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  • O Verbo — quem é ele segundo João?
    A Sentinela — 1963 | 1.° de abril
    • Ōn se refere a Jeová Deus, o Todo-poderoso, e não ao Cordeiro de Deus, o Verbo de Deus.

      23 Por exemplo, em Apocalipse 1:4,8 (ALA) lê-se: “João, às sete igrejas que se encontram na Ásia: graça e paz a vós outros da parte daquele que é [ho ōn], que era e que há de vir, da parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu trono.” “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é [ho ōn], que era e que há de vir, o Todo-poderoso.” Apocalipse 4:8 aplica ho ōn ao Senhor Deus Todo-poderoso no seu trono celestial, e Apocalipse 5:6,7 mostra que o Cordeiro vem a ele mais tarde. Apocalipse aplica ho ōn ao Senhor Deus Todo-poderoso, quando ele assume o poder e domina como Rei. Apocalipse 16:5 aplica ho ōn ao Senhor Deus, quando ele atua como Juiz. Portanto, João 8:58 não fornece prova à clarezia sobre a existência de um “Deus trino”, pois naquele versículo, segundo traduzido corretamente pelo Dr. James Moffatt, Uma Tradução Americana, em inglês, e por outros, Jesus disse apenas que ele tivera uma existência pré-humana no céu, junto com seu Pai, e que esta existência pré-humana tinha iniciado antes que Abraão nascesse.

      SEMELHANTE, PORÉM SUBORDINADO

      24. Como argumentam os trinitaristas com João 14:9, mas o que quis dizer Jesus com as palavras: “Quem me vê a mim, vê o Pai”?

      24 Mas, objetam os trinitaristas, não estará esquecendo o que Jesus disse a Filipe? O que foi que ele disse? O seguinte: “Há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim, vê o Pai.” (João 14:9, ALA) Ah, sim, mas está longe de Jesus dizer ‘eu sou o Pai’. Jesus acabara de dizer a Filipe e aos demais apóstolos fiéis que ele ia para o Pai; e, assim, como poderia Jesus dizer no mesmo fôlego que Filipe, quando olhava para Jesus estava olhando para o Pai? Jesus não podia querer dizer isto, pois ele distingui-se do Pai, quando disse: “Crede em Deus, crede também em mim.” (João 14:1, ALA) Por que a expressão “também em mim”, se Jesus fosse o próprio Deus? Filipe pediu a Jesus: “Senhor, mostra-nos o Pai”, e Jesus respondeu que isto era o que ele tinha estado a fazer todo o tempo, a saber, mostrando-lhes o Pai. Ele tinha estado a explicar quem era o seu Pai celestial. Ele tinha estado a mostra-lhes como era o seu Pai celestial. Ele tinha imitado o seu Pai. Ele era semelhante ao seu Pai, tanto assim que, quando alguém via a Jesus, era como se estivesse vendo o seu Pai.

      25, 26. (a) Em face de João 1:18, por que não quis Jesus dizer que os apóstolos estavam olhando para o Pai? (b) O que foi que Jesus disse aos judeus em João 5:37, provando que Jesus não é Deus?

      25 Por dizer: “Quem me vê a mim, vê o Pai”, Jesus não queria dizer que os apóstolos estivessem vendo Deus, Aquele a quem Jesus se dirigia ou de quem falava como Pai. Muitos anos depois que Jesus disse aquelas palavras, o apóstolo João escreveu: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. . . . a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus: o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.” (João 1:14,17,18, ALA) Por assim declarar Deus, o seu Pai, por explicá-lo, dando uma descrição dele e agindo como ele, Jesus produziu um efeito nos seus apóstolos que, ai vê-lo, viam também o Pai.

      26 Por isso Jesus disse aos judeus: “O Pai que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim. Jamais tendes ouvido a sua voz, nem visto a sua forma.” (João 5:37, ALA) Mas aqueles judeus viram realmente a forma de Jesus e ouviram a sua voz. Também, Jesus disse-lhes que se eles tivessem crido em Moisés eles creriam também nele; e Jesus sabia pelos escritos de Moisés que Deus lhe tinha dito no Monte: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha faze, e viverá.” (Êxo. 33:20, ALA) Mas aqueles judeus viam a Jesus e continuavam vivendo, o que provava que Jesus não era Deus. Portanto, João 14:9 também não fornece prova de que Jesus é Deus.

      27. Como foi que Jesus se assemelhou a um aluno, e, portanto, em que posição se colocou ele com relação a Deus?

      27 Além disso, notamos que Jesus nunca falou de si mesmo como Deus ou chamou a si mesmo de Deus. Ele sempre se colocou abaixo de Deus e não igual a Deus. Ele se pôs na posição de discípulo de Deus, quando disse: “Nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou.” (João 8:28, ALA) Deus era o instrutor de Jesus, e Jesus, como aluno, não estava acima de seu Instrutor, Deus, nem era igual a ele. Jesus assim se classificou como os outros filhos da organização de Deus, Sião, sobre os quais ele disse: “Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que da parte do Pai tem ouvido e aprendido, esse vem a mim.” (João 6:45, ALA; Isa. 54:13) Como discípulo ou aluno do seu Pai, Jesus aprendia continuamente dele.

      28. Portanto, como aprendiz, o que disse Jesus que fazia com relação ao seu Pai?

      28 Sobre isto João 8:25-27 (ALA) diz: “Respondeu-lhes Jesus: . . . aquele que me enviou é verdadeiro, de modo que as cousas que dele tenho ouvido, essas digo ao mundo. Eles, porém, não atinaram que lhes falava do Pai.” Mais tarde Jesus disse àqueles judeus: “Procurais matar-me, Amim [um homem, grego: ánthropos] que vos tenho falado a verdade que ouvi de Deus [ho Theós]. Aos fiéis apóstolos, ele disse: “Tenho-vos chamado de amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.” — João 8:40; 15:15, ALA.

      29. Assim, que ação disse Jesus que o Pai tomara com relação a ele, e o que prova isto com respeito à comparação de Jesus com Deus?

      29 Assim como uma pessoa que ouve, que PE ensinada, Jesus falou repetidas vezes de si mesmo como tendo sido enviado pelo seu Pai celestial. Por exemplo, em João 12:44, 45, 49, 50 (ALA) se diz: “E Jesus clamou, dizendo: Quem crê em mim crê, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou. Por que eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar. E sei que o seu mandamento é a vida eterna. As cousas, pois, que eu falo, como o Pai mo tem dito, assim falo.” O próprio fato de que ele tinha sido enviado prova que não era igual a Deus, mas menor que o seu Pai.

      30. Como foi que Jesus, na regra que ele próprio declarou, indicou que não era tão grande como seu Pai?

      30 Isto envolve a própria regra de Jesus, segundo declarou aos seus apóstolos: “O servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado maior do que seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.” (João 13:16, ALA) Assim como Deus era maior do que Jesus ao enviá-lo, assim Jesus era maior do que os seus discípulos ao enviá-los. Jesus fez esta comparação, quando lhes disse: “Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.” (João 20:21, ALA) Assim, o Maior envia o menor.

      31. Assim, o que lhe servia de alimento, embora estivesse faminto fisicamente?

      31 Jesus, sendo enviado como mensageiro, não veio para fazer a sua própria vontade ou agradar a si mesmo segundo a carne. Ele veio fazer a vontade do Maior que o havia enviado. Fez a vontade de Deus mesmo quando estava faminto fisicamente, dizendo: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra.” — João 4:34, ALA.

      32. De onde Jesus foi enviado, e, assim, onde era ele menor que Deus?

      32 Jesus não tinha sido enviado pela primeira vez quando estava na carne sobre a terra, ele tinha sido enviado do céu. Em prova disto ele disse: “Eu desci do céu não para fazer a minha própria vontade; e, sim, a vontade daquele que me enviou. E a vontade de quem me enviou é esta: Que nenhum eu perca de todos os que me deu.” (João 6:38,39, ALA) Assim, até mesmo no céu Jesus era menor do que seu Pai. Durante o tempo que Jesus tinha para isso, ele continuou fazendo a vontade do seu pai, seu Enviador. Disse ele: “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.” (João 9:4, ALA) Tudo isto prova que Jesus não era o Deus, cuja vontade devia ser feita, mas o menor do que Deus, fazendo a vontade divina.

  • A fonte de sua vida
    A Sentinela — 1963 | 1.° de abril
    • Parte 4

      A fonte de sua vida

      33. (a) Como Filho, o que prestou Jesus ao seu Pai? (b) Até que ponto vai a honra que Jesus disse que todos os homens devem prestar ao Filho?

      VEM-SE avolumando as evidências dos próprios escritos de João de que Jesus Cristo era o Filho de Deus. Isto em si mesmo argumenta que Jesus, como Filho, dependia de Deus e não era igual a Deus. O filho não é mais do que o pai, mas precisa honrar o pai segundo os mandamentos de Deus. Como Filho de Deus, Jesus disse: “Honro a meu Pai.” (João 8:49, ALA) Como então pode alguém dizer que ele se endeusava ou se igualava a Deus quando disse: “O Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo o julgamento, a fim de que todos honrem o Filho, do modo por que honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou”? (João 5:22, 23, ALA) Com estas palavras, Jesus não nos estava dizendo que o honrássemos como se fosse o Pai ou Deus. Ele não nos disse que devíamos honrar ao Filho tanto quanto ao Pai.

      34. Neste sentido, por que devia o Filho ser honrado, e quão honrado?

      34 Leia de novo as palavras de Jesus e veja por que ele disse que devia ser honrado assim como o Pai deve ser honrado. Jesus disse que o Pai o havia nomeado Juiz, para atuar como deputado ou representante de Deus, o Juiz Supremo. Portanto, visto que Deus o nomeara Juiz, o Filho merecia ser honrado. Honrando o Filho, nós respeitamos o fato de Deus o ter nomeado Juiz. Se não honrarmos o Filho como Juiz, então não honraremos “o Pai que o enviou”. Mas isto não significa que honramos ao Filho como sendo o próprio Deus nem que honramos o Filho tanto quanto ao próprio Deus que o enviou.

      35. (a) Quem foi que honrou a Jesus, e até que ponto? (b) Quanto à grandeza, como se comparou Jesus com Deus e com Abraão?

      35 Até mesmo Deus, o Pai, não honrou nem glorificou o Filho como sendo igual a ele. Mas Deus realmente honrou ou glorificou ao Filho, Jesus Cristo, mais do que todos os outros filhos. Pois então, aquele a quem Deus honra ou glorifica, nós também devemos honrar. Na realidade, Deus requer que assim façamos. O próprio Jesus disse: “Se eu me glorifico a mim mesmo, a minha glória nada é, quem me glorifica é meu Pai, o qual vós dizeis que é vosso Deus.” (João 8:54, ALA) O Pai de Jesus era o Deus dos judeus. Eles não consideravam Jesus um Homem-Deus ou o próprio Deus encarnado; e Jesus não pretendeu ser Deus.

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