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  • Sansão
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • mas o que ele representava, isto é, o relacionamento especial de Sansão para com Jeová, qual nazireu. Com o fim deste relacionamento, Sansão não era diferente de qualquer outro homem. Assim sendo, os filisteus puderam cegá-lo, acorrentando-o com grilhões de cobre e colocando-o para trabalhar como moedor na prisão. — Juí. 16:4-21.

      Enquanto Sansão definhava na prisão, os filisteus organizaram um grande sacrifício para o seu deus, Dagom, a quem eles atribuíam seu êxito em terem capturado Sansão. Grandes multidões, incluindo todos os senhores do eixo, reuniram-se na casa para a adoração a Dagom. Apenas no terraço havia 3.000 homens e mulheres. Os festivos filisteus mandaram trazer da prisão a Sansão, cujos cabelos no ínterim haviam crescido profusamente, a fim de diverti-los. Ao chegar, Sansão pediu ao rapazinho que o conduzia para que deixasse que ele tocasse nas colunas que sustentavam aquela estrutura. Ele orou então a Jeová: “Lembra-te de mim e fortalece-me só esta vez, por favor, ó tu, o verdadeiro Deus, e vingue-me eu dos filisteus com vingança por um dos meus dois olhos.” (Juí. 16:22-28) Pode ser que ele tenha orado para vingar-se por um de seus olhos apenas por reconhecer que a perda deles se devia, em parte, à sua própria falha. Ou, pode ser que ele julgou impossível vingar-se por completo como representante de Jeová.

      Sansão se firmou nas duas colunas de sustentação e “se encurvou com poder”, fazendo com que aquela casa desmoronasse. Isto resultou na sua própria morte, e na de mais filisteus do que aqueles que ele tinha matado durante toda a sua vida. Os parentes o sepultaram “entre Zorá e Estaol, na sepultura de Manoá, seu pai”. Assim Sansão morreu fiel a Jeová, depois de ter julgado a Israel por vinte anos. Portanto, seu nome figura legitimamente entre os homens que, pela fé, tornaram-se poderosos. — Juí. 15:20; 16:29-31; Heb. 11:32-34.

  • Santidade
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • SANTIDADE

      O estado ou o caráter de ser santo. As palavras portuguesas “santo” e “santidade” equivalem às palavras hebraicas que têm a possível raiz que significa “ser brilhante”, “ser novo ou fresco, imaculado ou limpo”, em sentido físico, embora sejam usadas na Bíblia principalmente num sentido espiritual ou moral. Em conformidade com isso, santidade significa limpeza, pureza, sacralidade. O original hebraico também transmite a idéia de separação, exclusividade ou santificação a Deus, que é santo; um estado de ser reservado para o serviço de Deus. Nas Escrituras Gregas Cristãs, as palavras traduzidas “santo” e “santidade” indicam igualmente uma separação para Deus; também são empregadas para referir-se à santidade como qualidade de Deus e à pureza ou perfeição na conduta pessoal de alguém.

      JEOVÁ

      A Jeová pertence a qualidade de santidade. (Êxo. 39:30; Zac. 14:20) Cristo Jesus dirigiu-se a ele como “Santo Pai”. (João 17:11) Mostrar-se os no céu como declarando: “Santo, santo, santo é Jeová dos exércitos”, atribuindo a ele santidade e pureza num grau superlativo. (Isa. 6:3; Rev. 4:8; compare com Hebreus 12:14.) Ele é o Santíssimo, superior a todos os demais em santidade. (Pro. 30:3; aqui a forma plural da palavra hebraica traduzida “Santíssimo” é empregada para indicar excelência e majestade.) Os israelitas, ao observarem as palavras “A santidade pertence a Jeová”, gravadas na brilhante lâmina de ouro sobre o turbante do sumo sacerdote, eram lembrados com freqüência de que Jeová é a Fonte de toda santidade. Esta lâmina era chamada de “o sinal sagrado de dedicação”, mostrando que o sumo sacerdote era colocado à parte para um serviço de especial santidade. (Êxo. 28:36; 29:6) No cântico de vitória de Moisés, depois da libertação através do mar Vermelho, Israel entoou: “Quem entre os deuses é semelhante a ti, ó Jeová? Quem é semelhante a ti, mostrando-se poderoso em santidade?” (Êxo. 15:11; 1 Sam. 2:2) Como garantia suplementar da execução de Sua palavra, Jeová até mesmo tem jurado por sua santidade. — Amós 4:2.

      O nome de Deus é sagrado, sendo colocado à parte de toda mácula. (1 Crô. 16:10; Sal. 111:9) Seu nome, Jeová, deve ser considerado santo, santificado acima de todos os outros. (Mat. 6:9) O desrespeito pelo seu nome merece ser punido com a morte. — Lev. 24:10-16, 23; Núm. 15:30.

      Uma vez que Jeová Deus é o Originador de todos os princípios e de todas as leis justas (Tia. 4:12), e constitui a base de toda a santidade, qualquer pessoa ou coisa que é santa se torna tal graças ao seu relacionamento com Jeová e com Sua adoração. Não se pode obter entendimento nem sabedoria a menos que se tenha conhecimento do Santíssimo. (Pro. 9:10) Jeová só pode ser adorado em santidade. Alguém que afirme adorá-lo, mas que pratica a impureza, é repulsivo aos olhos dele. (Pro. 21:27) Quando Jeová predisse que limparia a estrada para que seu povo retornasse do exílio babilônico a Jerusalém, ele disse: “Chamar-se-á Caminho de Santidade. O impuro não passará por ela.” (Isa. 35:8) O pequeno restante que voltou em 537 AEC fez isso de todo o coração, a fim de restaurar a verdadeira adoração, com motivos corretos e santos, e não por considerações políticas ou egoístas. — Compare com a profecia em Zacarias 14:20, 21.

      JESUS CRISTO

      Jesus Cristo é, em sentido especial, o Santo de Deus. (Atos 3:14; Mar. 1:24; Luc. 4:34) A sua santidade proveio do seu Pai, quando Jeová o criou como Filho unigênito. Ele conservou sua santidade como a pessoa mais achegada ao Pai, nos céus. (João 1:1; 8:29; Mat. 11:27) Quando sua vida foi transferida para o útero da jovem virgem Maria, ele nasceu como santo Filho humano de Deus. (Luc. 1:35) Ele é o único que, como humano, manteve a santidade perfeita, sem pecado, e que, no fim de sua vida terrestre, ainda era “leal, cândido, imaculado, separado dos pecadores”. (Heb. 7:26) Ele foi ‘declarado justo’ por seus próprios méritos. (Rom. 5:18) Outros humanos só conseguem obter uma condição de santidade perante Deus à base da santidade de Cristo, e ela é obtida mediante a fé no sacrifício resgatador dele. É uma “santíssima fé”, a qual, se mantida, servirá para conservar a pessoa no amor de Deus. — Judas 20, 21.

      OUTRAS PESSOAS

      A inteira nação de Israel foi considerada santa porque Deus a escolheu e santificou, trazendo-a de forma exclusiva a uma relação pactuada com Ele, como sendo uma propriedade especial dele. Ele lhes disse que, se obedecessem a Ele, tornar-se-iam “um reino de sacerdotes e uma nação santa”. (Êxo. 19:5, 6) Através da obediência, eles ‘deveras mostrariam ser santos para com o seu Deus’. Deus os admoestou: “Deveis mostrar-vos santos, porque eu, Jeová, vosso Deus, sou santo.” (Núm. 15:40; Lev. 19:2) As leis dietéticas, sanitárias e morais que Deus lhes dera lembravam-lhes constantemente a sua separação e santidade para com Deus. As restrições que lhes foram impostas por tais leis constituíam potente força que limitava grandemente sua associação com seus vizinhos pagãos, resultando ser uma proteção para Israel, para mantê-la santa. Por outro lado, a nação perdería sua condição sagrada perante Deus se desobedecesse às Suas leis. — Deut. 28:15-19.

      Embora Israel, como nação, fosse santa, havia certos indivíduos daquela nação que eram considerados como santos de modo especial. Os sacerdotes, e, especialmente, o sumo sacerdote, eram postos à parte para servirem no santuário, e representavam o povo diante de Deus. Em tal posição, eles eram santos e tinham de manter a santificação a fim de poderem executar seu serviço e continuar a ser encarados por Deus como santos. (Lev., cap. 21; 2 Crô. 29:34) Os profetas e outros inspirados escritores da Bíblia eram homens santos. (2 Ped. 1:21) O apóstolo Pedro chama de “santas” as mulheres, dos tempos antigos, que eram fiéis a Deus. (1 Ped. 3:5) Os soldados de Israel, numa campanha militar, eram considerados santos, pois as guerras que eles travavam eram as guerras de Jeová. (Núm. 21: 14; 1 Sam. 21:5, 6) Todo primogênito varão de Israel era santo para Jeová, uma vez que, na época da Páscoa no Egito, os primogênitos tinham sido poupados da morte por Jeová; eles lhe pertenciam. (Núm. 3:12, 13; 8:17) Por este motivo, todo filho varão primogênito tinha de ser remido no santuário. (Êxo. 13:1, 2; Núm. 18:15, 16; Luc. 2:22, 23) Uma pessoa (homem ou mulher) que fizesse um voto de viver como nazireu, era santa durante o período de seu voto. Tal tempo era colocado à parte como estando plenamente devotado a algum serviço especial de Jeová. O nazireu tinha de observar certos requisitos legais; uma violação deles o tornaria impuro. Ele tinha então de oferecer um sacrifício especial para restaurar sua condição de santidade. Os dias anteriores àquele em que se tornou impuro não contavam para o cumprimento de seu nazireado; ele tinha de começar de novo a cumprir seu voto. — Núm. 6:1-12.

      PERÍODOS DE TEMPO

      Certos dias ou períodos de tempo foram reservados para Israel como sendo santos. Isto não se dava devido a qualquer santidade intrínseca ou inerente nos próprios períodos de tempo. Dava-se porque deviam ser épocas de observância especial na adoração de Jeová. Ao reservar tais períodos, Deus tinha presente o bem-estar do povo, e sua edificação espiritual. Havia os sábados semanais. (Êxo. 20: 8-11) Nestes dias, o povo podia concentrar sua atenção na lei de Deus e em ensiná-la a seus filhos. Outros dias de santo congresso ou sábado eram: o primeiro dia do sétimo mês (Lev. 23:24), e o Dia da Expiação, no dia dez do sétimo mês. (Lev. 23:26-32) Os períodos de festividade, e, especialmente certos dias deles, eram guardados como “santos congressos”. (Lev. 23:37, 38) Estas festividades eram a Páscoa e a Festividade dos Pães Não-Fermentados (Lev. 23:4-8), Pentecostes ou a Festividade das Semanas (Lev. 23:15-21) e a Festividade das Barracas ou do Recolhimento. — Lev. 23:33-36, 39-43.

      Em aditamento, cada sétimo ano era um ano sabático, um ano pleno de santidade. No ano sabático, a terra deveria permanecer sem cultivo; tal provisão, como o sábado semanal, fornecia aos israelitas ainda mais tempo para estudarem a lei de Jeová, para meditarem nela e a ensinarem a seus filhos. (Êxo. 23:10, 11; Lev. 25:2-7) Por fim, cada quinquagésimo ano era chamado de Jubileu, sendo igualmente considerado santo. Este, também, era um ano sabático, mas, adicionalmente, restaurava economicamente aquela nação à condição teocrática que Deus estabelecera no tempo em que a terra foi dividida. Tratava-se de um ano santo de liberdade, de descanso e de refrigério. — Lev. 25:8-12.

      O santo dia de descanso de Jeová

      Jeová ordenou a seu povo que ‘atribulasse suas almas’ no Dia da Expiação, um dia de “santo congresso”. Isto significava que deviam jejuar e deviam reconhecer e confessar seus pecados e sentir tristeza piedosa por causa deles. (Lev. 16:29-31; 23:26-32) Mas nenhum dia santo para Jeová devia ser um dia de choro e de tristeza para Seu povo. Antes, tais dias deviam ser dias de regozijo e de se proclamar o louvor a Jeová, por suas mara-

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