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Quem é Jesus Cristo, que todos necessitemos dele?A Sentinela — 1976 | 15 de outubro
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Quem é Jesus Cristo, que todos necessitemos dele?
“Não há salvação em nenhum outro, pois não há outro nome debaixo do céu, que tenha sido dado entre os homens, pelo qual tenhamos de ser salvos.” — Atos 4:12.
1. Por que precisamos todos nós dum salvador do mundo?
UM SALVADOR DO MUNDO — é disso que o mundo da humanidade necessita hoje tão urgentemente. Dum resgatador de toda a família humana! Todos nós somos da mesma carne e do mesmo sangue, tendo tido um início comum. Todos nós estamos na mesma nave espacial — este planeta terra. Se esta nave fosse naufragar, todos desceríamos junto com ela no mar sem fundo do espaço imensurável. É isto o que vai acontecer conosco? Do modo como as coisas vão na nossa nave espacial, planetária, parece como se tal catástrofe global estivesse muito mais perto do que os cientistas modernos calculam. Mas, vai acontecer tal coisa horrível? Qual o salvador do mundo e onde está ele, que possa impedir isso! São cada vez mais as pessoas que gostariam de saber isso.
2. Em que cidades importantes da atualidade não se encontra o salvador do mundo, e o que demonstra que é assim?
2 O salvador do mundo não se encontra hoje lá na cidade de Nova Iorque — no conjunto de edifícios das Nações Unidas. As 144 nações que são membros daquela organização em prol de paz e segurança mundiais estão tendo dificuldades em se manterem individualmente à tona. O salvador do mundo não se encontra em Moscou, na Rússia, onde uma série de ditadores têm governado com mão de ferro e com a visão de um mundo transformado em comunista. O salvador do mundo não está em Jerusalém, em Israel, onde três das principais religiões do mundo tem interesses de longa data, mas em conflito uma com a outra. Nem pode o salvador do mundo ser encontrado em qualquer outra cidade de importância mundial do passado ou do presente. A contínua angústia das nações e o aumento do gemido do povo demonstram que é assim.
3. Que verdade e refugada pelas pessoas do mundo, mas onde é razoável e sensato que procuremos o salvador do mundo?
3 A situação mundial, no seu significado claro, pode não ser nada promissora. Mas, os que seguem o modo moderno de pensar não querem admitir a verdade. Que verdade? Que a necessária ajuda para o mundo terá de vir duma fonte mais elevada do que os homens. Eles se negam a desistir de sua confiança nos homens, nos únicos ajudadores poderosos e inteligentes que podem imaginar na sua mente materialista. Se acompanhássemos seu modo de pensar, ficaríamos sem senso de direção. Não chegaríamos a parte alguma. Mas, não importa quão destacadas sejam tais pessoas de mentalidade mundana, sabemos por nós mesmos que não somos nem os criadores, nem as criaturas de nós mesmos. Fomos projetados, feitos e dotados de maneira maravilhosa demais para ser mero produto humano. Aquele que nos projetou e produziu, que nos colocou nesta nave espacial, planetária, deve ser sobre-humano. Deve estar tanto acima de nós, como os céus são mais altos do que nossa nave espacial, terrena. Visto que somos maravilhas de Sua obra, Ele deve estar interessado em nós. Talvez não seja modernista, mas é razoável e sensato encará-lo como capaz de produzir para nós um salvador do mundo.
4. Quem inspirou nos peitos humanos a esperança dum salvador do mundo e a quem nos mandou ele, há muito, recorrer em busca de salvação?
4 Pois bem, será que este nosso Criador é Aquele que inspira nos peitos humanos a esperança do resgate de toda a humanidade? Por meio dum salvador do mundo? Sim! De que outro lugar poderia provir tal idéia denodada e magnífica? Mais de sete séculos antes de nossa Era Comum, sim, mais de um século antes da Era Budista, foi Ele quem mandou escrever a seguinte declaração: “Virai-vos para mim e sede salvos, todos vós nos confins da terra; pois eu sou Deus, e não há outro. Jurei por mim mesmo — da minha própria boca saiu a palavra em justiça, de modo que não retornará — que diante de mim se dobrará todo joelho, jurará toda língua, dizendo: ‘Seguramente há plena justiça e força em Jeová. Todos os que se acaloram contra ele virão diretamente a ele e ficarão envergonhados.’” — Isa. 45:22-24.
5. O que não nos deve envergonhar quanto a nos voltarmos para Jeová em busca de salvação, e por que não?
5 A salvação por Jeová pode atingir os confins da terra e incluir todo o mundo da humanidade. É para Ele que nos podemos voltar em esperança duma salvação eterna e com solicitação confiante dela. O ódio que o mundo tem ao nome Jeová não nos deve envergonhar, nem nos fazer desviar dele. Todos os que se acaloram contra ele serão os que virão diretamente a Ele e ficarão envergonhados. Deixarão de receber a salvação reservada para aqueles que, sem qualquer compulsão, recorrem a Ele em busca de salvação.
6. Como mostra o último livro da Bíblia que o convite de Jeová, de há muito tempo atrás, de nos voltarmos para ele, obteria aceitação mundial?
6 O convite de Jeová, de nos virarmos para ele como o único Deus de salvação, foi escrito no vigésimo terceiro livro da Bíblia Sagrada. Este livro contém as profecias inspiradas dum homem do Oriente Médio, chamado Isaías, filho de Amoz, habitante da antiga Jerusalém. Que esse convite divino obteria aceitação mundial foi predito no sexagésimo sexto e último livro da Bíblia Sagrada, chamado Revelação ou Apocalipse, escrito no primeiro século de nossa Era Comum. No Re capítulo sete, versículos nove e dez, o escritor inspirado, João, filho de Zebedeu, descreve a visão profética que teve. Mostrando que em nosso tempo uma inúmera multidão de pessoas se voltariam para Jeová Deus em busca de salvação, João escreve: “Eis uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajados de compridas vestes brancas; e havia palmas nas suas mãos. E gritavam com voz alta, dizendo: ‘Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.’”
IDENTIFICADO O SALVADOR DO MUNDO
7, 8. (a) Em que sentido deve ser entendida a designação de “o Cordeiro”? (b) Onde começa Revelação a usar esta designação, e para mostrar o quê?
7 Mas, por que atribui esta multidão composta de pessoas de todas as raças, nações e cores a sua salvação não só a Deus, mas também “ao Cordeiro”? Podemos descobrir com exatidão a identidade deste personagem figurativamente chamado de “Cordeiro”? Sim!
8 Certamente precisamos identificá-lo. Em primeiro lugar, o nome “o Cordeiro” não é usado como termo carinhoso, assim como quando se diz a alguém de quem se gosta: “Meu cordeirinho!” Antes, o nome traz à atenção um sacrifício, um sacrifício extremamente necessário a favor de todos nós. No livro de Revelação, a designação “Cordeiro” (ou “do Cordeiro”) é aplicada vinte e sete vezes a este muito necessário. Essas referências ao “Cordeiro” começam no capítulo cinco, onde o escritor João foi informado sobre o papel vital que “o Cordeiro” havia de desempenhar. João foi informado: “Pára de chorar. Eis que o Leão que é da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu de modo a abrir o rolo e os seus sete selos.” (Rev. 5:5) O que viu João, quando parou de chorar? Ele disse: “Eu vi no meio do trono . . . um cordeiro em pé, como se tivesse sido morto.” — Rev. 5:6.
9. Quem é este ‘Leão da tribo de Judá’ e o que indica este título a seu respeito?
9 Quem, então, é este Cordeiro que a Bíblia Sagrada identifica como sendo o “Leão que é da tribo de Judá” e como vitalizadora “raiz” do primeiro rei judeu de Jerusalém, chamado Davi? É Jesus Cristo, descendente carnal do patriarca Abraão e do Rei Davi, da tribo de Judá. (Gên. 49:9, 10; Mat. 1:1-6) Ser ele chamado “o Leão que é da tribo de Judá” significa que ele é o “Siló” que havia de vir e a quem “pertencerá a obediência dos povos”. Isto significa que ele havia de ser Rei (assim como seu antepassado Davi) dum governo real, ao qual todos os povos da terra teriam de sujeitar-se para o seu próprio bem. Assim como Davi fora ungido como rei e por isso era um ungido, também seu Descendente real seria um ungido, a quem os hebreus chamariam de “Messias”, mas os judeus de língua grega chamariam de “Cristo”. É por isso que existe a expressão “Jesus Cristo” (Jesus Um Ungido) ou “Cristo Jesus” (Ungido Jesus). Mas, se ele é comparado com um régio leão judeu, por que é também comparado com um “cordeiro”,
10. Segundo o que João viu, o que havia acontecido a este Cordeiro, e com que compra resultante?
10 O escritor João explica o motivo, ao nos contar o que ele viu e ouviu adicionalmente: “E, ao tomar o rolo, . . . [cantavam] um novo cântico, dizendo: ‘Digno és de tomar o rolo e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste pessoas para Deus, dentre toda tribo, e língua, e povo, e nação, e fizeste deles um reino e sacerdotes para o nosso Deus, e reinarão sobre a terra.’” — Rev. 5:8-10.
11. Com que objetivo foi morto este que era semelhante a um cordeiro, e como foi isso predito por Isaías, capítulo cinqüenta e três?
11 Portanto, este “Leão que é da tribo de Judá”, que constitui um reino, foi morto em sacrifício, do mesmo modo como a Lei que Deus proveu à nação de Israel, por meio de Moisés, provia o sacrifício dum cordeiro imaculado para expiar pecados. Ele era o “servo” justo de Jeová, a respeito de quem o inspirado profeta Isaías fez as seguintes predições: “Viu-se apertado e deixou-se atribular; contudo, não abria a sua boca. Foi trazido qual ovídeo ao abate; e como a ovelha fica muda diante dos seus tosquiadores, tampouco ele abria a sua boca. . . . esvaziou a sua alma até a própria morte e foi contado com os transgressores; e ele mesmo carregou o próprio pecado de muita gente e passou a interceder pelos transgressores.” — Isa. 53:7, 12; Atos 8:30-35.
12. Por que não podemos refutar que precisamos do sacrifício do Cordeiro, por sermos pecadores e transgressores?
12 Isto traz à luz o forte motivo pelo qual necessitamos de Jesus Cristo. Necessitamos dele qual Cordeiro sacrificial, oferecido a Jeová Deus, o Criador do homem. A profecia de Isaías, que acabamos de citar, fala sobre pecadores e transgressores. Ora, as pessoas em geral não gostam de ser chamadas de pecadores e transgressores. Mesmo assim, nenhum de nós pode negar que todos temos defeitos e tendências para o mal. Recebemos isso de alguma parte. Todos podemos lançar a culpa sobre nossos pais. Mas eles, por sua vez, obtiveram a imperfeição e as tendências erradas dos seus pais. E assim podemos remontar, numa cadeia ininterrupta, até o primeiro casal, a quem a Bíblia Sagrada chama de Adão e Eva. Com Adão e Eva cessa atribuir-se aos pais a transmissão da imperfeição e das inclinações erradas aos seus descendentes. Por quê? Porque Adão e Eva não receberam sua imperfeição e sua pecaminosidade de Deus, seu Criador e Pai celestial. “Perfeita é a sua atuação”, e ele fez Adão e Eva perfeitos, visto que foram criados à própria imagem dele. — Deu. 32:4; Luc. 3:38; Gên. 1:26-28.
13. Que pergunta surge sobre o lugar em que nascemos, e o que impediu que todos nós nascêssemos perfeitos?
13 Durante os últimos seis mil anos, nenhum de nós nasceu no paraíso, quer dizer, no Jardim do Éden. Mas Adão e Eva foram criados e fixados ali. ( Gên. 2:7-25) Naturalmente, aquele original paraíso terreno não comportaria confortavelmente a todos nós que hoje existimos; teria de ser ampliado para abranger todo o globo. Ainda assim, por que não nascemos todos num paraíso terreno de tamanho global? Sim, e por que nascemos todos imperfeitos, sujeitos a tendências más, doentios e moribundos? A única explicação razoável seria que o primeiro casal humano, de quem todos descendemos, passou a agir errado. E assim é; o registro histórico, fatual, contido na Bíblia Sagrada, concorda com tal explicação razoável. Antes de Adão e Eva terem filhos, eles passaram a agir errado. Isto significa que não fizeram o que Deus lhes mandou fazer. Desobedeceram-lhe, a seu Pai celestial. Assim, pecaram ou não tomaram por alvo o marco da perfeição humana.
14. Por que estava Deus dentro de seu direito de expulsar Adão e Eva do paraíso, e que misericórdia da Sua parte levou a estarmos hoje vivos?
14 Podemos culpar a Deus por sentenciar Adão e Eva ao que ele disse que seria a penalidade certa para o mais leve ato de rebelião contra ele, o Legislador e Juiz Supremo? Não poderíamos fazer isso de direito. Mas, podemos culpar a Deus por expulsá-los de seu paraíso? Não! Como Criador do Jardim do Éden, ele tinha direitos de propriedade. Tinha o direito perfeito de decidir quem devia ocupar sua propriedade. Veja como pessoas egoístas e irrefletidas transformam belos conjuntos residenciais em algo parecido a guetos e favelas. Veja como a raça humana, em geral, está arruinando a terra como um todo, ameaçando-a com guerra nuclear, com toda a ruína e poluição que esta significaria para a superfície da terra. Pensando bem, é um milagre que Deus permitiu que os pecadores Adão e Eva passassem a viver fora do paraíso do Éden, para povoarem a terra ao ponto em que está habitada hoje. Certamente, foi misericordioso da parte de Deus deixar Adão e Eva continuar a viver ao ponto de terem filhos, de modo que nós vivemos hoje na terra, seis mil anos depois disso. — Gên. 3:1 a 4:2.
15. Que espécie de pai decidiu Adão ser para seus descendentes, e como aconteceu que todos nos tornamos pecadores com ele?
15 Quando tentado para pecar junto com sua esposa Eva, Adão teve de decidir que espécie de pai seria para seus descendentes, quer um pai temente a Deus, perfeitamente obediente ao seu Pai celestial e em relação inquebrantável com Ele, quer um pai rebelde contra seu Dador da vida e sob a sentença da morte, a penalidade pelo pecado. (Gên. 2:15-17) Adão escolheu ser esta última espécie de pai para nós. Por isso, não podemos atribuir nossa imperfeição e pecaminosidade a Deus, o Criador do homem. Nós mesmos não podemos fazer nada neste respeito, mas é agora assim como escreveu o escritor bíblico do primeiro século, o apóstolo cristão Paulo, dizendo: “Por intermédio de um só homem entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” (Rom. 5:12) Visto que Deus implantou sêmen reprodutivo no primeiro homem, todos nós, seus descendentes, estávamos nos lombos de Adão quando este pecou. Assim, todos nós pecamos dentro dele, e, em resultado, todos nascemos pecadores, sob a condenação à morte.
16. Que equilíbrio da balança da justiça divina não deve ser despercebido, e como nos é assegurado isso em 1 Coríntios 15:21, 22?
16 Não deixemos de notar aqui uma coisa importante ensinada pela Bíblia Sagrada de Deus. Qual é! A seguinte: Assim como Deus considera o único homem Adão responsável por todo o pecado e sua penalidade, a morte, no mundo atual, assim pode considerar outro único homem, igual a Adão, responsável pelo cancelamento do pecado do mundo e pela anulação da penalidade do pecado para com o mundo da humanidade, nascido em pecado. Em vista de tal arranjo sábio e misericordioso, a balança da justiça divina está perfeitamente equilibrada. Isto é algo que todos nós necessitamos e é o que se nos assegura na Bíblia Sagrada de Deus, em 1 Coríntios 15:21, 22, nas seguintes palavras: “Visto que a morte é por intermédio dum homem, também a ressurreição dos mortos é por intermédio dum homem. Porque, assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos serão vivificados.”
17. Como somente se podia produzir na terra alguém igual a Adão, e a quem foi devidamente anunciado o nascimento de tal pessoa?
17 Que arranjo maravilhoso e econômico, e tudo tão simples! Tudo o que necessitamos é apenas um só homem, igual a Adão, quando este tinha perfeição humana e estava sem pecado. Como se podia produzir tal homem na terra, visto que nenhum de nós, descendentes do primeiro casal, nasceu como igual a Adão na sua inocência no Éden? O homem necessário só podia ser provido por um milagre de Deus, o Todo-poderoso. Este milagre divino ocorreu perto do fim do primeiro século antes de nossa Era Comum. Resultou no aparecimento daquele a quem Revelação chama repetidas vezes de “o Cordeiro”. Embora fosse como um cordeiro, ele mostrou ser “O Leão que é da tribo de Judá” e “a raiz de Davi”. Todo o testemunho da Bíblia Sagrada de Deus indica que este é Jesus Cristo, nascido na cidade de Davi, Belém, no começo do outono setentrional do ano 2 A. E. C. Em belo acordo com ele tornar-se qual cordeiro sacrificial, seu nascimento foi anunciado por anjos de Deus a testemunhas escolhidas por Deus, a pastores que vigiavam rebanhos de ovelhas à noite. — Luc. 2:4-18; Mat. 2:1-18.
18. Este “descendente de Davi” foi declarado ser Filho de quem, por meio da ressurreição dentre os mortos?
18 Tudo isso era, conforme o apóstolo cristão Paulo o chamou, “boas novas . . . . que ele prometeu outrora por intermédio de seus profetas, nas sagradas Escrituras, a respeito de seu Filho, o qual procedeu do descendente de Davi segundo a carne, mas que, com poder, foi declarado Filho de Deus, segundo o espírito de santidade, por meio da ressurreição dentre os mortos — sim, Jesus Cristo, nosso Senhor”. — Rom. 1:1-4.
19. Em que nível foi Jesus declarado Filho de Deus pela ressurreição, mas o que havia sido antes, quando estava na terra?
19 Agora, quanto a alguém ser filho de Deus em sentido verdadeiro, bem, segundo a genealogia carnal de Jesus Cristo, conforme apresentada em Lucas 3:23-38, o primeiro homem, Adão, era “filho de Deus”. Mas ele desobedeceu ao seu Pai celestial e morreu, trazendo o pecado e a morte sobre todos nós. Ele ainda está morto; não foi ressuscitado dentre os mortos. Perdeu sua filiação com Deus. Mas, Jesus Cristo foi ressuscitado no nível espiritual e assim foi proclamado novamente como sendo Filho de Deus, com poder maior do que tinha na terra. No entanto, mesmo quando estava no nível terreno, e embora nascesse como humano carnal por meio da virgem judia chamada Maria, Jesus era Filho de Deus. Não há motivo para questionarmos isso. Por que não?
20. Por que atestou João Batista, não meramente de seu próprio raciocínio, que Jesus era Filho de Deus?
20 Naquele tempo, as necessidades da situação exigiam que houvesse um “filho de Deus” disponível na terra. Jesus Cristo mostrou ser o necessário Filho de Deus. Quando se tornou plenamente desenvolvido, à idade de trinta anos, foi batizado em água por João Batista, filho dum sacerdote judaico chamado Zacarias. Quem, dizia publicamente João, era Jesus Cristo? João Batista disse aos seus discípulos que Jesus Cristo era o Filho de Deus. João sabia disso não apenas de seu próprio raciocínio sobre o assunto. Por quê? Porque, logo depois de ter batizado Jesus, João ouviu a voz de Deus dizer desde o céu: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” (Mat. 3:13-17; Mar. 1:9-11; Luc. 3:21, 22) De modo que João disse em público: “Eu o vi e dei testemunho de que este é o Filho de Deus.” — João 1:34.
21. Por que não podia Jesus ter um pai humano, carnal mas quem confessou a paternidade quanto a ele?
21 Todavia, ser Jesus filho de Deus não começou com seu nascimento humano por meio de Maria, a virgem judia. Visto que Jesus nasceu duma virgem que não havia tido relações sexuais com um descendente masculino de Adão, Ele não podia ter tido um pai humano, carnal. Nenhum anjo foi seu pai, porque Maria não teve relações sexuais com um anjo materializado, assim como aconteceu no caso das mães dos infames nefilins, nos dias do construtor da arca, Noé. (Gen. 6:1-4) O anjo Gabriel, que apareceu a Maria e explicou-lhe que ela se tornaria milagrosamente mãe de Jesus, não foi o pai do primogênito de Maria. (Luc. 1:26-38; Mat. 1:18-25) A ciência moderna talvez dispute hoje o nascimento virginal de Jesus, afirmando que é algo impossível, mas o anjo Gabriel eliminou qualquer possível dúvida na mente de Maria por dizer: “Para Deus nenhuma declaração será uma impossibilidade.” (Luc. 1:37) Em acordo com isso, Deus confessou perante todo o universo sua Paternidade no caso do menino Jesus, da linhagem de Davi.
22. Como indicam as palavras de João, e as de Jesus, proferidas em oração, que Jesus havia sido Filho de Deus no céu?
22 Tudo isso é verdade, mas foi o nascimento de Jesus em Belém de Judá o começo de sua existência como Filho de Deus? Não! João Batista, que nasceu cerca de seis meses antes de Jesus, disse publicamente a respeito de Jesus, a quem ele batizou: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! Este é aquele a respeito de quem eu disse: Atrás de mim vem um homem que avançou na minha frente, porque existiu antes de mim.” (João 1:29, 30) Ora, visto que Jesus não existiu como homem na terra antes de João Batista, onde havia existido antes de João? Lá no céu. Havia existido ali como Filho de Deus. Tivera ali contato pessoal e associação com seu Pai celestial. Isto explica por que, na noite antes de sofrer a morte de mártir, fora dos muros de Jerusalém, ele disse em oração ao seu Pai celestial: “Eu te tenho glorificado na terra, havendo ter minado a obra que me deste para fazer. De modo que agora, Pai, glorifica-me junto de ti com a glória que eu tive junto de ti antes de haver mundo.” — João 17:4, 5.
23. Donde enviou Deus seu Filho para o mundo, e como?
23 De modo que aquele que se tornou Jesus Cristo, “o Cordeiro de Deus”, existia como Filho de Deus ao lado de seu Pai celestial no domínio espiritual, invisível. Portanto, a fim de se tornar Filho humano de Deus, com o nome de Jesus Cristo, ele tinha de deixar que o Deus Todo-poderoso transferisse sua vida desde o céu para o óvulo humano no corpo da virgem judia. Desta maneira, Deus continuou a ser seu Pai, quando nasceu em Belém. Só podia ser desde o céu que Deus transferiu a vida de seu Filho de modo milagroso e assim “enviou” seu Filho, conforme Jesus Cristo disse ao governante judaico Nicodemos: “Deus amou tanto o mundo [da humanidade], que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna. Pois, Deus enviou seu Filho ao mundo, não para julgar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por intermédio dele.” — João 3:16, 17.
24. Por que precisamos do Filho de Deus como “o Cordeiro”?
24 Vemos assim como Deus proveu o único homem de quem necessitávamos para a nossa salvação eterna, um só homem que era igual a Adão quando este tinha sua perfeição e estava sem pecado no Jardim do Éden. Apenas este homem podia oferecer-se a Deus para ser sacrificado como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29) Visto que nosso pecado está incluído nisso, necessitamos dele.
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Por que necessitamos do Reino de Jesus Cristo?A Sentinela — 1976 | 15 de outubro
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Por que necessitamos do Reino de Jesus Cristo?
1. Jesus nasceu como filho de que “deus” e por que não foi isso acidental?
HÁ UMA coisa importante que notamos a respeito do Filho de Deus, que esteve na terra, como homem, durante o primeiro século de nossa Era Comum. Ele não nasceu numa família hindu, na Índia. Não nasceu em alguma família budista no Tibete, nem na família real da antiga China, nem na família do César imperial de Roma. (Est. 1:1; Luc. 2:1, 2) Antes, “procedeu do descendente de Davi segundo a carne”. (Rom. 1:3) Isto não foi acidental. Foi preciso que este Filho de Deus nascesse como “descendente de Davi”. Este foi o motivo pelo qual Deus escolheu uma virgem judia da linhagem carnal de Davi de Belém, para tornar-se mãe de Jesus Cristo. (Luc. 1:26-32) Esta Maria era adoradora do Deus que a tornou milagrosamente fecunda, e, por isso, seu filho não nasceu como filho de algum deus hindu ou duma deidade budista, nem do Júpiter romano ou do Zeus grego. — Luc. 1:34-55; Atos 14:12, 13.
2. Por que não precisou Jesus nascer na tribo de Levi nem da família de Arão, para ser Cordeiro sacrificial e em que dia morreu ele?
2 No antigo Israel, a tribo do Rei Davi era a de Judá, da qual não se tiravam sacerdotes para ofertar sacrifícios. Não obstante, Jesus Cristo podia nascer como ‘descendente de Davi”, da tribo de Judá, e ainda assim tornar-se “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. (João 1:29) Não precisava ser da tribo de Levi e da família sacerdotal de Arão, família da qual se tiravam os sacerdotes de Israel. Ele podia nascer na tribo de Davi, Judá, e ainda assim ser homem perfeito, sem pecado, apto para ser sacrifício aceitável a Deus, por ser perfeito e não maculado pelo pecado. A perfeição e sua qualidade sem pecado, que mantivera como Filho de Deus no céu, continuaram com ele quando foi enviado à terra para se tornar homem absolutamente igual ao Adão perfeito e sem pecado no dia em que este foi criado no Jardim do Éden. Jesus Cristo precisava ser assim para ‘se entregar como resgate correspondente por todos’. (1 Tim. 2:5, 6; Mat. 20:28) Derramou seu sangue como sacrifício expiatório de pecados, no Dia da Páscoa de 33 E. C., dia em que os judeus sacrificavam o cordeiro pascoal e comiam sua carne assada em celebração da libertação de sua nação do antigo Egito.
3. O que diz Levítico 17:11, 12, sobre o sangue, e, assim, que benefício obtemos do sangue de Jesus? Como?
3 No pacto que Deus fez com o antigo Israel, ele disse as seguintes palavras, encontradas em Levítico 17:11, 12: “A alma [ou: vida] da carne está no sangue, e eu mesmo o pus para vós sobre o altar para fazer expiação pelas vossas almas, porque é o sangue que faz expiação pela alma [vida] nele. . . . ‘Nenhuma alma vossa deve comer sangue e nenhum residente forasteiro que reside no vosso meio deve comer sangue.’” Portanto, ao derramar seu sangue em sacrifício a Deus, Jesus Cristo derramou sua vida como sacrifício expiatório para todos nós, descendentes do pecador Adão. Ele apresentou o sangue vital de seu perfeito sacrifício humano a Deus no céu, e por isso não podemos nem comer, nem beber o sangue de Jesus, para obter os benefícios dele. Temos de ter fé nele, como plenamente expiando nossos pecados mortais, para tirar proveito do sangue vital de Jesus. — Heb. 9:11-14, 24.
4. Por que as palavras de Simão Pedro, a respeito do sangue de Cristo, tornam apropriado que Revelação o apresente como Cordeiro?
4 Um dos judeus do primeiro século, que creu no valor expiatório do sangue de Jesus, foi Simão Pedro, ex-pescador do Mar da Galiléia. Escrevendo a concrentes, Simão Pedro disse: “Não foi com coisas corrutíveis, com prata ou ouro, que fostes livrados da vossa forma infrutífera de conduta, recebida por tradição de vossos antepassados. Mas foi com sangue precioso, como o de um cordeiro sem mácula nem mancha, sim, o de Cristo.” (1 Ped. 1:18, 19) Podemos agora apreciar a propriedade de o livro de Revelação continuamente apresentar Jesus Cristo como “o cordeiro”, aquele que foi “morto”. (Rev. 5:6) Todos nós, os da humanidade, certamente necessitamos de tal Cordeiro expiatório que, com seu sangue, pode purificar-nos de nossos pecados e tirar de nós a condenação à morte. Sem a vida por meio do sacrifício deste Cordeiro, nenhum de nós poderia usufruir coisa alguma no futuro com consciência limpa perante Deus. Deveras, pois, não podemos passar sem este Cordeiro!
5. Por se oferecer como sacrifício, Jesus Cristo serviu como antítipo de quem, no Dia da Expiação de Israel?
5 Oferecendo-se como Cordeiro sacrificial, Jesus Cristo serviu qual Sumo Sacerdote de Deus, prefigurado pelo primeiro sumo sacerdote de Israel, a saber, Arão da tribo de Levi. Todos os outros sumos sacerdotes oficiantes do antigo Israel descenderam deste Arão, irmão de Moisés. Este é outro motivo pelo qual toda a humanidade necessita de Jesus Cristo, de ele servir qual antítipo dos sumos sacerdotes de Israel, ao levarem o sangue dos sacrifícios para dentro do Santíssimo do templo, no anual Dia da Expiação, Iom Quipur.
6. Os judeus cristianizados foram mandados a olhar para quem, em busca da expiação de pecados, e por quê?
6 O ressuscitado Jesus Cristo cumpriu este quadro do Dia da Expiação quando ascendeu da terra de volta para o céu, a fim de comparecer na presença de Deus e oferecer o mérito ou valor de seu perfeito sacrifício humano em expiação pelos pecados de toda a humanidade. Este era o motivo pelo qual se disse aos judeus cristianizados que não olhassem mais para os sumos sacerdotes arônicos, mas sim para seu antítipo, nas seguintes palavras registradas em Hebreus 3:1, 2: “Por conseguinte, santos irmãos, participantes da chamada celestial, considerai o apóstolo e sumo sacerdote que confessamos — Jesus. Ele foi fiel Aquele que o fez tal, assim como também Moisés o foi em toda a casa Daquele.”
É NECESSÁRIO MAIS DO QUE UM SUMO SACERDOTE
7. De que modo é Jesus Cristo para nós um sumo sacerdote apropriado, e onde diz o capítulo um de Revelação que ele serve como tal?
7 Explicando adicionalmente aos judeus cristianizados de que maneira Jesus Cristo, qual Sumo Sacerdote, serve com mais eficácia do que fizeram Arão e seus sucessores, o livro de Hebreus prossegue, no Heb capítulo sete, versículo vinte e seis: “Para nós era apropriado tal sumo sacerdote, leal, cândido, imaculado, separado dos pecadores e que chegou a ser mais alto do que os céus.” O livro de Revelação, capítulo um, versículos doze a dezoito, retrata o glorificado Jesus Cristo como servindo qual Sumo Sacerdote a favor das congregações cristãs. Todavia, o capítulo cinco o representa como sendo mais do que Sumo Sacerdote de Deus. Isto salienta que todos nós necessitamos de Jesus Cristo por outro motivo adicional, além de ele ser Cordeiro sacrificial e nosso Sumo Sacerdote.
8. Que títulos são aplicados ao Cordeiro, em Revelação 5:9, 10, e a que mais, além de ao sacerdócio, refere-se tudo isso?
8 Revelação 5:5, 6, identifica o Cordeiro que foi morto como sendo “o Leão que é da tribo de Judá, a raiz de Davi”. Esses títulos indicam alguma coisa a respeito do Cordeiro Jesus Cristo. Os Re 5 versículos nove e dez dão ênfase adicional a isso. Nesses versículos diz-se ao Cordeiro: “Digno és de tomar o rolo e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste pessoas para Deus, dentre toda tribo, e língua, e povo, e nação, e fizeste deles um reino e sacerdotes para o nosso Deus, e reinarão sobre a terra.” A que se refere então tudo isso, além do sacerdócio? Ora, naturalmente a um governo, a um reino. Sim, todos necessitamos dum governo perfeito e justo sobre toda a terra.
9. Segundo Gênesis 49:9, 10, o que havia de ter o ‘Leão que é da tribo do Judá’, e, neste respeito o que tornou necessário que Jesus fosse a “raiz do Davi”?
9 Segundo a profecia em Gênesis 49:9, 10, o Leão que é da tribo de Judá havia de ter um cetro e um bastão de comandante, e a ele havia de pertencer legitimamente a obediência de todos os povos Isto significava um governo para o Leão da tribo de Judá. Davi era da tribo de Judá, e durante quarenta anos reinou sobre os israelitas. Jesus Cristo tinha de ser “raiz de Davi”, porque Deus havia prometido ao Rei Davi, de Jerusalém, uma dinastia de sucessores na sua família, que teria um reino para sempre.
10. Segundo as palavras de Gabriel a Maria, o trono de quem receberia seu filho, e por quanto tempo?
10 Isto significava que, como recompensa para o Rei Davi, por sua inabalável adoração exclusiva de Jeová, como único Deus vivente e verdadeiro, Jeová fez um pacto com Davi, para um reino eterno na linhagem de sua família. (2 Sam. 7:1-17) Foi por isso que o anjo Gabriel disse, ao anunciar o vindouro nascimento de Jesus a Maria, que era da tribo de Judá: “Jeová Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e ele reinará sobre a casa de Jacó [Israel] para sempre, e não haverá fim do seu reino.” — Luc. 1:26-33.
11. Quando oramos as palavras de Mateus 6:9, 10, admitimos a Deus que necessitamos de quê?
11 O que se dá, então, quando oramos a Jeová Deus, assim como Jesus instruiu seus discípulos a orarem: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra”? Bem, com isso admitimos a Deus, que necessitamos do reino de seu Filho Jesus Cristo. — Mat. 6:9, 10.
12. Em que esforço fracassou a cristandade, e, por isso, o que terá de ser feito aos reinos deste mundo pelo reino de Deus por Cristo?
12 A chamada cristandade nunca foi o reino de Deus por Cristo. A cristandade fracassou na sua tentativa de converter os governos do mundo para serem governos realmente cristãos. Então, como havemos de ter o reino de Cristo sobre a terra, quando todos estes governos políticos ainda existem e administram os assuntos da terral? Não podemos, em tais circunstâncias. É por isso que é preciso que esses governos humanos imperfeitos, falhos, desapareçam, sejam eliminados da terra. Isto não pode ser feito com poder humano. Por este motivo necessitamos do reino de Jesus Cristo para tal trabalho. Esse executará o trabalho, segundo a profecia de Deus em Daniel 2:44, que diz: “Nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempo indefinido.”
13. Quando e onde ocorrera a eliminação violenta destes governos mundanos, porém, de que mais necessitarão os sobreviventes terrestres?
13 Esta remoção violenta dos governos políticos da atualidade será realizada no auge da vindoura “grande tribulação”, no que Revelação 16:14, 16, chama de Har-Magedon. Haverá sobreviventes humanos desta “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. Estes precisarão ter mais do que apenas uma terra livre de governos corrutos e incapazes, de homens pecaminosos e moribundos. De que mais precisarão? De nada menos do que a eliminação de todas as iníquas inteligências sobre-humanas, invisíveis, que têm dominado esses governos políticos. Mas, quem são essas invisíveis inteligências sobre-humanas? A ciência moderna não nos acreditará quando respondermos: Satanás, o Diabo, e seus anjos demoníacos. Mas, seja o próprio Jesus Cristo achado verdadeiro, e não a ciência moderna. Ele disse que Satanás, o Diabo, é “o governante deste mundo”. Jesus Cristo certamente o devia saber, sendo que foi enviado por Deus desde o céu. — João 12:31; 14:30.
14. Que governo será bastante poderoso para desalojar a Satanás e seus demônios da posição deles sobre os habitantes da terra, e como?
14 Também, na visão que o glorificado Jesus Cristo transmitiu ao apóstolo cristão João, ele salientou que Satanás, o Diabo, é quem “está desencaminhando toda a terra habitada”. (Rev. 12:9) Portanto, vai ser preciso um governo celestial, espiritual, para desalojar Satanás e seus anjos demoníacos de sua posição de domínio sobre todos os habitantes da terra. O reino de Jesus Cristo é exatamente tal governo celestial suficientemente poderoso para trazer esse alívio à humanidade. Este é outro motivo pelo qual necessitamos desse reino. Depois de sua vitória na guerra no Har-Magedon, causará o encarceramento de Satanás, o Diabo, e de todos os seus anjos demoníacos num abismo, longe da vizinhança de nossa terra. Seu encarceramento perdurará durante os mil anos do reino de Cristo. — Rev. 19:11 a 20:3.
15. Como retrata Revelação os benefícios vitalizadores abundantemente disponíveis a todos os que na terra estiverem sob o reino de Cristo?
15 Durante este reino milenar de Jesus Cristo, benefícios vitalizadores fluirão qual rio para todos aqueles na terra, pelos quais ele deu sua vida como Cordeiro sacrificial. Isto é belamente retratado no último capítulo de Revelação. Ali, o apóstolo João mostra a fonte das provisões de vida eterna para a família humana. João diz: “E ele [um anjo de Deus] me mostrou um rio de água da vida, límpido como cristal, correndo desde o trono de Deus e do Cordeiro, pelo meio de sua rua larga [a rua da cidade]. E deste lado do rio e daquele lado havia árvores da vida, produzindo doze safras de frutos, dando os seus frutos cada mês.”
16. Qual é a fonte de todos esses benefícios vitalizadores e como cuidará o Reino de que não haja mais maldição sobre a humanidade?
16 Daí, mostrando que tais bênçãos têm sua origem no trono real de Deus e do Cordeiro Jesus Cristo, o apóstolo João acrescenta as seguintes palavras: “E não haverá mais nenhuma maldição. Mas o trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade e os seus escravos lhe prestarão serviço sagrado.” (Rev. 22:1-3) O reino de Deus por Cristo é uma bênção para a humanidade, e não é maldição para ela. O Filho de Deus, Jesus Cristo, cuidará de que os assuntos da terra sejam cuidados em justiça, para resultar em bênçãos.
O REINO É NECESSITADO PELOS MORTOS HUMANOS
17. Quem serão os primeiros a se aproveitar dessas provisões vitalizadoras, mas, por que haverá outros que se aproveitarão delas?
17 Os primeiros a aproveitarem essas provisões vitalizadoras procedentes do trono de Deus, mediante Cristo, serão os da “grande multidão” de adoradores que sobreviverão à “grande tribulação”, em que os reinos deste mundo serão esmiuçados. (Rev. 7:9-14; Dan. 2:44; Mat. 24:21, 22) Pois bem, haverá, então, outros que se aproveitarão do simbólico rio de água da vida e das simbólicas árvores da vida? Sim, pois Jesus Cristo morreu como “Cordeiro de Deus” por mais humanos do que apenas aqueles sobreviventes da tribulação. Lembremo-nos do que Jesus disse, não muito longe dum sepulcro, em Betânia, perto de Jerusalém, no ano 33 E. C. Naquela ocasião, ele disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem exercer fé em mim, ainda que morra, passará a viver; e todo aquele que vive e exerce fé em mim, nunca jamais morrerá. Crês isso?” Marta, irmã do falecido Lázaro, respondeu: “Sim, Senhor; tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus, Aquele que vem ao mundo.” (João 11:25-27) Que dizer de nós, hoje? Podemos nós dar a mesma resposta de fé a essa pergunta?
18. Por que temos um motivo sólido para responder Sim à pergunta de Jesus assim como fez Marta, e por que pode Jesus ainda dizer: “Eu sou a ressurreição e a vida”?
18 Temos um motivo sólido para responder Sim, porque Jesus apoiou então suas palavras notáveis por ressuscitar seu amigo Lázaro, embora já fosse o quarto dia depois do falecimento deste. (João 11:28-45) Pouco depois, veio o tempo de o próprio Jesus ser ressuscitado dentre os mortos. Ele morreu no Dia da Páscoa. No terceiro dia após isso, foi ressuscitado dentre os mortos pelo poder onipotente de seu Pai celestial. No quadragésimo dia depois disso, ele subiu ao céu, dum lugar perto de Betânia, no Monte das Oliveiras. (Luc. 24:50-53; Atos 1:1-12) O glorificado Jesus Cristo, no céu, ainda pode dizer: “Eu sou a ressurreição e a vida.” Ele nos assegura pelas suas palavras na visão de Revelação dada a João de que foi autorizado por Deus, seu Pai, a ressuscitar os mortos: “Fiquei morto, mas eis que vivo para todo o sempre, e tenho as chaves da morte e do Hades.” — Rev. 1:18.
19. De que modo era Jesus Cristo o “primogênito dentre os mortos” ao ser ressuscitado, e não seu amigo Lázaro, nem outros, que Jesus ressuscitou?
19 Jesus Cristo foi o primeiro a ser ressuscitado dentre os mortos para viver para sempre como pessoa ressuscitada. De modo que ele é corretamente chamado de “primogênito dentre os mortos” e “primícias dos que adormeceram na morte”. (Col. 1:18; 1 Cor. 15:20) Até mesmo seu amigo Lázaro e outros que ele e seus apóstolos ressuscitaram dentre os mortos sucumbiram depois à morte e foram enterrados na sepultura comum da humanidade, quer dizer, no Hades. Seu anterior livramento da morte e do Hades foi apenas temporário. Por isso, “os portões do Hades” tinham de ficar fechados para todos esses e para todos os outros falecidos humanos resgatados, até o estabelecimento do reino de Cristo, nos céus, no tempo designado de Deus. — Mat. 16:18; Isa. 38:10, 18.
20, 21. Quando e onde foi estabelecido o reino de Cristo, e a quem ressuscitaria ele primeiro, ao ser Rei reinante?
20 A história mundial, no nosso século vinte, fornece-nos o cumprimento de profecias bíblicas e indica que o reino de Cristo nasceu nos céus no fim dos Tempos dos Gentios, no ano 1914 E. C. (Luc. 21:24; Eze. 21:25-27) De posse do poder do Reino celestial, Jesus Cristo dirigiria primeiro sua atenção para os seus fiéis discípulos falecidos, tais como seus apóstolos e outros discípulos que foram chamados para o reino celestial com ele. A estes ele ressuscitaria para a vida imortal, celestial, a fim de que fossem “um reino e sacerdotes para o nosso Deus”, conforme diz Revelação 5:10. Assim se cumpriria o que o apóstolo João nos diz em Revelação 20:4-6:
21 “E eu vi tronos, e havia os que se assentavam neles, e foi-lhes dado poder para julgar. Sim, vi as almas dos executados com o machado, pelo testemunho que deram de Jesus e por terem falado a respeito de Deus, . . . E passaram a viver e reinaram com o Cristo por mil anos. . . . Esta é a primeira ressurreição. Feliz e santo é todo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes a segunda morte não tem autoridade, mas serão sacerdotes de Deus e do Cristo, e reinarão com ele por mil anos.”
22. Durante seu reinado milenar, como usará Jesus Cristo “as chaves da morte e do Hades”, e de que modo vera a “grande multidão” de sobreviventes da tribulação algo nunca antes presenciado na terra?
22 Durante seu reinado milenar, Jesus Cristo, qual Sumo Sacerdote bem como Rei, usará “as chaves da morte e do Hades” a favor dos demais da humanidade falecida. Estes mortos ouvirão a sua voz e sairão, assim como ele mesmo predisse nas suas palavras registradas em João 5:28, 29. Daí, os da “grande multidão” que sobreviverão à “grande tribulação”, à amarração e ao lançamento no abismo de Satanás e seus demônios presenciarão um milagre sem igual. Presenciarão a volta à vida na terra de todos os humanos falecidos, pelos quais o Sumo Sacerdote Jesus sacrificou sua vida humana perfeita como “o Cordeiro de Deus”. (João 1:29; 1 Tim. 2:5, 6; Heb. 2:9) Por fim, o número dos ressuscitados ascenderá a bilhões, todos eles descendentes do pecador Adão, de quem herdaram a imperfeição, a pecaminosidade e a condenação à morte. Nunca antes terá acontecido algo igual na terra. O apóstolo João recebeu uma breve visão deste milagre maravilhoso de Deus mediante Cristo, e João a descreve em Revelação 20:11-14.
23. Por que não ficou João desanimado diante da visão da ressurreição, e quando verão os habitantes da terra o cumprimento de 1 Coríntios 15:26?
23 Ficou João desanimado diante do que viu? Viu ele a terra superpovoada de gente? De modo algum! Jeová Deus fez a terra para ser confortavelmente enchida por homens e mulheres em perfeição humana, sem terem sobre si a condenação à morte, mas com o direito à vida eterna que lhes é concedido em recompensa pela devoção inquebrantável a Jeová Deus. Todos viverão num paraíso global! (Gên. 1:26-28) Assim, quando o último dos mortos humanos resgatados tiver sido chamado para fora, pela abertura dos “portões do Hades”, a sepultura comum da humanidade não existirá mais. O Hades terá sido lançado no “lago de fogo”, para a sua própria morte eterna. E quando todos os que viverem na terra sob o reino milenar de Cristo tiverem aceito sua disciplina e assim tiverem sido libertos de toda a pecaminosidade e curados de todas as imperfeições humanas, então estarão realmente vivos, em pleno sentido. A “morte”, a morte que a humanidade herdou de Adão, juntar-se-á então ao Hades no “lago de fogo”. (Rev. 20:14) Com esta realização gloriosa, os homens verão cumpridas as palavras de 1 Coríntios 15:26: “Como último inimigo, a morte há de ser reduzida a nada.” Todos os que depois forem destruídos junto com Satanás e seus demônios, por sua desobediência deliberada, sofrerão “a segunda morte”, da qual não há ressurreição.
24. Por que nunca devemos envergonhar-nos de dar testemunho de Jesus, e junto com quem nos sentimos induzidos a dar testemunho a respeito dele?
24 O tempo nos faltaria para testemunhar a respeito de Jesus Cristo e falar sobre tudo o que ele significa para nós, membros da decaída família humana. Nunca ficaremos desapontados com ele. “Pois a Escritura diz: ‘Ninguém que basear nele a sua fé ficará desapontado.’” (Rom. 10:11; Isa. 28:16) Nunca devemos envergonhar-nos de dar testemunho de Jesus Cristo verbalmente ou pela página impressa. Nosso crescente apreço de quanto necessitamos dele nos induz a nos juntarmos aos anjos em dar testemunho dele para a glória de Jeová Deus e por causa da humanidade na sua desesperada aflição atual.
25. Por que não se deve atribuir a nós, Testemunhas, o crédito pela substância do testemunho que damos, e quem inspirou as profecias a respeito de Jesus, e para
25 Lembremo-nos do que o anjo disse quando o apóstolo João, em gratidão, se lançou aos pés dele para adorá-lo: “Sou apenas co-escravo teu e dos teus irmãos, que têm a obra de dar testemunho de Jesus. Adora a Deus; pois, dar-se testemunho de Jesus é o que inspira o profetizar.” (Rev. 19:10) Portanto, a nós humanos não cabe nenhum crédito, como se a substância do testemunho a respeito de Jesus Cristo se originasse de nós. Foi Jeová Deus quem viu nossa grande necessidade e impotência, e quem proveu amorosamente seu Filho celestial, para se tornar o homem Jesus Cristo a favor de todos nós. Além disso, por meio de seu espírito ativo, Deus inspirou todas as profecias bíblicas a respeito de Jesus Cristo, a fim de que, por meio delas, fôssemos encaminhados ao “Cordeiro de Deus”, a este Sumo Sacerdote de Deus, a este Rei messiânico, o qual, por fim, dará à humanidade, por muito tempo mal governada, um governo perfeito e justo.
26. A que resposta fomos levados pelo nosso estudo da pergunta: Quem é Jesus Cristo, que todos necessitemos dele para que fim?
26 Quem, então, é Jesus Cristo, que todos necessitemos dele? Nossa verificação dos fatos no estudo desta desafiadora questão nos levou a uma resposta satisfatória. Ele é o Necessário, a quem o Criador de todas as coisas provê e usa para nos restabelecer na família feliz e bendita de nosso Pai celestial. Neste círculo familiar, universal, usufruiremos a vida abençoada para sempre, abundando no seu amor e cuidado, e amorosamente adorando-o e servindo-o para todo o sempre. — 1 Cor. 15:28; João 14:6; Atos 4:12.
[Gravura de página inteira na página 625]
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Qual foi a duração do ministério de Jesus?A Sentinela — 1976 | 15 de outubro
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Qual foi a duração do ministério de Jesus?
A PERGUNTA a respeito da duração do ministério de Jesus recebe dos eruditos bíblicos uma variedade de respostas. Alguns afirmam que durou apenas um ano, outros dizem que durou dois anos e ainda outros afirmam que foi de três anos ou três anos e meio de duração. A profecia e a história da Bíblia conjugam-se para mostrar que decorreram, de fato, três anos e meio desde que Jesus foi batizado e recebeu o espírito santo de Deus, sob o símbolo duma pomba, tornando-o o Messias, até o tempo de sua morte na estaca. — Luc. 3:21, 22; 23:46.
Bem conclusiva a respeito do tempo do ministério de Jesus é a profecia encontrada em Daniel 9:24-27. Ela indica com precisão o próprio ano da vinda do Messias, Jesus Cristo, e a duração de seu ministério, sendo conhecida como a profecia das “setenta semanas”. Reconhece-se, em geral, que se trata de “semanas de anos”. A versão de Matos Soares (32.ª ed.) reza: “Setenta semanas de anos foram decretadas sobre o teu povo.” (Veja também a Encyclopœdia Judaica, Vol. 5, col. 1281.) A profecia diz adicionalmente que “desde a saída da palavra para se restaurar e reconstruir Jerusalém até o Messias, o Líder, haverá sete semanas, também sessenta e duas semanas”. Em outras palavras, o Messias viria ao fim de sessenta e nove “semanas”.
CÁLCULO DAS “SEMANAS DE ANOS”
Quando começaram estas “semanas de anos”? No ano em que o Governador Neemias foi autorizado a reconstruir os muros de Jerusalém, que foi o ano específico de 455 A. E. C. (Nee. 2:3-9) Sessenta e nove semanas de anos somam 483 anos, que se estendem de 455 A. E. C. a 29 E. C. Que Jesus veio como Messias em 29 E. C. e indicado pela comparação de Lucas 3:1, 2, 23, com as datas do governo de Tibério César, mencionado ali na narrativa de Lucas.
A profecia de Daniel declara adicionalmente que “o Messias será decepado, sem ter nada para si mesmo”. Quando seria ele decepado, quer dizer, morto? O Da 9 versículo 27 nos informa sobre isso, pois diz que “na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferenda”. O que significa a cessação destas duas coisas? Que os sacrifícios e as oferendas exigidos pela lei mosaica não mais teriam qualquer valor ou mérito perante Jeová Deus. Não mais serviriam para purificar, de modo típico, dos pecados, aqueles que os ofereciam. Por que não? Porque o Messias, Jesus Cristo, “por meio de sua carne”, quer dizer, seu sacrifício humano, “aboliu . . . a Lei de mandamentos”. (Efé. 2:15) A lei de Moisés, com seus sacrifícios de animais e suas oferendas, sendo apenas “sombra das boas coisas vindouras”, deixou de estar em vigor depois da vinda da realidade, a saber, do sacrifício de Jesus, o Cordeiro de Deus. — Heb. 10:1-10; João 1:29.
Assim vemos, à base da profecia de Daniel, que o Messias veio ao fim das sessenta e nove semanas de anos, em 29 E. C., e que, no meio da setuagésima semana, ou depois de três anos e meio, ele foi sacrificado, tornando assim desnecessários os sacrifícios da lei de Moisés. A profecia divina nos fornece, portanto, a duração do ministério de Jesus: desde o tempo em que Jesus se tornou o Messias e até a sua morte, três anos e meio.
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