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  • ‘O restabelecimento de todas as coisas das quais Deus falou’
    A Sentinela — 1971 | 15 de outubro
    • Zebedeu, mais tarde, sobre andarmos com Deus, dizendo: “Se estivermos andando na luz, assim como ele mesmo está na luz, temos parceria um com o outro, e o sangue de Jesus, seu Filho, purifica-nos de todo o pecado.” (1 João 1:7) Assim, Deus não mais nos considera como pecadores, e a relação pacífica com Deus, resultante desta misericórdia da parte de Deus, nos dá deveras um enorme refrigério.

      16. Que queria Pedro dizer quando falou que aquelas ‘épocas de refrigério’ vem ‘da parte da pessoa de Jeová’, e, neste respeito, o que mostra a história concernente aos judeus desde 70 E. C.?

      16 Visto que se diz que estas “épocas de refrigério” vêm “da parte da pessoa de Jeová”, significa que a face dele se voltará para nós favoravelmente. Ele nos dá a sua atenção favorável. Mostra boa vontade para conosco, durante o “ano de boa vontade da parte de Jeová”. Tornamo-nos seus “homens de boa vontade”. (Isa. 61:1, 2; Luc. 2:14) Nos dias do apóstolo cristão Pedro era urgente que aqueles judeus obtivessem a boa vontade de Jeová, depois do assassinato de Seu Messias em Jerusalém, visto que se aproximava muito a destruição da cidade de Jerusalém e a dissolução da nação judaica na terra de Judá. A história triste do povo judaico após a destruição de Jerusalém pelos romanos, no ano 70 E. C., prova que o povo judaico disperso não usufruiu ‘épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová [literalmente: da face de Jeová]’.

      17. Neste mesmo sentido, o que se precisa dizer da cristandade, e o que indicava para ela a destruição de Jerusalém em 70 E. C.?

      17 Também, ao examinarmos a história da organização religiosa da cristandade, desde o seu estabelecimento no quarto século, somos obrigados a admitir que a cristandade tampouco tem usufruído ‘épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová’, durante os seus mais de dezesseis séculos de existência até agora. Durante toda a sua história, ela tem sido dilacerada por disputas e guerras religiosas internas, por divisões e desunião sectárias, e pela confusão religiosa cada vez pior. A destruição de Jerusalém, lá no ano 70 E. C., era tipo que prefigurava a destruição da cristandade pelas mãos de inimigos mundanos, seculares, no futuro próximo. A face de favor de Jeová é desviada da cristandade, e ele não a protegerá contra a vindoura destruição, assim como tampouco protegeu Jerusalém no ano 70 E. C.

      18. Portanto, que conselho devem agora todos seguir urgentemente, e quem já fez isso, e com que resultado?

      18 Este é o motivo porque é agora urgente que tanto judeus como gentios façam o que o apóstolo Pedro aconselhou: “Arrependei-vos, portanto, e dai meia-volta, a fim de que os vossos pecados sejam apagados [ou: perdoados].” Isto é o que fizeram as testemunhas cristãs de Jeová, e toda a evidência prova que elas usufruem abundantemente, em sentido espiritual, as “épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová”. Por se apresentarem a Ele em plena dedicação, mediante seu Messias, Jesus, tornaram-se seus “homens de boa vontade”. Em recompensa disso, usufruem aquilo que os anjos disseram aos ouvidos dos pastores, por ocasião do nascimento de Jesus, em Belém, “na terra paz entre homens de boa vontade”. Não querem ser destruídos junto com a não pacífica cristandade, nem com todo o resto do império mundial da religião falsa, no futuro próximo. Sentem muito “refrigério” por serem aliviados da participação comunal nos pecados da cristandade e nos daquele império mundial, religioso, Babilônia, a Grande. — Rev. 18:2-5.

      SEGUNDO ENVIO DO MESSIAS E O MOTIVO DISSO

      19. Em que diferem a cristandade e os judeus naturais quanto à vinda do Messias, e para que esta resulte em “refrigério”, o que precisa fazer a cristandade?

      19 A cristandade afirma estar esperando a volta de Jesus Cristo, e ela espera ter “épocas de refrigério” em resultado da volta dele. Mas, para isto acontecer, a cristandade teria de fazer o que Pedro disse aos judeus culpados de pecados: “Arrependei-vos, portanto, e dai meia-volta [ou: sede convertidos], a fim de que os vossos pecados sejam apagados.” Essas épocas de refrigério seguem a tal proceder, assim como Pedro passou a mostrar, dizendo: “Para que venham épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová e para que ele envie o Cristo designado a vós, Jesus, a quem o céu, deveras, tem de reter até os tempos do restabelecimento de todas as coisas, das quais Deus falou por intermédio da boca de seus santos profetas dos tempos antigos.” (Atos 3:19-21) Os judeus naturais, circuncisos, que não crêem que o Messias veio há dezenove séculos, aguardam a sua vinda pela primeira vez no futuro. Mas Pedro, João e os outros judeus cristianizados aguardavam a volta ou a vinda do Messias pela segunda vez e para uma finalidade diferente. Pedro e João o haviam visto ascender de volta ao céu.

      20. Por que era necessária a volta do Messias, e por que fora enviado por Deus naquela primeira vez?

      20 Pedro e João se lembravam das palavras de Jesus aos judeus: “Que seria, portanto, se observásseis o Filho do homem ascender para onde estava antes?” No dia de sua ressurreição, ele apareceu a Maria, da cidade de Magdala, e disse: “Ainda não ascendi para junto do Pai. Mas, vai aos meus irmãos e dize-lhes: ‘Eu ascendo para junto de meu Pai e vosso Pai, e para meu Deus e vosso Deus.’” (João 6:62; 20:17) Ele ascendeu de volta ao céu no quadragésimo dia após a sua ressurreição dentre os mortos. Mas para cumprir todas as profecias a respeito do Messias, ele tinha de vir outra vez. Por isso, depois de o apóstolo Pedro falar de “épocas de refrigério” da parte da pessoa de Jeová, ele prosseguiu: “E para que ele envie o Cristo designado a vós, Jesus.” A primeira vez que Jeová havia enviado seu Filho à terra foi para que morresse como sacrifício de resgate a favor de toda a humanidade. Por isso, Pedro disse à multidão de judeus em volta dele: “Deste modo Deus tem cumprido as coisas que ele anunciou de antemão por intermédio da boca de todos os profetas, que o seu Cristo havia de sofrer.” — Atos 3:18.

      21. Que outras coisas predisseram os profetas de Jeová sobre o Messias, conforme indicado por Pedro na sua carta, e por que o envia Jeová pela segunda vez?

      21 Outras coisas anunciadas de antemão pela boca de todos os profetas de Jeová falavam de sua vindoura glória no reino messiânico. Na sua primeira carta aos crentes cristãos, o apóstolo Pedro escreveu sobre aqueles profetas, dizendo: “Eles investigaram que época específica ou que sorte de época o espírito neles indicava a respeito de Cristo, quando de antemão dava testemunho dos sofrimentos por Cristo e das glórias que os seguiriam.” (1 Ped. 1:10, 11) Pedro lembrava-se das palavras de Jesus Cristo na sua profecia a respeito da destruição de Jerusalém, dizendo: “Quando o Filho do homem chegar na sua glória, e com ele todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso.” (Mat. 25:31) Seus sofrimentos na carne, na terra, que lhe foram preditos mediante os profetas, teriam então passado para sempre. Quando Jeová o envia pela segunda vez à terra, é para ele reinar em glória celestial, a fim de cumprir todas as outras profecias a respeito do reino do Messias.

      22. O que indicam o Salmo 110:1, 2 e Hebreus 10:12, 13 a respeito de quando se daria o cumprimento destas profecias do Reino?

      22 Quando é que seria isso? O Rei Davi, de Jerusalém, que era antepassado régio de Jesus Cristo, disse profeticamente a respeito de sua ascensão ao céu: “A pronunciação de Jeová a meu Senhor é: ‘Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como escabelo para os teus pés.’ Jeová enviará de Sião o bastão da tua força, dizendo: ‘Subjuga no meio dos teus inimigos.’” (Sal. 110:1, 2) Comentando este salmo profético, Hebreus 10:12, 13, diz referente a Jesus Cristo e seu perfeito sacrifício humano: ‘Este homem ofereceu um só sacrifício pelos pecados, perpetuamente, e se assentou à direita de Deus, daí em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo dos seus pés.” Esta profecia significava que o glorificado Jesus Cristo, no céu, à direita de Deus, seria vitorioso sobre todos na terra que se oporiam ao seu reinado sobre toda a humanidade, como Messias de Jeová.

      23. Portanto, que pergunta vital é bom que cada um faça a si mesmo, e por quê?

      23 Cada um de nós fará bem, portanto, em se fazer a pergunta vital: ‘Sou eu inimigo do reino messiânico de Jeová por Jesus Cristo?’ A cristandade é! Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa também é! O mesmo se dá com as nações políticas que compõem a organização mundial em prol de paz e segurança internacionais, as Nações Unidas. Todos estes inimigos devem ser subjugados e esmagados! Segundo a profecia bíblica e as condições do mundo, isto já está próximo!

      24. Até que “tempos” devia o céu reter o Messias Jesus, e, por isso, qual é a pergunta-chave para nós?

      24 Por que estamos convencidos de que este desastre mundial está próximo? Pelo motivo de que o apóstolo Pedro profetizou que a este Jesus Cristo, que ascendeu, “o céu, deveras, tem de reter até os tempos do restabelecimento de todas as coisas,a das quais Deus falou por intermédio da boca dos seus santos profetas dos tempos antigos”. (Atos 3:21) Aqui a pergunta-chave é: Quais são estas “todas as coisas” até o tempo do restabelecimento das quais o céu tem de reter em si o Messias Jesus, que ascendeu, ficando sentado à direita de Deus à espera de que seus inimigos fossem feitos escabelo para os seus pés?

      25. Resumidamente, quais são “todas as coisas”, e que perguntas suscita esta breve resposta?

      25 Estas “todas as coisas” são o reino messiânico e seus interesses na terra. É esta uma resposta surpreendente à pergunta? Está algum de nós inclinado a perguntar: Como pode ser isso, quando lá nos dias do apóstolo Pedro este reino messiânico de Jeová ainda havia de vir? Visto que este reino messiânico não havia sido estabelecido e depois desaparecido como podia ser restabelecido?

      26. A respeito do restabelecimento de que haviam Pedro e outros apóstolos perguntado a Jesus antes de sua ascensão, e qual foi a resposta dele?

      26 Mas o apóstolo Pedro sabia de que estava falando. Sabia como seria restabelecido este reino. Havia sido um dos apóstolos que perguntaram ao ressuscitado Messias Jesus, pouco antes de ele ascender ao céu: “Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel?” A esta pergunta respondeu o ressuscitado Messias Jesus: “Não vos cabe obter conhecimento dos tempos ou das épocas que o Pai tem colocado sob a sua própria jurisdição; mas, ao chegar sobre vós o espírito santo, recebereis poder e sereis testemunhas de mim tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até à parte mais distante da terra.” Depois de dizer isso, e enquanto os abençoava, foi tirado dos seus discípulos, no Monte das Oliveiras e levado para o céu. — Atos 1:6-11; Luc. 24:5-53.

  • Como se faz o “restabelecimento de todas as coisas”
    A Sentinela — 1971 | 15 de outubro
    • Como se faz o “restabelecimento de todas as coisas”

      1. Nos dias de Jesus, que pergunta era própria que os seus apóstolos lhe fizessem em vista da situação política dos judeus, e o que mostra a situação atual de Israel quanto à ação de Jesus?

      TODOS os que conhecem a história sabem que no tempo da ascensão de Jesus a nação de Israel não tinha um reino. Por alguns anos haviam tido o reino dos macabeus, mas este havia sido um reino de sacerdotes judaicos, da tribo de Levi, e havia sido derrubado pelo Império Romano, no ano 63 antes de nossa Era Comum. Também, o posterior reino de Herodes, o Grande, não havia sido um reino judaico, mas sim um reino edomita, e havia sido imposto aos judeus pelo Senado Romano. Mas, quando Jesus ascendeu ao céu, Jerusalém se achava sob o governador romano Pôncio Pilatos, que o havia entregue para ser morto; e a província da Galiléia estava sendo governada por Herodes Ântipas, filho de Herodes, o Grande. (Luc. 3:1, 2; 23:6-15) Por isso os discípulos podiam perguntar corretamente a Jesus Cristo, antes de ele ascender: “Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel?” (Atos 1:6) Ele não o fez então, e até hoje Israel não tem reino. O governo de Israel, no Oriente Médio, é uma república e é membro da organização em prol de paz e segurança mundiais, as Nações Unidas.

      2. Qual é a atitude das Nações Unidas para com o reino messiânico de Jeová, e quem quer que seja restabelecido?

      2 As Nações Unidas não querem a vinda do reino messiânico por meio da República de Israel. De fato, as Nações Unidas não desejam de forma alguma o reino messiânico de Jeová nem oram por ele. Não a cristandade, mas as testemunhas cristãs de Jeová é que desejam este reino messiânico e têm dado sua lealdade a ele.

      3. Como mostraram os apóstolos, por meio de sua pergunta, que o estabelecimento do reino messiânico seria então um restabelecimento, e de que modo esperavam que ele o fizesse?

      3 O estabelecimento deste reino messiânico, não na terra, mas no céu, é, segundo as Escrituras Sagradas, um “restabelecimento”. Por quê? Lembremo-nos de que os apóstolos de Jesus Cristo sabiam e reconheciam que ele era o Messias ou Cristo designado por Jeová ao Seu povo. Em certa ocasião, o apóstolo Natanael disse a Jesus: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel.” E numa ocasião posterior, o apóstolo Pedro lhe disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.” (João 1:49; Mat. 16:16) O título Cristo é a palavra grega equivalente à palavra hebraica Messias. Por conseguinte, quando os apóstolos perguntaram ao ressuscitado Jesus: “Senhor, é neste tempo que restabeleces o

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