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IsaqueAjuda ao Entendimento da Bíblia
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encenado grande quadro profético, representando como Cristo Jesus, o Isaque Maior, no devido tempo ofereceria voluntariamente sua vida humana, como o Cordeiro de Deus, para a salvação da humanidade. — João 1:29, 36; 3:16.
CASAMENTO E FAMÍLIA
Após a morte da mãe de Isaque, o pai dele concluiu que já era hora de seu filho se casar. Abraão, contudo, estava determinado a que Isaque não se casasse com uma cananéia pagã. Assim, sob o arranjo patriarcal, Abraão mandou o servo doméstico, de confiança, aos seus parentes, na Mesopotâmia, para escolher uma jovem de origem semítica que também adorasse a Jeová, o Deus de Abraão. — Gên. 24:1-9.
Esta missão tinha de ser bem-sucedida, pois, desde o princípio, todo o assunto dessa escolha fora entregue nas mãos de Jeová. E aconteceu que Rebeca, prima de Isaque, provou ser a escolhida por Deus, e ela, por sua vez, deixou voluntariamente seus parentes e sua família para acompanhar a caravana que retornou à terra do Negebe, onde morava Isaque. O relato nos conta sobre o primeiro encontro dos dois, e daí afirma: “Isaque levou-a depois à tenda de Sara, sua mãe. Tomou assim Rebeca e ela se tornou sua esposa; e ele se enamorou dela, e Isaque encontrou consolo depois da perda de sua mãe.” (Gên. 24:10-67) Tendo Isaque 40 anos, o casamento se deu em 1878 A.E.C. — Gên. 25:20.
Pela história de Isaque, ficamos sabendo que Rebeca continuou estéril por vinte anos. Isto concedeu a Isaque a oportunidade de mostrar se ele, como seu pai, tinha fé na promessa de Jeová de abençoar todas as famílias da terra através dum descendente dele que ainda não tinha nascido, e ele fez isto por suplicar continuamente um filho a Jeová. (Gên. 25:19-21) Como no seu próprio caso, foi novamente demonstrado que o descendente prometido não viria no curso natural dos eventos, mas somente pelo poder interveniente de Jeová. (Jos. 24:3, 4) Por fim, em 1858 A.E.C., quando Isaque tinha 60 anos, recebeu a bênção dupla de ter gêmeos, Esaú e Jacó. — Gên. 25:22-26.
Devido a uma fome, Isaque mudou-se com sua família para Gerar, em território filisteu, Deus lhe ordenando que não descesse ao Egito. Foi nesta ocasião que Jeová confirmou seu propósito de cumprir a promessa abraâmica mediante Isaque, repetindo seus termos: “Vou multiplicar a tua descendência como as estrelas dos céus e vou dar à tua descendência todas estas terras; e todas as nações da terra certamente abençoarão a si mesmas por meio de tua descendência.” — Gên. 26:1-6; Sal. 105:8, 9.
Neste território filisteu não muito amigável, Isaque, como Abraão, seu pai, usou de estratégia por afirmar que sua esposa era sua irmã. Depois de certo tempo, a bênção de Jeová sobre Isaque tornou-se uma fonte de inveja para os filisteus, tornando necessário que ele se mudasse, primeiro para o vale da torrente de Gerar, e daí para Berseba, à beira da árida região do Negebe. Enquanto ali, os filisteus, anteriormente hostis, vieram tentar obter “um juramento de obrigação”, ou um tratado de paz com Isaque, pois reconheceram: “Tu és agora o abençoado de Jeová.” Neste local, os homens de Isaque acharam água, e Isaque o chamou de Siba. “É por isso que o nome da cidade é Berseba [que significa poço do juramento ou de sete], até o dia de hoje.” — Gên. 26:7-33; veja BERSEBA.
Isaque sempre amou muito a Esaú, porque este era do tipo que apreciava a vida ao ar livre, sendo um caçador e um homem do campo, e isto significava caça para a boca de Isaque. (Gên. 25:28) Assim, com vista cada vez mais fraca e sentindo que talvez não vivesse por muito mais tempo, Isaque preparou-se para dar a Esaú a bênção do primogênito. (27:1-4) Não se sabe se ele estava a par de que Esaú vendera sua primogenitura a seu irmão, Jacó, e se não lhe ocorreu o decreto divino, dado por ocasião do nascimento dos dois meninos, de que “o mais velho servirá ao mais jovem”. (25:23, 29-34) Seja qual for o caso, Jeová se lembrava disso, e também Rebeca, que rapidamente organizou as coisas de modo que Jacó obtivesse a bênção. Quando Isaque soube da artimanha que fora usada para conseguir isto, recusou-se a modificar o que era, inequivocamente, a vontade de Jeová sobre o assunto. Isaque também profetizou que Esaú e seus descendentes residiriam bem longe dos campos férteis, que viveriam pela espada, e que, por fim, quebrariam do seu pescoço o jugo de servidão a Jacó. — 27:5-40; Rom. 9:10-13; veja ESAÚ
Em seguida, Isaque mandou Jacó a Padã-Arã, para certificar-se de que não se casasse com uma cananéia, como fizera o irmão dele, Esaú, para desgosto de seus pais. Quando Jacó retornou, muitos anos depois, Isaque residia em Quiriate-Arba, isto é, Hébron, na região colinosa. Foi aqui, em 1738 A.E.C., o ano anterior àquele em que seu neto, José, tornou-se primeiro-ministro do Egito, que Isaque morreu, com 180 anos, “idoso e saciado de dias”. Isaque foi enterrado na mesma caverna de Macpela, onde foram sepultados seus pais e sua esposa, e, mais tarde, seu filho Jacó. — Gên. 26:34, 35; 27:46; 28:1-5; 35:27-29; 49:29-32.
SIGNIFICADO DE OUTRAS REFERÊNCIAS FEITAS A ISAQUE
Por toda a Bíblia, Isaque é mencionado dezenas de vezes na expressão familiar ‘Abraão, Isaque e Jacó’. Às vezes, o ponto que se quer frisar relaciona-se com Jeová, como sendo o Deus a quem estes patriarcas adoravam e serviam. (Êxo. 3:6, 16; 4:5; Mat. 22:32; Atos 3:13) Outras vezes, a referência é ao pacto que Jeová fizera com eles. (Êxo. 2:24; Deut. 29:13; 2 Reis 13:23) Jesus também empregou esta expressão de modo ilustrativo. (Mat. 8:11) Em certo caso, Isaque, o antepassado patriarcal, é mencionado num paralelismo hebraico, junto com seus descendentes, a nação de Israel. — Amós 7:9, 16.
Isaque, como o descendente de Abraão, simbolizava Cristo, por meio de quem vêm as bênçãos eternas. Como está escrito: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente. Não diz: ‘E a descendentes’, como no caso de muitos, mas como no caso de um só: ‘E a teu descendente’, que é Cristo.” E, por extensão, Isaque também simbolizava aqueles que “pertencem a Cristo”, que ‘são realmente o descendente de Abraão, herdeiros com referência a uma promessa’. (Gál. 3:16, 29) Ademais, os dois meninos, Isaque e Ismael, junto com suas mães, “são como que um drama simbólico”. Ao passo que o Israel natural (como Ismael) “nasceu realmente na maneira da carne”, os que constituem o Israel espiritual ‘são filhos pertencentes à promessa, assim como Isaque foi’. — Gál. 4:21-31.
Isaque também está incluído entre a ‘tão grande nuvem de testemunhas que nos rodeiam’, pois também ele se achava entre os que ‘aguardavam a cidade que tem verdadeiros alicerces, cujo construtor e fazedor é Deus’. — Heb. 12:1; 11:9, 10, 13-16, 20.
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Is-boseteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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IS-BOSETE
[homem de vergonha]. O mais jovem dos quatro filhos de Saul, e o seu sucessor no trono. Pelas listagens genealógicas parece que seu nome era também Esbaal, que significa o “homem de Baal”, ou “o homem do Senhor”. (1 Crô. 8:33; 9:39) No entanto, em outras partes, como em Segundo Samuel, ele é chamado de Is-Bosete, nome em que “baal” é substituído por “bosete”. (2 Sam. 2:10) Esta palavra hebraica, bósheth, é encontrada em Jeremias 3:24, e é traduzida “coisa vergonhosa” (ALA; IBB; NM) e “vergonha” (Al, nota; BJ). Em duas outras ocorrências, bá‘al e bósheth são encontradas de forma paralela e oposta, em que uma explica e identifica a outra. (Jer. 11:13; Osé. 9:10) Há também outros casos em que os indivíduos similarmente tinham “bosete” ou uma forma de tal expressão em lugar de “baal” em seus nomes, como, para exemplificar, “Jerubesete” em lugar de “Jerubaal” (2 Sam. 11:21; Juí. 6:32) e “Mefibosete” em lugar de “Meribe-Baal”, este último sendo sobrinho de Is-Bosete. (2 Sam. 4:4; 1 Crô. 8:34; 9:40) Não se conhece o motivo destes nomes duplos ou substituições.
Depois da morte de Saul e de seus outros filhos no campo de batalha de Gilboa, Abner, parente de Saul e chefe de suas forças, levou Is-Bosete para Maanaim, do outro lado do Jordão, onde foi empossado como rei sobre todas as tribos, exceto a de Judá, que reconheceu a Davi como seu rei. Naquela época, Is-Bosete tinha 40 anos, e diz-se que reinou dois anos. (2 Sam. 2:8-11) Visto que a Bíblia não afirma exatamente onde este reinado de dois anos se enquadra no período de sete anos e meio em que Davi reinou em Hébron, não existem meios de equacionar as diferenças de opiniões dos peritos sobre este ponto. Não obstante, parece mais razoável concluir que Is-Bosete se tornou rei pouco depois da morte de seu pai (em vez de cinco anos depois), caso em que haveria uma lacuna de cerca de cinco anos entre o assassinato dele e a posse de Davi como rei sobre Israel. — 2 Sam. 4:7; 5:4, 5.
A curta regência de Is-Bosete foi assinalada tanto por dificuldades internas como por externas. A guerra entre sua casa e a de Davi foi “muito prolongada”; ele perdeu 360 homens diante de 20 perdidos por Davi, em um embate. (2 Sam. 2:12-31; 3:1) Ao mesmo tempo, Abner, seu parente, continuou fortalecendo-se às custas de Is-Bosete, chegando ao ponto de ter relações com uma das concubinas de Saul, o que, segundo o costume oriental, equivalia à alta-traição. Quando censurado por Is-Bosete por causa disso, Abner retirou dele seu apoio e fez um pacto com Davi, parte do qual estipulava a restituição da esposa de Davi, Mical, que era irmã do próprio Is-Bosete. (3:6-21) A morte de Abner às mãos de Joabe debilitou ainda mais a posição de Is-Bosete, e, pouco depois disso, dois de seus próprios capitães o assassinaram, enquanto fazia a sesta do meio-dia. (3:22-27; 4:1, 2, 5-7) Entretanto, quando tais assassinos, ao procurarem uma recompensa, trouxeram a cabeça de Is-Bosete a Davi, este mandou matá-los e ordenou que a cabeça de Is-Bosete fosse enterrada no túmulo de Abner, em Hébron. — 4:8-12.
Foi assim que a dinastia de Saul, que poderia ter durado “por tempo indefinido”, chegou a seu fim abrupto e humilhante, não devido aos pecados de Is-Bosete, mas, antes, por causa dos pecados do pai dele. (1 Sam. 13:13; 15:26-29) É verdade que Is-Bosete foi um governante tíbio, que obteve e reteve o trono principalmente graças à força de Abner. No entanto, Davi referiu-se a ele como “um homem justo”. — 2 Sam. 4:11.
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IscariotesAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ISCARIOTES
Denominação do apóstolo traidor, Judas (e de seu pai, Simão), que o distingue do outro apóstolo também chamado Judas. (Mat. 10:4; Luc. 6:16; João 6:71) Se o termo “Iscariotes” significa, como mui comumente se imagina, “homem de Queriote”, então provavelmente identifica Simão e seu filho como sendo da cidade judia de Queriote-Esrom. — Jos. 15:25.
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IsmaelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ISMAEL
[Deus ouve].
1. Filho de Abraão com Agar, escrava egípcia de Sara; nascido em 1932 A.E.C., seu pai tendo 86 anos naquela época. (Gên. 16:1-4, 11-16) Quando foi informado de que Sara também teria um filho de quem proviriam “reis de povos”, Abraão suplicou a Deus em favor de
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