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EmanuelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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pacto do reino com Davi, antepassado de Acaz, e enviou seu profeta com a seguinte mensagem tranqüilizadora:
“Escutai-me, por favor, ó casa de Davi. . . . O próprio Jeová vos dará um sinal: Eis que a própria donzela ficará realmente grávida e dará à luz um filho, e ela há de chamá-lo pelo nome de Emanuel. Ele comerá manteiga e mel pelo tempo em que souber rejeitar o mau e escolher o bom. Pois, antes que o rapaz saiba rejeitar o mau e escolher o bom, o solo dos dois reis de que tens um pavor mórbido ficará completamente abandonado.” — Isa. 7:13-16.
Dai, depois de falar sobre o nascimento do segundo filho de Isaías, a profecia em seguida descreve como seria removida a ameaça sobre Judá. Como irresistível inundação, os assírios inundariam completamente a Síria e o reino setentrional de Israel, não parando até que tivessem perigosamente se espalhado sobre a terra de Judá, até mesmo a ponto de “encher a largura da tua terra, ó Emanuel!” Dai, com esplendor poético, o profeta Isaías avisa a todos que se opõem a Jeová: Se se cingirem para a guerra, se esboçarem um plano, se falarem uma palavra contra Jeová — “ela não se efetuará, porque Deus está conosco [Emanuel]!” — Isa. 8:5-10.
A plena e completa identidade de Emanuel se encontra no cargo e na personagem do Senhor Jesus Cristo. Por conseguinte, o emprego da palavra hebraica ‘almáh na profecia enquadraria tanto o tipo (se tal foi uma jovem esposa de Acaz ou de Isaías), e o antítipo (a desposada e ainda virgem Maria). No caso de Maria, não havia dúvida quanto a ela ser virgem quando ficou “grávida por espirito santo”, tanto Mateus como Lucas registrando este fato histórico. (Mat. 1:18-25; Luc. 1:30-35) “Tudo isso aconteceu realmente para que se cumprisse o que fora falado por Jeová por intermédio do seu profeta”, observou Mateus. Era um sinal identificador do Messias, há muito esperado. Assim, em harmonia com tais fatos, o Evangelho de Mateus (citando Isaías 7:14) utiliza a palavra grega parthénos, que significa “virgem”, para traduzir ‘almáh, dizendo: “Eis que a virgem [parthénosl ficará grávida e dará à luz um filho, e dar-lhe-ão o nome de Emanuel.” (Mat. 1:22, 23) Isto, de forma alguma, significava tomar liberdades com o texto, ou torcê-lo. Mais de um século antes, os tradutores judaicos da Septuaginta grega também usaram parthénos, ao traduzirem Isaías 7:14.
Esta identificação de Jesus Cristo como Emanuel não significava que fosse uma encarnação de Deus, ‘Deus na carne’, como os proponentes do ensino da Trindade afirmam estar subentendido no significado de Emanuel, a saber: “Conosco Está Deus.” Entre os judeus, era costume comum englobar a palavra Deus, e até Jeová, nos nomes hebraicos. Até mesmo hoje, Emanuel é o nome próprio de muitos homens; nenhum dos quais é uma encarnação de Deus.
Se parece haver um conflito entre as instruções do anjo a Maria (“terás de dar-lhe o nome de Jesus”) e a profecia de Isaías (“ela há de chamá-lo pelo nome de Emanuel”), lembremo-nos de que o Messias também deveria receber outros nomes adicionais. (Luc. 1:31; Isa. 7:14) À guisa de exemplo, Isaías 9:6 disse a respeito deste: “Será chamado pelo nome de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” Todavia, nenhum destes nomes foram dados ao primogênito de Maria como nomes pessoais, quer quando ele era um bebê quer depois de ter assumido seu ministério. Antes, todos eles eram nomes-títulos proféticos pelos quais o Messias seria identificado. Jesus viveu em conformidade com o significado desses nomes em todos os respeitos, e esse é o sentido em que foram dados profeticamente, para mostrar suas qualidades e os bons ofícios que prestaria a todos aqueles que o aceitassem como Messias. O mesmo se dá com seu título Emanuel. Ele viveu em conformidade com ele e cumpriu seu significado.
Os adoradores de Jeová sempre desejam que Deus esteja com eles, ao seu lado, apoiando-os em seus empreendimentos, e, com freqüência, Ele confirma que está, às vezes lhes dando sinais visíveis neste sentido. (Gên. 28:10-20; Êxo. 3:12; Jos. 1:5, 9; 5:13 a 6:2; Sal. 46:5-7; Jer. 1:19) Se, atualmente, a identidade pessoal de Emanuel nos dias de Acaz continua incerta, pode ser que Jeová tenha dirigido as coisas dessa forma, de modo a não distrair a atenção das gerações posteriores do Emanuel Maior, quando ele apareceu como sinal do céu. Com a vinda de seu Filho amado à terra como o prometido “descendente” messiânico (Gên. 3:15) e o legítimo herdeiro do trono de Davi, Jeová supria seu sinal máximo de que não tinha olvidado a humanidade ou seu pacto do Reino. O nome-título, Emanuel, portanto, era especialmente apropriado para Cristo, pois sua presença era deveras um sinal do céu. E, estando entre a humanidade este mais destacado representante de Jeová, Mateus, sob inspiração, podia verdadeiramente dizer: “Conosco Está Deus.”
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EmaúsAjuda ao Entendimento da Bíblia
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EMAÚS
Uma aldeia em direção à qual Cléopas e um condiscípulo se dirigiam quando o materializado Jesus Cristo se juntou a eles, no dia de sua ressurreição. Contudo, não foi senão depois de chegarem a Emaús e Jesus “se recostar com eles à mesa” durante a refeição que o reconheceram. Depois do subseqüente desaparecimento de Jesus, os dois discípulos voltaram naquela mesma noite para Jerusalém. (Luc. 24:13-33) Não se tem certeza quanto à localização exata de Emaús.
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EmbaixadorAjuda ao Entendimento da Bíblia
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EMBAIXADOR
[Gr. , présbys, homem mais velho]. Nos tempos bíblicos, homens mais velhos, de idade madura, eram escolhidos como embaixadores.
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