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Governo mundial nas mãos do “Príncipe da Paz”A Sentinela — 1971 | 1.° de outubro
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Por exemplo, em quem confiaria para chefiar um governo mundial? Quais são os líderes nacionais que fazem hoje um trabalho tão excelente nos seus próprios países — mostrando que estão livres do favoritismo e do egoísmo, que estão devotados à justiça e ao juízo e que possuem sabedoria e a capacidade de solucionar problemas — que estariam habilitados para tal responsabilidade?
A FONTE DUM GOVERNO MUNDIAL
É certo que haverá um governo mundial — mas não de homens ou de governos políticos. A Bíblia contém a promessa de Jeová Deus de que viria à existência. Ele previu a necessidade de um governo mundial muito antes de os homens começarem a ‘sonhar’ com ele. Agora, milhares de anos depois, os homens se vêem finalmente face a face com a evidência inegável de que o planeta Terra e a família humana estão desesperadamente necessitados de alguma espécie de controle e orientação eficientes e unificados. Em vista das condições mundiais, é razoável negar-se a considerar a promessa da Bíblia?
Há mais de 2.700 anos atrás, a profecia de Isaías predisse a vinda daquele que chefiaria este governo mundial. “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o domínio principesco virá a estar sobre o seu ombro. E será chamado pelo nome de Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Da abundância do domínio principesco e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer firmemente e para o amparar por meio do juízo e por meio da justiça, desde agora e por tempo indefinido. O próprio zelo de Jeová dos exércitos fará isso.” (Isa. 9:6, 7) Este prometido é Cristo Jesus, o próprio Filho de Deus. Seu poder de reger não procede de alguma concessão da parte de governos nacionais, políticos, mas procede do próprio Deus Soberano.
QUALIFICAÇÕES DO “PRÍNCIPE DA PAZ”
Poderá ter plena confiança num governo mundial chefiado por Cristo Jesus, ao ponto de tornar este, e não qualquer governo político dos homens, sua única esperança real de uma vida de paz e segurança? Certamente não poderá ter essa confiança a menos que aprenda algo sobre ele, leia o registro de sua vida, de suas palavras e de seus atos, a menos que saiba qual foi o efeito de seus ensinos sobre outros e que espécie de pessoas produziu entre os que se tornaram seus discípulos. Já fêz isso alguma vez?
Não seria a honestidade uma das coisas principais na lista das qualidades primárias, que esperaria de alguém que chefiasse um governo mundial, ou realmente qualquer governo? Falar Jesus sempre a verdade pura fêz com que os líderes religiosos hipócritas dos seus dias procurassem a morte dele e com que governantes políticos executassem o seu desejo. Mas induziu os que amam a verdade a amar a ele e a se tornarem seus discípulos. — João 8:40, 44-47; 18:37.
Justiça, imparcialidade e sabedoria — quão desejáveis como qualidades dum governante! Cristo Jesus associava-se tanto com os ricos como com os pobres, e negou-se a mostrar favoritismo para com alguém. Sua mensagem era a mesma para todos. — Luc. 5:29-32; 7:36; 14:1; 19:1-6.
Leia o que a Bíblia diz sobre ele e verá que, embora fosse corajoso, também era compassivo, terno e atencioso. (Mat. 9:36; 14:14; Mar. 6:31-34; Luc. 7:11-15; 9:10, 11) Nunca foi altivo ou arrogante. — Mat. 11:28-30.
Dentro em breve se manifestará em toda a terra a regência do prometido governo mundial nas mãos deste Príncipe da Paz. Quanto mais cedo venha, melhor, conforme mostram as atuais ansiedades humanas! O ressuscitado e glorificado Jesus Cristo já recebeu ‘toda a autoridade no céu e na terra’. (Mat. 28:18) Sua regência será firmemente estabelecida e sustentada ‘por meio da justiça e do juízo’, não por alguns anos, mas “por tempo indefinido”, sim, para sempre. A questão é: Seremos nós os súditos, sim, os ‘filhos’ daquele “Pai Eterno”?
Embora Cristo Jesus seja “Deus Poderoso”, ele não obrigará a ninguém a viver sob o seu governo mundial. Mas tampouco permitirá que na terra viva alguém que realmente não ame a justiça, a verdade e o juízo, em suma, que não ame seu Pai, Jeová Deus, nem ame seu próximo. Qual é a sua escolha? O que está disposto a fazer para provar seu desejo de ser súdito dele?
Atualmente, mais de um milhão e meio de testemunhas de Jeová advogam publicamente o governo mundial nas mãos do Príncipe da Paz. Associe-se com elas nos seus Salões do Reino e aprenda como também poderá ter a esperança de viver sob o governo mundial dele.
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Servir a Jeová na mocidade e na velhiceA Sentinela — 1971 | 1.° de outubro
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Servir a Jeová na mocidade e na velhice
CONFORME NARRADO POR CARLOS OTT
DESDE jovem aprendi a ter profundo respeito pelo nome do Grande Criador, Jeová. Em casa eu tinha a oportunidade de ler na Bíblia a respeito deste nome. E quando eu freqüentava os ofícios religiosos luteranos, junto com minha família, amiúde ficava profundamente comovido pelos cânticos que faziam uso deste nome. Eu queria louvar este nome, assim como o escritor inspirado dos Salmos convidava os co-adoradores a fazer. (Sal. 66:1, 2) Mas eu não sabia como fazê-lo.
No sossego de nosso lar na Bavária, Alemanha, parecia que estávamos longe das tensões e pressões dos acontecimentos mundiais, mas estes passaram a afetar-nos em 1914. A guerra já grassava em grande parte da Europa. Alguns eram contra ela, embora muitos a favorecessem; entre estes estavam especialmente os clérigos. Ainda me posso lembrar de que o sacerdote luterano nos disse do púlpito que, “se o governo declarar a guerra . . . é porque a vontade de Deus se manifesta a favor dela”.
Igual a muitos outros jovens, tive de ir à cidade mais próxima para ingressar no exército. Em caminho, tive uma palestra com meu pai. Ele não concordava com o conceito do sacerdote, e eu bem me posso lembrar do que disse: “Não acho direito que luteranos matem luteranos e católicos matem católicos.”
Nas trincheiras não havia tempo para pensamentos espirituais. Parecia que estávamos constantemente de mudança, mudando-nos de um lugar para outro, até que chegamos ao porto de Reval (agora Tallin), no Mar Báltico. Os dias se passaram, e veio 1918 e o Armistício. Retornamos à Alemanha e para casa. Meu primo, que era Estudante da Bíblia, como então se chamavam as testemunhas de Jeová, deu-me um dos folhetos de C. T. Russell, Que Diz a Escritura Sobre o Inferno?. Ele prometeu voltar na semana seguinte para que pudéssemos conversar mais sobre isso. Interessei-me tanto, que escrevi ao escritório da Sociedade Torre de Vigia em Barmen-Elberfeld, pedindo todos os livros de Russell que estivessem disponíveis. Assinei também para a revista A Sentinela. Dentro
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