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Não despreze o homem de poucos meiosA Sentinela — 1977 | 15 de novembro
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não se deve fazer com que se sintam ‘excluídos’, por haver “panelinhas” entre certas pessoas. Os “pobres” estavam entre aqueles que Jesus recomendou fossem convidados para um banquete, como demonstração de genuína hospitalidade. (Luc. 14:12-14) E, naturalmente, se alguns cristãos tiverem adquirido bens materiais que outros de seus concrentes não podem ter por falta de meios, os afluentes não farão ‘ostentação dos seus meios de vida’. — 1 João 2:16.
Portanto, como faz a estimativa do valor dum homem? Olhe de perto para o que ele é, e não para o que ele tem. Avalie-o pelo seu bom êxito em cultivar qualidades cristãs. É ele alguém que teme a Jeová? (Sal. 111:10) Tem forte fé? (Heb. 10:38, 39) É hospitaleiro? (Rom. 12:13) Mostra bondade e a disposição de perdoar aos outros? (Efé. 4:32) É conhecido pela sua conversa veraz e salutar? (Efé. 4:29; Tito 2:6-8) Revela a pessoa ter o amor que havia de identificar os discípulos de Cristo? (João 13:35) Certamente, esta é a espécie de pessoa que desejaria ter por amigo!
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1977 | 15 de novembro
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Perguntas dos Leitores
● Em João 1:1, o termo “deus” é aplicado tanto ao Pai como ao Filho, a Palavra. Mas, no texto grego, a palavra para “deus” (theos) é escrita de forma diferente, em ambos os casos. Por quê? O que significa isso?
Para quem não conhece grego, talvez pareça que há algo de significativo no fato de que a primeira palavra é grafada theon, e a segunda, theos. Mas a diferença é simplesmente uma questão de caso gramatical, em grego.
João 1:1 reza: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus [τον ϑεον, literalmente: o deus], e a Palavra era deus [ϑεος].”
O grego tem cinco casos: nominativo, genitivo, dativo, acusativo e vocativo. A grafia da palavra varia segundo o caso em que é usada. Por exemplo, tome o artigo definido “o”. No gênero masculino, “o” é escrito respectivamente nos primeiros quatro destes casos: ο, τον, τω, τον, no singular.
De modo similar, em João 1:1, a palavra theos é grafada segundo o caso específico usado. Na primeira ocorrência (“a Palavra estava com o Deus”), está no caso acusativo, e por isso é grafada ϑεον. Mas, na segunda ocorrência, está no caso nominativo, e por isso é grafada ϑεος. A grafia de theos, por si só não indica a pessoa ou a posição da pessoa indicada, conforme ilustra 2 Coríntios 4:4, 6. No 2 Co 4 versículo quatro, Satanás é identificado como ϑεος, “o deus deste sistema de coisas”, e, no 2 Co 4 versículo seis, o Criador é designado ϑεος. A grafia é a mesma em ambos os versículos, theos, porque se usa em ambos o caso nominativo. Portanto, o fato de theos ser grafado diferente, nas suas duas ocorrências em João 1:1, não indica nenhuma diferença no significado; em ambos os casos o significado é o de “deus”.
O que é interessante, em João 1:1, é que o artigo definido o [ho] não é usado diante de theos quando se aplica ao Filho, a Palavra. Sobre este ponto escreveu o famoso tradutor bíblico William Barclay:
“Agora, normalmente, exceto por motivos especiais, os substantivos gregos sempre têm o artigo definido diante de si, . . . Quando um substantivo grego não tem o artigo diante de si, torna-se mais descrição do que identificação, e tem mais o caráter de adjetivo, em vez de substantivo. Podemos ver exatamente o mesmo em inglês: Se eu disser: ‘Tiago é o homem’, então identifico Tiago como certo homem específico, em quem estou pensando; mas, se eu disser: ‘Tiago é homem’, então simplesmente descrevo Tiago como sendo humano, e a palavra homem torna-se uma descrição, não uma identificação. Se João tivesse dito ho theos en ho logos, usando o artigo definido diante de ambos os substantivos, então ele teria definitivamente identificado o logos [a Palavra] com o Deus, mas, visto que não há artigo definido diante de theos, este se torna descrição, e mais como adjetivo do que como substantivo. A tradução seria então, de modo desajeitada: ‘A Palavra estava na mesma categoria que Deus, pertencente à mesma ordem de ser como Deus’. . . . João não está identificando aqui a Palavra com o Deus. Expresso de modo simples, ele não diz que Jesus era o Deus.” — Many Witnesses, One Lord (1983), páginas 23, 24.
Portanto, em ambas as suas traduções, a do Dr. Edgar J. Goodspeed e a do Dr. James Moffatt (em inglês), eles vertem a frase: “A Palavra [ou Logos] era divino.” Isto mostra a sutil diferença na fraseologia usada pelo apóstolo João, uma diferença que se harmoniza com o fato de que Jesus não era igual em poder e eternidade com o Pai, mas era o Filho criado do Pai. (1 Cor. 11:3) A Tradução do Novo Mundo verte o Jo 1 versículo 1 corretamente: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era deus.”
● Como se pode harmonizar Mateus 10:9, 10, com Marcos 6:8, 9?
Estes versículos contêm parte das instruções de Jesus, quando enviou os doze apóstolos numa viagem de pregação. Mateus 10:9, 10, reza: “Não adquirais . . . alforje para a viagem, nem duas peças de roupa interior, nem sandálias, nem bastão; pois o trabalhador merece o seu alimento.” E Marcos 6:8, 9, diz: “Deu-lhes também ordens de não levarem nada para a viagem, a não ser apenas um bastão, nem pão, nem alforje, nem dinheiro de cobre nos bolsos dos seus cintos, mas de amarrarem sandálias, e de não usarem duas peças de roupa interior.” — Veja Lucas 9:3.
É óbvio que Jesus não esperava que os apóstolos iniciassem a viagem famintos, nus ou descalços. Mas, não havia necessidade de fazerem preparativos especiais, assim como comprando ou usando “duas peças de roupa interior”. A roupa e as sandálias que usavam eram o bastante. De modo similar, se já possuíam um bastão, podiam levar este, mas não comprar um extra ou sobressalente para a viagem.
Basicamente, Jesus aconselhou: ‘Vão assim como estão, com a roupa, as sandálias e os bastões que já têm. Não precisam fazer provisões para si mesmos; aqueles que ouvirem e aceitarem a sua mensagem os acolherão e ajudarão, porque o trabalhador merece o seu alimento.’ Isto concorda com o conselho de Jesus no Sermão do Monte. (Mat. 6:25-34) Em vez de se sobrecarregarem com excessivas coisas materiais, os apóstolos podiam concentrar-se na sua designação, confiando na garantia de Jesus, de que se cuidaria deles.
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Leia sobre a Índia — onde os costumes e a religião são diferentesA Sentinela — 1977 | 15 de novembro
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Leia sobre a Índia — onde os costumes e a religião são diferentes
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