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As bênçãos da obediência aprendida por sofrimentosA Sentinela — 1971 | 15 de março
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de perfeição, fidedignidade e madureza provadas. Portanto, antes de atingir este cargo elevado de ser rei e sumo sacerdote, era próprio que o Filho de Deus fosse submetido ao desenvolvimento exigido, ao necessário treinamento e instrução, à necessária disciplina e prova, a fim de que fosse aperfeiçoado para o seu elevado cargo, além de qualquer possibilidade de fracasso.
17. Como foi a obediência de Jesus provada decisivamente quando ele esteve na terra?
17 Aqui entra também a questão da obediência. É verdade que Jesus sempre fora obediente, antes de vir à terra, mas a sua obediência nunca tinha sido submetida a uma prova severa. Quando estava em conflito com criaturas espirituais, com o ‘príncipe da Pérsia’, no tempo de Daniel, e também anteriormente, com o próprio Satanás, por causa do corpo de Moisés, ele não estava então sujeito àqueles opositores. (Dan. 10:13; Jud. 9) Não precisava pagar um preço elevado por ser obediente. Mas quando veio à terra e iniciou seu ministério, seu campo de serviço, a situação era inteiramente diferente, não era? Desde o Jordão e até o Calvário esteve continuamente em prova, envolvendo muitos sofrimentos. Depois de um encontro direto com o Diabo, no ermo, havia todos aqueles grupos de pressão, religiosos e hostis, que continuamente estavam atrás dele, até que finalmente o apanharam. Sim, ele passou por tudo, “com fortes clamores e lágrimas”. Foi uma provação terrível. Por fim, ele foi esmagado na morte, entre a mó superior e a inferior daqueles grupos de pressão e de Roma. No entanto, não foi esmagado nem quebrantado em espírito, nem na sua integridade e obediência perfeita ao seu Pai celestial. — Mat. 4:1-11; Heb. 5:7.
18. Por tudo o que sofreu e suportou, que bênçãos derivou Jesus para si e que benefícios para outros?
18 Jesus sempre teve fé, mas agora ela tinha a qualidade provada. Ele sempre fora genuíno, como aço, demonstrando lealdade e constância, mas agora era como aço temperado, temperado por fogo. Podemos assim avaliar mais plenamente por que era necessário que Jesus aprendesse pela experiência real o que significava ser obediente sob extrema adversidade e sofrimento. Principalmente foi em vista da posição exclusiva que o aguardava à direita de Deus, sujeitando-se-lhe todas as coisas. Além disso, reconhecemos que ele, por perseverar em tal proceder fiel, foi assim aperfeiçoado num sentido muito mais amplo e profundo do que antes. Tornou-se assim plenamente habilitado como sumo sacerdote para vir em nosso auxílio e dar ajuda no tempo certo, tornando-se assim responsável pela derradeira salvação, primeiro dos muitos filhos obedientes que partilham com ele o seu trono celestial, e também dos muitos outros da humanidade, pelos quais provou a morte. Estes também precisam aprender que é necessário que, “no nome de Jesus, se dobre todo joelho” em submissão, por causa da posição superior” que Deus deu bondosamente ao seu Filho fiel. Tudo isto, naturalmente, é “para a glória de Deus, o Pai”. — Fil. 2:5-11.
19. Como sabemos que as provas não foram impostas a Jesus, e como foi isto predito?
19 Há mais uma coisa que merece ser observada quanto a Jesus. As provas não lhe foram impostas obrigatoriamente. Ele escolheu voluntária e deliberadamente entrar no ministério, incluindo a exposição pública de toda a religião falsa e das tradições praticadas nos seus dias, sabendo muito bem que atrairia sobre si o fogo do inimigo. Conforme se predisse a respeito de sua disposição mental e sua determinação: “Tive fé, pois passei a falar. Eu mesmo estava muito atribulado.” Acima de tudo, Jesus teve fé no reino de Deus e em que ele seria empossado como seu rei. À base desta fé, ‘passou a falar’ e a “dar testemunho da verdade” em todas as ocasiões. Em resultado disso, ele foi “muito atribulado”. Ainda assim, mesmo quando confrontado com o fim e podendo dizer: “Cercaram-me as cordas da morte e acharam-me as próprias circunstâncias aflitivas do Seol”, ele também disse na mesma ocasião: “Pagarei meus votos a Jeová, sim, diante de todo o seu povo.” Ele era o principal leal a Jeová, e foi provavelmente de grande consolo para ele, naquela ocasião, lembrar-se de que estava escrito: “Preciosa aos olhos de Jeová é a morte dos que lhe são leais.” — Sal. 116:3, 10-15; 2:6; João 18:37.
20. Além de reconhecermos o seu ministério a nosso favor, de que outro ângulo devemos considerar a Jesus e ter vivo interesse nisso?
20 Conforme já indicamos, estas experiências de Jesus em aprender a obediência do modo difícil não eram só de proveito para ele, habilitando-o também como sumo sacerdote a ministrar em nosso benefício, mas ele estabeleceu assim o modelo para nós seguirmos, em certos sentidos. Isto se aplica aos cuja esperança de vida é no paraíso terrestre restabelecido, bem como aos que têm a esperança de partilhar com Jesus o seu trono celestial. Gostaríamos de considerar isto mais plenamente e o convidamos a nos acompanhar nisso. Acreditamos que se sente envolvido, mas talvez diga, conforme muitos fazem, que não se interessa nisso deste ângulo. Isto era bom para Jesus, que era perfeito. Eu estou cônscio demais das minhas próprias imperfeições, que me impedem ir além de apenas aceitar com gratidão os benefícios do sacrifício resgatador de Jesus. É este um bom raciocínio? É o pensamento correto?
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Chegou a hora da prova!A Sentinela — 1971 | 15 de março
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Chegou a hora da prova!
1. Por que é difícil encarar a situação mundial de modo objetivo, e o que prova isso?
O SOLDADO empenhado ativamente num combate feroz não pode ter uma perspectiva completa da batalha inteira. Não se espera que a tenha. Está ocupado demais com outras coisas, e sua perspectiva do conjunto é afetada em grande parte pela sua própria experiência. De modo similar, quando surgem dificuldades no fronte industrial, havendo greves e talvez violência, o operário comum provavelmente escutou apenas as arengas e a propaganda daqueles que supostamente devem estar do lado dele. Igual ao soldado, ele encara o assunto inteiro de modo subjetivo, quer dizer, conforme o afeta pessoalmente. O contrário disso é encarar uma coisa de modo objetivo, o que significa encará-la com desprendimento, não se deixando levar ou influenciar por sentimentos e envolvimentos pessoais. Do ponto de vista humano, talvez seja o historiador quem está em melhor situação de fazer isso, quando ele pode olhar para trás e ver o incidente na sua relação inteira. Se isto se dá quando há grande pressão, que dizer de toda a situação mundial que cada dia se torna mais ameaçadora? Quem é que ocupa uma posição tão alta, que possa avaliar corretamente a verdadeira situação, compreender devidamente os princípios envolvidos e oferecer orientação fidedigna, de que outros possam depender? Figuras de destaque no mundo político e religioso amiúde fazem tais afirmativas e declarações, mas têm justificativa para isso, Quantas vezes acontece que suas palavras logo são esquecidas
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