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  • Visitou Jesus ou os apóstolos a Grã-Bretanha?
    A Sentinela — 1962 | 15 de outubro
    • Visitou Jesus ou os apóstolos a Grã-Bretanha?

      Caminharam aqueles pés nos tempos antigos Sobre os montes verdejantes da Inglaterra? Foi visto o Santo Cordeiro de Deus Nos pastos exuberantes da Inglaterra?

      QUANDO William Blake escreveu as letras deste bem-conhecido canto, ele repetia uma pergunta muitas vezes feita e acrescentada às numerosas tradições transmitidas no decorrer dos anos. Com efeito, visitou Jesus alguma vez a Grã-Bretanha, e o que sabemos sobre a primeira introdução do cristianismo nessas ilhas?

      As tradições parecem ter melhor vazão quando há falta de evidência, pois há mais motivo para especulação; e por isso neste caso há muitas histórias, mas bem pouca evidência. Diz-se, por exemplo, que José de Arimatéia, junto com Lázaro, Maria, Marta e outros discípulos foram levados pela corrente, num barco sem remo e sem vela, através do Mar Mediterrâneo. Finalmente, ao chegarem em Marselha, atravessaram a França, desembarcaram na Grã-Bretanha e rumaram para Glastonbury, no condado de Somerset. No Monte Wyrral ou Wearyall José plantou o seu bastão, do qual nasceu um espinheiro miraculoso, o primeiro das espécies ainda conhecido até hoje como o espinheiro de Glastonbury. Diz-se que ele e seus seguidores edificaram uma pequena igreja de vimes e viveram junto a um antigo poço druídico, hoje chamado o Poço de Cálice, porque foi ali perto que José, segundo se supõe, enterrou o cálice usado na ceia do Senhor.

      Outra lenda se tece em torno dos anos da vida de Jesus, de que não há registro, dos doze aos trinta anos de idade. Ora, justamente a ocasião para visitar a Inglaterra! De modo que com o seu guardião, José de Arimatéia, segundo se diz, ele foi em visita de negócio relacionado com o comércio com metal, razão pela qual se encontra a história na antiga região de mineração de cobre, o condado de Cornwall. Diz-se que mais tarde Jesus regressou e ficou em Glastonbury para se preparar para o seu ministério. Esta associação deu a José um motivo para voltar para lá mais tarde.

      Mas isso não é tudo. Paulo também foi à Grã-Bretanha, dizem alguns, pregando em Londres em Gospel Oak e no local da Catedral de S. Paulo e fundando o Mosteiro de Bangor, em Gales do Norte. Além disso, a lista de visitantes se completa com Simão Zelote, Aristóbulo e até com Pedro.

      INVESTIGAÇÃO DA EVIDÊNCIA

      Quão forte é a evidência dessas lendas e histórias? Para começar, a maioria das autoridades citadas em apoio são posteriores ou as suas declarações são muito gerais em caráter e foram ampliadas pela teoria. Um comentário feito por certo escritor é exagerado e aumentado por outros posteriores a ele, e quando isso acontece meia dúzia de vezes, o resultado é aparentemente seis diferentes “autoridades”. Destacando-se entre os escritos a miúdo citados se acham os de William de Malmesbury, mas, visto que ele viveu no século doze, muito distante dos eventos afirmados, as suas narrações muitas vezes deixam de refletir fatos genuínos. Acrescente-se a isso a contradição entre uma tradição e outra, e torna-se evidente que “é quase impossível determinar os meios pelos quais foi introduzido pela primeira vez o cristianismo na Grã-Bretanha . . . tão intrigantes quanto sejam as várias lendas . . . é preciso notar que têm pouco ou nenhum apoio histórico”.1

      O historiador Gildas, escrevendo no século seis, afirma que o cristianismo chegou na Grã-Bretanha no último ano do imperador romano Tibério César e daí enfraquece o seu argumento, ao se queixar da completa ausência de quaisquer registros sobre a questão nos primeiros séculos. Ele não faz alusão a alguma teoria contrária, de que tivesse sido mediante a conversão de um rei dos bretões do segundo século, Lúcio, que o cristianismo tivesse sido estabelecido pela primeira vez. Quando ficamos sabendo que se dão vinte e três datas diferentes da sua conversão, isto também se torna duvidoso. Uma carta que se supõe que Lúcio enviou ao papa provou ser um embuste.

      Os nomes de lugares são empregados como palha fina para dar apoio às visitas de Jesus e de Paulo. Entre esses se acham as aldeias de Cross e Christon, perto de Priddy, Somerset; o Poço de Jesus, perto de Padstow, Cornwall; Paraíso, perto de Burnham, Somerset; a Alamêda de Paulo, Portsmouth Harbour; e Arwystli (Aristóbulo), Montgomeryshire, Gales. Não obstante, embora a derivação de muitos destes nomes seja muito antiga, não há evidência para provar que existissem há novecentos anos atrás. Nomes de lugares sugestivos parecem ótimos, até que descobrimos, por exemplo, que o Pico da Crux ou Cruz reflete meramente a antiga palavra inglesa “cruc” para monte.

      Considerando-se a natureza bárbara dos habitantes nativos da Bretanha daquele tempo, é surpreendente a suposta disposição favorável do povo para com o cristianismo. Tampouco estava preparado o povo que seguia a religião druídica para a sua introdução, visto que cria na imortalidade da alma e numa trindade (composta de Beli, Tárano e Esu). Essas doutrinas não eram do cristianismo apostólico. Eram pagãs e empregavam símbolos pagãos, tais como o visco com suas três bagas brancas que representavam a trindade e cresciam de um só carvalho, que era considerado como sendo a árvore sagrada ou o deus-chefe.a

      AUSÊNCIA DE EVIDÊNCIA BÍBLICA

      Porque Paulo expressou o desejo de ir à Espanha (Rom. 15:24, 28), há conjecturas de que ele passasse a visitar as Ilhas Britânicas. Esta idéia se baseia em parte sobre o comentário de Clemente de Roma, um antigo escritor, que disse que Paulo, “tendo ensinado a justiça ao mundo inteiro, e chegado ao extremo limite do ocidente . . . sofreu martírio”. Embora muito vago, diz-se que a Grã-Bretanha é este limite extremo. Mas quão forte é esta afirmação, visto que não sabemos nem mesmo se Paulo conseguiu chegar até a Espanha?

      Paulo, ao concluir a sua segunda carta a Timóteo, enviou saudações dos irmãos, a saber, entre outros, Prudente e Cláudia. (2 Tim. 4:21) Um primitivo rei britânico tinha uma filha pelo nome de Cláudia que foi enviada a Roma para receber instrução. Porque o marido dela, um romano, se chamava Prudente, este casal tem sido relacionado com aquele versículo, para demonstrar conexão com os cristãos na Bretanha apesar de que os dois nomes estão separados em Timóteo pelo de Lino, coisa incomum se fossem de marido e mulher.b Não há nada além dos nomes em apoio da identidade e, visto que ambos os nomes ocorrem freqüentemente nos escritos clássicos daquele tempo, a semelhança não tem valor.

      O silêncio do registro bíblico exige o nosso respeito. Em parte alguma das Escrituras se dá a entender que José de Arimatéia fosse o guardião de Jesus. Se fosse importante sabermos se Jesus partiu da Palestina entre doze e trinta anos de idade, essa informação teria sido dada na Bíblia. Por que desperdiçar tempo com teorias acerca dos “anos de silêncio” e perder de vista o próprio propósito do ministério terrestre de Jesus?

      REJEITE A LENDA E A TRADIÇÃO

      Não há apoio real para as muitas tradições que convencem só os crédulos. “Embora sejam graciosas e comoventes algumas dessas lendas, a verdade da história nos compele a admitir que não têm fundamento nos fatos. O cristianismo na Grã-Bretanha durante a ocupação romana não se pode jactar de ter tido origem apostólica nem uma vida vigorosa.”2

      De modo que não vamos atribuir à nossa Bíblia mais do que se acha claramente declarado ali, nem nos apegaremos às coisas sem fundamento para tentar sustentar uma teoria, cujo propósito é principalmente apoiar a pretensão independente da Igreja Anglicana de ser de origem apostólica. Disse o ex-Deão da Catedral de S. Paulo; Henry H. Milman: “A visita de S. Paulo à Grã-Bretanha, na minha opinião, é uma ficção da vaidade religiosa nacional.”3

      Os cristãos primitivos estavam ansiosos de divulgar as boas novas até onde era possível, e fizeram isso sem parcialidade, indo aonde o espírito os dirigia. Ao invés de selecionarem uma pequena ilha e se gloriarem das tradições de validez duvidosa, os verdadeiros cristãos hoje empregarão também o seu tempo em divulgar a Palavra de Deus, não só na Grã-Bretanha, mas em toda a terra habitada.

      REFERÊNCIAS

      1 The Everlasting Gospel, de E. Newgass, página 19.

      2 History of the Church of England, de H. O. Wakeman, página 4, 7a. edição.

      3 The History of Christianity, de H. H. Milman, volume 1, página 458.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Veja-se The Two Babylons de A. Hislop e The Golden Bough, de Sir J. G. Frazer. Índice sob “Mistletoe”.

      b Paulo sempre mencionava Áquila e Prisca juntos. — Rom. 16:3; 1 Cor. 16:19; 2 Tim. 4:19.

  • Iniciando estudos bíblicos
    A Sentinela — 1962 | 15 de outubro
    • Iniciando estudos bíblicos

      Não é só as palavras dos servos de Jeová que falam mas também seus atos pessoais de conduta são instrumentos que dirigem o interesse das pessoas para o caminho da vida. Numa nova firma comercial, o encarregado do almoxarifado aproximou-se de certo empregado e disse-lhe: “Você é deveras uma pessoa incomum. Completamente diferente dos outros.” “O que é que o senhor quer dizer com isto?”, perguntou-lhe o irmão. “Bem, quando você toma alguma coisa emprestada, você a devolve. E se quebra alguma coisa, você me diz em vez de jogá-la numa caixa como fazem os outros.” Isso foi uma boa oportunidade para o irmão e ele deu um breve, mas eficiente testemunho. No mesmo dia o homem contou à sua esposa o que tinha ouvido. Convidou o irmão a visitá-los, o que ele fez. O resultado: um novo estudo bíblico!

      O clero da cristandade continua a desempenhar bem o seu papel de modernos escribas e fariseus, tentando impedir que as pessoas aprendam a verdade. Certa irmã, de uma das unidades de Berlim Ocidental, teve uma experiência interessante, quando ofereceu numa revisita o número especial da Despertai! sobre a Igreja Católica. A jovem senhora disse-lhe que o padre e uma freira a tinham visitado e viram dois exemplares de A Sentinela sobre a mesa da sala de estar. O padre explicou que era um dos piores pecados ler a literatura das testemunhas de Jeová. Disse-lhe que fosse confessar logo que pudesse. Na semana seguinte, ouviu um comprido sermão acusando as testemunhas de Jeová, e foi proibida de ler a literatura. Ela disse que não sabia por quê. A testemunha deu-lhe explicações sobre uma maravilhosa terra paradisíaca. O padre retrucou que isto era utopia, pura fantasia. A sua reposta foi: “Mas eu mesmo li isto na Bíblia.” O padre argüiu que não era assim tão literal. Ela lhe perguntou qual a esperança que ele oferecia. Ele filosofou dum modo geral e concluiu: “Bem, nós jazeremos no túmulo. A nossa alma vai para o céu, mas não ganhamos nada com isso, pois estaremos então mortos.” Isto bastava para a jovem senhora. Disse ao publicador que não ia mais à igreja, mas caso o padre a visitasse ela teria o número especial da Despertai! pronto para dar-lhe. Imediatamente começou-se um estudo bíblico domiciliar. — Anuário das Testemunhas de Jeová para 1962, página 278.

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