-
O Reino e um “lugar santo”A Sentinela — 1983 | 15 de maio
-
-
aos homens”. (Atos 5:29) Mas, durante os últimos meses da Segunda Guerra Mundial, reafirmaram sua determinação de magnificar o governo de Jeová e aderir a ele dentro de sua organização. Para este fim, iniciou-se em 1944 uma reorganização da obra e da estrutura governante das Testemunhas de Jeová. A Sentinela de 15 de outubro de 1944, em inglês (em português, 5 de outubro de 1945), tinha por tema: “Organizados Para a Obra Final.” Este, e outros artigos orientados para o serviço, do mesmo período, mostravam que o “lugar santo” estava novamente na sua “condição correta” do ponto de vista de Jeová.a
21. Até este ponto, como havia triunfado o reino?
21 A perversa tentativa do inimigo de desolar e destruir totalmente o “lugar santo” havia falhado. Os “santos” remanescentes na terra, junto com seus companheiros da “grande multidão”, saíram-se vitoriosos. O reino do Supremo, Jeová, e de seu Cristo, havia triunfado! O que se seguiria, segundo a palavra profética de Jeová? Vejamos.
-
-
Fuja depressa!A Sentinela — 1983 | 15 de maio
-
-
Fuja depressa!
1. (a) O que aconteceu na terra no santuário do “lugar santo” durante a Segunda Guerra Mundial? (b) Portanto, que pergunta se levanta?
CONFORME já vimos, o verdadeiro “lugar santo” é o domínio da “Jerusalém celestial”, o reino messiânico de Deus. Durante a Segunda Guerra Mundial, os “santos” que serviam junto com seus companheiros, a “grande multidão”, no santuário desse “lugar santo”, na terra, foram oprimidos principalmente em países da potência mundial dupla anglo-americana. (Daniel 7:27; 8:10-12; Revelação 7:9, 15) Concluímos disso que a Grã-Bretanha e os Estados Unidos são “a coisa repugnante que causa desolação”? Não, porque a “transgressão” por parte da potência mundial dupla inclui outro aspecto. Qual?
2, 3. (a) Como se produziu um falso reino de Deus? (b) Como é este descrito em Revelação? (c) Então, o que é a hodierna “coisa repugnante” de Daniel 11:31 e Mateus 24:15?
2 A potência mundial anglo-americana ainda serviu ao propósito de Satanás de outra maneira. Produziu um falso reino de Deus. Do mesmo modo que na profecia de Daniel, também no livro de Revelação se usam “feras” e seus “chifres” para simbolizar poderes políticos mundiais. O capítulo 13 de Revelação descreve a sétima potência mundial da história bíblica, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, como fera de dois chifres, que dá vida a uma “imagem” de governos humanos animalescos. Esta “imagem” da fera é uma composta ‘fera cor de escarlate com sete cabeças e dez chifres’. (Revelação 17:3) Ela apareceu primeiro como a Liga das Nações, em 1920, e, novamente, com a Grã-Bretanha e os Estados Unidos por patrocinadores principais, junto com a União Soviética, foi revivificada em 1945 como Nações Unidas. (Revelação 13:11, 15; 17:8) Isto também cumpriu Daniel 11:31, que reza: “E hão de constituir em seu lugar a coisa repugnante que causa desolação.”a
3 Esta, então, é a hodierna “coisa repugnante” de que Jesus falou em Mateus 24:15. Mas como veio a ficar “em pé num lugar santo”? O que mostram os fatos?
4. (a) Por que se pode descrever a Liga das Nações como “repugnante”? (b) Que afirmações ‘repugnantes’ fizeram líderes religiosos em prol da ONU?
4 Quando a Grã-Bretanha e os Estados Unidos tomaram a dianteira em promover a Liga das Nações, em 1918, as igrejas da cristandade deram seu pleno apoio. O Conselho Federal das Igrejas de Cristo na América aclamava-a como “a expressão política do Reino de Deus na terra”. Quanta blasfêmia, dizer que uma aliança de nações políticas do mundo de Satanás poderia ser o reino de Deus na terra! Deveras uma coisa repugnante, uma abominação, à vista de Jeová e dos que realmente estão em pé no “lugar santo” como embaixadores, na terra, da agora reinante “Jerusalém celestial”! E o que disseram os clérigos do mundo a favor da sucessora da Liga, a organização das Nações Unidas? Descreveram-na de diversas maneiras, como ‘a única esperança de sobrevivência’ da humanidade, “a última esperança de concórdia e paz” e o “supremo foro da paz e justiça”. Assim como fizeram com a Liga das Nações, colocam-na “num lugar santo” por afirmar que realizará aquilo que só o reino de Deus é capaz de alcançar.
5. Por que podemos dizer que a ONU não tem direito a estar no “lugar santo”?
5 Os clérigos da cristandade optaram por colocar a ONU “num lugar santo” que de direito pertence à “Jerusalém celestial”, o reino de Deus, e aos “santos” que a representam na terra. Mas não há nada de “santo” na ONU. Ela tem sua capela de orações e seu sino budista, e num muro de sua praça há inscritas a palavras de Isaías 2:4 (Versão Autorizada, em inglês): “Forjarão das suas espadas relhas de arados, e das suas lanças, podadeiras: nação não levantará espada contra nação, nem aprenderão mais a guerra.” Mas essas coisas não a tornam ‘santa’. Suas nações-membros altercam continuamente entre si, e um número impressionante delas são
-