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O único templo verdadeiro em que adorarA Sentinela — 1973 | 1.° de julho
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humana. Falando de sua esperança, Paulo diz:
19 “Nós, os que fugimos para o refúgio, [temos] forte encorajamento para nos apegar à esperança que se apresenta. Temos esta esperança como âncora para a alma, tanto segura como firme, e ela penetra até o interior da cortina, onde um precursor entrou a nosso favor, Jesus, que se tornou sumo sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque.” — Heb. 6:18-20.
20. Que separarão existia entre o Santo da tenda e o pátio, e que objeto de cobre existia naquele pátio?
20 Lembramo-nos de que o primeiro compartimento da tenda ou do tabernáculo chamava-se Santo, e que estava separado do pátio externo do santuário do templo por meio duma cortina ou dum reposteiro. Naquele pátio e diante (ou ao leste) do santuário do templo havia um grande altar de cobre.
21. De que altar não têm direito de comer os sacerdotes judaicos, e com que sacrifício se relaciona este altar?
21 Assim como o próprio santuário do templo, este altar era típico. O apóstolo Paulo mostra isso ao falar da diferença entre os sacerdotes judaicos e os discípulos batizados de Cristo, dizendo: “Nós temos um altar do qual os que fazem serviço sagrado na tenda não têm autoridade para comer. Porque os corpos daqueles animais, cujo sangue é levado para dentro do lugar santo pelo sumo sacerdote, pelo pecado, são queimados fora do acampamento. Por isso, Jesus também, para santificar o povo com o seu próprio sangue, sofreu fora do portão [quer dizer, fora do portão de Jerusalém].” (Heb. 13:10-12) Portanto, o altar cristão tem que ver com o sacrifício humano de Jesus. Mas, o que é este altar antitípico? Também qual é o antítipo do primeiro compartimento ou Santo, da tenda ou do templo terreno? Vejamos isto com a ajuda da Bíblia.
22. (a) O que ilustrou a cortina interna do templo e como passou Jesus por ela? (b) Portanto, a que espécie de coisas se referia tudo o que havia fora ou ao leste daquela cortina?
22 A cortina interna, entre o Santíssimo e o Santo do templo, representa uma linha divisória. Ilustra a barreira carnal que Jesus Cristo teve de atravessar por renunciar à sua carne humana, perfeita, em sacrifício, desistindo dela para sempre. Ora, visto que o compartimento Santíssimo, do outro lado da cortina interna, representa o “próprio céu”, onde mora Deus, não por espírito, mas em pessoa, tudo do lado de fora desta cortina (ou ao leste dela) representaria algo que não está nos céus invisíveis, mas sim aqui na terra. Deve ter que ver com a carne dos que adoram e servem a Jeová Deus aqui na terra. Esta regra aplica-se, portanto, ao altar de cobre. No caso dos templos de Salomão e de Herodes, o altar achava-se no pátio interno ou no pátio dos sacerdotes, onde o sumo sacerdote e seus subsacerdotes cumpriam seus deveres sacrificiais. O que tipificava este altar!
O ALTAR ANTITÍPICO
23, 24. (a) Quando Jesus ‘entrou no mundo’, o que disse ele a respeito da atitude de Deus para com os sacrifícios e por quê? (b) Portanto, o que foi tirado, e por meio de que são os cristãos santificados através do sacrifício de Cristo?
23 Isto é esclarecido para nós pelo apóstolo Paulo em Hebreus, capítulo dez. Depois de descrever como Jesus Cristo, qual Sumo Sacerdote de Deus, entrou no próprio céu, a fim de comparecer por nós perante a pessoa de Deus com o seu próprio sangue, Paulo prossegue:
24 “Pois, visto que a Lei tem uma sombra das boas coisas vindouras, mas não a própria substância das coisas, os homens nunca podem, com os mesmos sacrifícios que oferecem continuamente, de ano em ano, aperfeiçoar os que se aproximem. . . . porque não é possível que o sangue de touros e de bodes tire pecados. Por isso, ao entrar no mundo, ele diz: ‘“Sacrifício e oferta não quiseste, porém, preparaste-me um corpo. Não aprovaste os holocaustos e as ofertas pelos pecados.” Então disse eu: “Eis aqui vim (no rolo do livro está escrito a meu respeito) para fazer a tua vontade, ó Deus.”’ Dizendo primeiro: ‘Não quiseste nem aprovaste sacrifício, e ofertas, e holocaustos, e ofertas pelo pecado’ — sacrifício que se oferecem segundo a Lei — ele diz então realmente: ‘Eis aqui vim para fazer a tua vontade.’ Ele elimina o primeiro para estabelecer o segundo. Pela dita ‘vontade’ é que temos sido santificados por intermédio da oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez para sempre.” — Heb. 10:1-10.
25. Então, o que era o altar ao qual Jesus veio e se apresentou para ser oferecido como sacrifício?
25 Isto torna evidente que o equivalente antitípico do altar de cobre, no pátio do templo, é a “vontade” de Deus, sua disposição de aceitar um sacrifício humano perfeito, para o qual fizera preparativos, “vontade” esta de Deus que foi predita no que se acha escrito no rolo do livro. (Sal. 40:6-8) Deus não havia estado disposto a aceitar o sacrifício humano imperfeito do filho de Abraão, Isaque, mas estava disposto a aceitar o sacrifício humano perfeito de seu Filho unigênito, Jesus Cristo. Não quis e não aprovou infindavelmente os sacrifícios de animais no Dia anual da Expiação, mas, segundo a Sua vontade e Seu propósito, quis que um sacrifício humano perfeito, que expiasse os pecados humanos, realmente ‘tirasse pecados’. Jesus Cristo veio para fazer a vontade de Deus, e foi à base da vontade de Deus, como num altar, que se aceitou a apresentação do perfeito Jesus como sacrifício humano e se ofereceu seu corpo humano preparado e perfeito. Este sacrifício humano perfeito, no altar dá “vontade” de Deus, deu realmente santificação aos discípulos de Cristo. Foi por isso que Paulo acrescentou: “Pela dita ‘vontade’ é que temos sido santificados por intermédio da oferta do corpo de Jesus Cristo.” — Heb. 10:10.
26. Por que não tem os sacerdotes judaicos nenhuma autoridade para comer do “altar” do qual comem os subsacerdotes cristãos?
26 Foi também por isso que Paulo disse mais tarde: “Nós temos um altar do qual os que fazem serviço sagrado na tenda não têm autoridade para comer. . . . Por isso, Jesus também, para santificar o povo com o seu próprio sangue, sofreu fora do portão.” (Heb. 13:10-12) Quer dizer que nós cristãos, que somos subsacerdotes espirituais, temos um sacrifício expiatório de pecados no altar da “vontade” de Deus, sacrifício do qual os sacerdotes que serviam no templo de Herodes, em Jerusalém, não tinham autoridade de comer, por causa de sua falta de fé no verdadeiro Sumo Sacerdote de Jeová, Jesus Cristo, o Mediador do novo pacto de Jeová.
27. Quando se apresentou Jesus para sacrifício, que base para o sacrifício veio então à existência e que “dia” antitípico começou então?
27 Quando veio Jesus, como ser humano perfeito, para se apresentar em sacrifício no altar da “vontade” de Deus, conforme prescrito no rolo do livro? Foi na ocasião em que se apresentou a João Batista, no ano 29 E.C., a fim de ser imerso no rio Jordão. É evidente que Jeová Deus aceitou o sacrifício que Jesus fez de si mesmo, porque, após o batismo de Jesus em água, Jeová derramou seu espírito santo sobre Jesus e o fez Cristo ou Ungido, dizendo audivelmente do céu: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” (Mat. 3:13-17; João 1:29-34) Por conseguinte, foi naquele tempo que o “altar” antitípico de Deus veio à existência e que houve uma oferta aceitável pelo pecado sobre ele. Daí em diante, Jesus Cristo estava andando no antitípico pátio dos sacerdotes, superintendendo seu sacrifício humano até a morte. O grande e antitípico Dia da Expiação havia começado, e Jesus Cristo, como Sumo Sacerdote de Deus, servia junto ao verdadeiro “altar” espiritual de Deus de maneira similar à do sumo sacerdote arônico no templo de Jerusalém, no Dia da Expiação anual, em 10 de tisri. — Heb. 8:1-6.
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O ajuntamento de todas as nações a um só templo para a adoraçãoA Sentinela — 1973 | 1.° de julho
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O ajuntamento de todas as nações a um só templo para a adoração
1. Como fez Jeová de Jesus um sacerdote espiritual e que santuário espiritual tomou então forma?
O GRANDE santuário espiritual do tabernáculo de Jeová Deus tomou então forma. Como? Por vir então à existência o “Santo” antitípico do templo espiritual de Deus. Isto aconteceu porque Deus derramou seu espírito santo sobre Jesus e tornou Jesus sacerdote espiritual. Deus gerou a Jesus com seu espírito, para torná-lo Filho espiritual de Deus revestido da honra dum sacerdócio mais elevado do que o do sumo sacerdote judaico, terrestre, da família de Arão.
2. Assim, em que condição veio a estar Jesus e em que parte do templo espiritual de Jeová podia entrar, para fazer ali o quê?
2 Por isso, Paulo escreveu: “O homem não se arroga esta honra por si mesmo, mas apenas quando é chamado por Deus, assim como também Arão foi. Assim, também, o Cristo não se glorificou a si mesmo por se tornar sumo sacerdote, mas foi glorificado por aquele que falou com referência a ele: ‘Tu és meu filho; hoje eu me tornei teu pai.’ Assim como ele diz também em outro lugar: ‘Tu és sacerdote para sempre à maneira de Melquisedeque.’” (Heb. 5:4-6) Jesus veio assim a estar na condição de gerado pelo espírito, embora ainda estivesse na carne. Nesta condição podia entrar no “Santo” antitípico do templo espiritual de Jeová. Neste “Santo” podia oferecer a Deus oração, louvor e serviço como se fosse incenso.
3. (a) Que outro compartimento do templo espiritual de Jeová também tomou forma e com que particularidades nele? (b) A partir de quando começou assim a funcionar o templo espiritual de Jeová?
3 Também tomou forma, então, o Santíssimo do templo espiritual de Deus, quer dizer, aquela parte específica do céu onde Jeová Deus está entronizado em pessoa, acima dos querubins celestiais, como que acima dum propiciatório ou duma “tampa propiciatória”. (Sal. 80:1; Núm. 7:89; Heb. 9:4, 5) Nesta região celestial, que assim assume as características dum compartimento Santíssimo ou sala mais recôndita, Jeová está entronizado como que acima da tampa propiciatória da área do novo pacto, pronto e disposto a ser propiciado, apaziguado e abrandado por uma oferta satisfatória pelo pecado, o sacrifício humano perfeito de seu
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