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Será que Jesus realmente ascendeu ao céu?Despertai! — 1973 | 22 de março
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astronautas, declarou que “ascenderam a 739 milhas náuticas”, ao passo que realmente se afastaram aquela distância da terra.
Sem dúvida, a ascensão de Jesus começou com um movimento para o alto (em realidade para fora) — como o fizeram os astronautas — do lugar em que os apóstolos estavam. Depois disso, Jesus logicamente tomou qualquer direção exigida a fim de chegar à presença de seu Pai celeste. É de interesse que, às vezes, a Bíblia usa o termo “afastar-se” quando fala de anjos deixarem a cena terrestre. — Luc. 2:15; Atos 12:10.
No entanto, deve-se admitir que nosso conhecimento do mundo espiritual é deveras limitado. Parece bom, portanto pensar em Jesus como subindo, não só num sentido direcional, mas também quanto à esfera de atividade ou nível de existência no domínio espiritual, para a real presença de Deus. Tal domínio, afinal de contas, não está limitado pelas leis físicas ou materiais, por fatores ou limitações.
Em Que Corpo?
Será que o fato de que seus apóstolos testemunharam a subida de Jesus ao céu significava que ascendeu à presença de Deus num corpo humano? Esse é o consenso geral na cristandade, mas não é bem assim. Por que não? Por várias razões. Diz-se-nos que ‘Cristo morreu uma vez para sempre . . . sendo morto na carne, mas vivificado no espírito.” (1 Ped. 3:18) É por isso que podia aparecer no meio dos apóstolos embora as portas estivessem trancadas e é por isso que às vezes ‘desaparecia de diante deles’. (Luc. 24:31; João 20:26) Ademais, assegura-se-nos que “carne e sangue não podem herdar o reino de Deus”. Assim, Jesus não poderia ter entrado no céu com um corpo carnal. — 1 Cor. 15:50.
Ademais, Jesus disse que dava sua “carne a favor da vida do mundo”. Visto que Jesus depôs assim seu corpo humano como “resgate correspondente por todos”, segue-se que não poderia ter sido ressuscitado num corpo humano, com vida humana, sem invalidar seu sacrifício de resgate. — João 6:51; 1 Tim. 2:5, 6.
Mas, alguém talvez pergunte: Como poderia ser assim? Não são os espíritos invisíveis ao homem, e não vão e vêm como o vento, assim como Jesus disse a Nicodemos, (João 3:8) Todavia, Jesus apareceu numa forma humana a seus discípulos depois da ressurreição. Na verdade, fez isso, mas simplesmente por materializar-se num corpo humano para tal ocasião. Foi por isso que não foi reconhecido por Maria nem por seus apóstolos nas praias da Galiléia. (João 20:15-17; 21:4) Isto não era algo inusitado, pois vez após vez os anjos materializaram corpos humanos, como quando um deles “apareceu” a Moisés, outro a Josué, e outro aos pais de Sansão, para se mencionar apenas alguns casos. (Jos. 5:13-15; Juí. 13:3-20; Atos 7:35) Assim, Jesus comunicou-se tranqüilizadoramente com seus apóstolos por aparecer num corpo que podiam ver, sim, até sentir, como no caso de Tomé. — João 20:26-29.
Por Que Jesus Ascendeu ao Céu?
Toda a evidência e as razões precedentes são grandemente fortalecidas quando consideramos a razão pela qual Jesus tinha mesmo de ascender ao céu. Era a mais apropriada das coisas. Jesus voluntariamente deixara a glória celeste, viera à terra como homem, sofrera grandemente e dera sua vida humana como sacrifício. (Fil. 2:5-8; Mat. 20:28; Heb. 5:8) Deveríamos concluir que, por tudo isto, Deus não o recompensaria, mas o deixaria no túmulo ou simplesmente na terra? O apóstolo Paulo nos assegura de que Deus não olvida os sacrifícios que seus servos fazem. (Heb. 6:10) Assim, não podemos concluir senão que Deus recompensaria adequadamente a Jesus por seu proceder altruísta.
Com efeito, Jesus esperava voltar à glória que tivera junto de seu Pai, como se depreende da sua oração na noite em que foi traído: “Pai, glorifica-me . . . com a glória que eu tive junto de ti antes de haver mundo.” (João 17:5) Deus não só respondeu a esta oração, mas também forneceu ainda maior glória a Jesus: “Por esta mesma razão, também, Deus o enalteceu a uma posição superior e lhe deu bondosamente o nome que está acima de todo outro nome, a fim de que, no nome de Jesus, se dobre todo joelho . . . e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai.” — Fil. 2:9-11.
E há motivos ainda mais fortes. Jesus deu seu corpo e sua vida humanos qual sacrifício pelos pecados do homem, mas, a fim de poder aplicar os méritos de tal sacrifício como sumo sacerdote, para que a humanidade pudesse obter o benefício dele, teve de ser ressuscitado dos mortos e ascender ao céu. E, assim, lemos: “Cristo entrou, não num lugar santo feito por mãos . . . mas no próprio céu, para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus.” E, ainda mais: “Se alguém cometer pecado, temos um ajudador junto ao Pai, Jesus Cristo, um justo.” — Heb. 9:24; 1 João 2:1.
Mais do que isso, para os incontáveis milhões que morreram e que se acham nos túmulos memoriais obterem o benefício do sacrifício resgatador de Cristo, torna-se necessário que sejam ressuscitados dentre os mortos, e Deus concedeu este privilégio a seu Filho. É uma pessoa espiritual dotada de ‘todo poder no céu e na terra’ quem há de realizar esse grande milagre da ressurreição. — João 5:28, 29; Mat. 28:18.
Ademais, Jesus mencionou continuamente o reino de Deus; com efeito, esse foi o tema de toda a sua pregação. Em sua oração modelar, indicou que o propósito do Reino era santificar o nome de Deus e fazer com que a vontade de Deus seja feita assim na terra como no céu. Para tornar possível o domínio daquele reino sobre a terra, Jesus Cristo e suas hostes angélicas têm primeiro de pôr fim a este perverso sistema de coisas, invisível e visível, o que a Bíblia diz que ele fará em breve. — Mat. 6:9, 10; Rev. 16:14, 16; 19:11-21.
Ademais, diz-se-nos que “ele tem de reinar até que Deus lhe tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés. Como último inimigo, a morte há de ser reduzida a nada”. Isso significará que Deus, por meio de Cristo, enxugará toda lágrima dos olhos humanos, que a morte adâmica não mais existirá, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. Tal gloriosa realização do propósito de Jeová Deus com respeito à terra e ao homem só pode ser conseguida por meio de um rei celeste, o Rei celeste, Jesus Cristo. — 1 Cor. 15:25, 26; Rev. 21:4.
Na verdade, não pode haver dúvida de que a Palavra de Deus torna abundante e explicitamente claro que Jesus Cristo realmente ascendeu ao céu.
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‘Falta de credibilidade’ religiosaDespertai! — 1973 | 22 de março
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‘Falta de credibilidade’ religiosa
● Os políticos têm reputação de torcer a verdade. A questão dos ‘Documentos do Pentágono’ em 1971 sublinhou sua ‘falta de credibilidade’. Os jornalistas e publicitários também são culpados de tapeação. É os clérigos? O veterano escritor Louis Cassels, da “United Press International” afirma: “Vez após vez, como repórter que fazia a cobertura de notícias religiosas, tenho comprovado que os porta-vozes eclesiásticos recorrem ao ofuscamento [confusão] deliberado e ao desvirtuamento da verdade, no esforço de manter o público em trevas sobre o que realmente aconteceu em determinada situação.”
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