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Vida futura pela ressurreiçãoA Sentinela — 1979 | 1.° de março
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e os faz viver, assim também o Filho faz viver os que ele quer.” (João 5:21) Isto significa que o Filho também tem o poder de conceder vida aos outros O motivo disso foi declarado por Jesus, quando disse: “Pois, assim como o Pai tem vida em si mesmo, assim também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.” (João 5:26) o que significa realmente ter o Pai “vida em si mesmo”? Significa apenas que está vivo como o único “Deus vivente e verdadeiro”? (1 Tes. 1:9) Significa que ele tem vida independente ou inerente? Em outras palavras, que ele tem imortalidade? Uma Tradução Americana (em inglês) entende o assunto assim, porque verte João 5:26 do seguinte modo: “Pois, assim como o Pai é auto-existente, deu ao Filho a auto-existência.” Em harmonia com isso, A Bíblia Sagrada em Inglês Moderno, de Farrar Fenton, entende que o nome Jeová significa “Sempre-vivo”, e por isso verte Isaías 42:8: “Eu sou Sempre-vivo; — pois este é o meu nome.” Jeová tem sido chamado de “O Auto-existente”.
16. Se o dar “vida em si mesmo” ao Filho de Deus significasse apenas dar-lhe vida perfeita, por que não se destacaria o Filho neste respeito?
16 Todavia, de acordo com a argumentação do contexto imediato, a expressão “vida em si mesmo” tem um significado mais vigoroso do que referir-se à sua auto-existência. A expressão significa que o Pai celestial tem em si mesmo um reservatório de vida, de modo que, igual a um pai, pode dar vida aos outros. Em face disso, pôde conceder vida ao seu Filho em tal quantidade, que este também poderá conceder vida aos outros. Se o fato de o Pai dar ao Filho a capacidade de ter “vida em si mesmo” significasse apenas que lhe deu vida perfeita, então o Filho não se destacaria. Por que não? Porque Deus também deu vida perfeita aos anjos celestiais. Não somente isso, mas deu vida perfeita a Adão e Eva, no jardim do Éden. Então, por que se deu ao Filho de Deus “vida em si mesmo”?
17. Por que foi dado ao Filho ter “vida em si mesmo”, e como se harmoniza com isso sua oração em João 17:1, 2?
17 Isto se deu porque o Filho de Deus deu a sua vida humana, perfeita, como sacrifício resgatador de toda a humanidade (Mat. 20:28; 1 Tim 2:5, 6) Assim, ele podia comprar de volta da morte a humanidade que foi condenada a ela por causa da imperfeição herdada. Com esta idéia em mente, Jesus pôde iniciar sua oração na noite da Páscoa com as palavras: “Pai, veio a hora; glorifica o teu filho, para que o teu filho te glorifique, segundo lhe deste autoridade sobre toda a carne, para que, com respeito ao número inteiro dos que lhe deste, ele lhes dê vida eterna.” — João 17:1, 2.
18. Como é esta verdade tornada evidente na tradução de João 5:26 feita por R. A. Knox, e quando foi Cristo autorizado e habilitado a conceder vida?
18 O Novo Testamento de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, em inglês, de Ronald A. Knox, retém esta verdade e a torna evidente na sua tradução de João 5:26. Reza: “Assim como o Pai tem em si mesmo o dom da vida, assim concedeu ao Filho ter também em si mesmo o dom da vida.”a Após a sua morte sacrificial, sua ressurreição e a apresentação do valor de sua vida humana perfeita ao seu Pai celestial, Jesus Cristo podia ser autorizado e habilitado a conceder seus benefícios aos necessitados dele—toda a humanidade condenada e morredoura. Por isso lemos em Romanos 6:23: “o salário pago pelo pecado é a morte, mas o dom dado por Deus é a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor.”
19. Por que é Jesus Cristo o legítimo a ser usado por Deus para julgar a humanidade?
19 Jesus, o “Filho do homem”, como humano de carne e sangue, pôde oferecer a Deus o equivalente exato do que Adão havia perdido para todos os seus descendentes, pelo seu pecado deliberado no Éden. (Heb. 2:9, 14, 15; João 1:14) Visto que Jeová Deus o usa para dar vida à humanidade condenada e morredoura, Jesus Cristo, o “Filho do homem”, é o legítimo para Jeová usar em julgar a humanidade remida.
20. Em João 5:26, 27, o que disse Jesus sobre a autoridade para julgar, e como foi isso confirmado por Paulo no seu discurso na Colina de Marte?
20 Em harmonia com isso, Jesus prosseguiu, dizendo: “Assim [o Pai] também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E deu-lhe autoridade para julgar, porque é Filho do homem.” (João 5:26, 27) Visto que o agora já glorificado Jesus Cristo foi antigamente homem, no meio dum corrupto sistema mundial de coisas, ele pode ser juiz tanto misericordioso como justo daqueles que resgatou da morte. Isto foi claramente proclamado ao corpo judicial mais elevado da antiga Atenas, na Grécia, quando o apóstolo Paulo ficou de pé entre os juízes, na Colina de Marte, e disse: “Ele [o Deus que lhes era desconhecido] fixou um dia em que se propôs julgar em justiça a terra habitada, por meio dum homem a quem designou, e ele tem fornecido garantia a todos os homens, visto que o ressuscitou dentre os mortos.” — Atos 17:23, 31.
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Uma ressurreição de vida e outra de julgamentoA Sentinela — 1979 | 1.° de março
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Uma ressurreição de vida e outra de julgamento
1, 2. Por que não é maravilhosa demais a declaração de Jesus, de que lhe fora dada a autoridade para Julgar, para se acreditar nela?
NO DIA ‘fixo’ de Deus, seu Filho usará “o dom da vida”. (João 5:26, Knox) Ressuscitará os mortos humanos aos quais se aplica o benefício de seu sacrifício resgatador Este “dia” será um tempo de julgamento, mas não de 24 horas. Será um período de 1.000 anos, fixado para o reinado de Cristo. (Rev. 20:4-6) O processo do julgamento resultará em vida para uns e em condenação judicial à destruição para outros. Parece-lhe isso maravilhoso, hoje, visto que há tanta deturpação da justiça e tanto mal-entendido religioso sobre o que será o dia de juízo de Deus? Parecia maravilhoso para os judeus dos dias de Jesus, que guardavam o sábado.
2 Por conseguinte, Jesus disse-lhes: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão, os que fizeram boas coisas, para uma ressurreição de vida, os que praticaram coisas ruins, para uma ressurreição de julgamento. Não posso fazer nem uma única coisa de minha própria iniciativa; assim como ouço[do Pai, o Juiz Supremo], eu julgo; e o julgamento que faço é justo, porque não procuro a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” — João 5:28-30.
3. Em que diferem os que passam da morte para a vida e não sofrem julgamento adverso daqueles sobre os quais Jesus falou em João 5:28, 29? De que classe de pessoas devem eles ser?
3 Antes de Jesus dizer as palavras que acabamos de citar, ele falou, em João 5:24, 25, sobre outros “mortos”, cuja “hora” para passarem a viver havia começado. Esses indicados foram chamados de “mortos”, mas não estavam “nos túmulos memoriais”. Ouviam até mesmo naquele momento a “palavra” falada pelo Filho de Deus e criam Naquele que o enviara. Assim,
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