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O governante da casa de DaviA Sentinela — 1965 | 1.° de fevereiro
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e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos.” (Isa. 53:10, ALA) O Messias não poderia ser pisado como oferta pela transgressão ao vir na glória e majestade do seu reino, ocasião que Daniel anteviu. Não, mas teria de ser pisado na ocasião em que fosse “desprezado, e o mais rejeitado entre os homens”, ocasião em que a tribo de Judá ainda existia.
PROFECIAS CUMPRIDAS
As muitas profecias que identificam o Messias foram cumpridas numa ocasião em que os hebreus possuíam seus registros genealógicos e sabiam quem pertencia à casa de Davi e quem pertencia às diversas tribos. Foram todas cumpridas por um hebreu no primeiro século. Ele era da tribo de Judá, como Jacó predisse, e descendia do Rei Davi, como Isaías e Jeremias predisseram. Embora fosse criado em Nazaré, nascera em Belém, como Miquéias predisse. Um recenseamento ordenado por César Augusto obrigou os hebreus a se registrarem em suas cidades natais, e isto fez com que os pais deste hebreu se achassem em Belém, na ocasião em que ele nasceu. — Luc. 2:1-4.
Como predito pelo profeta Zacarias, este humilde hebreu, que era chamado Jeoxua em hebraico e Jesus em grego, cavalgou para dentro de Jerusalém num jumento, como os reis antes dele o haviam feito, mas ele foi desprezado pelos líderes do povo. (Zac. 9:9; Mat. 21:1-17) Como predito por Isaías, foi ferido “pelas nossas transgressões” e “pelas suas pisaduras fomos sarados”. Isto foi possível porque a sua vida, como Isaías predisse, deu como “oferta pelo pecado”. (Isa. 53:5, 10, ALA) Foi perfeito sacrifício expiador de pecados que foi prefigurado pelo touro e pelo bode do Senhor oferecidos por Aarão a favor dos pecados do povo, no dia da expiação. — Lev. 16:17, 18.
Como predisse Isaías, foi “desprezado, e o mais rejeitado” pelos hebreus. (Isa. 53:3, ALA) Eles ‘não fizeram caso dele’, porque erroneamente aguardavam o Messias como vindo em poder e glória no primeiro século, libertando-os do jugo de Roma. Isto é confirmado pelo Daily Prayer Book, que diz nas páginas 145 e 146: “A reedificação de Jerusalém, como a Cidade de Justiça, daria início à era messiânica. . . . Naquela Nova Jerusalém, o Rei Messiânico estabeleceria seu trono. Nos dias do Segundo Templo, prevalecia esta idéia, e cresceu de intensidade durante a tirania dos Herodes, reis títeres de Roma que governavam a Judéia.” Os hebreus deixaram de perceber que a vinda humilde do Messias, no primeiro século, que eles rejeitaram, era preparatória à sua vinda mais gloriosa, que se deveria dar no futuro, além de seus dias.
Como predito no Salmo 69:21 (ALA), seus inimigos lhe deram a beber vinagre. Como predito no Salmo 22:18 (ALA), sobre a sua túnica deitaram sortes. Como predito em Isaías 53:9, foi enterrado com os ricos, sendo colocado na tumba vazia de um homem rico. Ele e sua mãe terrestre não podiam controlar estas coisas que lhe aconteceram em cumprimento das profecias.
Como predito em Deuteronômio 18:18, era profeta semelhante a Moisés, e, como tal, predisse o cerco e a destruição de Jerusalém. Isto ocorreu mais de trinta e cinco anos depois, quando os romanos queimaram o templo, em 70 E. C. Com a destruição de Jerusalém, Jesus Cristo se provou verdadeiro profeta, mediante o qual Deus falou. (Luc. 21:20-24) Ele não era Deus encarnado, como algumas pessoas erroneamente pretenderam que fosse, pois disse: “Ascendo para junto de meu Pai e vosso Pai, e para meu Deus e vosso Deus.” (João 20:17) No entanto, era o Messias predito.
Jesus cumpriu mais de uma centena de profecias que foram dadas para identificar o Messias. A possibilidade de que um só homem as cumprisse por acidente é infinitesimamente pequena. Tê-las Jesus cumprido, numa época em que os registros genealógicos existiam, os quais provavam seus ancestrais, é evidência adicional que o identifica como o prometido Governante da casa de Davi.
O reino do Messias não foi estabelecido por Deus no primeiro século, porque não chegara então o tempo designado de Deus para tal coisa. Ainda seriam instruídas pessoas e se lhes mostraria a necessidade de arrependimento por sua desobediência a Deus, como se deu nos dias de Jeremias. Diferente da obra preparatória de Jeremias, que levou quarenta anos e se limitou à Judéia, a obra preparatória para o reino do Messias deveria ser feita em toda a terra. Isto levaria tempo. Quando terminar a obra, o Messias então instituirá mudanças revolucionárias que influirão sobre toda a humanidade. Como predito no Salmo 2:9, esmiuçará os governos políticos que o homem tem feito “como um vaso de oleiro”, e abençoará o povo de todas as nações com o domínio da retidão, da justiça e da paz, conforme predito em Isaías 9:6, 7.
É durante a segunda presença do Messias, quando reinar de seu glorioso trono celeste, que ele fará aquilo que os hebreus erroneamente esperavam que fizesse no primeiro século. Portanto, o Rei Messias ainda trará ao fim os dominadores iníquos, a opressão, a injustiça, as guerras e o sofrimento humano. Para beneficiar-se das mudanças que ele produzirá, o leitor tem de exercer fé nele e permitir ser guiado pela obra preparatória para o seu domínio do reino que ele começou há mais de 1900 anos atrás, ocasião em que cumpriu as profecias que identificavam o Messias. Exercer fé neste Governante da casa de Davi e no Deus dele significa vida eterna sob o justo domínio do seu reino. — João 3:16.
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Surdo mudo que tem ouvidos para ouvirA Sentinela — 1965 | 1.° de fevereiro
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Surdo mudo que tem ouvidos para ouvir
Uma testemunha de Jeová em Manaus, Brasil, fazendo visitas aos lares do povo daquela cidade, no coração de Amazônia, com a mensagem confortadora do reino de Deus, encontrou um senhor surdo-mudo. Diz ela como venceu a dificuldade: “Fiquei pensando no que fazer. Depois lembrei-me do estudo do livro ‘Qualificados Para Ser Ministros’ que diz que os gestos falam. Comecei, então; a falar-lhe por meio de gestos ao passo que folheava a Bíblia mostrando-lhe textos. Quando terminei o sermão, explicando que o reino de Deus trará maravilhosas bênçãos de vida eterna e saúde perfeita na nova ordem, ele levantou o polegar, ao mesmo tempo que balançava a cabeça, como prova de que estava entendendo.” Com visitas consecutivas iniciou-se um estudo bíblico domiciliar.
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