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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1983 | 15 de julho
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Perguntas dos Leitores
■ Em Filipenses 2:9, Paulo diz a respeito de Jesus: “Deus . . . lhe deu bondosamente o nome que está acima de todo outro nome.” Em que sentido recebeu Jesus um “nome que está acima de todo outro nome”?
No sentido de que Jeová o encarregou duma posição ou autoridade superior à concedida a qualquer outra criatura. Alguns talvez achem que somente o próprio Deus Todo-poderoso pode ter um “nome que está acima de todo outro nome”. De modo que talvez raciocinem que este texto prova que Jesus é igual a Jeová Deus ou até é a mesma pessoa. Entretanto, um exame mais detido do texto não apóia tal raciocínio.
O contexto de Filipenses 2:9 mostra que Jesus recebeu este “nome” após a sua morte e ressurreição. Portanto, antes daquele tempo não tinha “o nome que está acima de todo outro nome”. Recebê-lo ele indicava uma mudança na sua condição. Existe algum modo em que a condição de Jeová pudesse mudar? Não. Ele sempre tem sido o supremo. Receber Jesus assim um nome mais elevado prova que ele não é o próprio Jeová, nem é igual a ele.
Note também que o nome foi ‘dado bondosamente’ a Jesus por Jeová. É evidente que, se Deus pode escolher dar tal nome ao seu Filho, Jesus, então o Pai deve ser maior e Jesus deve ser um subordinado. (1 Coríntios 11:3) Por isso, qualquer honra atribuída a Jesus, por causa deste elevado privilégio, é “para a glória de Deus, o Pai”. — Filipenses 2:11.
Portanto, Jesus recebeu um nome mais elevado do que o dado a qualquer outra das criaturas de Deus. Mas é bem evidente que, receber ele tal nome, não o torna igual a Deus. Veja 1 Coríntios 15:27, que diz que Deus sujeitou todas as coisas debaixo dos pés de Jesus, sem ficar ele mesmo sujeito a Jesus.
Qual foi o elevado nome que lhe foi dado? O profeta Isaías nos ajuda com a resposta. Falando sobre Jesus, ele diz: “O domínio principesco virá a estar sobre o seu ombro. E será chamado pelo nome de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6, 7) Este texto mostra que o “nome” representa o elevado poder, posição ou autoridade — em todos os aspectos mencionados por Isaías — dado a Jesus para poder cumprir a vontade de Jeová.
Jesus mostrou o alcance de sua autoridade executiva quando disse aos seus discípulos: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.” (Mateus 28:18) A única esperança da humanidade quanto ao futuro está na elevada posição de que Jesus foi encarregado, motivo pelo qual a profecia de Isaías se aplica a ele. “Em seu nome esperarão as nações.” — Mateus 12:21.
O apóstolo Paulo disse que ‘no nome de Jesus se deve dobrar todo joelho’. (Filipenses 2:10) Isto não é apenas algo feito pró-forma. Jesus advertiu que muitos afirmariam fazer obras poderosas em seu “nome”, mas que não os reconheceria. (Mateus 7:21-23) Deveras, ‘dobrar-se todo joelho’ no nome de Jesus significa reconhecer a posição dele e sujeitar-se plenamente à sua autoridade. Hoje significa estar sujeito a ele qual Rei, participar na obra de proclamar as boas novas do Reino e manter-se neutro para com os assuntos dos reinos terrestres. — Mateus 24:14.
Isto provoca a oposição dos reis do mundo. Jesus advertiu: “Sereis pessoas odiadas por todas as nações, por causa do meu nome.” (Mateus 24:9) Mas, para os que assim ‘dobram o joelho’, o nome de Jesus tem verdadeiro poder.
O apóstolo Pedro declarou: “Não há outro nome debaixo do céu, que tenha sido dado entre os homens, pelo qual tenhamos de ser salvos.” (Atos 4:12) Anteriormente, Pedro dissera a um homem coxo: “Em nome de Jesus Cristo, o nazareno, anda!” E o homem andou. (Atos 3:6) Jesus disse aos seus seguidores que eles deviam orar ‘em seu nome’. (João 14:14) Quando usamos o nome de Jesus em nossas orações, não recitamos apenas uma fórmula. Antes, solicitamos que o elevado poder e autoridade de Jesus Cristo sejam usados em nosso favor.
Por darmos a devida honra e mostrarmos respeito pelo “nome” de Jesus — sua elevada posição ou autoridade — passamos a estar entre aqueles de quem se diz: “Toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai.” — Filipenses 2:11.
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Assista à Assembléia de Distrito “Unidade do Reino” de 1983A Sentinela — 1983 | 15 de julho
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Assista à Assembléia de Distrito “Unidade do Reino” de 1983
ENTRE as bênçãos mais extraordinárias que as Testemunhas de Jeová usufruem estão as suas assembléias de distrito anuais. Foram excelentes os relatórios recebidos pelo escritório da Sociedade sobre os benefícios derivados por aqueles que assistiram às Assembléias de Distrito “A Verdade do Reino” no ano passado! Quanto os nossos irmãos gostaram do abundante banquete espiritual de discursos, demonstrações, experiências, dramas e lançamentos, bem como da oportunidade de participar no serviço voluntário e no ministério de casa em casa! Em resultado disso, todos voltaram para casa com apreço mais vivo pela verdade de Jeová Deus e com maior determinação de mostrar amor aos irmãos e aos de fora. No Brasil 263.359 pessoas assistiram a essas 39 assembléias de distrito no ano passado, tendo sido batizadas 5.813.
As Assembléias de Distrito “Unidade do Reino” deste ano prometem ser tão interessantes e edificantes como foram as Assembléias de Distrito “A Verdade do Reino”. Quão excelente é que os servos de Jeová mantenham a sua unidade! E quão oportuno é que nossas assembléias este ano tenham este tema! A unidade resulta da fidelidade mantida, da fidedignidade. Significa manter-se firmemente apegado aos da mesma fé, apesar de tentações e pressões para a honra e glória de Jeová Deus, cujo nome é santificado pelo nosso trabalho unido na pregação das boas novas do Reino. — Salmo 133:1; Efésios 4:2, 3.
As primeiras assembléias na língua portuguesa serão realizadas na Europa, em Portugal, durante o mês de agosto. Depois, no verão do hemisfério sul, serão realizadas diversas Assembléias de Distrito “Unidade do Reino” em vários estados do Brasil. As congregações locais das Testemunhas de Jeová informarão as datas e os locais. Estas assembléias em português englobam-se assim no conjunto das centenas de assembléias realizadas no mundo inteiro, demonstrando de maneira prática que o povo de Jeová, suas Testemunhas, é unido em pensamento e ação. — Miquéias 2:12.
Hoje em dia, nossa unidade como povo de Jeová sob o seu Reino sofre mais ataques do que nunca antes. Satanás, sabendo que seu tempo se está esgotando, tem grande ira contra os servos unidos de Jeová Deus. Por meio de sua organização visível e invisível, ele procura exercer sobre o povo de Deus as pressões do nacionalismo e do medo do homem, com tentações do materialismo, da imoralidade sexual e outra, da apostasia, da amargura, da apatia e da rebelião. Vivemos realmente em tempos críticos difíceis de manejar. — Revelação 12:12; 2 Timóteo 3:1-5.
Nas Assembléias “Unidade do Reino” receberemos instruções, admoestações, encorajamento e exortações sobre todas as diversas maneiras em que podemos e devemos manter a unidade — com Jeová, com sua organização, com nossos irmãos e com a família. Mostremos que estamos unidos por estar presentes a essa assembléia desde o cântico de abertura, se for de todo possível, e até a oração final, cada dia. Concentremo-nos no que se diz na tribuna, por “prestarmos mais do que a costumeira atenção” e por participarmos em entoar de coração os nossos cânticos do Reino, o que constitui para a maioria de nós a única participação ativa na adoração formal, no que se refere ao programa. — Hebreus 2:1; Efésios 5:18, 19.
A unidade com os nossos irmãos incluiria não pensarmos só em nós por reservar avidamente certos lugares. A unidade envolve também participar no serviço de campo, não é verdade? E, naturalmente, caso tenhamos alguma parte no programa, façamos o melhor que pudermos, para o louvor de Jeová, e para a bênção de outros e de nós mesmos.
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