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Testemunho mundial verso conversão do mundoA Sentinela — 1971 | 1.° de maio
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o Sr. [Billy] Graham.” — Times de Nova Iorque, de 7 de abril de 1964, sob “General Falou de Rejeitar a Oferta de Criar um Japão Cristão”.
17. Em comparação com o aumento da população do mundo, prova o aumento da cristandade desde aquele tempo que ela tem razão quanto a conversão do mundo ou é Jesus Cristo quem tem razão?
17 O Japão tinha então uma população de 73.110.995. A população do mundo havia aumentado a 2.139.958.919. Embora dezenas de milhões de membros das igrejas da cristandade se haviam matado mutuamente na Segunda Guerra Mundial, relata-se que o rol de membros da cristandade era então de 592.406.542, ou cerca de um quarto da população do mundo. Hoje, em 1971, os membros da cristandade são calculados em 924.274.000, o que representa menos de um terço da população mundial de 3.483.263.000, havendo mais de um bilhão de não-cristãos a mais para serem convertidos ao cristianismo do que no ano de 1946. É evidente que o aumento da cristandade, no seu programa de conversão mundial, não acompanha a explosão da população do mundo não-cristão. Então, quem está errado — a cristandade ou Jesus Cristo e as Escrituras Sagradas da Bíblia? Os fatos duros provam que a cristandade está lamentavelmente errada, mas que Jesus Cristo e a Bíblia estão certos.
18. (a) Que obra predisseram Jesus Cristo e a Bíblia antes do fim completo deste sistema de coisas? (b) Por que motivo predisse ele a destruição de Jerusalém e do atual sistema?
18 Jesus Cristo e a Bíblia nunca predisseram a conversão do mundo ao cristianismo antes do reinado milenar de Jesus Cristo. Predisseram um testemunho mundial antes da “grande tribulação” em que todo este sistema de coisas, inclusive a cristandade, terminará desastrosamente dentro em breve. Jesus disse na sua profecia sobre a terminação do sistema de coisas: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (Mat. 24:3-14) Nas suas palavras finais, ele disse aos seus discípulos no Monte das Oliveiras: “Sereis testemunhas de mim . . . até à parte mais distante da terra.” (Atos 1:8) Não disse que Jerusalém, ou toda a Judéia e Samaria, ou a parte mais distante da terra seriam convertidas. Não seriam e não foram convertidas. Ele predisse a destruição de Jerusalém, que lhe sobreveio no ano 70 E. C., e também o fim do atual sistema de coisas na vindoura “grande tribulação”, por não se arrependerem e serem convertidas pelo testemunho que lhes foi dado. (Mat. 24:15-22) O testemunho mundial ainda está em progresso.
TESTEMUNHAS DE QUEM?
19. Que impressão deram os clérigos da cristandade do lugar do nome de Deus em conexão com o testemunho a respeito de Jesus?
19 Quando Jesus Cristo disse aos seus discípulos: “Sereis testemunhas de mim”, queria desviar a atenção deles do Deus Altíssimo? Queria dizer que o nome de Deus, daí em diante, seria relegado ao segundo plano, e que seu próprio nome pessoal seria destacado e usado quase que exclusivamente? A maneira de agir dos clérigos religiosos da cristandade tende a dar ao mundo a impressão de que era isso o que Jesus queria dizer. Mas, como poderia Jesus Cristo dizer aos seus discípulos que não fossem testemunhas Daquele mesmo de quem ele próprio era testemunha?
20. Em Revelação 3:14, 21, como dá Jesus Cristo testemunho de Deus como sendo seu Criador e Dador da vida?
20 No último livro da Bíblia, isto é, em Revelação 1:5, fala-se de “Jesus Cristo, ‘a Testemunha Fiel’, ‘o primogênito dentre os mortos’ e ‘o Governante dos reis da terra’”. Mas em Revelação 3:14, o próprio glorificado Jesus Cristo fala de si mesmo e diz: “Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira.” “Testemunha fiel e verdadeira” de quem? Ora, de nenhum outro senão de Deus, e este é o motivo por que logo na próxima frase ele se identifica ainda mais por acrescentar: “o princípio da criação de Deus”. E Jesus Cristo termina a mensagem iniciada com tais palavras, dizendo: “Aquele que vencer, concederei assentar-se comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono.” (Rev. 3:21) Jesus Cristo dá assim testemunho de Deus, seu Pai celestial, como sendo seu Criador e Dador de vida.
21. Em Revelação 3:12, a quem menciona Jesus Cristo quatro vezes, para indicar que relação deste para com ele mesmo?
21 Jesus foi a Original das criações de Deus. E alguns versículos antes, em Revelação 3:12, Jesus Cristo disse: “Aquele que vencer — eu o farei coluna no templo do meu Deus, e ele, de modo algum, jamais sairá dele, e escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu da parte do meu Deus, e aquele meu novo nome.” Nesta promessa, ele menciona quatro vezes “meu Deus”, dando testemunho Deste como sendo seu próprio Deus, a quem ele mesmo adora. Ele traz também à atenção que Deus tem um nome diferente do seu próprio nome, indicando duas pessoas separadas.
22, 23. (a) No seu Sermão do Monte e entre os adoradores em Jerusalém, em 33 E. C., como mostrou Jesus se o seu nome devia ser posto na frente do de Deus ou não? (b) Na sua oração, após instituir a “ceia do Senhor”, que destaque deu Jesus ao nome de Deus?
22 Não era possível que Jesus dissesse aos seus discípulos que colocassem o próprio nome pessoal dele na frente do de Deus a quem ele orava. No seu Sermão do Monte, ele disse aos seus discípulos: “Portanto, tendes de orar do seguinte modo: ‘Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome.’” Jesus não orava para que o seu próprio nome fosse santificado, mas sim para que o nome de seu Pai e do Pai deles fosse santificado. (Mat. 6:9) Na primavera do ano 33 E. C., depois de sua entrada triunfal em Jerusalém, Jesus orou alto, aos ouvidos duma multidão de adoradores: “Pai, glorifica o teu nome.” Houve uma resposta a oração de Jesus? O relato escrito nos conta: “Saiu, portanto, uma voz do céu: ‘Eu tanto o glorifiquei como o glorificarei de novo.’” (João 12:23-28) Vários dias depois, após Jesus ter instituído o que é chamado de “ceia do Senhor”, ele orou a Deus entre os seus onze apóstolos fiéis, dizendo:
23 “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo. Tenho feito manifesto o teu nome aos homens que me deste do mundo. . . . Santo Pai, vigia sobre eles por causa do teu próprio nome.” — João 17:3, 6, 11.
24, 25. (a) O que indica, pois, a ordem de Jesus aos seus discípulos, no monte na Galiléia, quanto a sua ordem final a eles no Monte das Oliveiras? (b) Segundo Isaías 43:1, 10-12, Jesus, por ter nascido judeu sob a Lei, era obrigatoriamente o que para com Jeová?
24 Após a ressurreição de Jesus dentre os mortos, ele apareceu aos seus discípulos reunidos num monte na Galiléia e disse-lhes: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo.” (Mat. 28:18, 19) Portanto, o registro inteiro prova que Jesus não disse aos seus discípulos que relegassem o nome de Deus, seu Pai celestial, ao segundo plano e colocassem o seu próprio nome, o nome do Filho, na frente do nome de seu Pai. Assim, nas suas palavras de despedida aos seus discípulos do Monte das Oliveiras, ele não lhes disse, nas palavras dele, que fossem “testemunhas de mim” com a exclusão de serem testemunhas de Deus, seu Pai celestial. Devemos lembrar-nos de que Jesus Cristo, igual àqueles discípulos judaicos seus, havia nascido de uma mulher judaica e “veio a estar debaixo de lei”, quer dizer, debaixo da lei dada mediante o profeta Moisés. (Gál. 4:4) Por conseguinte, Jesus Cristo, igual aos seus discípulos judaicos, era parte da nação de Israel (ou Jacó), à qual Deus falara as seguintes palavras pela boca de seu inspirado profeta Isaías:
25 “E agora, assim disse Jeová, teu Criador, ó Jacó, e teu Formador, ó Israel: ‘Não tenhas medo, porque eu te resgatei. Eu te chamei pelo teu nome. Tu és meu.’ Vós sois as minhas testemunhas’, é a pronunciação de Jeová, ‘sim, meu servo a quem escolhi, para que saibais e tenhais fé em mim, e para que entendais que eu sou o Mesmo. Antes de mim não foi formado nenhum deus [por nações idólatras] e depois de mim continuou a não haver nenhum. Eu é que sou Jeová, e além de mim não há salvador. Eu mesmo o comuniquei, e salvei, e fiz que fosse ouvido, quando entre vós não havia nenhum deus estranho. Portanto, vós sois as minhas testemunhas’, é a pronunciação de Jeová, ‘e eu sou Deus’.” — Isa. 43:1; 10:12.
26. Como prova o último livro da Bíblia que o ressuscitado Jesus ainda é testemunha do nome de Jeová?
26 Era inevitável, pois, que Jesus e seus discípulos lá no Monte das Oliveiras, como membros naturais da nação de Jacó ou Israel, fossem obrigatoriamente testemunhas de Deus, testemunhas de Jeová. Jesus, quando estava em carne na terra, era testemunha de Jeová Deus, e o mesmo se dava com seus discípulos judaicos. Depois da sua ressurreição dentre os mortos, Jesus Cristo continuou a ser testemunha de Jeová. O último livro da Bíblia, Revelação, com respeito ao qual se usou Jesus Cristo para dá-lo ao apóstolo judaico João, mostra o glorificado Jesus Cristo ainda dando testemunho de Jeová Deus. Revelação 19:1-6 registra quatro vezes o clamor alegre: “Aleluia!” que é uma expressão hebraica significando “Louvai a Já!”, sendo que o nome “Já” é uma abreviação de Jeová. — Rev. 1:1, 2.
27. (a) Isentou Jesus os seus discípulos da obrigação de serem testemunhas de Jeová por meio de sua ordem em Atos 1:8? (b) Dava-se isso até mesmo depois de eles se tornarem israelitas espirituais, em Pentecostes de 33 E. C.?
27 O celestial Jesus Cristo será para toda a eternidade testemunha de Jeová Deus. Concordemente, pelas suas palavras aos seus discípulos judaicos: “Sereis testemunhas de mim”, Jesus não isentou seus discípulos da obrigação de serem testemunhas de Jeová, em cumprimento de Isaías 43:1-12. Isto se dava mesmo depois de o espírito santo ter sido derramado sobre eles em Pentecostes, pois foi só então que se tornaram israelitas espirituais sob um novo pacto, com o próprio Jesus Cristo por mediador entre Deus e os homens. — Atos 2:1-38; Gál. 6:16; 1 Tim. 2:5, 6; 1 Ped. 2:9.
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Aproxima-se o fim do testemunho mundialA Sentinela — 1971 | 1.° de maio
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Aproxima-se o fim do testemunho mundial
1. (a) Que testemunho adicional foi dado aos discípulos judaicos de Jesus a partir de Pentecostes de 33 E. C.? (b) Que efeito teve isso sobre o testemunho que davam de Jeová?
O TESTEMUNHO mundial da parte dos discípulos de Jesus Cristo já prossegue até agora por mais de dezenove séculos. Quando Jesus Cristo disse aos seus discípulos judaicos, no Monte das Oliveiras, na primavera de 33 E. C.: “Sereis testemunhas de mim”, ele falava a testemunhas de Jeová de nascença. (Isa. 43:1-12; 44:8) Mas a partir de então, ou a partir do derramamento do espírito santo de Deus sobre eles, dez dias depois, em Pentecostes, em Jerusalém, deviam ser também testemunhas de Jesus. Por que este testemunho adicional? Destinava-se a detrair de serem testemunhas dedicadas de Jeová ou mesmo a substituir serem testemunhas de Jeová Deus? Em vez de detrair da proclamação do nome de Deus, Jeová, e de relegá-lo ao segundo plano obscurecido, dar-se testemunho de Jesus se destinava a glorificar a Jeová Deus ainda mais. Destinava-se a dar maior acentuação, maior determinação ao testemunho a favor de Jeová. Devia mostrar que Jeová não havia mentido, mas que, depois de mais de quatro mil anos, ele por fim havia suscitado seu Messias ou Cristo.
2. Que provisão, primeiro mencionada no Jardim do Éden torna agora de importância mundial?
2 Prover Jeová o há muito prometido Messias ou Ungido era uma questão de importância mundial. Merecia ser divulgada em todo o mundo da humanidade, mesmo “até à parte mais distante da terra”. O que o próprio Jeová Deus fez merecia ser imitado pelas suas fiéis testemunhas na terra. O quê? Ora, dar testemunho do Messias ou Cristo real e histórico, Jesus, o Filho de Deus. Por volta do ano 4026 A. E. C., Jeová Deus dissera à Serpente que havia causado a queda do homem no Jardim do Éden: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre o teu descendente e o seu descendente. Ele te machucará a cabeça e tu lhe machucarás o calcanhar.” (Gên. 3:15) Esta foi a primeira referência de Jeová ao Messias ou Cristo.
3. Portanto, o que precisou Jeová fazer, para mostrar a sua palavra vindicada neste respeito?
3 Quando Deus vindicou a sua palavra de promessa por suscitar seu Messias ou Ungido, era necessário que Ele identificasse seu Messias por dar testemunho dele de modo sobrenatural. Toda a humanidade podia repetir o pedido certa vez feito a ele: “Mostre Jeová ser testemunha verdadeira e fiel.” (Jer. 42:5) Jeová fez isso.
4. Como veio João a ser testemunha de Jesus perante os que se chegaram a ele para o batismo?
4 No último semestre do ano 29 E. C., após o batismo de seu Filho Jesus, no rio Jordão, ele proveu uma manifestação visível, de seu espírito santo descer sobre o batizado Jesus, e João Batista ouviu as palavras de Deus vindas do céu: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” João Batista, testemunha judaica de Jeová, podia depois dar testemunho de Jesus, que este era o Messias, conforme o próprio João disse: “Eu o vi e dei testemunho de que este é o Filho de Deus.” (Mat. 3:13-17; João 1:29-34) A partir de então, João dava testemunho aos que vinham a ele para serem batizados, desejando estar preparados para se tornarem discípulos do Messias ou Cristo de Jeová.
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