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  • Havia o Messias de sofrer e morrer?
    Despertai! — 1983 | 22 de setembro
    • mosaica, a Torá. Tais pessoas esperavam “dar fim ao pecado” por conta própria, e conseqüentemente não viam nenhuma necessidade de um Messias morrer e assim expiar os pecados deles.

      Outro ensinamento popular era o de que os judeus seriam declarados justos por Deus simplesmente por serem descendentes de Abraão. Novamente, se a justiça é automaticamente imputada aos judeus, não há necessidade de um Messias para ‘justificar a muitos’. Sim, como disse Klausner, “a inteira idéia de um Messias que havia de ser morto era, nos dias de Jesus, impossível de compreender . . . por parte dos judeus”.

      Talvez por uns 100 anos após a morte de Jesus o povo judaico se recusou a crer num Messias que seria morto. E daí aconteceu algo que mudou isso. Que foi?

  • Que aconteceu às expectativas judaicas?
    Despertai! — 1983 | 22 de setembro
    • Que aconteceu às expectativas judaicas?

      A COLEÇÃO de antigos escritos judaicos conhecida como Talmude da Babilônia, contém o seguinte comentário sobre o Messias, datado do início do segundo século:

      “‘E a terra pranteará’ (Zac. 12:12). Qual a razão desse pranto? . . . o r[abino] Dosa diz: ‘[Prantearão] por causa do Messias, que será morto.’”

      Curiosamente, essa passagem fala do Messias como sendo morto; contudo, temos visto que tal conceito era incompreensível para os judeus do primeiro século. Que contribuiu para a mudança de conceito?

      Parece que a idéia de um Messias morredouro ganhou popularidade durante o segundo século de nossa Era Comum, especialmente desde a morte de Simeon Barcocheba. Barcocheba era guerreiro, um político revolucionário. Foi amplamente aclamado como sendo o Messias. Mesmo o rabino Aquiba-ben-José, que tem sido chamado de “o mais influente de todos os Sábios rabínicos aclamou Barcocheba qual Messias.

      Barcocheba acabou liderando uma revolta judaica contra o governo romano. Após uma vitória inicial sobre as legiões de Roma, Barcocheba combateu por três anos os exércitos romanos que reapareciam, numa luta que exigiu mais de meio milhão de vidas judaicas. Contudo, a rebelião foi esmagada em 135 EC e Barcocheba foi morto.

      A geração que sinceramente apoiou Barcocheba se encontrava agora numa situação estranha. A morte de Barcocheba pôs em questão não só a esperança messiânica mas também a honra do rabino José. O dr. José Heinemann, da Universidade Hebraica, em Jerusalém, explica o impacto da morte de Barcocheba sobre seus contemporâneos:

      “Essa geração deve ter tentado, a todo custo, conseguir o impossível: apoiar o messianismo de Barcocheba, apesar de seu fracasso. Essa posição paradoxal não poderia encontrar expressão mais adequada do que na altamente ambivalente lenda do Messias militante condenado a cair em batalha e que, não obstante, permanece sendo um genuíno redentor.”

      Mas, como podiam os judeus reconciliar essa idéia de um Messias morredouro com o fato de que o Messias havia de governar qual rei? Como observa Raphael Patai:

      “Resolveu-se o dilema por dividir a pessoa do Messias em duas: uma delas, chamada Messias ben José [ou, filho de José], havia de sublevar os exércitos de Israel contra seus inimigos, e, após muitas vitórias e milagres, cairia vítima. . . . A outra, o Messias ben Davi [ou, filho de Davi], seguir-lhe-ia . . . e conduziria Israel à vitória derradeira, ao triunfo, e à messiânica era de bem-aventuranças.”

      Essa idéia de um Messias morredouro continuou a se desenvolver nos anos que se seguiram à morte de Barcocheba, e eventualmente veio a ser aplicada a um Messias ainda futuro, que morreria em batalha. Elucidando isso, Patai explica: “Pensa-se que se deve entender que . . . [o Messias], qual Filho de José, morrerá no limiar do Fim dos dias, mas daí voltará de novo à vida qual Filho de Davi e completará a missão que começou em sua encarnação anterior.”

      Quão estranhamente paralelo isso é às crenças dos cristãos do primeiro século! Ambos os grupos afirmavam crer num Messias que morreria e seria ressuscitado antes da predita era de paz!

      Levantam-se Novas Objeções

      Nos primeiros séculos de nossa Era Comum, o Império Romano pagão se converteu ao catolicismo romano, e o anti-semitismo tornou-se então popular entre os que professavam seguir a Jesus. Nos anos seguintes, os judeus testemunharam atrocidades tais como as Cruzadas e a Inquisição, atos que violavam claramente o mandamento de Deus de “amar o teu próximo como a ti mesmo”. (Levítico 19:18) Ademais, os que professavam seguir a Jesus abraçaram crenças não cristãs, tais como a adoração de um Deus trino. Contudo, Moisés ensinou: “O SENHOR É UM.” (Deuteronômio 6:4) Assim, embora a objeção original a Jesus qual Messias morredouro não mais pudesse ser considerada válida, surgiu uma nova objeção, uma objeção à conduta e às crenças antibíblicas dos que professavam seguir a Jesus. O judaísmo, pois, continuou a rejeitar o cristianismo.

      O Messias — Real ou Ideal?

      A esperança messiânica em Israel continuou através dos séculos. Por exemplo, quando o rabino medieval Maimônides formulou suas Treze Regras de Fé, incluiu a seguinte: “Creio . . . com plena fé que o Messias virá, e, embora possa tardar, ainda assim aguardarei cada dia a sua vinda.”

      Contudo, em tempos mais modernos, a inteira idéia de um Messias pessoal foi relegada ao esquecimento entre muitos judeus. Por exemplo, um século atrás Joseph Perl escreveu: “Os judeus verdadeiramente instruídos de modo algum imaginam o Messias qual personagem real.”

      Tais judeus encaram o Messias como sendo, não um indivíduo real, mas sim um ideal, de modo que preferem falar numa era messiânica em vez de num Messias. Contudo, sem um Messias pessoal não poderia haver era messiânica.

      Mas, quando viria esse Messias? Que dizem as Escrituras Hebraicas?

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