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Quem foi Jesus Cristo?Despertai! — 1982 | 22 de outubro
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Para ilustrar as coisas, usava elementos bem conhecidos de seus ouvintes. Esforçava-se em tocar profundamente o coração deles. Induziu-os a remodelar sua mente e seu coração e a arrepender-se de seus anteriores pensamentos e ações erradas, e os incentivou a levar um novo modo de vida, que os conduziria a ter relações privilegiadas com Deus e lhes daria também uma verdadeira esperança para o futuro.
Compare esse ensinamento com os discursos políticos e sermões religiosos que talvez ouça. Alguns são sagazes e outros parecem justos. Há oradores ferinos, que geram dissensões. Mas, quantos destes estão imbuídos de amor e empatia pelo homem comum?
Jesus não mostrou sua compaixão só em palavras. Ele ajudou pessoas necessitadas. Ele as alimentou, curou os que tinham padecimentos, e até mesmo ressuscitou seus entes queridos mortos. Esse poder vinha de Deus, e ele o usou de modo pleno. Às vezes, não tinha tempo suficiente nem mesmo para comer ou descansar. Ele tinha verdadeiramente um coração grande. — Mateus 14:14; Marcos 6:38-44; 8:22-25; 10:13, 14; Lucas 8:49-56; Atos 10:38.
Uma das particularidades mais marcantes do ensinamento de Jesus foi que ele proveu meios pelos quais, após sua partida, sua influência se estenderia sobre as gerações futuras. No fim de seu breve período de ensinamento, Jesus havia ensinado, treinado e preparado um grupo de discípulos, a fim de que fossem enviados ao mundo para prosseguirem a obra que ele havia iniciado. Os discípulos que deixou eram não só instrutores, mas também capazes de ensinar outros a se tornarem também instrutores. O que ele começou se desenvolveu numa obra mundial de fazer discípulos e alcançou “todas as nações”, como ele havia predito. — Mateus 28:19, 20.
Um Líder Afetuoso e Corajoso
Jesus tomou a liderança entre seus discípulos. Estes nunca objetaram, devido à sua incontestável habilidade de liderar. Foi um perfeito exemplo para eles. Tudo que exigia deles ele mesmo fazia. Não só em palavras, mas também pelo exemplo, ele lhes ensinou a amar o próximo, e até mesmo seus inimigos. É por isso que a autoridade que exerceu na terra foi isenta de qualquer derramamento de sangue. Jamais podia ser acusado de ter derramado uma só gota de sangue humano. Não desconsiderou nem mesmo o ferimento na orelha de um inimigo, infligido por um de seus discípulos; curou-o imediatamente. — Lucas 6:32-36; 22:50, 51.
No decurso de toda sua vida terrestre destacam-se também sua grande coragem, virilidade e força. Por exemplo, lemos em Marcos 10:32: “Estavam então avançando pela estrada, subindo a Jerusalém, e Jesus ia na frente deles, e eles estavam pasmados; mas os que seguiam começaram a temer.” Essa era a última viagem de Jesus com seus discípulos a Jerusalém. Ele sabia que seria morto ali. Os chefes religiosos de sua época queriam toda a glória para si mesmos, e para conservá-la estavam determinados a matá-lo. Jesus sabia disso, ao subir a Jerusalém, e ele o disse a seus discípulos. (Mar. 10 Versículos 33, 34) Mas não recuou, e, para o espanto de seus discípulos temerosos, caminhou adiante deles na estrada. Que líder corajoso tinham eles!
Alguns dias mais tarde, por ocasião de seu julgamento, quando sua vida estava em jogo, o governador romano Pôncio Pilatos lhe perguntou se era rei. Jesus respondeu: “Tu mesmo estás dizendo que eu sou rei.” (João 18:37) Jesus jamais mentiu para salvar sua pele. Deu corajosamente testemunho a favor do reino que ele representava, o reino de Deus.
Naquele mesmo dia, Jesus foi condenado à morte, açoitado, coroado com espinhos, esbofeteado, cuspido e por fim pregado numa estaca de tortura para sofrer uma das mais atrozes mortes. Até o fim, ele assumiu sua responsabilidade na qualidade de líder afetuoso e corajoso. Com seu último suspiro, deu seu relatório final a seu Pai celestial: “Está consumado!” — João 19:30.
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Que pode representar Jesus para você hoje?Despertai! — 1982 | 22 de outubro
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Que pode representar Jesus para você hoje?
TALVEZ se pergunte: ‘Mas que poderá representar para mim hoje esse Jesus que viveu e morreu na Palestina lá no primeiro século?’
Suponhamos que ele não esteja morto, mas vivo. Suponhamos que ele retenha atualmente uma posição mais influente do que a de qualquer outro homem na terra. Admitamos que ele seja agora o Rei dos reis, celeste e invisível, esperando o sinal de Deus para destruir todos os opressores da humanidade e os que não cessam de levar uma vida imoral, e para começar um reino milenar de paz com bênçãos eternas em reserva para todos os que sinceramente desejam tornar-se seus súditos. Com esses dados, representa ele agora alguma coisa para você?
Para alguns, essas declarações talvez pareçam simples suposições. Entretanto, muitas coisas estão em jogo, se se provar que são verdadeiras.
Enquanto estava na terra, Jesus anunciou várias vezes que seria morto e que, três dias depois, seria ressuscitado. (Marcos 8:31; 9:31; 10:34) Sua predição a respeito de sua morte cumpriu-se, mas que dizer da declaração paralela sobre sua ressurreição? A sinceridade e veracidade de Jesus, bem como a evidência de que realizava seus milagres com o apoio de Deus, testificam em favor do cumprimento dessa declaração também. Que sucedeu?
Três dias depois da morte violenta de Jesus, o túmulo onde havia sido colocado estava vazio. Durante os 40 dias que se seguiram, seus seguidores o viram e o ouviram, estando ele vivo. Os quatro Evangelhos relatam o cumprimento das palavras de Jesus que anunciava sua ressurreição no terceiro dia. De fato, houve umas 500 testemunhas desse evento. (1 Coríntios 15:4-8) Se, com o depoimento de duas ou três testemunhas fidedignas um assunto
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