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A grande questão — somos a favor ou contra a regência divina?A Sentinela — 1973 | 1.° de abril
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PROSSIGAMOS EM PREGAR O REINO E EM FAZER DISCÍPULOS!
Antes de Jeová Deus causar a destruição de todos os que se opõem à sua regência, ele quer que as pessoas, em toda a parte, recebam a oportunidade de ouvir as “boas novas do reino”. Por isso, Suas testemunhas, em toda a terra, têm-se empenhado na maior obra de pregação e de ensino já feita. Em resultado dela, grandes multidões de pessoas de coração reto têm reagido de modo favorável e por sua vez participado nesta obra — tudo isso em evidência de sua submissão à regência de Deus.
Esta obra de pregar o Reino e fazer discípulos, das testemunhas de Jeová, certamente recebeu um grande impulso quando se lançou um novo livro de 192 páginas, intitulado Organização Para Pregar o Reino e Fazer Discípulos, no primeiro dia da assembléia. Nos dias subseqüentes da assembléia houve outros lançamentos, recebidos com o mesmo entusiasmo. Houve A Bíblia em Inglês Vivo, uma nova tradução de Steven T. Byington, na qual o tetragrama hebraico é traduzido corretamente por “Jeová”. Foi também lançado o livro O Paraíso Restabelecido Para a Humanidade — Pela Teocracia!, de 416 páginas, descrito no frontispício como “Um Exame do Cumprimento das Profecias de Ageu e de Zacarias Sobre o Restabelecimento, Conforme É Possível Fazer do Ponto de Observação do Século Vinte”.
Depois do lançamento do livro Organização, uma palestra no palco suscitou algumas perguntas bem esquadrinhadoras sobre a motivação da pessoa em participar nesta obra ordenada por Deus. ‘Compreendemos como esta obra se relaciona com a questão suprema a respeito da justeza da soberania de Jeová? Compreendemos como o nome de Deus está envolvido nisso e o papel que a nossa obediência voluntária desempenha na vindicação e santificação do nome de Deus?’ Como responderia a isso? Os ouvintes deram-se conta de que precisavam ter a motivação correta se a sua resposta era ‘sim’ a estas perguntas.
Se estiver participando nesta obra de pregar e de fazer discípulos junto com as testemunhas de Jeová, então está ajudando outros a chegar ao templo da adoração de Deus. Mas o que é este templo, visto que a Bíblia fala de muitos templos? O discurso “O Ajuntamento de Todas as Nações a Um só Templo Para Adoração” forneceu uma consideração ‘profunda’ desta questão.
Para começar, salientou-se que este templo é o santuário espiritual de Jeová Deus. No “Santuário” deste templo, quer dizer, na parte do céu onde Deus tem a sua santa moradia, o apóstolo João viu ‘a arca do pacto’. (Rev. 11:19) Esta arca representava a presença de Deus e relaciona-se com o “novo pacto” de Deus com os homens, pacto que veio à existência no ano 33 E. C. Igual ao tabernáculo construído pelos israelitas no ermo e aos templos materiais que houve depois no monte Moriá, o grande templo de Deus também tem um compartimento “Santo” e pátios.
Segundo Hebreus 10:20, a cortina dos templos materiais, que separava o compartimento Santo do Santíssimo, representava a carne de Jesus. Este organismo carnal era uma ‘barreira’ à sua entrada nos céus da presença de Deus. Apenas pela morte como homem e pela ressurreição como espírito podia ele atravessar esta barreira e entrar no Santíssimo. Isto significa que as coisas fora daquela cortina — o Santo, o(s) pátio(s) e o altar de cobre — devem representar coisas aqui na terra.
Os ouvintes estavam então ansiosos de saber o que representavam o Santo, o(s) pátio(s) e o altar de cobre. Hebreus 10:7-10 indica que o altar representa a “vontade” de Deus, quer dizer, sua disposição de aceitar o perfeito sacrifício humano de Jesus. Visto que o próprio Jesus se apresentou no ano 29 E. C. para ser sacrificado no tempo devido de Deus no altar de Sua “vontade”, foi então que aquele grande templo espiritual de Deus pela primeira vez veio à existência. A residência celestial de Deus tornou-se então semelhante ao compartimento Santíssimo dos templos materiais, visto que Jeová estava então disposto a ser propiciado pelo sacrifício perfeito de seu Sumo Sacerdote Jesus Cristo. Portanto, a partir de seu batismo, Jesus começou a andar no antitípico pátio sacerdotal, e, de fato, supervisionava seu sacrifício humano. E como Filho de Deus gerado pelo espírito, ele oferecia oração, louvor e serviço a Deus, assim como os sacerdotes típicos ofereciam incenso no Santo do templo material.
Os seguidores gerados pelo espírito, do Senhor Jesus Cristo, servem de modo similar no pátio sacerdotal do templo de Deus, usufruindo uma posição especial perante Deus por serem contados justos e sem pecados. E sua condição de gerados pelo espírito, embora ainda estejam na carne, foi representada pelo compartimento Santo no templo típico, freqüentado pelos subsacerdotes.
O orador mostrou a seguir que estes filhos de Deus, gerados pelo espírito, como “israelitas espirituais”, não são os únicos encontrados servindo hoje no templo de Jeová. Pessoas de todas as espécies são convidadas a vir e a servir neste templo, assim como a Bíblia predisse. (Isa. 2:2, 3; Rev. 7:9, 15) Os que aceitam isso têm o privilégio de adorar a Jeová no pátio não-sacerdotal, comparável ao “pátio dos gentios” do templo construído pelo Rei Herodes.
Pode assim ver o motivo pelo qual as testemunhas de Jeová exortam a tantos quantos possível a vir ao templo espiritual de Deus. Sabem que em breve todos os que não são adoradores verdadeiros de Jeová serão destruídos. Na realidade, a essência de sua mensagem estava contida no amplamente anunciado discurso público proferido no clímax destas assembléias de quatro dias: “Regência Divina — Única Esperança de Toda a Humanidade.” Todos os presentes foram convidados a levar consigo um ou dois exemplares impressos deste discurso oportuno.
Ao todo, foi uma série grandiosa de assembléias de distrito! Foram tantas as coisas novas aprendidas e tantas as coisas antigas esclarecidas melhor! De fato, Jeová abriu a mão e derramou muitas bênçãos satisfatórias sobre o seu povo, não tendo sido menos significativa a compreensão melhor das responsabilidades maiores que agora recaem sobre o corpo local de anciãos em cada congregação. Deveras, Jeová está levando seu povo congregado a um estado de organização em que poderá sobreviver ao Armagedom para a nova ordem de Deus sob a regência divina. Sim, a regência divina! Nós somos a favor dela, e esperamos que também o seja!
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1973 | 1.° de abril
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Perguntas dos Leitores
● O que é o “banho que nos trouxe à vida” mencionado em Tito 3:5? — E. U. A.
O apóstolo Paulo referiu-se aos que se tornaram cristãos gerados pelo espírito, escrevendo: “A benignidade e o amor ao homem da parte de nosso Salvador, Deus, [manifestou-se] não devido a obras de justiça que tivéssemos realizado, mas segundo a sua misericórdia, [e] ele nos salvou por intermédio do banho que nos trouxe à vida, e por nos fazer novos por espírito santo.” — Tito 3:4, 5.
A expressão, “banho que nos trouxe à vida”, pode também ser traduzida “banho do renascimento” ou “banho de regeneração”. Por conseguinte, este banho deve ser uma purificação que resulta num renascimento ou numa regeneração. O meio pelo qual se dá esta purificação é identificado em 1 João 1:7: “O sangue de Jesus, seu Filho, purifica-nos de todo o pecado.” E Revelação 1:5 diz com referência a Jesus Cristo: “Àquele
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