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Por que Jesus Cristo chamou a si mesmo de “amém”?Despertai! — 1979 | 8 de março
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O Conceito da Bíblia
Por que Jesus Cristo chamou a si mesmo de “amém”?
FOI à congregação cristã de Laodicéia que o ressuscitado Filho de Deus disse: “Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: ‘Conheço as tuas ações, que não és nem frio nem quente. Quisera eu que fosses frio ou quente. Assim, porque és morno, e não és nem quente nem frio, vou vomitar-te da minha boca.’” — Rev. 3:14-16.
Havia, certamente, grande contraste entre Jesus Cristo e muitos de seus discípulos em Laodicéia. Ao passo que o Filho de Deus era fiel e verdadeiro, a congregação de Laodicéia se achava numa condição de sério declínio espiritual. Não era estimulantemente quente nem refrescantemente fria, mas era morna, tíbia e não tinha zelo.
Devido às más condições espirituais dessa congregação, era especialmente apropriado que Jesus Cristo trouxesse à atenção que era o Amém. O termo “Amém” significa “certo”, “na verdade”, “assim seja”, “verdade”. Jesus Cristo é, deveras, um proferidor da verdade, verdadeiro profeta ou porta-voz de Deus. E tal referência a si mesmo qual “Amém” servia como repreensão para a congregação laodicena. Isto se dava porque os membros daquela congregação não estavam vivendo segundo o que seu Senhor representava — a verdade e a fidelidade. Ao serem mornos, realmente eram infiéis ao que se exigia deles.
Como Amém, Jesus Cristo, porém, é mais do que proferidor da verdade. Ele afirma ou garante que todas as promessas de Deus se cumprirão. É isto que o apóstolo Paulo indicou em 2 Coríntios 1:20, dizendo: “Não importa quantas sejam as promessas de Deus, elas se tornaram Sim por meio dele. Portanto, também por intermédio dele se diz o ‘amém’ a Deus, para glória por nosso intermédio.”
Mas como é que Jesus se tornou aquele por meio de quem todas as promessas de Deus são confirmadas? Para responder a esta pergunta, temos de considerar, primeiro, por que isto se tornou mister.
Quando o primeiro homem, Adão, desconsiderou a lei divina, ele perdeu sua posição santa perante seu Criador, e estragou sua perfeição. Como pecador, não poderia mais gerar filhos sem pecado. Por isso, toda a humanidade veio a ficar sob escravidão ao pecado e à morte. A Bíblia nos diz: “Por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” (Rom. 5:12) Ademais, os descendentes de Adão estavam alienados de Jeová Deus, que é santo, puro e limpo, e que nada tem que ver com o pecado.
Assim, a raça humana precisava ser liberta da escravidão ao pecado. Apenas por ser resgatada desta escravidão é que poderia reconciliar-se com Deus. Visto que Adão perdera sua vida humana perfeita, o preço resgatador teria de ser o equivalente exato disso — a vida humana perfeita. Nenhum descendente imperfeito de Adão conseguiria pagar este valioso preço. É por isso que a Bíblia pontifica: “A pessoa jamais poderia remir a si mesma; não poderia pagar a Deus o preço por sua vida, porque o pagamento duma vida humana é grande demais. O que poderia pagar jamais seria bastante para mantê-lo longe da sepultura, para deixá-lo viver para sempre.” — Sal. 49:7-9, Today’s English Version (Versão no Inglês de Hoje.)
Jesus Cristo, contudo, deveras possuía o necessário preço resgatador. Por um milagre, foi transferido duma existência celeste, qual pessoa espiritual, para uma existência terrestre que teve seu começo no ventre da virgem Maria. (Luc. 1:30-35; João 1:1, 2, 14) Por isso, Jesus era perfeito. Diferente de Adão, que estragou sua perfeição, o Filho de Deus manteve seu estado inculpe na carne.
Comentando isto, escreveu o apóstolo Pedro: “Não cometeu pecado, nem se achou engano na sua boca.” (1 Ped. 2:22) Até mesmo Judas Iscariotes não pôde apontar nenhum pecado por parte de Jesus. Embora fosse um íntimo, que podia observar o Filho de Deus quando não estava diante dos olhos do público, Judas não conseguiu justificar sua traição a Jesus. Ele se viu obrigado a admitir: “Pequei quando traí sangue justo.” (Mat. 27:4) Daí, também, os mais amargos inimigos de Jesus Cristo só puderam apresentar testemunhas falsas contra ele. — Mar. 14:55-59.
Por conseguinte, quando Jesus Cristo ofereceu voluntariamente sua vida, pagou o preço necessário para o resgate do gênero humano. Ele “se entregou como resgate correspondente por todos”. — 1 Tim. 2:6.
As pessoas que reconhecem que foram resgatadas e que desejam que os benefícios expiatórios do sacrifício de Jesus sejam aplicados em seu favor, podem reconciliar-se com Deus. Com referência a isto, escreveu o apóstolo Paulo: “Cristo, enquanto ainda éramos fracos, morreu por homens ímpios, no tempo designado . . . Pois se nós, quando éramos inimigos, ficamos reconciliados com Deus por intermédio da morte de seu Filho, muito mais agora, que temos ficado reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isso, mas exultemos também em Deus por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem temos agora recebido a reconciliação.” (Rom. 5:6-11) Todos assim reconciliados verão o cumprimento das promessas divinas, cumprimento este que se tornou possível mediante o perfeito proceder de vida de Jesus, inclusive sua morte sacrificial.
Naturalmente, foi Jeová Deus quem fez arranjos para que a raça humana fosse resgatada, fazendo isso a um grande custo pessoal. Ele amava tão profundamente o Filho, e, mesmo assim, permitiu que este morresse uma morte vergonhosa, de modo que os humanos pecaminosos fossem resgatados. Visto que o Altíssimo demonstrou tal amor superlativo, não existe absolutamente promessa alguma que Ele deixará de cumprir. O apóstolo Paulo sublinhou isto por meio da seguinte pergunta: “Aquele que nem mesmo poupou o seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, por que não nos dará também com ele bondosamente todas as outras coisas?” — Rom. 8:32.
Quanto ao Filho, por causa de sua fidelidade até à própria morte, foi grandemente galardoado. Lemos, na Escritura: “Deus o enalteceu a uma posição superior e lhe deu bondosamente o nome que está acima de todo outro nome, a fim de que, no nome de Jesus, se dobre todo joelho dos no céu e dos na terra, e dos debaixo do chão, e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai.” — Fil. 2:9-11.
Concordemente, todas as orações devem ser dirigidas por meio de Jesus, e o “amém” deve ser proferido em nome dele. Porque o Filho de Deus é o Amém, todas as solicitações corretas serão atendidas. Ele disse aos apóstolos: “Se pedirdes ao Pai qualquer coisa, ele vo-la dará em meu nome. . . . Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja plena.” (João 16:23, 24) “O que for que pedirdes em meu nome, eu farei isso, a fim de que o Pai seja glorificado em conexão com o Filho. Se pedirdes algo em meu nome, eu o farei.” — João 14:13, 14.
Por certo, Jesus Cristo chamou-se corretamente de “Amém”. Por ser tal, podemos estar confiantes do cumprimento certo das promessas de Deus. Também, todas as orações feitas com fé, e em harmonia com a vontade divina, hão de ser respondidas. Ser Jesus o Amém deve também relembrar aos cristãos a importância de permanecerem fiéis, imitando o exemplo dele, como a “testemunha fiel e verdadeira”.
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Observando o MundoDespertai! — 1979 | 8 de março
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Observando o Mundo
A Cirurgia do “Bisturi Voador” da China
◆ Quão essenciais são as transfusões de sangue no trabalho de um bom cirurgião? Um relatório feito por John Roper, correspondente dos Serviços de Saúde do Times de Londres, oferece reveladora introspeção. Após visitar a República Popular da China, escreve: “Os cirurgiões em nosso grupo ficaram impressionados pela técnica do ‘bisturi voador’ dos médicos chineses: a velocidade e o asseio da operação e, em especial, no caso do paciente com úlcera gástrica, quão pouco sangramento houve.
“Isto parece dar-se com grande parte da cirurgia chinesa. Embora haja sangue disponível para transfusões, não existem bancos de sangue nem doadores de sangue, conforme os conhecemos, visto que, pelo que parece, a demanda de sangue é mínima.”
Mensagem ao Papa
◆ O periódico Il Mondo, descrito como “principal semanário econômico da Itália”, publicou em data recente uma carta aberta ao então novo papa, João Paulo I, apelando para “ordem e moralidade” nos tratos financeiros da Igreja. “Acredite-nos, Sua Santidade”, escreveu o editor do semanário, Paolo Panerai, “compreendemos bem a [necessidade] de o Vaticano ter autonomia financeira para sustentar seu aparato, para disseminar a fé, além das obras pias. . . . Mas não acha, Sua Santidade, que para conseguir tais objetivos há meios diferentes dos canais mais inescrupulosos que o capitalismo oferece?”
Junto com tal carta, Il Mondo publicou um relatório que asseverava que o Banco do Vaticano (Instituto de Obras Religiosas) tem, calculadamente, US$ 2 bilhões em depósitos, nas mãos, em parte, de “alguns dos maiores industriais e comerciantes italianos”. Perguntava o editor: “Será correto que [o Vaticano] possua um banco cujas ações ajudam os italianos a transferir capitais [para o exterior] e sonegar impostos?”
Retirados os Títulos Franceses
◆ Por ordens que se diz terem emanado do Presidente Valery Giscard d’Estaing, títulos aristocráticos antes dos nomes de cerca de 5.000 franceses foram retirados do guia telefônico. Tal passo visa poupar espaço, segundo os Correios, que também controlam os telefones da França. Os Correios levaram a idéia a um passo mais adiante, e “para provar sua democracia”, afirma a revista Parade, “retiraram também títulos tais como ‘Dr.’ e ‘Rev.”’.
Cônscios da Bomba Atômica
◆ O que acham de participar da morte simultânea de mais de 80.000 pessoas? George Caron era metralhador da cauda do bombardeiro que lançou a bomba atômica sobre Hiroxima, há mais de 33 anos atrás. Recentemente recordou: “Senti-me grande por tomar parte em algo assim. Esperava que tudo desse certo e que nos livrássemos disso.” Desde então, ele “não tem tido pesadelos, nenhum remorso: tinha de ser feito”. A revista belga To the Point International observa que “a consciência limpa de
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