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Jesus CristoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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e prestimoso que deu a seus discípulos, homens, na maior parte, de posição humilde e pouca instrução, foi extremamente eficaz. (Mat. 10:1 a 11:1; Mar. 6:7-13; Luc. 8:1) Mais tarde, homens de alta posição e grande erudição ficaram admirados diante da linguagem vigorosa e confiante dos apóstolos; e, como “pescadores de homens”, eles apresentaram surpreendentes resultados, milhares de pessoas acatando a pregação deles. (Mat. 4:19; Atos 2:37, 41; 4:4, 13; 6:7) Seu domínio dos princípios bíblicos, cuidadosamente implantados por Jesus no coração deles, habilitou-os a ser verdadeiros pastores do rebanho nos anos posteriores. (1 Ped. 5:1-4) Assim, Jesus, no curto espaço de três anos e meio, lançou o sólido alicerce para uma congregação internacional unida, composta de milhares de membros, provenientes de muitas raças.
Provisor capaz e Juiz justo
Por sua capacidade de dirigir as operações de pesca de seus discípulos, com surpreendente êxito, era evidente que sua regência traria prosperidade bem maior que a de Salomão. (Luc. 5:4-9; compare com João 21:4-11.) Ter este homem, nascido em Belém (que significa “Casa de Pão”), alimentado a milhares de pessoas e ter ele convertido água em vinho de excelente qualidade, constituíam pequena prova do futuro banquete que o reino messiânico de Deus proveria “para todos os povos”. (Isa. 25:6; compare com Lucas 14:15.) Sua regência não só poria fim à pobreza e à fome, mas até mesmo resultaria em ‘tragar a morte’. — Isa. 25:7, 8.
Havia todo motivo, também, para se confiar na justiça e no julgamento justo de seu governo, em harmonia com as profecias messiânicas. (Isa. 11:3-5; 32:1, 2; 42:1) Ele mostrou o máximo respeito pela lei, especialmente a de seu Deus e Pai, mas também pela lei das “autoridades superiores” que se permitia que operassem na terra, na forma dos governos de César. (Mat. 5:17-19; 22:17-21; João 18:36) Ele rejeitou os esforços de projetá-lo na cena política corrente por ‘fazerem-no rei’, mediante a aclamação popular. (João 6:15; compare com Lucas 19:11, 12; Atos 1:6-9.) Ele não ultrapassou os limites de sua autoridade. (Luc. 12:13, 14) Ninguém poderia ‘acusá-lo de pecado’, não só porque tinha nascido perfeito, mas porque exercia constantes cuidados de observar a Palavra de Deus (João 8:46, 55), a justiça e a fidelidade o rodeando como um cinto. (Isa. 11:5) Seu amor pela justiça andava de mãos dadas com o ódio pela iniqüidade, pela hipocrisia e pela fraude, e pela indignação para com aqueles que eram gananciosos e indiferentes para com os sofrimentos alheios. (Mat. 7:21-27; 23:1-8, 25-28; Mar. 3:1-5; 12:38-40; compare com os versículos 41-44.) As pessoas mansas e humildes podiam animar-se com o fato de que sua regência eliminaria a injustiça e a opressão. — Isa. 11:4; Mat. 5:5.
Ele mostrava grande discernimento dos princípios, do verdadeiro significado e propósito das leis de Deus, sublinhando os “assuntos mais importantes” delas, “a justiça, a misericórdia e a fidelidade”. (Mat. 12:1-8; 23:23, 24) Ele era imparcial, não demonstrava nenhum favoritismo, muito embora sentisse especial afeição por um de seus discípulos. (Mat. 18:1-4; Mar. 10:35-44; João 13:23; compare com 1 Pedro 1:17.) Embora um dos seus últimos atos, quando morria na estaca de tortura, fosse demonstrar consideração para com sua mãe humana, seus vínculos familiares carnais jamais tiveram prioridade sobre seus parentescos espirituais. (Mat. 12:46-50; Luc. 11:27, 28; João 19:26, 27) Conforme predito, o modo como lidava com os problemas jamais era superficial, baseado no ‘que meramente parecia certo aos seus olhos, nem sua repreensão simplesmente segundo a coisa ouvida pelos seus ouvidos’. (Isa. 11:3; compare com João 7:24.) Ele podia ver o que havia no coração dos homens, discernir seus motivos. (Mat. 9:4; Mar. 2:6-8; João 2:23-25) E conservava seus ouvidos sintonizados com a Palavra de Deus, procurando fazer, não a sua própria vontade, mas a de seu Pai; isto garantia que, como Juiz designado de Deus, suas decisões sempre seriam corretas e justas. — Isa. 11:4; João 5:30.
Notável Profeta
Jesus cumpriu os requisitos dum Profeta semelhante a Moisés, porém maior do que este. (Deut. 18:15, 18, 19; Mat. 21:11; Luc. 24:19; Atos 3:19-23; compare com João 7:40.) Ele predisse os seus próprios sofrimentos e a maneira de sua morte, o espalhamento de seus discípulos, o sítio de Jerusalém e a completa destruição dessa cidade e de seu templo. (Mat. 20:17-19; 24:1 a 25:46; 26:31-34; Luc. 19:41-44; 21:20-24; João 13:18-27, 38) Em conexão com estes eventos mencionados por último, ele incluiu profecias a serem cumpridas na época de sua presença, quando seu reino já estaria em operação ativa. E, como os anteriores profetas, realizou sinais e milagres como evidência da parte de Deus de que fora divinamente enviado. Suas credenciais ultrapassavam as de Moisés, uma vez que acalmou o mar tempestuoso da Galiléia, andou sobre suas águas (Mat. 8:23-27; 14:23-34), curou cegos, surdos e coxos, e aqueles afligidos de doenças tão graves como a lepra, chegando mesmo a ressuscitar pessoas mortas. — Luc. 7:18-23; 8:41-56; João 11:1-46.
Soberbo exemplo de amor
Em todos estes aspectos da personalidade de Jesus, a qualidade predominante é o amor — ao seu Pai, acima de tudo, e amor às suas co-criaturas. (Mat. 22:37-39) Por conseguinte, o amor devia ser o sinal distintivo que identificaria seus discípulos. (João 13:34, 35; compare com 1 João 3:14.) Seu amor não era sentimentalismo. Embora expressasse fortes sentimentos, Jesus era sempre guiado por princípios (Heb. 1:9); a vontade de seu Pai era sua suprema preocupação. (Compare com Mateus 16:21-23.) Ele provou seu amor a Deus por observar Seus mandamentos (João 14:30, 31; compare com 1 João 5:3), por procurar sempre glorificar a seu Pai. (João 17:1-4) Em sua última noite junto com seus discípulos, ele falou mais de trinta vezes sobre o amor e o amar, repetindo três vezes a ordem de que ‘amassem uns aos outros’. (João 13:34; 15:12, 17) Ele lhes disse que: “Ninguém tem maior amor do que este, que alguém entregue a sua alma a favor de seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que vos mando.” — João 15:13, 14; compare com João 10:11-15.
Em prova de seu amor a Deus e à humanidade imperfeita, ele então se permitiu ser “trazido qual ovídeo ao abate”, submetendo-se a julgamentos, sendo esbofeteado, esmurrado, cuspido, flagelado com um chicote, e, por fim, pregado numa estaca entre criminosos. (Isa. 53:7; Mat. 26:67, 68; 27:26-38; Mar. 14:65; 15:15-20; João 19:1) Pela sua morte sacrificial, exemplificou e expressou o amor de Deus para com os homens (Rom. 5:8-10; Efé. 2:4, 5), e habilitou os homens a ter convicção absoluta de seu inquebrantável amor por seus discípulos fiéis. — Rom. 8:35-39; 1 João 3:16-18.
Visto ser grandioso o perfil do Filho de Deus, que se consegue obter pelo registro escrito, admitidamente breve (João 21:25), muito mais grandiosa deve ter sido a realidade. Seu acalentador exemplo de humildade e bondade, aliado ao seu vigor em favor da justiça e retidão, dá-nos certeza de que seu governo do Reino será tudo o que os homens de fé, através dos séculos, têm almejado, com efeito, ultrapassará suas maiores expectativas. (Rom. 8:18-22) Em todos os sentidos, ele exemplificou o padrão perfeito para seus discípulos, um padrão assaz diferente daquele dos governantes do mundo. (Mat. 20:25-28; 1 Cor. 11:1; 1 Ped. 2:21) Ele, seu Senhor, lavou-lhes os pés. Assim, estabeleceu o padrão de cortesia, de consideração e de humildade que deve caracterizar a sua congregação de seguidores ungidos, não apenas na terra, mas também no céu. (João 13:3-15) Embora exaltados aos céus em seus tronos, compartilhando com Jesus ‘toda a autoridade no céu e na terra’ durante o reinado milenar de Cristo, como “sacerdócio real”, têm de humildemente zelar e amorosamente servir as necessidades dos súditos dele na terra. — Mat. 28:18; Rom. 8:17; 1 Ped. 2:9; Rev. 1:5, 6; 20:6; 21:2-4.
DECLARADO JUSTO E DIGNO
Por meio de seu inteiro proceder de vida, de integridade para com Deus, Jesus Cristo realizou o “um só ato de justificação” que provou que estava habilitado a servir como o Rei-Sacerdote ungido de Deus no céu. (Rom. 5:17, 18) Por meio de sua ressurreição dentre os mortos para a vida como Filho celeste de Deus, ele foi “declarado justo em espírito”. (1 Tim. 3:16) As criaturas celestes o proclamaram “digno de receber o poder, e as riquezas, e a sabedoria, e a força, e a honra, e a glória, e a bênção”, como aquele que era tanto leonino a favor da justiça e do julgamento, como semelhante à ovelha em sacrificar a si mesmo a favor da salvação de outros. (Rev. 5:5-13) Não sendo mero humanitarista, ele realizou seu propósito primário de santificar o Nome de seu Pai. (Mat. 6:9; 22:36-38) Fez isto, não apenas por usar tal Nome, mas por revelar a Pessoa que este representa, demonstrando as esplêndidas qualidades do Pai — seu amor, sua sabedoria, sua justiça e seu poder — habilitando as pessoas a conhecer ou a sentir o que este Nome representa. (Mat. 11:27; João 1:14, 18; 17:6-12) E, acima de tudo, fez isto por apoiar a soberania universal de Jeová, mostrando que seu governo do Reino estaria solidamente alicerçado naquela Suprema Fonte de autoridade. Por conseguinte, poder-se-ia dizer dele: “Deus é o teu trono para sempre.” — Heb. 1:8.
O Senhor Jesus Cristo é assim o “Agente Principal e [o] Aperfeiçoador de nossa fé”. Pelo cumprimento que deu à profecia, e pela revelação que fez dos propósitos futuros de Deus, por meio daquilo que disse, que fez e que era, Jesus proveu o sólido alicerce sobre o qual deve repousar a verdadeira fé. — Heb. 12:2; 11:1.
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JetroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JETRO
[excelência].
O sogro de Moisés, um queneu. (Êxo. 3:1; Juí. 1:16) Jetro também é chamado de Reuel (Núm. 10:29), o que poderia sugerir que Jetro (“excelência”) pode ter sido um título, ao passo que Reuel era um nome pessoal. No entanto, não era incomum que um chefe árabe tivesse dois nomes, ou até mesmo mais, conforme muitas inscrições o atestam. Jetro é grafado “Jeter” no Texto Massorético, em Êxodo 4:18.
Jetro era “o sacerdote de Midiã”. Sendo cabeça duma grande família, composta de pelo menos sete filhas e um filho cujo nome é citado (Êxo. 2:15, 16; Núm. 10:29), e tendo a responsabilidade não só de fazer provisões materiais para sua família, mas também de liderá-la na adoração, ele é apropriadamente chamado de “o sacerdote [ou chefe] de Midiã”. Isto, em si, não indica necessariamente que se tratava da adoração de Jeová Deus, mas é possível que a adoração verdadeira tivesse sido inculcada nos ancestrais de Jetro, e parte dela tivesse perdurado no seio de sua família. A conduta dele sugere, pelo menos, profundo respeito pelo Deus de Moisés e de Israel. — Êxo. 18:10-12.
A associação de Jetro com seu futuro genro se iniciou pouco depois de Moisés ter fugido do Egito, em 1553 AEC. As filhas de Jetro, que estavam no campo, cuidando dos rebanhos de seu pai, receberam a ajuda de Moisés
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