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  • Grandioso porta-voz — quem é?
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1975
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  • EM QUE SENTIDO É DEUS?
  • O PAI É O DEUS DE CRISTO
  • “NO PRINCÍPIO”
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1975
w75 15/9 pp. 557-560

Grandioso porta-voz — quem é?

HÁ UM grandioso porta-voz no universo Ele tem enorme poder e autoridade. O reconhecimento da posição dele por parte de você, leitor, pode-lhe resultar em que usufrua um futuro eterno. Quem é este porta-voz?

O apóstolo João o apresentou nas palavras iniciais de seu Evangelho. João chamou a este, que se havia tornado o homem Jesus Cristo, de “a Palavra” ou “Verbo” (em grego: lógos). O apóstolo escreveu: “No princípio existia a Palavra [ho lógos], e a Palavra estava com Deus [tòn theón, caso acusativo de ho theós], e a Palavra era Deus [theós].” — João 1:1, versão da Comunidade de Taizé, Ed. Loyola.

Significa isso que a “Palavra” é o Deus Todo-poderoso, que ele é a “segunda pessoa” da Trindade da cristandade? Isto é o que milhões de pessoas crêem. Foi isso o que se lhe ensinou? Sabe em que se baseia esta crença!

Considere o comentário feito na Encyclopœdia Britannica (edição de 1974, Micropædia, Vol. VI, p. 302): “A identificação de Jesus com o logos, implicitamente declarada em diversos lugares no Novo Testamento, mas bem especificamente no Quarto Evangelho, foi adicionalmente desenvolvida na primitiva igreja, porém, mais à base das idéias filosóficas gregas do que em temas do Antigo Testamento.” (O grifo é nosso.)

Note que a filosofia grega fornecia base para idéias a respeito do logos ou “Palavra”. Não suscita isso questões quanto à exatidão das crenças comuns a respeito de Jesus Cristo, — Col. 2:8.

Chegarmos a saber a verdade sobre a “Palavra” não é questão de mero interesse acadêmico. É algo que tem que ver com nosso futuro eterno. Isto se torna evidente nas palavras de Jesus: “Esta é a vida eterna, que eles conheçam a ti, único Deus verdadeiro, e teu enviado Jesus Cristo.” (João 17:3, Mateus Hoepers) Conhecer a Deus e Cristo assim significa conhecê-los como pessoas e usufruir boa relação com eles. É evidente que aquele que tem um conceito deturpado da identidade e posição de Jesus com relação a seu Pai não conhece nem o Pai, nem o Filho. Consideramos assim com interesse exatamente o que a Bíblia, não a filosofia grega, revela sobre a identidade da “Palavra”.

EM QUE SENTIDO É DEUS?

João 1:1 diz que “a Palavra estava com Deus”. Esta declaração indica que estavam envolvidas duas pessoas — a Palavra e Deus. Então, em que sentido é que a Palavra é “Deus”? A resposta a esta pergunta torna-se clara quando consideramos o modo em que o termo “Deus’. é usado na Bíblia.

O Salmo 8:5 diz: Tu, Jeová, “passaste a fazê-lo [o homem] um pouco menor que os semelhantes a Deus”. Neste caso, a expressão “semelhantes a Deus” traduz a palavra hebraica ’elohím, a qual, dependendo do contexto em que está, significa “deuses” ou “Deus”. Os que ali são chamados “deuses” são anjos, porque, ao se citar o Salmo 8:5 em Hebreus 2:7, lemos: “Tu o fizeste um pouco menor que os anjos.” O termo “deus” é até aplicado a homens, como por exemplo no Salmo 82:1-6, que se refere a juízes humanos, que deixaram de fazer a justiça quais “deuses”. Tais referências a anjos e homens como “deuses” salienta serem (ou se consideraram) “poderosos”. Também, anjos eram representantes de Deus, e, por isso, os homens falavam deles e a eles como a “Deus”. — Juí. 13:21, 22.

Em vista de tal uso da palavra “Deus”, não é o termo corretamente aplicado ao Filho primogênito de Deus, Certamente que sim, pois este Filho é deveras “poderoso”, bem como representante de Deus. (João 17:8) Portanto, quando João 1:1 se refere a Jesus como “Deus”, realmente não há motivo para se concluir que ele seja a “segunda pessoa” dum Deus trino. O próprio texto não diz nada assim. A palavra “Deus”, nesta aplicação à “Palavra”, simplesmente traz à atenção sua natureza divina, ser ele semelhante a Deus, poderoso, durante sua existência pré-humana. Isto é evidenciado no texto original grego pela omissão do artigo definido antes de “Deus”, na frase “a Palavra era Deus”. Conforme diz o erudito grego Westcott: “Necessariamente é sem o artigo [theós não ho theós], visto que descreve a natureza da Palavra e não identifica Sua Pessoa.” — Citado da página 116 de An Idiom Book of New Testament Greek, do Professor C. F. D. Moule, reimpressão de 1963.

O PAI É O DEUS DE CRISTO

Se a “Palavra” fosse deveras a “segunda pessoa” dum Deus trino, não deveríamos esperar que a Bíblia dissesse isso em termos claros? Se o Jesus do “Novo Testamento” fosse o Jeová do “Antigo Testamento”, conforme muitos afirmam, não deveria haver pelo menos uma referência bíblica que dissesse definitivamente que Jesus é Jeová? Contudo, não há nenhuma. De fato, o próprio Jesus reconheceu seu Pai como sendo seu Deus, dizendo a Maria Madalena: “Eu ascendo para junto de meu Pai e vosso Pai, e para meu Deus e vosso Deus.” — João 20:17.

Assim, só o Pai é O Deus, o Supremo, a quem todos devemos adorar e a quem todos, inclusive o Filho, estão corretamente sujeitos. Nosso Deus portanto, é o Mesmo que o Deus de Jesus Cristo. Conforme o apóstolo Paulo salientou a concrentes: “Para nós há realmente um só Deus, o Pai, de quem procedem todas as coisas, e nós para ele; e há um só Senhor, Jesus Cristo, por intermédio de quem são todas as coisas, e nós por intermédio dele.” (1 Cor. 8:6) Não revela isso uma nítida distinção entre o Pai e o Filho quanto à sua posição, poder e autoridade?

O Pai e o Filho não são iguais, conforme afirmam os trinitaristas. “A cabeça do Cristo é Deus.” (1 Cor. 11:3) Assim como os cristãos são propriedade de Cristo, assim Cristo é propriedade de Deus. O inspirado apóstolo Paulo escreveu: “Vós pertenceis a Cristo; Cristo, por sua vez, pertence a Deus.” (1 Cor. 3:23) Não se refere isso a Cristo talvez apenas enquanto era homem na terra, Embora ele mesmo fosse trinitarista, o teólogo C. F. Kling faz o seguinte comentário sobre as palavras do apóstolo: “Por pertencermos a Cristo, pertencemos indiretamente a Deus . . . E assim, por um lado, vemos que nossa união com Deus há de ser mediada por Cristo, e, por outro lado, que Cristo está subordinado ao Pai, conforme se mostra em xi. 3. Considerar-se esta subordinação, porém, como pertencente exclusivamente à Sua natureza humana, não estaria de acordo com o conceito correto sobre o assunto inteiro. Fala-se aqui do Cristo inteiro, e tampouco só como no Seu estado de humilhação, mas também no Seu estado de glória.” — A Commentary of the Holy Scriptures, de J. P. Lange, segundo a tradução inglesa de P. Schaff.

Na realidade, tudo o que o Filho tem ele recebeu do Pai. Note as próprias declarações de Jesus: “O Filho não pode fazer nem uma única coisa de sua própria iniciativa, mas somente o que ele observa o Pai fazer. . . . Porque o Pai não julga a ninguém, mas tem confiado todo o julgamento ao Filho . . . E deu-lhe autoridade para julgar, porque é Filho do homem.” (João 5:19-27) “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.” (Mat. 28:18) Isto inclui a autoridade régia, conforme se evidencia em Daniel 7:13, 14, que reza: “Eis que aconteceu que chegou com as nuvens dos céus alguém semelhante a um filho de homem; e ele obteve acesso ao Antigo de Dias, e fizeram-no chegar perto perante Este. E foi-lhe dado domínio, e dignidade, e um reino, para que todos os povos, grupos nacionais e línguas o servissem.”

Depois de realizar sua obra milenar como rei para com a humanidade, Jesus Cristo ‘entregará o reino ao seu Deus e Pai’. Conforme a Bíblia diz explicitamente, ele “também se sujeitará Aquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus seja todas as coisas para com todos”. (1 Cor. 15:24-28) É evidente, pois, que o Filho deve tudo a seu Pai e reconhece corretamente este fato. Ele não está em pé de igualdade com seu Pai.

“NO PRINCÍPIO”

Encarado do ponto de vista lingüístico, o mero fato de que a “Palavra” é o “Filho de Deus” indica um princípio, assim como o filho sempre é mais jovem do que seu Pai. Quanto ao Pai, ele sempre existiu. A respeito Dele diz o salmista inspirado: “Antes de nascerem os próprios montes ou de teres passado a produzir como que com dores de parto a terra e o solo produtivo, sim, de tempo indefinido a tempo indefinido, tu és Deus.” (Sal. 90:2) Pode-se dizer isso a respeito do Filho, quando este próprio termo indica algo diferente? Neste caso, deveria haver algum indício de que “filho”, quando usado com referência ao “Filho primogênito”, realmente não significa “filho”. Há alguma prova disso? Ou, ao contrário, será que há declarações bíblicas que indicam claramente um tempo em que o Filho não existia?

Em Revelação (Apocalipse) 3:14, o Filho é chamado “o princípio da criação de Deus” (Almeida), “a origem de tudo o que Deus criou” (A Bíblia na Linguagem de Hoje) ou “o princípio das criaturas de Deus”. (Missionários Capuchinhos) Muitos argumentam que isto significa que o Filho foi o Originador ou Autor da criação. Mas isto não é o que diz o texto. Até mesmo alguns trinitaristas admitem que tal explicação é errônea.

O teólogo Albert Barnes diz a respeito da palavra grega traduzida “princípio” ou “origem”: “A palavra refere corretamente ao começo duma coisa, não à sua autoria, e indica corretamente primazia no tempo e primazia na categoria, mas não primazia no sentido de causar que algo viesse a existir. . . . Portanto, a palavra não é encontrada no sentido de autoria, como indicando que alguém é o princípio de alguma coisa no sentido de que fez com que viesse à existência.” — Barnes’ Notes of the New Testament, p. 1569.

Este teólogo reconhece depois que Revelação 3:14 pode significar corretamente que Cristo foi criado, dizendo: “Se for demonstrado com outras fontes que Cristo, de fato, era um ser criado, e o primeiro feito por Deus, não se poderá negar que esta linguagem expressa apropriadamente tal fato.”

Sendo trinitarista, ele não aceita este fato, insistindo em que outros textos provam que o próprio Jesus é o Criador, incriado, eterno. Portanto, este teólogo interpreta Revelação 3:14 como significando que Cristo é ‘o princípio da criação de Deus’ por ser o Príncipe ou Cabeça da criação. Examinemos, pois, este conceito à luz dos textos em que ele afirma basear-se. É Jesus realmente o Criador?

Segundo a versão do Pontifício Instituto Bíblico de Roma, João 1:1-3 diz: “No princípio era o Verbo [a Palavra] e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava, no princípio, junto de Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele, e, sem ele, coisa alguma foi feita de quanto existe.” Prova isso que “o Verbo” era o Criador? Não. Por que não? Porque a criação foi realizada por meio dele. Portanto, o Verbo ou a Palavra foi o instrumento de Deus para realizar as obras criativas. A mesma idéia é expressa em Colossenses 1:15, 16: “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda criatura, porque nele foram criadas todas as coisas, no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, tronos, senhorios, chefias, poderes; tudo foi criado por meio dele e para ele.” — Taizé, ecumênica; Jerusalem Bible, católica.

O que está escrito em Hebreus 1:2 não altera o quadro. O Filho é novamente apresentado como instrumento ou agente usado na criação. A versão do Pontifício Instituto Bíblico reza: “Nestes últimos tempos, falou a nós no Filho, a quem conferiu o domínio de todas as coisas, tendo também por meio dele criado o Universo.”

Assim, estas passagens em João, Colossenses e Hebreus na realidade mostram que o Filho não é o Criador e não é igual ao seu Pai. Naturalmente, conforme revelam os textos circundantes, essas passagens não foram registradas para confirmar que o Filho teve ou não teve princípio, mas sim para salientar sua posição importante no propósito de Deus. Contudo, será que não fornecem prova indireta de que o Filho teve princípio? Visto que o Filho recebeu sua posição da parte de seu Deus e Pai, obviamente houve tempo em que não possuía o que recebeu. Portanto, assim como houve tempo em que o Filho não possuía o que seu Pai lhe deu, não poderia ter havido também um tempo em que não existiu e em que o Pai estivesse sozinho?

Isto está subentendido nas palavras de João 1:1, “no princípio existia [ou: era] a Palavra”. Isto é bem diferente de dizer que ‘a Palavra sempre existiu’. A palavra “princípio”, em si mesma, transmite a idéia dum começo em algum ponto do passado. Os exemplos bíblicos ilustram isso. Dessemelhante da Palavra, cuja existência está relacionada com o princípio, Deus é mencionado como criando no princípio. Gênesis 1:1, diz: “No princípio Deus criou os céus e a terra.” Menciona-se ainda outro princípio em 1 João 3:8: “O Diabo tem estado pecando desde o princípio [quer dizer, desde o começo de sua rebelião contra Deus].”

Em vista de tal uso da palavra “princípio”, o que podemos concluir de modo certo sobre a expressão “no princípio existia a Palavra”? O seguinte: Significa que a Palavra estava com seu Pai por algum tempo antes de ser usado na realização das obras criativas. Depois de começada a criação, serviu qual Porta-voz ou “Palavra” de seu Pai para com todas as criaturas inteligentes.

Como Filho e subordinado de seu Pai, a “Palavra” recebeu a vida do Pai. Contudo, ocupa a posição exclusiva de ser o único filho produzido diretamente por Deus. Em toda a criação, a “Palavra” é deveras grandioso Porta-voz, tendo servido de instrumento de Deus na produção daqueles a quem assim ministra.

Aceitar você, leitor, a Jesus Cristo, não como “segunda pessoa” dum Deus trino, mas como Filho e Porta-voz de Deus, envolve a sua vida. Conforme observou o apóstolo João a respeito do que registrou sobre os sinais de Jesus: “Estes foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e que, por crerdes, tenhais vida.” — João 20:31.

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