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EsposaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Ao passo que o marido ocupava a posição superior no arranjo matrimonial, os requisitos de Deus eram que ele fizesse provisões para a família e cuidasse dela em sentido material e espiritual. Também, todos os erros cometidos pela família refletiam sobre ele; por conseguinte, tinha pesada responsabilidade. E, ao passo que possuía maiores privilégios que sua esposa, a lei de Deus protegia a esposa, e lhe dava também certos privilégios ímpares, de modo que ela usufruísse uma vida feliz e produtiva.
Eis aqui alguns exemplos das provisões da Lei que envolviam a esposa: Em caso de adultério, quer o marido quer a esposa podiam ser mortos. Caso o marido suspeitasse de infidelidade secreta por parte da esposa, podia levá-la ao sacerdote, para Jeová Deus julgar o assunto. Se a mulher fosse culpada, seus órgãos reprodutivos se atrofiariam. Por outro lado, se ela não fosse culpada, exigia-se que o marido a engravidasse, desta forma reconhecendo-a publicamente como inocente. (Núm. 5:12-31) O marido podia divorciar-se de sua esposa caso achasse algo indecente nela. Isto provavelmente incluiria coisas tais como ela mostrar crasso desrespeito a ele, ou trazer vitupério à sua própria família, ou à família do pai dele. Mas a esposa era protegida pelo requisito de que ele lhe tinha de dar um certificado de divórcio. Ela ficava então livre para casar-se com outro homem. (Deut. 24:1, 2) Caso a esposa tivesse feito um voto que o marido julgasse insensato ou prejudicial ao bem-estar da família, ele podia anulá-lo. (Núm. 30:10-15) Isto, contudo, era uma proteção para a esposa, impedindo-a de tomar qualquer ação precipitada que pudesse causar-lhe dificuldades.
Sob a Lei mosaica se permitia a poligamia, mas esta também foi regulada, de modo a proteger a esposa. O marido não podia transferir o direito de primogênito do filho de uma esposa menos amada para o filho de sua esposa favorita. (Deut. 21:15-17) Caso uma jovem israelita fosse vendida pelo pai como escrava, e o amo dela a tomasse como concubina e ela não lhe agradasse, ele podia permitir que ela fosse remida, mas não podia vendê-la a um povo estrangeiro. (Êxo. 21:7, 8) Se o amo ou seu filho a tinha tomado como concubina e então se casasse com outra mulher, ela devia receber seu alimento, roupa e abrigo, e os deveres conjugais relativos ao sexo. (Êxo. 21:9-11) Caso um marido acusasse malevolamente a esposa de ter afirmado falsamente ser virgem por ocasião do casamento, e sua acusação resultasse falsa, ele era punido e tinha de pagar ao pai dela o dobro da taxa de casamento para as virgens, e jamais podia divorciar-se dela por todos os seus dias. (Deut. 22:13-19) Caso um homem seduzisse uma virgem não-comprometida, exigia-se que ele pagasse o preço da noiva ao pai dela e, caso o pai permitisse, a desposasse, após o que jamais podia divorciar-se dela por todos os seus dias. — Deut. 22:28, 29; Êxo. 22:16, 17.
Ao passo que a posição da esposa na sociedade hebréia era um tanto diferente de sua posição na sociedade ocidental hodierna, a fiel esposa hebréia apreciava sua posição e seu trabalho. Ela ajudava o marido, criava a família e administrava a casa, encontrando muitas coisas que lhe davam satisfação e deleite, podendo expressar sua natureza e seus talentos femininos de modo pleno.
DESCRIÇÃO DA BOA ESPOSA
A condição feliz e as atividades da esposa fiel são descritas em Provérbios 31. Diz-se que, para seu marido, ela é mais valiosa do que corais. O marido pode confiar nela. Ela é laboriosa, tecendo, fabricando roupas para sua família, cuidando das compras dos itens necessários à casa, trabalhando no vinhedo, dirigindo a casa com os serviçais, ajudando outros que precisam de auxílio, vestindo sua família de forma atraente, até mesmo obtendo certa renda por seu artesanato, equipando sua família para futuras emergências, expressando- se com sabedoria e benevolência e, por temer a Jeová e praticar boas obras, obtendo o louvor do marido e dos filhos, desta forma honrando seu marido e sua família no país. Assim, aquele que encontrou uma boa esposa encontrou uma coisa boa, e obtém a boa vontade de Jeová. — Pro. 18:22.
USO FIGURADO
Em sentido figurado, Jeová mencionou Israel como sendo uma esposa para ele, por motivo do Seu pacto com aquela nação. (Isa. 54:6) O apóstolo Paulo se refere a Jeová como sendo o Pai dos cristãos gerados pelo espírito, e à “Jerusalém de cima” como sendo a mãe deles, como se Jeová fosse casado com ela com o fito de ela dar à luz cristãos gerados pelo espírito. (Gál. 4:6, 7, 26) Menciona-se a congregação cristã como sendo a noiva ou esposa de Jesus Cristo. — Efé. 5:23, 25; Rev. 19:7; 21:2, 9.
NA CONGREGAÇÃO CRISTÃ
Na congregação cristã, a norma é que o marido deve ter apenas uma esposa viva. (1 Cor. 7:2; 1 Tim. 3:2) Ordena-se que as esposas se sujeitem a seus maridos, quer tais maridos sejam quer não crentes cristãos. (Efé. 5:22-24) As esposas não devem reter os direitos conjugais relativos ao sexo, pois, assim como se dá com o marido, assim também a esposa não “exerce autoridade sobre o seu próprio corpo”. (1 Cor. 7:3, 4) Instrui-se às esposas que deixem que seu adorno primário seja o da pessoa secreta do coração, produzindo os frutos do espírito, para que talvez, apenas por sua conduta, seus maridos descrentes sejam ganhos para o cristianismo. — 1 Ped. 3:1-6.
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Estaca De TorturaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ESTACA DE TORTURA
Instrumento tal como aquele em que Jesus Cristo sofreu a morte por ser pendurado nele. (Mat. 27:32-40; Mar. 15: 30; Luc. 23:26; João 19:17-19, 25) Em grego clássico, a palavra (staurós), traduzida “estaca de tortura” na Tradução do Novo Mundo, denota primariamente uma estaca ou poste ereto, e não existe nenhuma evidência de que os escritores das Escrituras Gregas Cristãs a usassem para designar uma estaca com uma viga transversal. — Veja PENDURAR NA ESTACA; Int, pp. 1155-1157; Tradução do Novo Mundo, ed. 1977, pp. 1145, 1146.
O livro The Non-Christian Cross (A Cruz Não-Cristã; pp. 23, 24), de John Denham Parsons, declara: “Não existe uma única sentença em qualquer dos inúmeros escritos que formam o Novo Testamento que, no grego original, forneça sequer evidência indireta no sentido de que a stauros usada no caso de Jesus fosse diferente da stauros comum; muito menos no sentido de que consistisse, não em um só pedaço de madeira, mas em dois pedaços pregados juntos em forma de uma cruz.
“. . . é um tanto desencaminhante, da parte de nossos mestres, traduzir a palavra stauros como ‘cruz’ ao verterem os documentos gregos da Igreja para a nossa língua nativa, e apoiarem tal medida por incluírem ‘cruz’ em nossos léxicos como sendo o significado de stauros, sem explicarem cuidadosamente que esse, de qualquer modo, não era o significado primário dessa palavra nos dias dos Apóstolos, que não se tornou seu significado primário senão muito depois disso, e só se tornou tal, se é que se tornou, porque, apesar da falta de evidência corroborativa, presumiu-se, por uma razão ou outra, que a stauros específica em que Jesus foi executado tinha esse determinado formato.”
POR QUE JESUS TINHA DE MORRER NUMA ESTACA
Na época em que Jeová Deus forneceu sua lei aos israelitas, eles assumiram a obrigação de cumprir os seus termos. (Êxo. 24:3) No entanto, quais descendentes do pecador Adão, não conseguiam fazê-lo com perfeição. Por este motivo, tornaram-se sujeitos à maldição da Lei. A fim de remover deles esta maldição especial, Jesus tinha de ser pendurado numa estaca, como um criminoso amaldiçoado. A respeito disto, escreveu o apóstolo Paulo: “Todos os que dependem de obras da lei estão sob maldição; porque está escrito: ‘Maldito é todo aquele que não continuar em todas as coisas escritas no rolo da Lei, a fim de as fazer.’ . . . Cristo nos livrou da maldição da Lei por meio duma compra, por se tornar maldição em nosso lugar, porque está escrito: ‘Maldito é todo aquele pendurado num madeiro.’ ” — Gál. 3:10-13.
USO FIGURADO
“Estaca de tortura” às vezes representa os sofrimentos, a vergonha ou a tortura experimentados por se ser um seguidor de Jesus Cristo. Conforme Jesus disse: “Aquele que não aceita a sua estaca de tortura e não me segue, não é digno de mim.” (Mat. 10:38; 16:24; Mar. 8:34; Luc. 9:23; 14:27) A expressão “estaca de tortura” também é usada de modo tal a representar a morte de Jesus na estaca, por meio da qual se tornam possíveis a redenção do pecado e a reconciliação com Deus. — 1 Cor. 1:17, 18.
A morte de Jesus na estaca de tortura constituiu a base para a remoção da Lei, que separara os judeus dos não-judeus. Por conseguinte, por aceitar a reconciliação tornada possível pela morte de Jesus, tanto os judeus como os não-judeus se tornariam ‘um só corpo com Deus, por intermédio da estaca de tortura’. (Efé. 2:11-16; Col. 1:20; 2:13, 14 Isto resultou ser uma pedra de tropeço para muitos judeus, visto insistirem que a circuncisão e a aderência à Lei mosaica eram essenciais para se obter a aprovação de Deus. É por isso que o apóstolo Paulo escreveu: “Irmãos, se eu ainda pregasse a circuncisão, por que estaria ainda sendo perseguido? Então, deveras, a pedra de tropeço da estaca de tortura foi abolida.” (Gál. 5:11) “Todos os que querem apresentar uma aparência agradável na carne são os que tentam compelir-vos a ser circuncidados, apenas para que não sejam perseguidos pela estaca de tortura do Cristo, Jesus. Que nunca ocorra que eu me jacte, exceto da estaca de tortura de nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem o mundo tem sido para mim pendurado numa estaca, e eu para o mundo.” (Gál. 6:12, 14) Por confessar a morte de Jesus na estaca de tortura como sendo a única base para se obter a salvação, Paulo era perseguido pelos judeus. Como conseqüência desta confissão, o mundo era, para o apóstolo, como algo pendurado na estaca, condenado ou morto, ao passo que o mundo o encarava com ódio, como um criminoso pendurado numa estaca.
As pessoas que abraçaram o cristianismo, mas que, depois disso, se voltaram para uma forma imoral de vida, provaram-se “inimigos da estaca de tortura do Cristo”. (Fil. 3:18, 19) Suas ações demonstravam que não tinham apreço pelos benefícios resultantes da morte de Jesus na estaca de tortura. Elas ‘pisavam o Filho de Deus’ e ‘consideravam de pouco valor o sangue do pacto com que foram santificadas’. — Heb. 10:29.
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EstádioAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ESTÁDIO
A palavra grega (stádion) assim traduzida indica uma medida linear igual a c. 185 m, ou um oitavo da milha romana (1.481 m). (Rev. 14:20; 21:16) Esta é a extensão aproximada tanto do estádio (campo de jogos) ático como do romano. Em 1 Coríntios 9:24, o termo stádion (estádio) é traduzido “corrida”, a extensão do percurso da corrida grega sendo de um estádio. O estádio da corrida olímpica, contudo, era realmente de c. 192 metros.
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EstanhoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ESTANHO
A palavra hebraica original bedhíl significa aquilo que é separado ou removido dos metais preciosos pela fundição. Tal palavra é usada em Isaías 1:25: “Depurar-te-ei da
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