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“O Reino de nosso Senhor e do seu Cristo” assume o poderA Sentinela — 1978 | 1.° de setembro
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“O Reino de nosso Senhor e do seu Cristo” assume o poder
1. Quando é que os 144.000 discípulos de Cristo, gerados pelo espírito, deixarão de ser, na terra, súditos do reino espiritual dele?
TODOS nós estamos interessados nos fatores governantes de nosso iminente governo mundial. Com o tempo, todos os 144.000 fiéis discípulos de Cristo, gerados pelo espírito, serão parte destes fatores governantes. Neste tempo, não serão mais súditos terrestres dum reino espiritual de Cristo, mas serão reis com ele, no céu. Esta perspectiva concorda com as palavras de Revelação 5:9, 10, dirigidas a Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus: “Com o teu sangue compraste pessoas para Deus, dentre toda tribo, e língua, e povo, e nação, e fizeste deles um reino e sacerdotes para o nosso Deus, e reinarão sobre a terra.”
2. Portanto, os fatores governantes do iminente governo mundial terão suas raízes de naturalidade em que setor da humanidade?
2 Queira notar que esta declaração inspirada não diz que o sacrificado Cordeiro de Deus comprou para Deus pessoas das 12 tribos da única nação de Israel, que falava o hebraico. Os fatores governantes de nosso iminente governo mundial não serão constituídos apenas por pessoas tiradas daquela pequena nação judaica. Os fatores governantes desse governo mundial não terão suas raízes apenas na nação carnal de Israel, embora o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, fosse judeu ou israelita de língua hebraica, quando era homem perfeito na terra. Visto que agora está no céu, não é mais conhecido segundo a carne que sacrificou. (2 Cor. 5:16) Em harmonia com isso, terá associadas consigo, no governo mundial, pessoas que comprou de “toda tribo, e língua, e povo, e nação”.
3. Os fatores governantes terão assim interesse em quem na terra, e por quê?
3 De modo que os fatores governantes terão naturalidade internacional. É claro que, por este motivo, terão interesse em todos os membros da família humana, sem consideração de cor, raça, tribo, nação ou língua. É assim que deve ser, visto que o Cordeiro de Deus morreu por toda a humanidade, não apenas por um povo ou uma nação.
4. De quem são realmente propriedade os cidadãos de todas as nações, e por quê?
4 Atualmente, muitos governos políticos consideram seus cidadãos como propriedade do Estado. Tais governos excluem assim a Deus, o Criador, e seu sacrificado Filho Jesus Cristo, do domínio dos direitos de propriedade. Mas, dentro em breve, determinar-se-á no celestial Tribunal de Justiça Divina que o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, foi morto aqui na terra a favor dos cidadãos de todas as nações. Portanto, por direito de compra, todos pertencem a Ele, e não a qualquer homem ou homens. São propriedade de Cristo, sim, e também propriedade de seu Pai celestial, Jeová Deus. Também, a compra não se limita aos 144.000, que serão reis com Cristo, no governo celestial. Temos de adotar a visão ampla que João Batista teve a respeito do Filho de Deus, quando apontou para o batizado Jesus e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” Sim, do mundo! — João 1:29.
5. Quão extensivo será o iminente governo régio e a quem terá o Rei messiânico como seus súditos?
5 Em plena harmonia com este fato, o iminente governo régio, mundial, será global, em toda a terra. A profecia de Zacarias 9:10 diz, com referência ao Governante messiânico: “Ele [o Príncipe da Paz] falará realmente de paz às nações; e seu domínio será de mar a mar e desde o Rio [Eufrates] até os confins da terra.” Em linguagem correspondente, a profecia do Salmo 72:7, 8, declara: “Nos seus dias florescerá o justo e a abundância de paz até que não haja mais lua. E terá súditos de mar a mar e desde o Rio até os confins da terra.” Esta profecia não se cumpriu na cristandade, embora ela afirme ser o reino de Cristo e hoje alegue ter quase um bilhão de membros religiosos, os quais, porém, são de muitas seitas e denominações em toda a terra. As nações que professam ser cristãs têm sido as entidades políticas mais perturbadoras da paz da sociedade humana. Não mostraram ser os súditos unidos do Príncipe da Paz, Cristo. — Isa. 9:6.
6. Como mostraram as nações da cristandade que não eram súditos do Príncipe da Paz?
6 Não foram elas as que causaram o rompimento da paz pela guerra global dos anos 1914-1918? Vinte ou mais participantes das 28 nações e impérios que finalmente ficaram envolvidos naquela guerra afirmavam ser cristãos. Por causa de que se travou aquela guerra? Por causa da questão do domínio do mundo. Não, não o domínio do mundo por Jesus Cristo, mas o domínio do mundo por quem quer que vencesse aquele conflito global. Mas a Primeira Guerra Mundial não resolveu esta questão de modo conclusivo. Vinte e um anos mais tarde, começaram a lutar por ele em escala ainda maior. E agora, uns trinta e três anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a questão do domínio mundial ainda não está resolvida para a satisfação das nações do mundo. A situação política está escalonando para um terceiro embate armado, global.
7. As nações do mundo, que colocaram sua própria soberania em primeiro lugar rejeitaram que anúncio feito a elas pelas testemunhas cristãs de Jeová?
7 Até o dia de hoje, as nações que colocaram sua soberania nacional em primeiro lugar têm rejeitado o que as testemunhas cristãs de Jeová lhes têm proclamado, mesmo em face de violenta perseguição. Proclamado o quê? O seguinte: que em meados do segundo semestre do ano de 1914, dilacerado pela guerra, expirou para as nações a concessão de governo mundial sem interferência por parte do reino de Deus. Ou, usando-se a linguagem da profecia de Jesus Cristo, expiraram ali os “tempos dos gentios”, “os tempos designados das nações”. Chegou então o tempo determinado pelo Soberano do universo, Jeová Deus, para estabelecer “o reino de nosso Senhor e do seu Cristo”. Ele fez nascer o reino de seu Cristo, não na Jerusalém do Oriente Médio, mas lá em cima, no céu, à sua própria mão direita. (Luc. 21:24, Almeida; Tradução do Novo Mundo) Visto que aconteceu no céu, era invisível para nós. Mas, as evidências disso estão diante dos nossos olhos, vistas nas coisas que Jesus Cristo predisse como “sinal” visível para nós. — Mat. caps. 24 e 25; Mar. 13:3-37; Luc. 21:5-36.
INÍCIO DO “REINO DE NOSSO SENHOR E DO SEU CRISTO”
8. Desde quando tem sido discernível o “sinal”, e isto indicou o tempo para o anúncio de quê?
8 Quantos de nós já notamos este “sinal” e entendemos seu significado, ao passo que se desenrola diante dos nossos olhos, desde o fim dos Tempos dos Gentios em 1914? Indica que então chegara o tempo devido para vozes altas no céu proclamarem: “O reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.” — Rev. 11:15.
9. Como se compara este “reino” com o mencionado em Colossenses 1:13, e a respeito de quem se diz que ele reina?
9 Escutemos novamente esta proclamação e notemos o que diz. Não diz que ‘eles reinarão para todo o sempre’, mas que “ele reinará para todo o sempre”. Então quem é aquele de quem se diz que reinará para todo o sempre? Deve ser o principal de quem se fala na proclamação, aquele que tem um Cristo ou Ungido. Deve ser o mencionado como sendo “nosso Senhor”. Aquele que é chamado de “nosso Senhor” é o Principal, e “seu Cristo” é o secundário, o subordinado. Por isso, o governo é chamado de “reino de nosso Senhor e do seu Cristo”, e é de proporções e dimensões maiores do que “o reino do Filho do seu amor”, mencionado em Colossenses 1:13, sendo que o apóstolo Paulo falou sobre este reino uns 35 anos antes de João escrever Revelação. Portanto, na posse do “reino do mundo”, é realmente Jeová Deus quem passa a reinar. Ele é o “Senhor da terra”. — Rev. 11:4; Zac. 14:3-9.
10. Portanto, isso assinala o começo de que, para o “Rei da eternidade”?
10 Que o que se acaba de mencionar é a aplicação correta da expressão “nosso Senhor” é apoiado pelo que os 24 anciãos disseram, ao adorarem perante o trono divino: “Agradecemos-te, Jeová Deus, o Todo-poderoso, aquele que é e que era, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar.” (Rev. 11:16, 17) De modo que isso assinala o início dum período especial no governo universal de Deus, “o Rei da eternidade”. — 1 Tim. 1:17; Rev. 15:3.
11. Que tipo de papel desempenha o simbólico filho varão, dado a luz pela “mulher” de Deus, mas, basicamente, quem exerce o reinado?
11 O reinado de Jeová Deus é o enaltecido, mesmo no que se diz com relação ao nascimento dum descendente da “mulher” celestial de Deus. O descendente é retratado como filho varão, “que há de pastorear todas as nações com vara de ferro”. Sem dúvida, isso significa que o simbólico filho varão há de despedaçar todas as nações políticas da terra, assim como se destroçam vasos de oleiro. Portanto, tem um papel governamental a cumprir. Mas, basicamente, quem exerce o poder régio? Isto é esclarecido para nós nas palavras: “E o filho dela foi arrebatado para Deus e para o seu trono.” — Rev. 12:1-5.
12. Quem é que entroniza o simbólico filho varão, e, por conseguinte, depois disso, de quem se diz que possui o reino, e a quem é dada autoridade?
12 É Deus quem entroniza este simbólico filho varão. Deus é a Fonte de todo o governo legítimo. O simbólico filho recebe uma posição subordinada ao reinado de Deus. Como agência governamental de Deus, fala-se dele como algo inteiramente novo, tão novo como bebê recém-nascido, não como algo que já está em existência desde Pentecostes de 33 E. C. Por conseguinte, quando irrompeu no céu uma guerra, após o nascimento deste simbólico filho varão, e finalmente se conseguiu a vitória, expulsando-se Satanás e seus demônios, ouviu-se uma voz alta no céu dizer: “Agora se realizou a salvação, e o poder, e o reino [de quem?] de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, porque foi lançado para baixo o acusador dos nossos irmãos.” (Rev. 12:7-10) Assim, diz-se novamente que o reino é de nosso Deus. É Ele quem realmente reina, e seu Cristo ou Ungido, Jesus, obtém “autoridade” para governar de modo secundário, sob o Senhor Deus.
13. No fim dos Tempos Gentios, em 1914, o que estava em questão com respeito a Jeová, e como foi isso expresso já muito antes, para com a nossa terra?
13 Há bons motivos bíblicos para estes assuntos serem expressos assim, dando-se ênfase ao reinado de Jeová Deus. Foi Sua soberania universal que estava em questão, quando assumiu o “reino do mundo”, no fim dos Tempos dos Gentios, em 1914. Dois mil quinhentos e vinte anos antes disso, Jeová tinha um reino, na terra, que o representava no meio das nações gentias. Era o reino da casa real de Davi, em Jerusalém. Davi e seus sucessores reais eram mencionados como sentados no “trono de Jeová”, na capital daquela nação. (1 Crô. 29:23) Davi, pouco antes de sua morte, fez uma generosa contribuição para a construção dum templo para Jeová, e naquela ocasião ele disse: “Teu é o reino, ó Jeová, que te ergues como cabeça sobre todos.” (1 Crô. 29:11) De modo que o reino da casa real de Davi era uma expressão da soberania universal de Jeová Deus para com a terra.
14. Apesar do pacto eterno que Deus fez com Davi, para um reino, que interrupção ocorreu na ocupação do trono por descendentes de Davi?
14 Em harmonia com o pacto que Deus fez com o Rei Davi, para um governo eterno, a casa real de Davi continuou a ocupar o “trono de Jeová” em Jerusalém até o verão de 607 A. E. C. Naquele tempo trágico, os exércitos babilônicos capturaram Jerusalém e a destruíram, e o Rei Zedequias foi deportado ao exílio em Babilônia. Seguiu-se a desolação total da terra de Judá, completada até a metade do sétimo mês lunar, tisri, daquele ano. Embora os exilados sobreviventes judaicos fossem devolvidos a Jerusalém e à terra de Judá, 70 anos mais tarde, o “trono de Jeová” não foi restabelecido em Jerusalém, para ser ocupado por um descendente de Davi, com o direito régio à coroa e ao cetro. Por que não?
15. Como foi retratada a interrupção da soberania de Jeová para com a nossa terra no sonho do Rei Nabucodonosor?
15 Não aconteceu porque, com a desolação da terra de Judá no ano 607 A. E. C., haviam começado os Tempos dos Gentios, que deviam durar 2.520 anos, até 1914 E. C. A soberania de Jeová para com esta terra era semelhante à alta árvore vista no sonho de Nabucodonosor. Esta árvore foi cortada, deixando-se apenas seu toco no chão. Ordenou-se que se passassem “sete tempos” sobre o toco da árvore, antes de poder brotar de novo. Por este motivo, puseram-se bandas de ferro e cobre em volta do toco da árvore, para que ficasse assim até o fim dos “sete tempos”. (Dan., cap. quatro) Fiel a este quadro, no fim dos “sete tempos” de desimpedido domínio gentio da terra, a soberania universal de Jeová devia expressar-se novamente para com a nossa terra.
16, 17. (a) Naquele tempo marcado, que reino se tornaria devidamente de Jeová, e que proclamação se faria apropriadamente? (b) O que se anunciará, em confirmação do governo de Jeová, por ocasião da destruição de Babilônia, a Grande?
16 Naquele tempo marcado, segundo o cronograma de Deus, a ocasião exigia que ‘o reino do mundo se tornasse o reino de nosso Senhor e do seu Cristo’. (Rev. 11:15) Era uma razão válida para haver enorme alegria da parte de todos, no céu e na terra, que haviam orado para que Deus fizesse valer novamente sua plena soberania para com a nossa terra, onde as potências gentias por tanto tempo haviam exercido o domínio sobre o mundo. Foi então, e não por ocasião do derramamento do espírito santo, em Pentecostes de 33 E. C., que cabia fazer a proclamação do Salmo 97:1, 9: “O próprio Jeová se tornou rei! Jubile a terra. Alegrem-se as muitas ilhas. Pois tu, ó Jeová, és o Altíssimo sobre toda a terra; tu estás muito elevado acima de todos os outros deuses.” (Também o Salmo 99:1.) Mais adiante, a destruição de Babilônia, a Grande (o império mundial da religião falsa), confirmaria o reinado de Jeová. Ouvir-se-ia o clamor, com um aleluia:
17 “Louvai a Já, porque Jeová, nosso Deus, o Todo-poderoso, tem começado a reinar.” — Rev. 19:6.
18. Então, quem assume seu poder para reinar, e que dádiva dá ao seu Filho?
18 Estas proclamações colocam em nítido destaque o fato de que é o Soberano Senhor Jeová que passou a reinar para com a nossa terra, no fim dos “sete tempos” de dominação gentia. Foi Ele quem assumiu o seu grande poder e o controle sobre “o reino do mundo”. (Rev. 11:15-17) Daí, ele deu ao seu Filho, Jesus Cristo, participação no “reino do mundo”. De modo que “seu Cristo” participa em algo que nunca antes possuía, como dádiva do Soberano Senhor Jeová. É a dádiva que Este prometeu. Ele a fez por volta do tempo em que estava para derrubar e arruinar o reino da linhagem real de Davi, em Jerusalém. Ele disse então ao último descendente reinante do Rei Davi: “Remove o turbante e retira a coroa. Esta não será a mesma. . . . Uma ruína, uma ruína, uma ruína a farei. Também, quanto a esta, certamente não virá a ser de ninguém, até que venha aquele que tem o direito legal, e a ele é que terei de dá-lo.” — Eze. 21:25-27.
19. Segundo a profecia do próprio Jesus, em Lucas 21:24, por que não receberia ele aquilo a que havia obtido o “direito legal”, nem mesmo em Pentecostes de 33 E. C.?
19 Jesus Cristo mostrou ser aquele ‘que tinha o direito legal’, por sua fidelidade até a morte, na carne. Ele é o Herdeiro Permanente de Davi. Mas aquilo a que tinha o “direito legal” não lhe foi dado em 33 E. C., após a sua ascensão ao céu. Quarenta e quatro dias antes de sua ascensão, ele proferiu a profecia registrada em Lucas 21:5-36. Nesta, ele predisse a destruição que sobreviria à então existente Jerusalém, destruição que veio pelas mãos das legiões romanas, em 70 E. C., e sobre a qual ele disse: “[Os judeus] cairão pelo fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações.” (Luc. 21:24) De modo que, em 33 E. C., ele não podia receber aquilo a que tinha obtido o “direito legal”, nem mesmo em Pentecostes daquele ano.
20. Segundo Ezequiel 21:25-27, de que obteve Jesus o “direito legal”, e o que podia Davi apenas legar a Jesus, como seu Herdeiro Permanente?
20 Aquilo a que Jesus Cristo obteve o “direito legal” era o reino davídico, um reino terreno, cujo “turbante” e “coroa” haviam sido usados por Davi e pelos seus sucessores reais. (Eze. 21:25-27) Como homem perfeito, Jesus nasceu na família real de Davi, o que naturalmente o tornava candidato ao reino davídico. (Rom. 1:3, 4; Luc. 1:32, 33) Visto que Davi era Rei terreno, não podia legar a Jesus Cristo algo superior ao que ele mesmo tinha, um reino terrestre. O anjo Gabriel dissera à mãe terrena de Jesus, a virgem judia Maria, que Deus daria a ele “o trono de Davi, seu pai”. Foi este reino dado a Jesus, em 33 E. C., quando ascendeu de volta ao céu e se assentou à direita de Deus? O reino de Davi havia sido derrubado em 607 A. E. C., deixando de funcionar por “sete tempos” de dominação gentia do mundo, ou por 2.520 anos, a partir de 607 A. E. C. — Atos 1:6.
21. Portanto, antes de Jesus poder exercer seu direito ao reino de Davi, ele tinha de esperar que Deus tomasse que ação?
21 Portanto, antes que o glorificado Jesus Cristo pudesse exercer os direitos do reino terrestre de Davi, ele teve de esperar à direita de Deus até o término dos Tempos dos Gentios, em 1914 E. C. (Heb. 10:12, 13) Teve de esperar até que Jeová Deus exercesse o seu “grande poder”, como Soberano Universal, e pusesse fim aos Tempos dos Gentios, assumindo “o reino do mundo”. Daí, Deus podia convidar Jesus, como Herdeiro Permanente do Rei Davi, para participar com Ele no “reino do mundo”, num reino sobre toda a humanidade na terra. — Rev. 11:15.
22. Assim, quando foi constituído o novo reino, e como foi isto retratado nas profecias bíblicas?
22 De modo que foi em 1914, não em 33 E. C., que a “pedra” simbólica, vista no sonho do Rei Nabucodonosor, foi cortada do grande monte que representava a soberania universal de Jeová. (Dan. 2:34, 35, 44, 45) Foi também naquele tempo que Jeová Deus postou seus “pés” no simbólico “monte das oliveiras” e este se fendeu ao meio, passando a constituir dois montes, um para o norte e outro para o sul. (Zac. 14:4, 9) Isto corresponde ao nascimento do filho varão, dado à luz pela “mulher” celestial de Deus, conforme retratado em Revelação 12:1-5. Desta maneira, foi produzido um novo “reino”, uma nova expressão da soberania de Deus para com a nossa terra. Deus colocou então no trono o seu Rei Designado, para que exercesse o “direito legal”. As bandas simbólicas de cobre e ferro foram removidas do ‘toco’ da interrompida soberania de Deus para com a nossa terra. Já haviam então passado sobre o ‘toco’ os “sete tempos” prescritos. — Dan. 4:23, 26.
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Chegou o tempo devido para acolher o Soberano UniversalA Sentinela — 1978 | 1.° de setembro
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Chegou o tempo devido para acolher o Soberano Universal
1, 2. Segundo retrata Daniel, capítulo sete, a quem é apresentado o glorificado “Filho do homem” e o que lhe é entregue?
O SOBERANO UNIVERSAL é o “Antigo de Dias”, Jeová. A ele chegou o glorificado “Filho do homem”, Jesus Cristo, em 1914 E. C., para ter participação no “reino do mundo”.
2 O profeta Daniel predisse isso: “Eis que aconteceu que chegou com as nuvens dos céus alguém semelhante a um filho de homem; e ele obteve acesso ao Antigo de Dias, e fizeram-no chegar perto perante Este. E foi-lhe dado domínio, e dignidade, e um reino, para que todos os povos, grupos nacionais e línguas o servissem. Seu domínio é um domínio de duração indefinida, que não passará, e seu reino é um que não será arruinado.” — Dan. 7:13, 14.
3. De acordo com Daniel 7:27, quem mais é introduzido neste reino de duração indefinida?
3 Este reino incluiu mais tarde, neste “tempo do fim”, 144.000 discípulos de Cristo, gerados pelo espírito. Assim como predisse Daniel 7:27: “O reino, e o domínio, e a grandiosidade dos reinos debaixo de todos os céus foram entregues ao povo que são os santos do Supremo. Seu reino é um reino de duração indefinida e a eles é que servirão e obedecerão todos os domínios.” — Dan. 12:4; Rev. 14:1-3; 20:4, 6.
4. Os da “grande multidão” da atualidade são súditos de que governo celestial?
4 Visto que o Antigo de Dias associa consigo seu Filho Ungido, Jesus, no “reino do mundo”, este torna-se “o reino de nosso Senhor e do seu Cristo”. (Rev. 11:15) Assim, todo o mundo da humanidade torna-se súditos humanos, terrenos, do Soberano Universal, Jeová, e de seu Cristo. Estes súditos terrestres incluem agora a “grande multidão” que nos é apresentada na visão de Revelação 7:9-17. Esta visão foi entendida pela primeira vez em 1935 E. C.
5. Segundo Revelação 3:21, 63 anos após Pentecostes de 33 E.C., Jesus anima seus discípulos gerados pelo espírito a aguardarem o quê?
5 Atualmente, a “grande multidão” entende bem que “o reino de nosso Senhor e do seu Cristo” envolve duas pessoas principais, a saber, o Senhor Jeová e seu Filho, Cristo Jesus; também, que este governo específico, ao qual estão sujeitos, não data desde Pentecostes de 33 E. C., mas de 1914 E. C. Por conseguinte, a “grande multidão” observa que, 63 anos após Pentecostes, Cristo Jesus ainda estava exortando seus discípulos gerados pelo espírito a aguardarem este reino, dizendo: “Aquele que vencer, concederei assentar-se comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com o meu Pai no seu trono.” (Rev. 3:21) Ainda haviam de herdar aquele então vindouro reino celestial como, “deveras, herdeiros de Deus, mas co-herdeiros de Cristo”. (Rom. 8:17) Jesus Cristo é o principal Herdeiro de Deus, e seus discípulos são herdeiros menores. — Heb. 1:1, 2.
6. De acordo com 2 Pedro 1:10, 11, já se encontravam os discípulos gerados pelo espírito naquele reino ou ainda deviam entrar nele?
6 Portanto, o Reino, do qual esses discípulos gerados pelo espírito, na terra, são “co-herdeiros de Cristo”, não é um em que tenham estado desde o derramamento do espírito santo de Deus, em Pentecostes de 33 E. C. Por isso, o apóstolo Pedro, escrevendo sua segunda carta, por volta de 64 E. C., ou 30 anos após Pentecostes, deu a seguinte admoestação aos seus concristãos: “Se persistirdes em fazer estas coisas, de nenhum modo falhareis jamais. De fato, assim vos será ricamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” — 2 Ped. 1:10, 11.
7. Por meio de que lhes é suprida a entrada neste reino, e, assim, que relação temporária com Jesus Cristo terá desaparecido?
7 No tempo devido de Deus, os 144.000 co-herdeiros de Cristo serão ricamente supridos desta entrada no reino celestial por meio da “primeira ressurreição”. Então não serão mais súditos gerados pelo espírito, na terra, sob “o filho do . . . amor” de Deus. Essa relação temporária com o glorificado Jesus Cristo terá desaparecido para sempre. Junto com ele, serão reis celestiais, imortais, incorrutíveis. (2 Tim. 2:11, 12; Rev. 20:4, 6) Isto significa que o temporário estado de sujeição, que se aplica a eles desde Pentecostes de 33 E. C. e enquanto estão na carne, na terra, terá desaparecido para sempre. (Col. 1:13) Por terem levado uma vida pura e fiel, na terra, eles herdam o “reino do Cristo e de Deus”. — Efé. 5:5.
8. Começou o reino milenar de Cristo em 1914? O que indica sobre isso o predito “sinal”?
8 O reino milenar de Jesus Cristo, junto com seus 144.000 co-herdeiros, não começou em 1914, na inauguração do “reino do mundo . . . o reino de nosso Senhor e do seu Cristo”. O que começou ali, para Jesus Cristo, foi sua “presença” ou parusia oficial, real, a respeito da qual seus apóstolos haviam perguntado, segundo Mateus 24:3. Sua “presença” no poder do Reino não começou quando Deus o usou para derramar espírito santo, em Pentecostes de 33 E. C. (2 Tes. 2:2) O “sinal” predito só se tornou visível desde o fim dos Tempos dos Gentios, em 1914, para provar que o Filho de Deus está invisivelmente presente no poder do Reino, no “reino do mundo”.
9. A proximidade de que seria conhecida pelos discípulos, em vista da ocorrência do “sinal”, e por que deviam deixar de lado qualquer desânimo que tivessem?
9 Este reino foi designado para destruir o atual sistema iníquo de coisas. Na profecia de Jesus, que especifica as coisas que constituem o portentoso “sinal”, ele se referiu ao Reino, quando estivesse prestes a executar esta obra destrutiva, dizendo aos seus apóstolos: “Deste modo também vós, quando virdes estas coisas ocorrer, sabei que está próximo o reino de Deus.” (Luc. 21:31) Executando sua tarefa designada, este reino livrará os discípulos fiéis de Cristo, que ainda estiverem na terra, de qualquer opressão adicional por parte das nações gentias. Isto explica por que Jesus disse aos seus discípulos: “Quando estas coisas principiarem a ocorrer, erguei-vos e levantai as vossas cabeças, porque o vosso livramento está-se aproximando.” — Luc. 21:28.
10. Quando ocorre este “livramento” do restante dos gerados pelo espírito, e o que está incluído nele?
10 O restante dos discípulos de Cristo, gerados pelo espírito, que ainda estavam na terra, viram “estas coisas” ocorrer lá em 1914 E. C. Sua libertação do atual sistema iníquo de coisas ocorrerá quando a “pedra” real, cortada do monte da soberania de Deus, atingir a “estátua” de governo político do mundo, na terra, e a destruir na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. (Dan. 2:44, 45; Rev. 16:14, 16) Seu “livramento” inclui também serem posteriormente tirados do cenário terrestre e introduzidos no “reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, pela “primeira ressurreição” dentre os mortos. (2 Ped. 1:11; Rev. 20:4, 6) Isto os habilitará a reinar com Jesus Cristo durante o milênio, quando Satanás, o Diabo, e seus demônios estiverem presos e restritos no abismo, não podendo mais dominar invisivelmente os assuntos da humanidade. — Rev. 20:1-3.
11. Quem mais usufruirá então o livramento, mas, por não fazerem caso de que “decreto” é que as nações gentias não terão tal livramento?
11 Aproxima-se também o livramento da “grande multidão” de pessoas semelhantes a ovelhas, que agora tomam posição ao lado do restante gerado pelo espírito a favor do “reino de nosso Senhor e do seu Cristo”. Mas as nações gentias não têm feito caso do “decreto” do Reino, sobre o qual foram avisadas, conforme o Salmo 2:1-9: “Por que se alvoroçaram as nações [desde 1914 E. C.] e continuam os próprios grupos nacionais a murmurar coisa vã? Os reis da terra tomam sua posição, e os próprios dignitários se aglomeraram a uma contra Jeová e contra o seu ungido [seu Cristo], . . . Cite eu o decreto de Jeová; ele me disse: ‘Tu és meu filho; hoje eu me tornei teu pai. Pede-me, para que eu te dê nações por tua herança e os confins da terra por tua propriedade. Tu as quebrantarás com um cetro de ferro, espatifá-las-ás como se fossem um vaso de oleiro.’” — Rev. 7:9, 10; 11:15.
NEUTRALIDADE ASSOCIADA COM A PREGAÇÃO DO REINO
12. Apesar do fim dos Tempos dos Gentios, em 1914, que posição adotam as Testemunhas de Jeová para com a política do mundo?
12 Desde 1914, o “reino de nosso Senhor e do seu Cristo” tem o direito de interferir nas nações gentias. Significa isso que as testemunhas cristãs de Jeová têm agora o direito de se meter na política do mundo? Podem tomar partido, assim como fazem católicos e protestantes, colocando-se do lado deste ou daquele partido político, ou mesmo conspirando contra os governos estabelecidos ou promovendo revoluções? Absolutamente não! Têm copiado, sem transigência, o exemplo do Cordeiro, Jesus Cristo, em não ‘fazerem parte do mundo’. Apegam-se estritamente ao reino que foi dado à luz no céu, em 1914. (João 17:14, 16; Rev. 12:1-12) Apesar da ferrenha perseguição movida contra eles, por causa de sua neutralidade cristã para com os conflitos do mundo, cumprem as palavras proféticas de seu Líder celestial, Jesus Cristo, que disse: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mat. 24:14; Mar. 13:10.
13. Assim, por que não ocorreram simultaneamente o fim dos Tempos dos Gentios e o início do reino milenar de Cristo?
13 Este testemunho do Reino tem de ser dado antes de findar o atual sistema de coisas e começar o reinado milenar de Cristo. Por isso, o nascimento do reino de Deus, nos céus, em 1914, não significava o começo do reino milenar de Cristo. Segundo as profecias bíblicas, muito ainda há para ocorrer antes de findar este sistema de coisas, para dar lugar ao reino de Cristo por 1.000 anos, com seus 144.000 discípulos gerados pelo espírito. — Rev. 20:4, 6.
14. O que está Satanás decidido a conseguir com respeito às nações, antes de ele ser lançado no abismo, e por quê?
14 Satanás, o Diabo, está decidido a arrastar todas as nações consigo à destruição, antes de ele e seus anjos demoníacos serem lançados no abismo, por 1.000 anos, para assim impedir que se tornem súditos de Cristo, durante o reino milenar deste. Para este fim, está levando todas as nações do mundo ao campo de batalha do Har-Magedon, para lutar ali contra Jeová Deus e seu Cristo. (Rev. 16:13-16) Satanás, o Diabo, será assim responsável pelo eterno “ai” que atingirá ali as nações gentias. (Rev. 12:12; 19:11-21) Como poderemos escapar desta aflitiva destruição destas nações?
15. O que tem sofrido as Testemunhas de Jeová, por se recusarem a marchar com as nações gentias sob as ordens de Satanás? Por quê?
15 Temos de recusar-nos a marchar como aliados junto com as nações gentias na sua marcha para a luta contra Jeová Deus, o Todo-poderoso, no Har-Magedon. Tal recusa tem trazido grandes dificuldades às testemunhas cristãs de Jeová. Especialmente desde a expulsão de Satanás, o Diabo, e seus anjos demoníacos, do céu, o restante dos prospectivos co-herdeiros de Cristo tem sido o alvo principal do furioso Satanás, o Diabo. (Rev. 12:13-17) O objetivo dele é quebrantar-lhes a integridade para com Deus. Desta maneira, poderia torná-los impróprios para reinarem com Cristo durante os 10 séculos, nos quais todos os demônios estarão encarcerados no abismo. Satanás, o Diabo, está decidido a impedir que Cristo tenha o pleno número de 144.000 reis associados no governo mundial, celestial. Será que Satanás, o Diabo, conseguirá isso? Nunca!
16. Como se introduzirá o milênio, livre de demônios, e como expressão de que é que dominará o governo mundial de Deus por Cristo?
16 Seria mais fácil que uma minhoca tentasse impedir que um trator agrícola passasse sobre ela, do que Satanás e todas as nações terrestres, das quais ele é governante invisível, conseguirem incapacitar e impedir o iminente governo mundial de Deus! Além de ter sofrido derrota na guerra anterior no céu, Satanás verá a derrota de suas desencaminhadas nações, no Har-Magedon. Verá Cristo usar irresistivelmente seu “cetro de ferro” para despedaçar todas as nações reunidas, como se fossem vasos de barro feitos por um oleiro. (Sal. 2:8, 9; Rev. 12:5) Satanás e seus demônios serão então agarrados pelo vitorioso Cristo e postos em cadeias, e lançados na masmorra abismal. Esta será selada completamente por 1.000 anos. Durante este milênio livre de demônios, o governo mundial de Deus por Cristo governará como expressão de Sua legítima soberania universal. — Rev. 20:1-6.
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17. O que devemos fazer agora, para demonstrar nossa crença na certeza do governo mundial, fazendo-o em imitação de quem?
17 O divino governo mundial, para o alívio e a bênção da humanidade oprimida e morredoura, é garantido. Cremos neste fato? Nossa crença neste fato animador exige que façamos agora alguma coisa! O quê? O mesmo que aquela “grande multidão” de dedicados e batizados, que começou a formar-se 20 anos depois do nascimento do reino de Deus em 1914. Eles aclamam o “reino de nosso Senhor e do seu Cristo” como a única esperança de livramento eterno! Segundo a visão profética dada em Revelação 7:9-17, a “grande multidão” limpou sua vida e serve agora a Jeová Deus no seu templo espiritual! Imitarmos o mesmo proceder significará garantir estarmos no lado vencedor durante “a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. (Rev. 16:14, 16; 19:11-21) Abrir-se-á diante de nós o caminho para o Paraíso na terra, sob o melhor governo que a humanidade já teve. Nosso desejo do melhor nos impele a nos prepararmos agora para a sua vinda!
18. O que traz consigo, agora, o Soberano Senhor Deus, e, por isso, o que devemos reconhecer como pertencente a ele?
18 Veja agora, com olhos de fé, a marcha vitoriosa do Soberano Senhor de toda a criação! Ele traz consigo um governo mundial por Cristo, para a bênção de todas as famílias da terra, vivas ou mortas. Reconheçamos a sua soberania legítima e digamos, nas palavras do Salmo 24:1, 2: “A Jeová pertence a terra e o que a enche, o solo produtivo e os que moram nele. Pois ele mesmo a fixou solidamente sobre os mares e a mantém firmemente estabelecida sobre os rios.” Sim, nenhuma água subterrânea jamais se elevará para inundar a terra como um dilúvio, sendo que, ao mesmo tempo, o Criador imporá barreiras aos sete mares.
19, 20. Em harmonia com o Salmo 24 temos agora motivos para ser iguais aos cidadãos da antiga Jerusalém em que ocasião?
19 Temos agora motivos para ser semelhantes aos cidadãos da antiga Jerusalém, no ano 1070 A. E. C. O Rei Davi mandou então levar a arca sagrada do pacto, carregada pelos sacerdotes levíticos, para os portões da cidade. Enquanto a cidade, alegre, observava a aproximação da procissão com o símbolo da presença de Deus, ouvia o brado:
20 “Levantai as vossas cabeças, ó portões, e levantai-vos, ó entradas de longa duração, para que entre o Rei glorioso!”
21. (a) Por que foram convocados os portões e as antigas entradas de Jerusalém a que se elevassem? (b) Por que era então apropriado proclamar que Jeová era “poderoso em batalha”?
21 A fim de que fosse proclamado o nome deste Personagem régio, os guardas ou sentinelas nos portões respondiam: “Então, quem é este Rei glorioso?” Prontamente, e sem hesitação, vinha a resposta sacerdotal: “Jeová, forte e poderoso, Jeová, poderoso em batalha.” (Sal. 24:7, 8) Ora, então não se tratava duma humilde pessoa que procurava entrar na cidade real. Era o Personagem mais elevado em todo o universo, Jeová, o “Rei glorioso”. Por este motivo, os portões e as entradas de longa duração ou antigas pareciam ser baixos demais. Por isso, deviam elevar-se, para dar passagem a um Rei tão sublime. Ele era mais sublime do que o Rei Davi, que se sentava no “trono de Jeová”, em Jerusalém. (1 Crô. 29:23) Em tempos anteriores, outros reis podem ter passado pelas antigas entradas da cidade, mas nenhum deles tão glorioso ou tão poderoso como Jeová, o Deus Altíssimo. Foi Ele quem batalhou e deu a vitória ao Rei Davi sobre os anteriores ocupantes pagãos da cidade, os jebuseus. Foi Ele quem deu ao Rei Davi a vitória sobre os filisteus, nas suas duas tentativas de deporem Davi de seu trono, na recém-capturada cidade de Jerusalém. — 2 Sam. 5:4-25.
22. Como foi simbolizado, então, “Jeová dos exércitos” e em que espécie de missão se aproximava assim das entradas de Jerusalém?
22 Era em missão pacífica que este Rei-Guerreiro, Jeová, simbolizado pela sua arca do pacto, se aproximava da cidade, em 1070 A. E. C. Em deferência à sua sublimidade, levantava-se novamente o brado dos que se aproximavam, marchando: “Levantai as vossas cabeças, ó portões; sim, levantai-as, ó entradas duradouras, para que entre o Rei glorioso!” Novamente, fazia-se a indagação: “Então, quem é ele, este Rei glorioso?” Respondia-se de modo reconfortante: “Jeová dos exércitos — ele é o Rei glorioso.” — Sal. 24:7-10.
23. (a) Por que, especialmente desde 1914, é Jeová o “Rei glorioso”? (b) O que manterá ele no Har-Magedon e o que fará depois para a humanidade?
23 Hoje, neste ano de 1978 E. C., aproxima-se a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. Agora, desde o fim dos Tempos dos Gentios, em 1914, “Jeová dos exércitos” é em especial o “Rei glorioso”. Por quê? Porque, conforme predisse o Salmo 47:8: “Deus tornou-se Rei sobre as nações”, novamente atuando qual Soberano Universal para com a nossa terra. Demonstrará seu poderio em adicionalmente manter, no Har-Magedon, “o reino do mundo . . . o reino de nosso Senhor e do seu Cristo”. (Rev. 11:15-18) O Cristo de Jeová, o Filho maior do que o Rei Davi, é quem foi entronizado para representá-lo no governo mundial. Primeiro, Jeová dos exércitos, acompanhado por seu Filho Jesus Cristo e pelos exércitos de anjos celestiais, livrará o universo do atual sistema iníquo de coisas. Daí, abençoará a humanidade com um justo governo mundial, por meio de seu Filho, Jesus Cristo. Esta grandiosa perspectiva aproxima-se agora de sua realização!
24. Portanto, o que merece Jeová dos exércitos da nossa parte?
24 Não merece este “Rei glorioso”, Jeová dos exércitos, ser acolhido por nós de todo o coração? Certamente que sim! Entre, pois, nosso Rei glorioso!
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