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RoboãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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nem mesmo Jerusalém teria escapado. Do jeito como as coisas ocorreram, os tesouros do templo e da casa do rei, incluindo os escudos de ouro que Salomão tinha feito, foram levados por Sisaque como despojo. Roboão então substituiu tais escudos por outros, de cobre. — 1 Reis 14:25-28; 2 Crô. 12:2-12.
Durante seu período de vida, Roboão casou-se com dezoito esposas, incluindo Maalate, neta de Davi, e Maacá, a neta de Absalão, filho de Davi. Maacá era sua esposa favorita e a mãe de Abias (Abijão), um de seus vinte e oito filhos, e o herdeiro presuntivo do trono. Outros membros da família de Roboão incluíam sessenta concubinas e sessenta filhas. — 2 Crô. 11:18-22.
Antes de morrer, aos 58 anos, e da ascensão de Abias ao trono, em 980 AEC, Roboão distribuiu muitos presentes entre seus outros filhos, presumivelmente para impedir qualquer revolta contra Abias, depois de sua morte. (1 Reis 14:31; 2 Crô. 11:23; 12:16) Como um todo, a vida de Roboão é melhor resumida pelo seguinte comentário: “Ele fez o que era mau, pois não fixara firmemente seu coração em buscar a Jeová.” — 2 Crô. 12:14.
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Rocha, IAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ROCHA, I
O vocábulo hebraico tsur significa uma rocha ou um grande pedaço de pedra. Os tradutores nem sempre a diferenciam de outra palavra hebraica, séla‘, que significa um rochedo. Ambos os termos são usados em sentido literal e figurado nas Escrituras. Os dois se encontram como paralelos em 2 Samuel 22:2, 3 e em Salmo 18:2: “Jeová é meu rochedo . . . Meu Deus é minha rocha.”
A Bíblia preserva os nomes de certos rochedos e rochas, por exemplo, o rochedo de Etão, onde Sansão viveu por certo tempo (Juí. 15:8), e os rochedos em forma de dente, Bozez e Sené, onde Jonatã e seu escudeiro atacaram um posto avançado dos filisteus. (1 Sam. 14:4, 5) O príncipe midianita, Orebe, foi morto pelos homens de Gideão numa rocha chamada Orebe, evidentemente assim denominada por causa deste incidente. (Juí. 7:25; Isa. 10:26) Foi em Meribá, um rochedo na vizinhança de Cades (havia outra Meribá perto de Refidim, na região montanhosa de Horebe [Êxo. 17:7]), que Moisés e Arão ficaram agravados ao ponto de deixarem de santificar a Jeová, ao fazerem sair água para a assembléia. — Núm. 20:11-13; Sal. 106:32, 33.
EMPREGO FIGURADO
Num sentido figurado, “rocha” descreve as qualidades de Jeová como o Pai de Israel (Deut. 32:18), como um baluarte (2 Sam. 22: 32, 33; Isa. 17:10), como a altura protetora e refúgio para seu povo (Sal. 62:7; 94:22), e como a salvação deles. (Deut. 32:15; Sal. 95:1) Alguns se têm voltado para os deuses falsos como sua “rocha”. (Deut. 32:37) Há outros exemplos em que “rocha” simboliza, em sentido geral, um lugar de segurança, proteção, garantia e refúgio. (Isa. 2:10, 19, 21) Em Isaías 8:14, faz-se alusão a Cristo Jesus como sendo uma “rocha” em que “ambas as casas de Israel” tropeçaram. — Compare com Mateus 21:42-44.
Na ilustração do semeador, dada por Jesus, o adjetivo grego petródes (relacionado com o substantivo pétros) é empregado para descrever os lugares rochosos sobre os quais caíram parte das sementes. (Mat. 13:3-5, 20) Pétros é utilizado como nome próprio, “Pedro”. (João 1:42) A respeito do significado deste termo, An Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento; 1962), de W. E. Vine, Volume IV, página 76, observa: “Pétros indica um pedaço de rocha, uma pedra ou bloco rochoso separado, em contraste com petra, uma massa de rocha.” A obra Word Studies in the New Testament (Estudos das Palavras no Novo Testamento; 1957), de M. R. Vincent, Volume I, página 91, afirma sobre pétros: “No grego clássico, a palavra significa um pedaço de rocha, como em Homero, de Ájax atirar uma pedra em Heitor . . . ou de Pátroclo apoderar-se e esconder na mão uma pedra denteada.”
A palavra grega trakhy’s significa “escabroso”. (Luc. 3:5) Refere-se a recifes rochosos, escarpados e desiguais, em Atos 27:29.
Outro vocábulo grego, spilás, refere-se a uma rocha ou recife que fica oculto debaixo d’água, e é usado por Judas para ilustrar certos homens que se haviam introduzido furtivamente na congregação cristã com motivos corruptos. Como rochedos ocultos constituem uma ameaça para os navios, assim também tais homens representavam verdadeiro perigo para outros na congregação. Ele afirma sobre tais homens: “Estes são os rochedos ocultos sob a água, nos vossos ágapes, banqueteando-se convosco.” — Judas 12.
Para a consideração de Mateus 16:18, veja ROCHA, II.
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Rocha, IiAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ROCHA, II
Esta palavra traduz o vocábulo grego pétra (gênero feminino), que designa uma massa de rocha (Mat. 7:24, 25; 27:51, 60; Luc. 6:48; 8:6, 13; Rev. 6:15, 16), e, por conseguinte, difere de pétros (do gênero masculino e que é empregado como nome próprio, Pedro), significando uma ‘pedra separada’, ou ‘bloco de pedra’. Esta diferença torna claro que, quando disse a Pedro: “Tu és Pedro, e sobre esta rocha construirei a minha congregação”, Jesus não utilizava termos sinônimos. (Mat. 16:18) Até mesmo na versão aramaica (siríaca) tal distinção se torna evidente pela diferença no gênero do particípio que precede a palavra kipha, empregada tanto para “Pedro” como para “rocha“. O pronome verbal masculino (hu) precede a “Pedro”, mas o termo “rocha” é antecedido pelo adjetivo demonstrativo feminino (hade).
Que os apóstolos não entenderam a declaração de Jesus como significando que Pedro era a rocha é evidente de que, mais tarde, disputaram a respeito de quem parecia ser o maior entre eles. (Mar. 9:33-35; Luc. 22:24-26) Não haveria nenhuma base para tal disputa caso se tivesse dado a Pedro a primazia como a rocha sobre a qual devia ser edificada a congregação. As Escrituras mostram claramente que todos os apóstolos são pedras de alicerce iguais a Pedro. Todos eles, incluindo Pedro, repousam sobre Cristo Jesus como a principal pedra angular. (Efé. 2:19-22; Rev. 21:2, 9-14) O próprio Pedro identificou Cristo Jesus como sendo a rocha (pétra) sobre a qual a congregação é edificada. (1 Ped. 2:4-8) Similarmente, o apóstolo Paulo escreveu: “Porque [os israelitas] costumavam beber da rocha espiritual que os seguia, e essa rocha significava o Cristo.” (1 Cor. 10:4) Pelo menos em duas ocasiões e em dois locais diferentes, os Israelitas obtiveram uma provisão miraculosa de água tirada duma rocha. (Êxo. 17:5-7; Núm. 20:1-11) Por conseguinte, a rocha, qual fonte de água, com efeito os seguia. A própria rocha, evidentemente, era um tipo pictórico ou simbólico de Cristo Jesus, que disse aos judeus: “Se alguém tiver sede, venha a mim e beba.” — João 7:37.
É também interessante que Agostinho (354-430 EC), geralmente mencionado como “Santo Agostinho”, certa vez cria que Pedro era a rocha, porém, mais tarde, mudou de conceito. Escreveu ele: “A rocha não é assim denominada por causa de Pedro, e sim Pedro por causa da rocha (non enim a Petro petra, sed Petrus a petra), assim como Cristo não é chamado dessa forma por causa do cristão, e sim o cristão por causa de Cristo. Pois a razão pela qual o Senhor diz: ‘Sobre esta rocha edificarei a minha igreja’ é que Pedro dissera: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.’ Sobre esta rocha, que tu confessaste, afirma ele, eu edificarei a minha igreja. Pois Cristo era a rocha (petra enim erat Christus), sobre a qual o próprio Pedro foi edificado; pois nenhum homem pode lançar outro alicerce, além do que já está lançado, que é Jesus Cristo.” — Citado de A Commentary on the Holy Scriptures (Comentário Sobre as Santas Escrituras; Mateus, p. 296, nota), de J. P. Lange e traduzido por P. Schaff.
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RodaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RODA
Não se conhece a exata origem histórica da roda. Antigamente, tábuas de madeira eram pregadas juntas, arredondadas e guarnecidas com uma camba ou um aro para formar a primitiva roda. O tipo com raios era usado em carros, carroças e outros veículos. (Êxo. 14:25; Isa. 5:28; 28:27) Os dez carrocins de cobre que Salomão fez para serem usados no templo de Jeová tinham, cada um, um eixo de cobre e quatro rodas de cobre, semelhantes às rodas de carros, com 1, 5 côvado de altura, e dispondo de cubos, raios e cambas. — 1 Reis 7:27-33.
O oleiro moldava vasos de barro num disco horizontal giratório, chamado de roda de oleiro. (Jer. 18:3, 4) Também, talvez se baixasse e erguesse um balde numa cisterna por meio de uma corda presa a algum tipo de roda ou guincho. — Ecl. 12:6.
EMPREGO ILUSTRATIVO E FIGURADO
Segundo o Texto Massorético hebraico, Provérbios 20:26 reza: “O rei sábio dispersa os iníquos e revolve sobre eles uma roda.” Isto parece fazer alusão a uma ação tomada por um rei, comparável ao emprego duma roda em trilhar o cereal. (Compare com Isaías 28:27, 28.) A metáfora parece indicar que o rei sábio age prontamente em separar os iníquos dos justos, e em punir os iníquos. Desta forma, o mal é suprimido de seu domínio. (Compare com Provérbios 20:8.) Não obstante, por ligeira alteração, este versículo afirma que um rei sábio faz voltar sobre os iníquos “sua própria qualidade prejudicial”.
A língua descontrolada é um “fogo” que “incendeia a roda da vida natural”. O inteiro círculo da vida duma pessoa pode ser incendiado pela língua, assim como um eixo muito quente pode incendiar uma roda. — Tia. 3:6.
Junto ao rio Quebar, na terra dos caldeus, durante o quinto ano do exílio do Rei Joaquim, Ezequiel teve uma visão de Jeová viajando sobre um veículo celeste, de movimentação rápida e semelhante a um carro. Suas quatro rodas tinham cambotas repletas de olhos, e, dentro de cada roda havia outra roda, pelo visto em ângulo reto, tornando possível ir adiante ou para qualquer dos lados sem mudar o ângulo das rodas. Ao lado de cada roda havia um querubim, as criaturas viventes querubínicas e as rodas se movendo em uníssono, conforme guiadas pelo espírito. (Eze. 1:1-3, 15-21; 3:13) No ano seguinte, Ezequiel teve uma visão similar, desta feita diante do templo que Salomão construiu em Jerusalém, a qual indicava que dentro em breve aquela cidade e o templo seriam destruídos em execução da decisão judicial de Jeová. (Eze. 8:1-3; 10:1-19; 11:22) Cerca de sessenta anos depois, Daniel viu, em visão, o Antigo de Dias, Jeová, sentado num trono celeste dotado de rodas. Tanto o trono como as rodas eram flamejantes, sugerindo a aproximação do ardente julgamento divino sobre as potências mundiais. — Dan. 7:1, 9, 10; Sal. 97:1-3.
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RodesAjuda ao Entendimento da Bíblia
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RODES
Ilha situada ao largo do canto SO da Turquia, e uma das maiores ilhas do mar Egeu, medindo c. 72 km de comprimento por 32 km de largura. Sua capital também é chamada de Rodes. O navio em que Paulo viajava veio de Cós para Rodes, perto do término da terceira viagem missionária do apóstolo, na primavera setentrional de 56 EC. — Atos 21:1.
Rodes, graças à sua localização estratégica e a bons portos, destacava-se como centro de intercâmbio comercial desde o início de sua história. No entanto, parece que, com o tempo,
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