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O desolador da cristandade prefigurado historicamenteA Sentinela — 1971 | 1.° de julho
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destruição junto com Jerusalém por não irem lá, por não subirem até lá cada ano para as suas festividades religiosas. Não ficariam chocados quando viesse “o fim” da Jerusalém judaica.
IDENTIFICADA POR JESUS A TÍPICA “COISA REPUGNANTE”
11, 12. (a) Após o término da pregação que sobreviria a Jerusalém? (b) Que palavras de Jesus, em Marcos 13:14-20, mostram se o “princípio das dores de aflição” havia de servir ou não como aviso final de que estava perigosamente próximo o fim de Jerusalém?
11 Após o término da predita pregação do reino de Deus em todo o mundo, poderia esperar-se o “fim” de Jerusalém e de seu templo. Pois bem, depois desta obra de pregação e depois da ocorrência das coisas que haviam de ser “um princípio das dores de aflição”, haveria algum indício especial de que “o fim”, estava realmente próximo para Jerusalém e seu templo? Sim, e Jesus predisse qual seria o indício e o que deviam fazer sem demora os cristãos no território em perigo. Segundo Marcos 13:14-20, Jesus prosseguiu, dizendo:
12 “No entanto, quando avistardes a coisa repugnante que causa desolação estar de pé num lugar onde não devia (que o leitor use de discernimento), então, comecem a fugir para os montes os que estiverem na Judéia. Que o homem que estiver no alto da casa não desça, nem entre para tirar algo de sua casa, e que o homem que estiver no campo não volte para as coisas deixadas atrás, para apanhar sua roupa exterior. Ai das mulheres grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Persisti em orar que não ocorra no tempo do inverno; pois estes dias serão dias de tribulação tal como nunca ocorreu desde o princípio da criação, que Deus criou, até esse tempo, nem ocorrerá de novo. De fato, se Jeová não tivesse abreviado os dias, nenhuma carne se salvaria. Mas, por causa dos escolhidos, que ele escolheu, abreviou os dias.”
13. (a) Segundo as narrativas de Marcos e Mateus, o que sobreviria então à Judéia e a Jerusalém? (b) Segundo a narrativa de Lucas, a vingança de quem se expressaria então, e o furor de quem se manifestaria?
13 Em vista desta profecia, a província da Judéia, inclusive sua capital religiosa de Jerusalém, sofreria uma tribulação como nunca houve e nunca mais haveria. No relato da profecia de Jesus em Mateus 24:21, 22, ela é chamada de “grande tribulação”. Segundo a narrativa em Lucas 21:22, 23, Jesus disse: “Estes são dias para se executar a justiça, para que se cumpram todas as coisas escritas. . . . Porque haverá grande necessidade na terra e furor sobre este povo.” Aqueles “dias” seriam de uma “grande tribulação” merecida. Seriam “dias para se executar a justiça”, ou literalmente “dias de Vigilância”, tratando-se de “vingança” da parte de Deus. Expressar-se-ia o “furor” de Deus sobre os habitantes da Judéia e de Jerusalém. Jesus Cristo cumpria aqui a profecia de Isaías 61:1, 2, proclamando “o dia de vingança da parte de nosso Deus”. — Veja Kingdom Interlinear em Lucas 21:22.
14. A fim de evitar a destruição junto com Jerusalém, que deviam fazer os cristãos judaicos na Judéia e em Jerusalém, e quando?
14 Os cristãos judaicos na Judéia e em Jerusalém deviam fugir depressa da possível destruição nesta “grande tribulação”. Quando! Assim que vissem surgir em volta de Jerusalém uma situação pela qual compreenderiam ‘que se tinha aproximado a desolação dela’. (Luc. 21:20) Mas quem causaria esta “desolação” de Jerusalém? Evidentemente aqueles “exércitos acampados” pelos quais a cidade seria “cercada”. Jesus chamou de “coisa repugnante” o meio de causar a desolação, segundo Marcos 13:14, onde se relata que Jesus disse: “No entanto, quando avistardes a coisa repugnante que causa desolação estar de pé num lugar onde não devia (que o leitor use de discernimento), então, comecem a fugir para os montes os que estiverem na Judéia.”
15, 16. (a) Em que lugar não devia estar a “coisa repugnante”? (b) Como que espécie de cidade se considerava então Jerusalém, e salvou-a esta condição da destruição?
15 Mas, qual é o lugar onde a “coisa repugnante” não devia estar? Uma coisa repugnante não tem direito de estar num lugar considerado sagrado; e é assim que Mateus 24:15, 16, chama o lugar, dizendo: “Portanto, quando avistardes a coisa repugnante que causa desolação, conforme falado por intermédio de Daniel, o profeta, estar em pé num lugar santo, (que o leitor use de discernimento,) então, os que estiverem na Judéia comecem a fugir para os montes.” Aquele lugar santo era Jerusalém e seus arrabaldes.
16 Por exemplo, Mateus 4:5 e 27:53 falam de Jerusalém como sendo a “cidade santa”. Depois que os judeus se revoltaram em 66 E. C. e as legiões romanas sob o General Céstio Galo foram desbaratadas, os judeus em Jerusalém cunharam alguns novos siclos de prata, nos quais, de um lado, havia inscritas as palavras “Jerusalém, a Santa”. Mas a condição santa usufruída por Jerusalém até o martírio de Jesus Cristo, fora das muralhas dela, não a salvou da desolação no ano 70 E. C., nem mesmo o seu templo, considerado especialmente sagrado. (Atos 21:28) O meio pelo qual Deus ia executar a “vingança” era a “coisa repugnante”.
17, 18. (a) Que profeta predisse esta “coisa repugnante”, e onde, no texto hebraico da profecia? (b) Onde mais se usa também esta expressão no texto grego da Versão dos Setenta?
17 É importante observar que a “coisa repugnante que causa desolação” é aquela de que se falou “por intermédio de Daniel, o profeta”. (Mat. 24:15) Sem dúvida, os apóstolos de Jesus Cristo sabiam o que fora predito a respeito da “coisa repugnante que causa desolação”, no texto hebraico da Bíblia, em Daniel 11:31 e 12:11. E uma vez que as narrativas da vida de Jesus Cristo, conforme apresentadas por Mateus e Marcos foram escritas em grego, sua referência à “coisa repugnante que causa desolação” incluiria também a tradução grega de Daniel 9:27 na Versão dos Setenta, onde ocorre a expressão grega similar e onde lemos:
18 “Ora, uma semana confirmará um pacto para muitos e na metade desta semana Meu sacrifício e Minha libação serão tirados. E sobre o templo haverá uma abominação das desolações, e no fim de um tempo, por-se-á fim àquela desolação.” — The Septuagint Bible, de Charles Thomson; veja também a de Bagster.
19. (a) Portanto, com que tinha relação a ‘‘coisa repugnante”, e, por isso, por que era apropriado que Jesus mencionasse isso? (b) Como reza, porém, o texto hebraico de Daniel 9:27?
19 Esta profecia de Daniel, proferida perto do fim dos setenta anos de desolação de Jerusalém, tinha que ver especificamente com a cidade de Jerusalém e a vinda do messias. Por isso era bem apropriado que Jesus Cristo se referisse a esta mesma profecia, em Mateus 24:15. Portanto, esta profecia de Daniel tinha que ver com o templo reconstruído em Jerusalém, conforme apresentada na tradução da Versão dos Setenta grega da profecia de Daniel. Indica que a “abominação das desolações” ou “a coisa repugnante que causa desolação” tinha algo que ver com o templo de Jerusalém, no qual o Messias se havia de apresentar. O texto hebraico da profecia de Daniel, conforme existe no texto massorético, reza um pouco diferente. A última parte de Daniel 9:27 reza: “E sobre a asa de coisas repugnantes [a asa de abominações, Young] haverá um causando desolação; e até a exterminação derramar-se-á a coisa determinada também sobre aquele que desola.”
20. Portanto, quem é indicado por esta profecia de Daniel 9:26 como sendo a “coisa repugnante que causa desolação”?
20 Assim, “aquele que desola” havia de vir sobre a asa de coisas repugnantes [ou: abominações]”. Tal desolador seria, concordemente, uma “coisa repugnante que causa desolação” ou uma “abominação das desolações”. (Versão dos Setenta) O que esta “coisa” causava era a desolação de Jerusalém e de seu templo. Isto foi profetizado na última parte do versículo precedente (26) da profecia de Daniel, que diz: “E a cidade e o lugar santo serão arruinados pelo povo de um líder que há de vir. E o fim disso será pela inundação. E até o fim haverá guerra; o que foi determinado são desolações.” (Dan. 9:26) Esta profecia identifica a “abominação das desolações” ou “a coisa repugnante que causa desolação” como sendo o “líder que há de vir”, junto com o “povo” que lidera.
21. Quem é mostrado pela história como sendo o “povo” e o “líder” que trouxeram a desolação, de acordo com Lucas 21:20, 21?
21 Quem mostra a história ser o “povo de um líder que há de vir”, povo que veio depois de Jesus ter sido ungido como “Messias, o Líder”, em 29 E. C. e que causou a ruína e a desolação da cidade de Jerusalém e do lugar santo do seu templo? Foi o “povo” militar sob o “líder” General Tito, filho do imperador romano Vespasiano. Isto se harmoniza com as palavras de Jesus aos seus apóstolos indagadores: “Quando virdes Jerusalém cercada por exércitos acampados, então sabei que se tem aproximado a desolação dela. Então, comecem a fugir para os montes os que estiverem na Judéia.” — Luc. 21:20, 21.
22. (a) De quem eram os “exércitos acampados” em torno de Jerusalém? (b) Portanto, que coisas mencionadas na profecia de Daniel e na profecia de Jesus mostram ser a mesma coisa?
22 Os “exércitos acampados” que cercaram Jerusalém no ano 66 E. C. e os “exércitos acampados” que a cercaram em 70 E. C. foram em ambos os casos exércitos da Sexta Potência Mundial, a saber, de Roma. Os que a cercaram em 66 E. C. foram tropas trazidas da Síria pelo General Céstio Galo. Depois da retirada surpreendente deste “povo” militar sob o General Galo, os cristãos judaicos em Jerusalém e na Judéia agiram segundo o conselho de Jesus e começaram a “fugir para os montes”, sendo que tais judeus convertidos estavam entre os “escolhidos” ungidos de Deus. Os “exércitos acampados” que cercaram Jerusalém no ano 70 E. C. foram as quatro legiões romanas sob o General Tito, a décima segunda legião no oeste, a quinta e a décima quinta no norte e a décima no leste. Estas legiões foram finalmente suplementadas por um muro fortificado construído pelos romanos em toda a volta da cidade, para fazer os judeus resistentes render-se pela fome. Assim, os “exércitos acampados” romanos, mencionados em Lucas 21:20, e a “abominação das desolações”, conforme mencionada em Daniel 9:27 (Versão dos Setenta), bem como a “coisa repugnante que causa desolação”, mencionada em Mateus 24:15 e Marcos 13:14, são a mesma coisa.
23. Como se pode demonstrar se o próprio Império Romano era ou não a “coisa repugnante”?
23 Vê-se assim que o Império Romano, como Sexta Potência Mundial, não era a “coisa repugnante que causa desolação”. O Império Romano havia ocupado a Judéia desde o tempo do General Pompeu, em 63 A. E. C. (exceto de 40 a 37 A. E. C.), e tinha tropas romanas aquarteladas em Jerusalém, no tempo em que o apóstolo cristão Paulo foi atacado por uma turba em Jerusalém, por volta de 56 E. C., e até à revolta judaica em 66 E. C. (Atos 21:31 a 23:31) Durante os poucos anos que os judeus na Judéia gozavam de independência, depois da sua revolta, não havia soldados romanos em Jerusalém ou em volta dela.
24. (a) Portanto, quem desempenhou especificamente o papel da “coisa repugnante”? (b) Trouxe isso o favor de Deus para o desolador?
24 Em 70 E. C., naturalmente, os “exércitos acampados”, sob o General Tito, eram os agentes do Império Romano e representavam este império, a Sexta Potência Mundial. Mas estes “exércitos acampados”, por fazerem diretamente a obra de desolação da cidade que era considerada “santa” e com a qual estiveram ligados o nome e a adoração de Deus, eram a “coisa repugnante que causa desolação”. Embora cumprissem as profecias dos profetas de Jeová, não lhes granjeou isso o favor dele. Ainda eram exércitos pagãos, levando os estandartes militares romanos que os soldados adoravam como deuses.
25. O que se pode dizer sobre se os atuais exércitos de Roma são ou não são a hodierna “coisa repugnante que causa desolação”?
25 Atualmente, neste século vinte de nossa Era Comum, Roma ainda é uma cidade, mas os exércitos de Roma não constituem, na inteireza ou em parte, a hodierna “abominação das desolações” ou “a coisa repugnante que causa desolação”. Isto não se dá por Roma ter afirmado ser “cristã”, desde os dias do Imperador Constantino, no quarto século. O Império Romano já deixou de existir há muito tempo. Foi suplantado pela Sétima Potência Mundial, a potência mundial dupla, anglo-americana.
26. Que pergunta surge com relação à Sétima Potência Mundial, especialmente em vista das profecias de Daniel 11:31 e 12:11?
26 Serão os exércitos desta Sétima Potência Mundial a hodierna “coisa repugnante que causa desolação”, embora esta Sétima Potência Mundial professe ser cristã? Segundo a profecia divina (Daniel 11:31 e 12:11), uma “coisa repugnante que causa desolação” havia de desempenhar um papel chocante neste século vinte. Qual é ela, e será o predito desolador da cristandade religiosa? Temos de examinar mais para ver isso.
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A desolação da cristandade pela “coisa repugnante”A Sentinela — 1971 | 1.° de julho
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A desolação da cristandade pela “coisa repugnante”
1. Em vista de que situação se levantam dúvidas quanto à desolação da cristandade?
A CRISTANDADE é representada pelas suas centenas de seitas religiosas. Registra-se que ela tem um rol de mais de novecentos milhões de membros nas igrejas. Como pode tal organização religiosa, poderosa e numerosa alguma vez ser desolada, ser arruinada? Contudo, ela o será!
2. Quem foi que sugeriu esta coisa quase que incrível, e como?
2 Quem, porém, sugere tal coisa quase que incrível? Aquele cujas profecias nunca falharam até agora. É o Deus Todo-poderoso, Jeová Deus, Autor da Bíblia Sagrada. Ele predisse isso por meio de diversos de seus profetas, até mesmo mediante seu Filho Jesus Cristo. Fez-se um quadro, profético da destruição da cristandade, há dezenove séculos atrás. Aquele quadro mostrará em breve ser profecia veraz. Talvez se pergunte: Por quê? Como?
3. O que constituiu o tipo da hodierna cristandade lá no primeiro século, e como foi tipificada sua desolação?
3 O nome “cristandade” não se encontra em nenhuma profecia da Bíblia Sagrada. Mas ela teve seu tipo lá nos tempos bíblicos. Seu tipo, a figura profética dela, é a Jerusalém infiel do primeiro século de nossa Era Comum. Esta Jerusalém era considerada sagrada pelos judeus, até à sua destruição em 70 E. C., e ela era o tipo, o exemplo de aviso. (1 Cor. 10:6, 11) A cristandade é o antítipo ou aquilo que foi prefigurado há tanto tempo atrás. Portanto, embora não seja mencionada diretamente na profecia bíblica, ela foi tipificada ou representada profeticamente. A desolação da Jerusalém judaica incrédula, no ano 70 E. C., é tipo ou quadro profético da desolação da hodierna cristandade, que também é incrédula no que se refere à Bíblia Sagrada e ao seu Autor, Jeová Deus.
4. O que veio ao seu pleno término na destruição de Jerusalém em 70 E. C., e como se pode mostrar isso?
4 Na primavera do ano 33 E. C., Jesus Cristo proferiu a sua profecia sobre a desolação da Jerusalém judaica, que se mostrara incrédula para com ele, o Messias ou Cristo. Proferiu aquela profecia notável ao predizer “o sinal . . . da terminação do sistema de coisas”. (Mat. 24:3) A desolação de Jerusalém em 70 E. C. pôs término a um sistema judaico de coisas, que nunca mais foi restabelecido. O templo construído para a adoração de Jeová, como Deus, nunca foi reconstruído e nunca o será. O sacerdócio na família de Arão, irmão de Moisés, que oficiara nos serviços religiosos naquele templo, não existe mais. Nenhum judeu pode provar sua habilitação como membro verdadeiro daquela família sacerdotal. O pacto nacional feito com Deus, estabelecido à base da obediência à lei de Deus, conforme dada mediante o profeta Moisés, não existe mais, não vigora mais. Deveras, o sistema judaico de coisas, com aquelas particularidades, chegou à plena terminação com a desolação da antiga Jerusalém, em 70 E. C.
5, 6. (a) Para ser fiel ao tipo, dentro de que período precisa ocorrer a desolação da cristandade, e com a constituição de que associa Daniel este período de tempo? (b) Em conexão com o fim de que sistema precisa a cristandade ser desolada, e por quê?
5 Para corresponder ao protótipo, a desolação da cristandade tem de dar-se dentro do período em que um “sistema de coisas” chega à sua plena terminação. Visto que os “tempos designados das nações”
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Em busca da verdadeA Sentinela — 1971 | 1.° de julho
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Em busca da verdade
✔ As pessoas sinceras, não importa de que idade, compreendem prontamente a necessidade de abandonarem Babilônia a Grande, o império mundial de religião falsa. Um ministro pioneiro especial, empenhado no trabalho com as revistas, encontrou uma senhora de setenta e três anos de idade, a qual perguntou, logo após a sua apresentação: “O senhor é católico?” “Não”, respondeu o ministro, “sou testemunha de Jeová”. “Pois, então”, disse a senhora, “pode entrar. Por muitos anos eu era católica, mas já não vou à igreja por muito tempo, pois verifiquei que ela não é a religião verdadeira”. O ministro ofereceu-lhe as revistas e mencionou o curso gratuito de estudo bíblico com o livro Verdade, estudo que foi aceito. A senhora, desde então, dá testemunho aos seus vizinhos.
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