Como procurava Semaías adiantar-se a Jeová, com que conseqüências para si mesmo e sua descendência?
18 Semaías, em Babilônia, não quis esperar em Jeová para trazer a libertação dos exilados judaicos, dos quais era um. Não acreditou na profecia anterior de Isaías 44:28 até 45:4, sobre Khoresh, ou Ciro, o Persa, que havia de derrubar Babilônia e fazer os exilados judaicos retornar à sua pátria. Portanto, Semaías quis adiantar-se a Jeová. Tramou produzir à sua própria maneira a salvação para si mesmo e seus co-exilados. Favoreceu um proceder que resultaria em pôr um “jugo de ferro” da parte do Rei de Babilônia sobre o pescoço do reino vassalo de Judá. (Jer. 28:13, 14) Portanto, não haveria nenhuma libertação para Semaías, o revoltoso. Sua descendência seria decepada, não participando no restabelecimento de Israel!
19. Que proceder tem sido seguido pelo equivalente hodierno de Semaías, desde 1914?
19 Hoje, faremos bem em acatar o conselho dado na carta de Jeremias, conforme apresentado em Jeremias 29:8, 9. Deste modo não seguiremos o equivalente hodierno daquele antigo revoltoso contra o arranjo de Jeová, Semaías de Neelão. Os clérigos da cristandade, que não têm escutado a classe de Jeremias desde o fim dos Tempos dos Gentios em 1914, têm-se mostrado agora iguais a “figos rebentados que não podem ser comidos de ruins que são”. Trouxe-se à atenção dos clérigos os aspectos do “sinal” predito por Jesus Cristo e cumprido desde 1914, quer dizer, a “espada” de guerra, mesmo em escala global, também devastadora “fome” e “pestilência incontrolável”, e a ‘dispersão’ de populações indefesas, até mesmo na cristandade, que afirma ser cristã. (Jer. 29:16-19; Mat. 24:4-20) Ainda assim, os clérigos demonstram que não crêem no significado biblicamente explicado do “sinal”, e por isso não exortam as nações a entregarem sua soberania nacional ao agora reinante Servo-Rei de Jeová, Jesus Cristo, que desde 1914 compartilha com seu Pai celestial o “reino do mundo”, algo muito mais grandioso do que o Império Babilônico de Nabucodonosor. Antes, os clérigos aprovam os planos humanos e apóiam as Nações Unidas, não o governo de Deus.
20. Que punição merecida é executada em quem se revolta contra o governo, e, assim, como obteremos a salvação eterna?
20 Hoje, entre as nações do mundo, a revolta contra as autoridades devidamente constituídas é punida com a morte dos revoltosos. Do mesmo modo, a revolta anticristã contra Jeová e seu Servo-Rei granjeia a destruição para os líderes religiosos chamados “cristãos” que falam “em franca revolta contra Jeová”. (Jer. 29:32) Sua destruição foi prefigurada pela executada no falso profeta Semaías e sua descendência, que nunca chegaram a ver o “bem” que Jeová intencionou para os submissos de seu povo exilado. De modo que não cabe a nós elaborarmos nossa própria salvação imediata por meios humanos. Obtermos a salvação eterna depende de esperarmos pacientemente e com confiança em Jeová pela libertação por meio dum “servo” maior do que Khoresh, ou Ciro, o Grande, a saber, Jesus Cristo
21. Que proceder predito por Jeová, em Jeremias 29:12-14, a respeito dos exilados submissos, devemos imitar hoje?
21 Nossa tentativa de nos adiantarmos a Jeová nunca traria a libertação que desejamos tão ardentemente. Em vez de darmos as costas a Jeová e não o tomarmos em consideração, faremos bem em imitar aqueles que viram a salvação por Jeová e foram restabelecidos na sua pátria, no próprio tempo escolhido por ele. Jeová predisse o proceder deles, que merece ser imitado por nós, usando as seguintes palavras: “Certamente me chamareis, e vireis, e orareis a mim, e eu vou escutar-vos. E vós realmente me procurareis e me achareis, porque me buscareis de todo o vosso coração. E eu vou deixar-me achar por vós.” — Jer. 29:12-14.
22. Em vista do “ano de boa vontade” de Jeová, devemos agir em harmonia com que esperança quanto ao futuro?
22 Estamos agora perto do fim do “ano de boa vontade da parte de Jeová”. (Isa 61:2) Portanto, suas palavras a nosso favor ainda se aplicam a nós: “‘Eu mesmo conheço bem os pensamentos que tenho a vosso respeito’, é a pronunciação de Jeová, ‘pensamentos de paz, e não de calamidade, para dar-vos um futuro e esperança’.” (Jer. 29:11) O “futuro” em que Jeová pensa para nós é o mais desejável, se agora nos sujeitarmos à sua soberania universal, sendo o de paz, prosperidade e felicidade por meio de seu Rei-Servo, Jesus Cristo. Esta é a esperança que Jeová nos apresenta. Com pleno apreço, vamos agir em harmonia com ela.
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O “tempo aceitável”A Sentinela — 1980 | 1.° de junho
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O “tempo aceitável”
NO TEXTO de 2 Coríntios 6:2: “Pois ele diz: ‘Num tempo aceitável te ouvi e num dia de salvação te ajudei’”, o apóstolo Paulo cita a profecia de Isaías 49:8, que diz: “Assim disse Jeová: ‘Num tempo de boa vontade [“num tempo aceitável”, NM, ed.1967] te respondi e num dia de salvação te ajudei; e eu te estive resguardando para te dar como pacto para o povo, para reabilitar a terra, para fazer que se reentre na posse das desoladas propriedades hereditárias.”
No seu contexto original, esta declaração foi evidentemente feita a Isaías como representando ou personificando a nação de Israel. (Isa. 49:3) Trata-se claramente duma profecia de restauração, e, portanto, teve seu primeiro cumprimento no tempo da libertação de Israel de Babilônia, quando se fez a chamada aos israelitas presos: “Saí!” Eles voltaram depois à sua pátria e reabilitaram a terra desolada. — Isa. 49:9.
Todavia, as palavras “para te dar como pacto para o povo”, no Isa. 49 versículo 8 deste capítulo, e a declaração antecedente no Isa. 49 versículo 6, de que este “servo” de Jeová seria dado como “luz das nações, para que a . . . salvação [da parte de Deus] viesse a existir até a extremidade da terra”, decididamente assinalam esta profecia como sendo messiânica, aplicando-se portanto, a Cristo Jesus, como “servo” de Deus. (Compare Isaías 42:14, 6, 7, com Mateus 12:18-21.) Visto que o “tempo aceitável” seria um tempo em que Jeová ‘responderia’ e ‘ajudaria’ ao seu servo, deve aplicar-se à vida terrestre de Jesus, quando ele “ofereceu súplicas e também petições Àquele que era capaz de salvá-lo da morte, com fortes clamores e lágrimas, e ele foi ouvido favoravelmente pelo seu temor piedoso”. (Heb. 5:7-9; veja João 12:27, 28; 17:1-5; Luc. 22:41-44; 23:46.) Portanto, era um “dia de salvação” para o próprio Filho de Deus, um período de oportunidade durante o qual ele demonstrou integridade perfeita, e, em resultado disso, “tornou-se responsável pela salvação eterna de todos os que lhe obedecem”. — Heb. 5:9.
Além disso, a citação desta profecia por Paulo indica uma aplicação adicional aos cristãos exortados por Paulo a ‘não aceitarem a benignidade imerecida de Deus e desacertarem o propósito dela’, aos quais ele disse (depois de citar Isaías 49:8): “Eis que agora é o tempo especialmente aceitável. Eis que agora é o dia de salvação.” (2 Cor. 6:1, 2) Esses cristãos se haviam tornado o espiritual “Israel de Deus”, a partir de Pentecostes (Gál. 6:16), mas era necessário que se mostrassem dignos da benignidade imerecida de Deus, para que o “tempo aceitável” se mostrasse realmente ser para eles um “dia de salvação”.
Que a profecia, na sua aplicação original, era de restauração também indica uma aplicação a um tempo de livramento do cativeiro espiritual e de restauração no pleno favor de Deus. — Veja o Salmo 69:13-18.
Aos judeus naturais que deixaram de reconhecer quão favorável era o tempo, e a oportunidade que tinham de entrar no ‘Israel espiritual’, Paulo anunciou que ele se voltava para as nações não-judaicas e citou Isaías 49:6 em apoio, dizendo: “De fato, Jeová nos tem imposto o mandamento nas seguintes palavras: ‘Eu te designei como paz das nações, para que sejas uma salvação até à extremidade da terra.’” (Atos 13:47) Visto que “tempo” e “dia” são termos que indicam transitoriedade, dão a entender urgência e a necessidade de aproveitar sabiamente o período ou a época oportuna de favor antes de ela acabar com a retirada da misericórdia divina e da oferta de salvação. — Rom. 13:11-13; 1 Tes. 5:6-11; Efé. 5:15-20; tirado de Ajuda ao Entendimento da Bíblia, p. 28, em inglês.
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