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Porta, PortãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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— Deut. 16:18; 21:18-20; 22:15; 25:7.
Aqueles que os juízes julgavam ser dignos de morte eram levados para fora dos portões da cidade a fim de serem executados. (1 Reis 21:10-13; Atos 7:58) As carcaças dos animais sacrificiais, oferecidos para expiar os pecados no Dia da Expiação, eram levadas para fora da cidade e ali queimadas. (Lev. 16:27, 28) Por conseguinte, Jesus Cristo, a oferta pelo pecado que faz expiação pela humanidade, foi morto fora do portão de Jerusalém. — Heb. 13:11, 12.
PORTÕES DE JERUSALÉM
Ao tratar dos portões, ou portas, de Jerusalém, é bom lembrar-se de que, desde o tempo de sua captura por Davi, a cidade se desenvolveu e expandiu, de modo que foram construídos vários muros ou partes adicionais dos muros. Nós nos preocuparemos aqui principalmente com os portões mencionados no livro de Neemias, que nos fornece a mais completa descrição ou listagem. Os portões citados no registro de Neemias são portões constantes da muralha construída antes do século VIII AEC, e, da muralha que cercava o “segundo bairro”. (2 Reis 22:14; 2 Crô. 34:22; Sof. 1:10) O “segundo bairro” era uma parte da cidade limitada a O, e em parte do N, pela muralha de Ezequias (2 Crô. 32:5), unindo-se à muralha de Manassés, que continuava no NE e no E. (2 Crô. 33:14) Isto se achava ao N da cidade e do muro antigos, mas, pelo visto, não se estendia tão a O como a muralha anterior. — Veja o mapa acompanhante.
O Portão das Ovelhas
O Portão das Ovelhas (“Porta das Ovelhas”, ALA; BJ; BV; CBC; IBB; LEB; MC) foi reconstruído por Eliasibe, o sumo sacerdote, e sacerdotes associados. (Nee. 3:1, 32; 12:39) Este fato indicaria que se achava próximo do local do Templo. A sua localização era, provavelmente, na muralha N do segundo bairro, a parte construída por Manassés (veja “Portão do Peixe”, abaixo) no canto NE da cidade, ou próximo dele. Este portão pode ter sido assim chamado porque, através dele, eram trazidos ovelhas e cabritos para serem sacrificados, ou, talvez, devido a um mercado que estava localizado ali perto. O “portão das ovelhas” mencionado em João 5:2 é, provavelmente, o Portão das Ovelhas, ou um portão posterior que correspondia a ele, pois estava situado na mesma vizinhança, perto do reservatório de Betsata.
O Portão do Peixe
Ezequias, pelo que parece, construiu uma parte da muralha que cercava o segundo bairro, do lado O, até o Portão do Peixe (“Porta dos Peixes”, BV; PIB), e a construção de muralhas, por parte de Manassés, prosseguia desde o Portão do Peixe até a Cidade de Davi. (2 Crô. 32:5; 33:14) Nos relatos de reconstrução e de cortejo, de Neemias, o Portão do Peixe é situado a O do Portão das Ovelhas, e, evidentemente, achava-se na muralha N do “segundo bairro”, talvez a O do “Castelo” e perto da ponta N do vale de Tiropeom. (Nee. 3:3; 12:39) É mencionado em relação com o segundo bairro, em Sofonias 1:10. Este nome talvez seja devido a estar o portão próximo do mercado de peixes, onde os tírios vendiam peixes. — Nee. 13:16.
O Portão da Cidade Antiga
O Portão da Cidade Antiga (“Porta Velha”, ALA; BV) se localizava do lado NO da cidade, entre o Portão do Peixe e o Portão de Efraim. (Nee. 3:6; 12:39) Em hebraico, tal portão é simplesmente chamado de “Portão da Antiga”, a palavra “cidade” sendo suprida por alguns tradutores. Sugere-se que o nome se derivava de ter sido a entrada principal, ao N, para a cidade antiga. Pode ter-se situado na junção da Muralha Larga (que formava o limite N da cidade antiga) e da ponta S da muralha O do segundo bairro.
O Portão de Efraim
O Portão de Efraim (“Porta de Efraim”, ALA; BV) estava localizado na Muralha Larga, 400 côvados (c. 178 m) a E do Portão da Esquina. (2 Reis 14:13; 2 Crô. 25:23) Era uma saída para o N, em direção ao território de Efraim. Tem sido também identificado por alguns pesquisadores com o Portão do Meio (Jer. 39:3), e por outros com o Primeiro Portão. (Zac. 14:10) Julga-se ser a Genate ou Portão do Jardim mencionado pelo historiador judeu, Josefo (ou corresponder a ele). Havia uma praça pública perto do Portão de Efraim, na qual as pessoas armaram barracas para celebrar a Festividade das Barracas, nos tempos de Neemias. — Nee. 8:16.
O Portão da Esquina
Este portão se localizava, evidentemente, no ângulo NO da muralha da cidade, 400 côvados (c. 178 m) ao longo da Muralha Larga a O do Portão de Efraim. (2 Reis 14:13; 2 Crô. 25:23) Situava-se no lado E do vale de Hinom, pelo visto na muralha O da cidade antiga, no ponto em que se unia à Muralha Larga. Uzias construiu uma torre junto a este portão; não se declara se era ou não a Torre dos Fornos. (2 Crô. 26:9) Tanto Jeremias como Zacarias parecem referir-se ao Portão da Esquina (“Porta do Ângulo”, BJ; BV; CBC; PIB) como estando localizado nos limites ocidentais da cidade. (Jer. 31:38; Zac. 14:10) Alguns acham que o Portão da Esquina é o mesmo que o Primeiro Portão, mas a declaração no livro de Zacarias parece pesar contra este conceito quanto à sua localização, uma vez que, pelo visto, descrevendo os limites E-O, Zacarias escreveu: “desde o portão de Benjamim até o lugar do Primeiro Portão, até o Portão da Esquina”, colocando assim, evidentemente, o Primeiro Portão a E do Portão da Esquina.
O Portão do Vale
No canto SO da muralha da cidade, o Portão do Vale (“Porta do Vale”, ALA; BV) dava para o vale de Hinom. A “Porta dos Essênios” de Josefo poderia estar localizada aqui, ou nas proximidades. Uzias, em seu programa de fortificar a cidade, construiu uma torre junto a este portão. (2 Crô. 26:9) Foi do Portão do Vale que Neemias partiu em sua inspeção da muralha danificada, cavalgando para o E, através do vale de Hinom, e então subindo o vale do Cédron, por fim reentrando na cidade pelo mesmo portão. — Nee. 2:13-15.
O Portão dos Montes de Cinzas
Este portão é também conhecido como o Portão dos Cacos, sendo usualmente chamado de Portão do Excremento. (Nee. 2:13; 12:31) A descrição de Neemias parece situá-lo a 1.000 côvados (c. 444 m) a E do Portão do Vale. (Nee. 3:13, 14) Localizava-se no canto SE da muralha da cidade, e dava para o vale de Hinom, perto do ponto em que este se unia ao vale de Tiropeom. (Jer. 19:2) Era deste portão que os idólatras que queimavam seus filhos no fogo a Baal chegavam a Tofete, no vale de Hinom. (Jer. 19:5, 6) Foi também o portão através do qual Jeremias conduziu alguns dos anciãos e sacerdotes de Israel e proclamou a calamidade para Jerusalém, quebrando uma botija de barro a fim de ilustrar como Deus despedaçaria o povo por servirem a outros deuses. — Jer. 19:1-3, 10, 11.
O nome “Portão dos Cacos” (“Porta dos Cacos”, BV; PIB) lhe pode ter sido dado porque fragmentos de vasos eram lançados perto dali, como refugo, ou porque fragmentos de vasos eram moídos ali, sendo o seu pó utilizado para fabricar cimento para revestir cisternas (como tem sido feito em tempos modernos, perto de uma piscina, no canto SO da cidade). Também, é possível que houvesse uma cerâmica perto deste portão, pois havia argila ali perto, no vale de Hinom, bem como suprimento de água na embocadura do vale de Tiropeom, e na fonte de En-Rogel. — Compare com Jeremias 18:2; 19:1, 2.
O Portão da Fonte
Este portão era assim chamado por seu acesso a uma fonte ou manancial próximo, talvez En-Rogel, que se situava abaixo da junção do vale do Cédron com o vale de Hinom. Era provavelmente na ponta S da colina E da cidade (isto é, no extremo S da “Cidade de Davi”). (Nee. 2:14; 3:15; 12:37) O Portão da Fonte (“Porta da Fonte”, ALA; BV) permitiria uma saída e o acesso convenientes a En-Rogel para os que moravam na Cidade de Davi, ao passo que o Portão dos Montes de Cinzas, não muito distante a SO, também levava em direção a En-Rogel e, provavelmente, constituiria uma saída melhor para os moradores do vale de Tiropeom, e da colina SO da cidade.
O Portão das Águas
O nome deste portão talvez se tenha derivado de sua proximidade, ou pelo menos o acesso, da Fonte de Giom, a cerca de meio caminho do lado E da cidade. Este portão estava próximo de Ofel, não muito longe da área do Templo. (Nee. 3:26) O Portão das Águas (“Porta das Águas”, ALA; BV) foi o local de onde um dos grupos do cortejo de inauguração partiu da muralha, passando dali para o Templo, onde se juntou ao outro grupo, pelo visto não passando por aquela parte da muralha da cidade situada a E do Templo. (Nee. 12:37-40) Havia uma praça pública diante desse portão, em que todo o povo se juntou para ouvir Esdras ler a Lei, e onde eles, depois disso, construíram barracas para celebrar a Festividade das Barracas. — Nee. 8:1-3, 16.
O Portão dos Cavalos
A obra de reparos feita no trecho acima do Portão dos Cavalos (“Porta dos Cavalos”, ALA; BV) foi realizada pelos sacerdotes, o que dá a entender que sua localização estava próxima do Templo. (Nee. 3:28) Alguns sustentam que o Portão dos Cavalos era um dos que forneciam meios de comunicação entre duas partes do local do Templo-palácio. Chegam a esta conclusão à base do relato da execução de Atalia, que narra que, ao ser levada do Templo pelos soldados, ‘chegou ela à entrada do portão dos cavalos, da casa do rei’. (2 Crô. 23:15; 2 Reis 11:16) No entanto, esta era provavelmente uma entrada até as dependências do palácio real, e não o Portão dos Cavalos através do qual os cavalos passavam ao entrarem e saírem da cidade propriamente dita. Neemias definitivamente inclui o Portão dos Cavalos em sua descrição da reconstrução, indicando que era um portão na muralha da cidade. Provavelmente se localizava perto do canto SE da área do Templo-palácio. (Nee. 3: 28) Segundo Jeremias, deve ter havido um canto da muralha perto deste portão, provavelmente à medida que a muralha se virava para a esquerda, ao passo que a pessoa subia o vale do Cédron, destarte permitindo que se contornasse o vale. — Jer. 31:40.
O Portão de Inspeção
Alguns chamam o Portão de Inspeção (Heb. , ham-miphqádh) de “Porta da Revista” (Nee. 3:31, PIB; Rotherham; Revised Standard Version, as duas últimas em inglês.) Em Ezequiel 43:21, miphqádh (a mesma palavra hebraica sem o artigo ha) é traduzida “lugar designado”. Julga-se ser o mesmo que o Portão da Guarda, ou o Portão de Benjamim. Dentre estas duas possibilidades, o Portão de Benjamim é a mais provável.
O Portão da Guarda
Foi deste portão que partiu o cortejo de inauguração, caminhando para SE, ao longo da muralha, deixando a muralha e dirigindo-se ao Templo. — Nee. 12:39, 40.
O Portão do Meio
Quando os babilônios romperam a muralha de Jerusalém, seus oficiais militares sentaram-se no Portão do Meio (“Porta do Meio”, ALA; BV). (Jer. 39:3) Como temos visto, sugerem-se várias possibilidades quanto à localização deste portão. Provavelmente a mais cabível é a que ele é idêntico ao Portão da Cidade Antiga, uma vez que este portão se situava na convergência da Muralha Larga, a muralha N da cidade velha, com a muralha O do segundo bairro, e seria uma posição central ou dominante.
O Portão de Benjamim
Alguns identificam o Portão de Benjamim (“Porta de Benjamim”, ALA; BV) com o Portão das Ovelhas. Esta localização se enquadraria nas circunstâncias da tentativa de Jeremias de sair da cidade para o território de Benjamim, evidentemente em direção a Anatote, que se situava a NE de Jerusalém. (Jer. 37:11-13) Zedequias estava sentado junto ao Portão de Benjamim quando Ebede-Meleque se aproximou dele com um apelo em favor de Jeremias. (Jer. 38:7, 8) Sugere-se que o rei estava próximo dum ponto de máxima preocupação durante o sítio pelos babilônios. O Portão das Ovelhas, ao N da cidade, seria o mais gravemente ameaçado pelos babilônios atacantes.
Outros portões mencionados
Quando o Rei Zedequias fugiu dos babilônios, ele saiu “pelo caminho do portão entre a muralha dupla que há junto ao jardim do rei”. (Jer. 52:7, 8; 39:4) Há grande incerteza quanto à identidade da “muralha dupla”. No entanto, à base do conhecimento atual, tanto o Portão dos Montes de Cinzas como o Portão da Fonte poderiam ajustar-se às circunstâncias descritas nas Escrituras, ambos se situando próximo do jardim do rei.
Em 2 Reis 23:8, faz-se referência aos “altos dos portões que havia à entrada do portão de Josué, o principal da cidade, o qual estava à esquerda ao se entrar no portão da cidade”. Aqui, o “portão de Josué” não é o nome dum portão da cidade, mas, evidentemente, é o nome de um portão dentro das muralhas da cidade que dava para a residência do governador, que se situava à esquerda, quando a pessoa entrava pelo portão da cidade.
PORTÕES DO TEMPLO
Portão do Leste (“Porta Oriental”, ALA; BV). O relato da reconstrução, feito por Neemias, conta-nos que o guarda do Portão do Leste participou na obra de reparos. (Nee. 3:29) Assim, o Portão do Leste não é designado como um portão da muralha de Jerusalém, como alguns julgaram. O Portão do Leste talvez estivesse aproximadamente no mesmo alinhamento que o Portão de Inspeção na muralha da cidade. Este portão é, como é evidente, o mencionado em 1 Crônicas 9:18 como o “portão do rei, ao leste”, sendo o portão por onde o rei entrava ou saía do Templo.
Portão do Fundamento (“Porta Sur”, Al; IBB). Um portão do templo, cuja localização é incerta. — 2 Reis 11:6; 2 Crô. 23:5.
“O portão superior da casa de Jeová”. Este bem pode ter sido um portão que dava para o pátio interno, possivelmente o “portão novo de Jeová”, onde Jeremias foi julgado; também, onde Baruque, secretário de Jeremias, leu o rolo diante do povo. (Jer. 26:10; 36:10) Jeremias talvez o tenha chamado de “portão novo” porque não tinha sido construído numa época tão antiga quanto os demais; possivelmente era o “portão superior da casa de Jeová”, construído pelo Rei Jotão. — 2 Reis 15:32, 35; 2 Crô. 27:3.
“Portão superior de Benjamim, na casa de Jeová”. Provavelmente um portão que dava para o pátio interno, do lado N do Templo. — Jer. 20:2; compare com Ezequiel 8:3; 9:2.
Portão Belo (“Porta Formosa”, Al; ALA; BJ; BLH; BV; CBC; IBB; LR; MC; NTI; NTV; PIB; So; VB). Um portão do templo reconstruído por Herodes, o Grande, sendo o local em que Pedro curou um homem que era coxo desde a madre de sua mãe. (Atos 3:1-10) Existe uma tradição que identifica este portão com a existente Porta Dourada na muralha da cidade, mas pode ser que o Portão Belo fosse uma porta interna na área do Templo, correspondendo, possivelmente, ao antigo “Portão do Leste (ou, Oriental)”. Alguns afirmam que talvez fosse um dos portões a E do próprio prédio do Templo, que dava para o Pátio das Mulheres, portão descrito por Josefo como tendo cinqüenta côvados (c. 22 m) de altura e tendo portas de bronze coríntio.
Outros portões mencionados são o “portão atrás dos batedores”, e o “portão dos batedores”. Estes são portões do Templo, cuja localização é incerta. — 2 Reis 11:6, 19.
EMPREGOS FIGURATIVOS
Os “portões da justiça“ e “o portão de Jeová”, pelos quais entram os justos, são mencionados no Salmo 118:19, 20. (Compare com Mateus 7:13, 14.) Quando alguém morria, considerava-se que ele entrava pelos “portões da morte”. (Sal. 9:13; 107:18) Ia para a sepultura comum da humanidade, e, assim, entrava pelos portões do Seol-Hades. (Isa. 38:10; Mat. 16:18) Visto que Jesus Cristo possui as chaves da morte e do Hades (Rev. 1:18), a sua congregação tem a garantia de que tais inimigos não os reteriam para sempre em escravidão. O apóstolo Paulo mostrou que todos estes morrem, indo para a morte e o Hades, assim como o foi Cristo, a quem Deus livrou das ânsias da morte, e não deixou no Hades. (Atos 2:24, 31) E a morte e o Hades — por causa da ressurreição que é assegurada aos cristãos fiéis — não obtêm a vitória final sobre a congregação de Cristo. — 1 Cor. 15:29, 36-38, 54-57.
A cidade santa, “Nova Jerusalém”, é representada como tendo doze portões de pérolas, havendo um anjo posicionado em cada portão, evidentemente como guarda. Tais portões acham-se continuamente abertos, pois não existe noite para ocasionar o seu fechamento. A glória e a honra das nações são trazidas através dos portões da cidade. Embora estejam abertos, não conseguem entrar por eles os que praticam coisas iníquas, impuras ou repugnantes. Apenas os que conservam a pureza como vencedores, conquistadores, e que se tornam reis e sacerdotes junto com Cristo, conseguem entrar, passando pelos auxiliares angélicos. (Rev. 21:2, 12, 21-27; 22:14, 15; 2:7; 20:4, 6) Os povos das nações da terra que andam na luz da cidade são abençoados.
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PorteiroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PORTEIRO
Nos tempos antigos, os porteiros serviam em vários locais, tais como nas portas das cidades, nas portas do templo, até
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