Por dentro das notícias
Chimpanzés e a Língua — Quase Humana?
● Visto que se pode ensinar aos chimpanzés certos sinais de comunicação, será que eles já atingiram o nível mental duma criancinha, na escala da evolução? As pesquisas recentemente noticiadas na revista “Science” indicam que não. Seis crianças surdas, da idade de um e meio a quatro anos, foram observadas para ver quão bem podiam comunicar-se com a mãe sem qualquer treinamento anterior numa linguagem normal de sinais.
As crianças não só desenvolveram sinais próprios para representar objetos ou ações, mas também freqüentemente ligaram os sinais entre si no equivalente de sentenças. Verificou-se que as mães das crianças tiveram pouca influência sobre esta “língua”. De fato, as criancinhas “produziram muito mais frases multissinais . . . do que suas mães”, observaram os pesquisadores.
Mas, que dizer das proezas lingüísticas dos chimpanzés? “Esta consecução [dos bebês humanos] releva-se em nítido contraste na comparação com as escassas consecuções lingüísticas dos chimpanzés”, declarou o relatório. “Embora os chimpanzés parecem poder aprender do treinamento em linguagem manual, nunca se demonstrou que desenvolveram espontaneamente um sistema de comunicações como linguagem sem esse treinamento.”
“Por outro lado” disse o relatório, “até mesmo em circunstâncias difíceis, a criança humana revela uma inclinação natural para desenvolver um sistema estruturado de comunicação”. Por que esta “inclinação natural”? Certamente, porque os humanos não são produto da evolução, mas foram criados “à imagem de Deus”. — Gen. 1:26, 27.
Reexaminada a Reabilitação
● “Nossa filosofia sobre a reabilitação sofreu naufrágio”, disse o principal promotor público da Suécia, Holger Romander. “A criminalidade não será sanada por meio da reabilitação na prisão.” Embora o sistema penitenciário da Suécia seja considerado como um dos mais progressistas no mundo, a proporção dos ex-condenados que voltam novamente à prisão é de mais de 70 por cento. É tão elevada como no resto do mundo. Assim, um perito penitenciarista da Europa Ocidental disse: “Isso é de desanimar. No meu país ainda estamos na Idade Média, comparados com a maneira sueca de lidar com os criminosos.”
O que dizem os próprios criminosos sobre a reabilitação? Segundo um recente estudo feito pela Rand Corporation, de 49 criminosos californianos habituais, a maioria deles diz que nada teria impedido sua volta ao crime — nem mesmo um tratamento mais rígido na prisão, sentenças mais longas ou a forte probabilidade de serem apanhados. A maioria claramente favorecia o crime como carreira. “Eu não estava preparado para lidar com o mundo lá fora” explicou um deles. “Sempre me sentia realmente inconfortável no meio dos quadrados.”
Evidentemente, “pessoas iníquas existem”, conforme observou James Q. Wilson, professor de assuntos governamentais na Universidade de Harvard, no seu livro ‘Pensando no Crime”, publicado em inglês. Naturalmente, também, sistemas humanos de reabilitação talvez não atinjam o coração de alguns. Mas, podemos ter a certeza de que o Criador do homem, que conhece o coração, em breve tomará ação para eliminar da terra os realmente iníquos, conforme promete a Palavra de Deus: “Apenas mais um pouco, e o iníquo não mais existirá. . . . Mas os próprios mansos possuirão a terra.” — Sal. 37:10, 11.
“Brincando” com a Verdade
● Uma vez em cada dez anos, a cidade bávara de Oberammergau, na Alemanha, encena o que tem sido chamado o “mundialmente famoso Drama da Paixão”. Visto que o Segundo Concílio Vaticano condenou o anti-semitismo, o texto do drama passou a sofrer escrutínio. A cidade votou recentemente gastar o equivalente a Cr$ 6.200.000,00 com a realização de espetáculos experimentais duma versão revisada na qual se atribui a culpa aos soldados romanos, em vez de aos líderes religiosos, judaicos, os quais a Bíblia mostra como tendo sido os responsáveis. — Atos 3:12-15.
Nem todos ficaram felizes com a versão revisada, e 820 da população de 4.800 da cidade assinaram uma petição, protestando contra as mudanças. Por quê? Por causa da verdade? Não, pelo visto, o fator principal foi o dinheiro, visto que os que protestavam temiam que quaisquer mudanças poderiam pôr em perigo os lucros que a cidade auferia do drama. (Em 1970, as 93 encenações do drama deram à cidade um lucro de perto de Cr$ 128.000.000,00.)
Mas, quer o conselho municipal finalmente aprove a nova versão, quer não, é irônico que qualquer proposto drama sobre a morte de Jesus desconsidere a verdade — especialmente visto que Jesus disse a Pilatos, no dia de sua morte: “Para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade.” (João 18:37) Naturalmente, o anti-semitismo decididamente está errado, mas, nada se consegue por tentar mudar os fatos da história.