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    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • nos paralelismos poéticos — termos tais como lei, advertências, ordens, regulamentos, mandamentos, decisões judiciais, estatutos e declarações de Jeová. Isto também mostra que, pelo termo “palavra”, tem-se presente uma idéia ou mensagem completa.

      A palavra de Deus também é descrita de vários outros modos que lhe dão amplitude e significado. É a “ ‘palavra’ [ou “declaração” (hréma)] da fé” (Rom. 10:8, Int), a “palavra [ou, mensagem (lógos)] da justiça” (Heb. 5:13) e a “palavra da reconciliação”. (2 Cor. 5:19) A palavra ou mensagem de Deus é como “semente”, a qual, se plantada em bom solo, produz muitos frutos (Luc. 8:11-15); diz-se também que Suas declarações ‘correm com velocidade’. — Sal. 147:15.

      PREGADORES E INSTRUTORES DA PALAVRA

      O maior expoente e apoiador da inspirada palavra da verdade de Jeová foi o Senhor Jesus Cristo. Ele deixou atônitas as pessoas com seus métodos de ensino (Mat. 7:28, 29; João 7:46), todavia, não assumiu nenhum crédito para si mesmo, afirmando: “A palavra que estais ouvindo não é minha, mas pertence ao Pai que me enviou.” (João 14:24; 17:14; Luc. 5:1) Os fiéis discípulos de Cristo foram aqueles que permaneceram em sua palavra e, isto, por sua vez, os libertou da ignorância, da superstição e do temor, também da escravidão ao pecado e à morte. (João 8:31, 32) Com freqüência, foi necessário que Jesus discordasse dos fariseus, cujas tradições e ensinos tornavam inválida a “palavra [ou declaração] de Deus”. — Mat. 15:6; Mar. 7:13.

      Não se trata apenas de uma questão de ouvir a palavra de Deus ser pregada. Antes, agir de acordo com ela, e mostrar obediência àquela mensagem, é também essencial. (Luc. 8:21; 11:28; Tia. 1:22, 23) Depois de serem bem treinados para o ministério, os apóstolos e os discípulos, por sua vez, obedeceram à palavra e assumiram, eles próprios, a pregação e o ensino. (Atos 4:31; 8:4, 14; 13:7, 44; 15:36; 18:11; 19:10) Em resultado disso, “a palavra de Deus crescia e o número dos discípulos multiplicava-se”. — Atos 6:7; 11:1; 12:24; 13:5, 49; 19:20.

      Os apóstolos e seus associados não eram vendedores ambulantes das Escrituras, como eram os falsos pastores. Aquilo que pregavam era a mensagem de Deus, franca e ina- dulterada. (2 Cor. 2:17; 4:2) O apóstolo Paulo disse a Timóteo: “Faze o máximo para te apresentar a Deus aprovado, obreiro que não tem nada de que se envergonhar, manejando corretamente a palavra da verdade.” Ademais, ordenou-se a Timóteo: “Prega a palavra, ocupa-te nisso urgentemente, em época favorável, em época dificultosa.” (2 Tim. 2:15; 4:2) Paulo também aconselhou as esposas cristãs a cuidar de sua conduta, “para que não se fale da palavra de Deus de modo ultrajante’” — Tito 2:5.

      Desde que o Diabo contradisse o que Deus tinha dito no jardim do Éden, houve muitós oponentes satânicos à palavra de Deus. Muitos que defenderam a palavra de Deus perderam a vida por assim fazer, como testificam tanto a profecia bíblica como a História. (Rev. 6:9) Ê também uma realidade histórica que a perseguição fracassou em impedir a proclamação da palavra de Deus. — Fil. 1:12-14, 18; 2 Tim. 2:9.

      O PODER DA PALAVRA E DO ESPÍRITO DE DEUS

      A palavra de Deus exerce tremendo poder sobre seus ouvintes. Significa vida. Deus demonstrou a Israel, no deserto, que “o homem não vive somente de pão, mas que o homem vive de toda expressão da boca de Jeová”. (Deut. 8:3; Mat. 4:4) É a “palavra da vida”. (Fil. 2:16) Jesus proferiu as palavras de Deus, e disse: “As declarações [hrémata] que eu vos tenho feito são espírito e são vida.” — João 6:63.

      Escreveu o apóstolo Paulo: “A palavra [ou mensagem, lógos] de Deus é viva e exerce poder, e é mais afiada do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e da sua medula, e é capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração.” (Heb. 4:12) Atinge o coração e revela se a pessoa realmente vive de acordo com os princípios corretos. — 1 Cor. 14:23-25.

      A palavra de Deus é a verdade e pode santificar a pessoa para ser usada por Deus. (João 17:17) Pode tornar a pessoa sábia e feliz; pode realizar seja lá o que for que Deus tencione para tal palavra. (Sal. 19:7-9; Isa. 55:10, 11) Pode equipar completamente uma pessoa para toda boa obra, e pode habilitá-la a vencer o iníquo. — 2 Tim. 3:16, 17; compare com 1 João 2:14.

      A respeito da pregação de Jesus, diz-se: “Deus o ungiu com espirito santo e poder, e ele percorria o pais, fazendo o bem e sarando a todos os oprimidos pelo Diabo; porque Deus estava com ele.” (Atos 10:38) O apóstolo Paulo realizou conversões de pessoas, até mesmo pagãs, ‘não com palavras persuasivas de sabedoria [humana], mas numa demonstração de espírito e de poder’. (1 Cor. 2:4) As palavras que ele proferiu pelo espírito santo de Deus, lastreadas nas Escrituras, a Palavra de Deus, operaram de forma poderosa para efetuar as conversões. Ele disse à congregação em Tessalônica: “As boas novas que pregamos não se apresentaram entre vós apenas em palavra, mas também com poder e com espírito santo, e com forte certeza.” — 1 Tes. 1:5.

      “A PALAVRA” COMO UM TÍTULO

      Nas Escrituras Gregas Cristãs, “a Palavra” (Gr., ho Lógos) também aparece como um título. (João 1:1, 14; Rev. 19:13) O apóstolo João identificou a pessoa a quem tal título pertence, a saber, Jesus, sendo ele assim designado, não só durante seu ministério na terra, como homem perfeito, mas também durante sua existência espiritual, pré-humana, bem como após ser exaltado ao céu.

      A respeito da existência pré-humana do Filho, diz João: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era [um] deus.” (João 1:1, NM) A versão Almeida reza: “No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Isto faria parecer como se a Palavra (ou Verbo) fosse idêntica ao Deus Todo-poderoso, ao passo que a versão anterior, na Tradução do Novo Mundo, indica que a Palavra não é o Deus, o Todo-poderoso, mas é um “poderoso”, um deus. (Até mesmo os juizes do antigo Israel, que exerciam grande poder naquela nação, foram chamados de “deuses”. [Sal. 82: 6; João 10:34, 35]) Em realidade, no texto grego, o artigo definido, ho, “o”, aparece antes do primeiro “Deus”, mas não existe nenhum artigo antes do segundo.

      Outras traduções modernas nos ajudam a ter o conceito correto. A leitura interlinear, palavra por palavra, da tradução em grego na Emphatic Diaglott reza: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e um deus era a Palavra.” O texto acompanhante da Diaglott emprega letra inicial maiuscula e versaletes (maiúsculas menores) para o Deus, e letra inicial maiuscula e letras adicionais minúsculas para a segunda ocorrência de “deus” na sentença: “No Princípio era o Logos, e o Logos estava com Deus, e o Logos era Deus.”

      Estas formas de traduzir apoiariam o fato de que Jesus, sendo o Filho de Deus e aquele que foi usado por Deus na criação de todas as outras coisas (Col. 1:15-20), é deveras um “deus”, um “poderoso”, e tem a qualidade de poder, mas não é o Deus Todo-poderoso. Outras traduções refletem este conceito. The New English Bible (A Nova Bíblia Inglesa; 1961) afirma: “E o que Deus era, a Palavra era.” O vocábulo grego traduzido “Palavra” é Lógos; assim, a New Translation of the Bible (Nova Tradução da Bíblia; 1922), do dr. James Moffatt, reza: “O Logos era divino.” The Complete Bible — An American Translation (A Bíblia Completa — Uma Tradução Americana; Smith-Goodspeed) reza: “A Palavra era divina.” Outras traduções (feitas por tradutores alemães), são as seguintes: A de Boehmer: “Ela estava vinculada de perto com Deus, sim, ela mesma era de natureza divina.” A de Stage: “A própria Palavra era de natureza divina.” A de Menge: “E Deus (= de natureza divina) era a Palavra.” A de Pfaefflin: “E era de peso divino.” E a de Thimme: “E Deus de alguma sorte era a Palavra.” Todas estas traduções sublinham a qualidade da Palavra, e não a sua identidade com o Pai, o Deus Onipotente. Sendo o Filho de Deus (Jeová), a Palavra teria a qualidade divina, pois divino quer dizer ’como deus’. — Col. 2:9; compare com 2 Pedro 1:4, onde se promete a “natureza divina” aos co-herdeiros de Cristo.

      Uma tradução feita pelo ex-sacerdote católico romano, Johannes Greber (ed. 1937) traduz a segunda ocorrência da palavra “deus” na sentença como “um deus”. E The Four Gospels — A New Translation (Os Quatro Evangelhos — Uma Nova Tradução), feita pelo prof. Charles Cutler Torrey (2.a ed., 1947), afirma: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era deus. Quando ele estava no princípio com Deus, todas as coisas foram criadas por meio dele; sem ele não veio a existir nenhuma coisa criada.” (João 1:1-3) Observe que aquilo que se diz que a Palavra é, a saber, “deus”, é soletrado com letra inicial minúscula.

      Como estava “no principio com Deus”

      Esta Palavra ou Lógos foi a única criação direta de Deus, o Filho unigênito de Deus, e, evidentemente, foi o íntimo associado de Deus a quem Deus falou ao dizer: “Façamos o homem à nossa imagem, segundo a nossa semelhança.” (Gên. 1:26) Assim sendo, João continuou, dizendo: “Este estava no princípio com o Deus. Todas as coisas vieram à existência por intermédio dele, e à parte dele nem mesmo uma só coisa veio à existência.” — João 1:2, 3.

      Outros textos mostram claramente que a Palavra era o agente de Deus, através do qual todas as outras coisas vieram a existir. Existe “um só Deus, o Pai, de quem procedem todas as coisas, . . . e há um só Senhor, Jesus Cristo, por intermédio de quem são todas as coisas”. (1 Cor. 8:6) A Palavra, o Filho de Deus, era “o princípio da criação de Deus”, sendo descrito de outra forma como “o primogênito de toda a criação; porque mediante ele foram criadas todas as outras coisas nos céus e na terra”. — Rev. 3:14; Col. 1:15, 16.

      Ministério terrestre e glorificação celeste

      No devido tempo, ocorreu uma mudança. João explica: “De modo que a Palavra se tornou carne e residiu entre nós [como o Senhor Jesus Cristo], e observamos a sua glória, uma glória tal como a de um filho unigênito dum pai.” (João 1:14) Por se tornar carne, a Palavra passou a ser visível, audível e palpável às testemunhas oculares na terra. Desta forma, os homens de carne podiam ter contato e associação diretos com “a palavra da vida”, a qual, João afirma, “era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos observado atentamente e as nossas mãos têm apalpado”. — 1 João 1:1-3.

      O glorificado Senhor Jesus Cristo continua a portar o título “A Palavra”, conforme observado em Revelação 19:11-16. Ali, numa visão do céu, João afirma que viu um cavalo branco, cujo cavaleiro era chamado “Fiel e Verdadeiro”, “A Palavra de Deus”, e “sobre sua roupa exterior, sim, sobre a sua coxa, ele tem um nome escrito: Rei dos reis e Senhor dos senhores”.

      Por que o Filho de Deus é intitulado “A Palavra”

      Um título amiúde descreve a função exercida ou o dever realizado pelo seu portador. Assim acontecia com o título Kal Hatze, que significava “a voz ou palavra do rei”, que era dado a um oficial abissínio. Com base em suas viagens de 1768 a 1773, James Bruce descreve os deveres do Kal Hatze como segue: Ele ficava em pé junto a uma janela coberta por uma cortina, através da qual, sem ser visto do lado de fora, o rei falava a este oficial. Ele então transmitia a mensagem às pessoas ou à parte interessada. Assim, o Kal Hatze atuava como a palavra ou voz do rei abissínio.

      Lembre-se, também, de que Deus fez de Arão a palavra ou “boca” de Moisés, dizendo: “Ele tem de falar por ti ao povo; e tem de dar-se que ele te servirá de boca e tu lhe servirás de Deus.” — Êxo. 4:16.

      De modo similar, o Filho primogênito de Deus sem dúvida atuava como a Boca ou Porta-voz de seu Pai, o grande Rei da Eternidade. Ele era a Palavra de comunicação de Deus para transmitir informações e instruções aos outros filhos espirituais e humanos do Criador. Antes da vinda de Jesus à terra, em muitas das ocasiões em que Deus falou com humanos, é razoável pensar-se que Ele utilizou a Palavra como seu porta-voz angélico. (Gên. 16:7-11; 22:11; 31:11; Êxo. 3:2-5; Juí. 2:1-4; 6:11, 12; 13:3) Visto que o anjo que guiava os israelitas pelo deserto tinha o ‘nome de Jeová dentro dele’, pode ter sido o Filho de Deus, a Palavra. — Êxo. 23:20-23.

      Mostrando que Jesus continuava a servir como o Porta-voz ou Palavra de seu Pai durante seu ministério terrestre, ele disse a seus ouvintes: “Não falei de meu próprio impulso, mas o próprio Pai que me enviou tem-me dado um mandamento quanto a que dizer e que falar. . . . Portanto, as coisas que eu falo, assim como o Pai mas disse, assim as falo.” — João 12:49, 50; 14:10; 7:16, 17.

  • Palestina
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • PALESTINA

      Aquela terra situada no extremo oriental do Mediterrâneo, que certa vez foi ocupada pela antiga nação de Israel. Este nome se deriva do latim Palaestina, e do grego Palaistíne. Esta última palavra, por sua vez, se deriva do hebraico Pelésheth. Nas Escrituras Hebraicas, Pelésheth (traduzida em português como “Filístia”) só ocorre com referência ao limitado território costeiro ocupado pelos filisteus. (Êxo. 15:14; Sal. 60:8; 83:7; 87:4; 108:9; Isa. 14:29, 31; Joel 3:4) Heródoto, contudo, no século V AEC, e, mais tarde, outros escritores seculares (Filo, Ovídio, Plínio, Josefo, Jerônimo) empregaram os termos grego e latino para designar todo aquele território anteriormente conhecido como a “terra de Canaã” ou a “terra de Israel”. (Núm. 34:2; 1 Sam. 13:19) O imperador Vespasiano também descreveu este território como “Palestina”, em moedas que cunhou em comemoração da queda de Jerusalém em 70 EC. Uma vez que Jeová tinha prometido esta terra a Abraão e a seus descendentes (Gên. 15: 18; Deut. 9:27, 28), ela era também chamada apropriadamente de Terra Prometida ou a Terra da Promessa. (Heb. 11:9) Desde a Idade Média, tem sido chamada com freqüência de Terra Santa.

      LOCALIZAÇÃO E LIMITES

      Em certo sentido, a Palestina é o elo de conexão entre os continentes da Europa, da Ásia e da África. Isto a situava no centro de um círculo em torno do qual se localizavam as antigas potências mundiais do Egito, da Assíria, da Babilônia, da Pérsia, da Grécia e de Roma. (Eze. 5:5) Cercada por grandes desertos a E e ao S, e pelo Grande Mar ou Mediterrâneo, a O, a Palestina servia como uma ponte terrestre entre o Nilo e o rio Eufrates, ponte esta sobre a qual passavam caravanas que seguiam pelas rotas mundiais de comércio.

      Os limites da Terra Prometida foram estabelecidos pelo próprio Jeová. Em seu sentido mais amplo, abrangia um território que se estendia “desde o rio do Egito até o grande rio, o rio Eufrates” (Gên. 15:18; Êxo. 23: 31; Núm. 34:1-12; Jos. 1:3, 4; 15:4), dimensões que só foram alcançadas durante os reinados de Davi e Salomão. Na maior parte da história de Israel estava envolvida uma área de controle muito menor.

      Ao S, podia-se traçar uma linha imaginária desde a ponta S do mar Morto até o canto SE do Mediterrâneo, e, ao N, outra linha que ia das encostas S do monte Hermom até um ponto perto da cidade de Tiro. Entre estes limites de N a S, “desde Dã até Berseba” (1 Sam. 3:20; 2 Sam. 3:10), o país tinha c. 240 km de extensão. A latitude de sua capital, Jerusalém, era um pouco abaixo dos 32° N, aproximadamente a mesma latitude de Savannah, Geórgia, e Waco, Texas, FUA; Xangai, China, e Laore, Paquistão. Longitudinalmente, e com respeito aos fusos horários do mundo, Jerusalém se situava a 3.334 km, ou a duas horas e vinte e um minutos a E do meridiano de Greenwich, Inglaterra.

      A largura da Palestina, de menos de um terço de seu comprimento, era um tanto indefinida, visto que não havia nenhuma fronteira fixa a E; os distritos de Gileade e de Basã gradualmente se fundiam com as estepes desoladas, pelas quais perambulavam tribos árabes nômades mais ou menos à vontade. Este território a E do Jordão tem sido calculado

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