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SuperintendenteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Cristãs indica que os superintendentes ou anciãos em qualquer congregação dispunham de igual autoridade. Pode-se observar que, em suas cartas congregacionais, Paulo não destaca nenhum indivíduo como sendo o superintendente, nem são tais cartas dirigidas a qualquer indivíduo como tal. Isto não elimina que tenham existido alguns de maior influência, que eram reconhecidos e respeitados pelos demais como mais destacados, talvez até mesmo sendo designados a presidir as palestras, e servindo, quer continua, quer periodicamente. Paulo relata que, quando foi a Jerusalém para apresentar a questão da circuncisão, primeiro ele apresentou um relato de seu ministério, em particular, aos “que eram homens de destaque”, embora — como ele mesmo diz — estes ‘não transmitissem nada de novo’ a ele. Paulo inclui evidentemente entre os homens de destaque, a Tiago, Pedro (Cefas) e João, “que pareciam ser colunas”. A palavra aqui traduzida “pareciam” tem o sentido de ser “reputado” ou “considerado” como algo. Assim, não parece estar subentendido qualquer sentido de categoria ou de posição oficial. (Gál. 2:1-9) Pode-se notar que Paulo mais tarde ‘resistiu face a face a Pedro’, devido a Pedro ‘não andar direito segundo a verdade das boas novas’ no assunto de associar-se com os não-judeus. — Gál. 2:11-14.
Antes dos relatos da atividade missionária de Paulo, o livro de Atos menciona com destaque a Pedro e João (Atos 1:13-22; 3:1-11; 4:1, 13, 23), especialmente a Pedro, em alguns casos mostrando-o no papel de porta-voz dos apóstolos. (Atos 1:14-22; 2:14, 37, 38; 5:1-11, 15, 29; 9:32-43; 10:1-48; 11:1-3, 18; 12:5-16; 15:6-11) Também Tiago (irmão unilateral de Jesus, e não o apóstolo) é mencionado, e Pedro, ao ser miraculosamente solto da prisão, preocupou-se de transmitir a notícia a “Tiago e aos irmãos”. (Atos 12:17) Na assembléia realizada pelos “apóstolos e os anciãos” em Jerusalém, a fim de decidirem a questão da circuncisão, Tiago assumiu uma parte destacada, pois parece ter resumido o assunto, depois de considerável discussão e testemunho, incluindo o de Pedro. (Atos 15:7-21) No entanto, anunciar ele a sua “decisão” não significa que decidiu por si só a questão, ou que sua voz neste assunto sobrepujasse a dos demais presentes — certamente não a dos apóstolos de Jesus. Que Tiago simplesmente expressou seu critério pessoal, e, com efeito, apresentou uma resolução para ser adotada, é aquilatado de que Atos 16:4 se refere a Paulo e a seus companheiros como entregando, mais tarde, às congregações, “para a sua observância, os decretos decididos pelos apóstolos e anciãos, que estavam em Jerusalém”. (Atos 15:22-29) Pode-se notar que foi por ocasião dessa assembléia que Paulo menciona Tiago, Pedro (Ceias) e João como ‘parecendo ser colunas’ na congregação. — Gál. 2:1, 9.
Assim, apesar do destaque de certos apóstolos ou discípulos, não há evidência de primado por parte de qualquer pessoa. Ao mesmo tempo, é evidente que a decisão da assembléia de Jerusalém foi reconhecida como tendo autoridade por toda a congregação cristã, em todas as regiões. Pode-se também depreender que certas pessoas exerciam a supervisão de determinadas áreas, como faziam os apóstolos Paulo e Pedro, e como Paulo, com autoridade apostólica, comissionou Timóteo e Tito a exercê-la. (Atos 14:21-23; Gál. 2:8, 9; 1 Cor. 4:17; Fil. 2:19-23; 1 Tes. 3:2; 1 Tim. 4:11-16; 5:17-22; Tito 1:1, 4-9) O registro, contudo, parece relacionar-se à supervisão ou atenção especiais para com determinada necessidade, e numa base temporária ou ocasional, em vez de ser qualquer arranjo permanente ou rotineiro. — Compare com 1 Timóteo 1:3-7; Tito 1:5; 3 João 9, 10.
Semelhantemente, as várias referências aos que “presidem” abrangem a possibilidade de que um superintendente pudesse presidir, não só as reuniões duma congregação como um todo, mas também o corpo de “anciãos” duma congregação, embora não exista evidência quanto à duração ou à continuidade de tal presidência. — Rom. 12:8; 1 Tes. 5:12; 1 Tim. 3:4, 5; 5:17
“INTROMETIDO”
O aviso do apóstolo sobre alguém se tornar um “intrometido nos assuntos dos outros” emprega o termo grego allotriepískopos, literalmente, “um superintendente do que é de outrem”. (1 Ped. 4:15) Este termo é ímpar nos escritos gregos, só se encontrando nas Escrituras Gregas Cristãs.
O SUPREMO SUPERINTENDENTE E SEU AUXILIAR
Em 1 Pedro 2:25 evidentemente se cita Isaías 53:6 referente aos que ‘andaram errantes quais ovelhas’, e Pedro então afirma: “Mas agora voltastes para o pastor e superintendente das vossas almas.” A referência tem de ser a Jeová Deus, visto que aqueles a quem Pedro escreveu não se tinham desviado de Cristo Jesus, mas, ao invés, por meio dele, tinham sido reconduzidos a Deus. A Bíblia inteira é o relato do pastoreio e da supervisão de Jeová Deus sobre seus servos, bem como da sua inspeção pessoal da humanidade, como um todo, ou em determinadas áreas. (Compare com Gênesis 6:5, 13; 7:1; 11:5-8; 18:20, 21; Salmo 11:4.) Ao passo que suas ‘visitas’ produzem efeitos e benefícios favoráveis aos que andam em justiça, as referências a Ele ‘voltar sua atenção para’ ou ‘inspecionar’ algo são, freqüentemente, relacionadas com expressões de julgamento adverso da parte dele. — Gên. 21:1; Isa. 10:1-3; Jer. 8:12; 23:11-14; 1 Ped. 2:12; Rev. 18:4-8, 24; 21:3, 4.
O Filho de Jeová, Cristo Jesus, atua como Superintendente Auxiliar de Deus, igualmente pastoreando, superintendendo, inspecionando, disciplinando e executando julgamento. (Compare com João 10:11-15; Hebreus 13:20; Revelação 1:1; capítulos 2, 3; 6:15-17; 7:15-17.) É verdade que o governo exercido por indivíduos existia no Israel carnal, com homens tais como Moisés, Josué, os posteriores reis daquela nação e o sumo sacerdote exercendo posições executivas singulares. No entanto, a evidência das Escrituras Gregas Cristãs é no sentido de que o cargo ocupado por tais homens prefigurava o do Filho de Deus, que é ‘o profeta semelhante a Moisés’, o ‘maior do que Salomão’ e o Sumo Sacerdote de Deus. A ausência dum primado no grupo dos apóstolos e “anciãos” em Jerusalém sublinha e exalta o papel singular do Filho de Deus como o Cabeça da congregação. — Efé. 1:22, 23; 2:20-22; Col. 1:18; 1 Ped. 2:4-6.
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SurdezAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SURDEZ
A impossibilidade parcial ou total de ouvir, amiúde causada por doença, acidente ou alto ruído, quer intenso e súbito, quer prolongado. Em alguns casos, as pessoas já nascem surdas. Outra causa da surdez mencionada na Bíblia é a possessão demoníaca. — Mar. 9:25-29.
Jeová, o Criador do ouvido (Pro. 20:12), exigia que Seu povo mostrasse consideração para com os surdos. Os israelitas não deviam zombar dos surdos, nem invocar o mal sobre eles, pois os surdos não podiam defender-se contra declarações que não conseguiam ouvir. — Lev. 19:14; compare com Salmo 38:13, 14.
Obviamente, então, as palavras de Jeová em Êxodo 4:11, onde ele se refere a si mesmo como ‘designando o surdo’, não significa que Ele seja responsável por todos os casos de surdez. Sem embargo, Jeová pode fazer com que uma pessoa se torne literalmente surda, muda ou cega, com determinado motivo ou propósito. O pai de João, o Batizador, ficou temporariamente mudo por não crer. (Luc. 1:18-22, 62-64) Também, por violar a lei de Deus, como no
caso de relações sexuais, por exemplo, uma pessoa pode, por contrair uma doenga venérea, ficar surda. Assim, indiretamente, pode-se encarar a Jeová como a fonte da surdez. Deus pode também ’designar’ pessoas para serem
espiritualmente surdas por permitir que permaneçam nessa condição, caso assim prefiram. — Compare com Isaías 6:9, 10.
Jesus Cristo, durante seu ministério, demonstrou poderes curativos miraculosos por restaurar a audição de pessoas fisicamente surdas em diversas oportunidades. (Mat. 11:5; Mar.7:32-37; Luc.1:22) Isto torna seguro que, sob a governança dele sobre a terra, serão eliminadas todas as enfermidades, inclusive a surdez.
A Bíblia também se refere a surdez figurada ou espiritual. O salmista comparou os iníquos — que se recusam a escutar a orientação — a uma cobra que se torna surda à voz dos encantadores. (Sal. 58:3-5) Similarmente, nos dias de Isaías, os israelitas, embora possuíssem ouvidos, eram como que surdos, por serem lentos em escutar e acatar a palavra de Jeová. (Isa. 42:18-20; 43:8) No entanto, depois da predita restauração do cativeiro, o povo de Deus deixaria de ser espiritualmente surdo. Eles escutariam a palavra de Jeová, isto é, prestariam atenção a ela. (Isa. 29:18; 35:5) Jesus Cristo, enquanto se achava na terra, abriu muitos ouvidos do entendimento, habilitando os curados a agir de acordo com aquilo que ouviam. — Mat. 13:16, 23.
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SusãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SUSÃ
Cidade antiga, cujas ruínas se acham junto ao rio Carque, c. 362 km a E da cidade de Babilônia. Susã, ou uma parte fortificada da cidade, “Susã, o castelo”, foi cenário de uma das visões do profeta Daniel (8:2), palco dos eventos narrados no livro de Ester (1:2, 5, 6; 2:3, 5, 8, 21; 3:2, 15; 8:14; 9:12-15) e o local onde Neemias servia como copeiro, durante o reinado de Artaxerxes (Longímano, o filho de Xerxes I). — Nee. 1:1; 2:1; veja CASTELO; ELSO; PÉRSIA, PERSAS.
Existe evidência de que Susã (também chamada de Susa [Esdras 4:9]) era a capital do antigo Elão.
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