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Eu era jogador inveteradoA Sentinela — 1975 | 1.° de junho
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Diabo engodar pessoas a apostar, manipulando de certo modo os assuntos para que primeiro ganhem, enlaçando-os assim a uma forma degradante de adoração falsa, na qual passam a idolatrar o dinheiro e a Boa Sorte.
Com tal reconhecimento, passei a combater mais do que nunca o impulso de jogar. Simplesmente não podia ceder a ele! Já se passaram agora anos desde a minha última aposta e ainda assim tenho às vezes o impulso. Mas, porque sei que o Deus Todo-poderoso não aprova a jogatina, estou decidido a nunca mais fazer uma aposta.
Se for alguma vez tentado a jogar, lembre-se dos frutos terríveis disso — o que faz às pessoas, quanto as degrada e até mesmo enlaça na adoração falsa. E não faça nem mesmo aquela primeira aposta! Se já tiver sido enlaçado pela compulsão de jogar, pode ter a certeza de que pode vencer isso. Há um meio, e as testemunhas de Jeová terão prazer em ajudá-lo, assim como ajudaram a mim. — Contribuído.
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Nações Unidas — amigas ou inimigas da religião?A Sentinela — 1975 | 1.° de junho
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Nações Unidas — amigas ou inimigas da religião?
QUANDO Jesus Cristo esteve na terra, seus discípulos fizeram-lhe muitas perguntas. Muitas vezes ele respondeu primeiro segundo as circunstâncias imediatas e depois deu uma resposta profética mais completa, de maior alcance, que eles não entenderam na ocasião. Mais tarde, depois de Pentecostes de 33 E. C., passaram a entender. Algumas coisas haviam de ser entendidas claramente ainda mais tarde. Uma delas tem que ver com a organização mundial de paz e segurança que conhecemos hoje como Nações Unidas.
Um exemplo disso é a pergunta que os discípulos fizeram alguns dias antes da morte de Cristo: “Quando sucederão estas coisas [a respeito do julgamento contra Jerusalém e a destruição do templo] e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” (Mat. 24:3) Jesus pormenorizou a vindoura destruição de Jerusalém. Daí passou a dar informação adicional, mostrando que sua resposta tinha também uma aplicação profética de longo alcance, à terminação do sistema de coisas dos nossos dias. A profecia focalizava em especial a destruição do sistema de religião falsa da cristandade. No seu empenho pela segurança mundial, será que as Nações Unidas encararão as religiões do mundo como ajuda ou como empecilho?
Uma particularidade destacada da resposta de Jesus foi a sua menção da profecia de Daniel a respeito da “coisa repugnante que causa desolação” e que havia de “estar em pé num lugar santo”. (Mat. 24:15, 16) Esta profecia teve cumprimento no primeiro século, quando os exércitos da Roma pagã entraram em Jerusalém, minando até mesmo a muralha do templo. Menos de quatro anos depois, por fim desolaram completamente a cidade. Qual é o cumprimento posterior e maior disso?
A CRISTANDADE É COMO A JERUSALÉM DO PRIMEIRO SÉCULO
Para perceber o cumprimento hodierno, primeiro é necessário compreender o paralelo entre a antiga Jerusalém e a hodierna cristandade. Jerusalém afirmava ser a cidade de Deus. De fato, ali havia estado o trono de Davi, chamado “trono de Jeová”. (1 Crô. 29:23) Seu templo era chamado “casa de Jeová”. (Sal. 27:4) Mas Israel havia sido tão rebelde, que não havia mais rei da linhagem de Davi no trono. E a verdadeira adoração de Deus havia sido corrompida tanto pelas tradições dos escribas e dos fariseus, que Deus estava para abandonar a sua “casa” para sempre. — Mat. 23:38; 15:1-9.
De modo similar, a cristandade apresentou-se como representando a Deus. Considera-se como “santa” e tem abençoado suas cruzadas e guerras como sendo santas, até mesmo a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. De modo que, em muitos sentidos, está numa situação similar à de Jerusalém, embora a cristandade nunca fosse reconhecida por Deus como sendo sua.
Respondendo à pergunta de seus discípulos, Jesus disse que “o amor da maioria [dos professos servos de Deus] se esfriará”. (Mat. 24:12) Isto se deu também entre os judeus antes da destruição de Jerusalém. E esta condição certamente existe nas chamadas nações “cristãs” desta geração. Os professos cristãos, até mesmo clérigos, em vez de proclamarem o reino de Deus, têm trabalhado vigorosamente no campo político. Portanto, qual é um destino apropriado para as religiões da cristandade?
Seria inteiramente apropriado que a própria coisa em que a cristandade tem confiado, em vez de confiar em Deus, trouxesse a sua queda. Vejamos como isto é representado na profecia do livro bíblico de Revelação.
FORNICAÇÃO ESPIRITUAL DA RELIGIÃO FALSA
O cenário atual do mundo é dominado pela Sétima Potência Mundial da história bíblica, a Potência Mundial Dupla Britânico-Americana. No entanto, a Bíblia mostra uma OITAVA POTÊNCIA MUNDIAL. Conforme se retrata em Revelação 17:9-11, mostrou-se ao apóstolo João, em visão, uma fera cor de escarlate. Nas costas da fera havia uma mulher meretrícia, “Babilônia, a Grande”.
Lemos a respeito desta “fera” simbólica: “As sete cabeças significam sete montes, onde a mulher está sentada no cume. E há sete reis: cinco já caíram, um é, o outro ainda não chegou, mas, quando chegar, tem de permanecer por pouco tempo. E a fera que era, mas não é, é ela mesma também um oitavo rei mas procede dos sete, e vai para a destruição.”
Na ocasião em que se deu esta visão bíblica no primeiro século, dominava a Sexta potência Mundial, Roma. A sétima ainda não havia chegado. As cinco Potências mundiais precedentes que “já caíram” foram respectivamente o Egito, a Assíria, a Babilônia, a Medo-Pérsia e a Grécia. “Babilônia, a Grande”, havia tido tratos com todas estas potências mundiais, metendo-se na política e tendo grande influência nela. Por isso ela é chamada de “meretriz”, cometendo fornicação espiritual. Ela é também chamada de “a grande cidade que tem um reino sobre os reis da terra”. (Rev. 17:18) Concordemente, ela é um império, o império mundial da religião falsa, no qual a religião chamada “cristã” desempenha o papel primário. Como força primária em combater e em fazer com que as potências mundiais combatam os verdadeiros cristãos, ela está ‘‘embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus”. — Rev. 17:6.
Esta “fera cor de escarlate” é um oitavo “rei”, uma oitava potência mundial. Visto que “procede dos sete”, não é bloco comunista de nações. Também, dessemelhante
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