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Compreensão dos milagres da BíbliaA Sentinela — 1971 | 15 de novembro
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inesperados pelos homens; para ele não seria problema dividir o Mar Vermelho para que as ‘águas fossem como muralha’ em ambos os lados. — Êxo. 14:22.
Visto que o reconhecimento da existência de lei, tal como a lei da gravidade, pressupõe um legislador de inteligência e poder transcendentes e sobre-humanos, por que pôr em dúvida a sua capacidade de fazer coisas maravilhosas? Por que tentar limitar a sua operação ao âmbito extremamente limitado do conhecimento e da experiência do homem? Jó descreve a escuridão e a tolice em que Deus deixa cair os que assim contrapõem a sua sabedoria à dele. — Jó 12:16-25; veja Romanos 1:18-23.
CONTRÁRIOS À EXPERIÊNCIA HUMANA?
Apenas afirmar que os milagres não ocorreram, conforme fazem alguns, não prova que não ocorreram. A veracidade de qualquer evento registrado da história talvez seja questionada por alguém que viva hoje, por ele não o ter presenciado e não haver agora testemunhas oculares para o confirmarem. Mas isto não muda os fatos da história. Alguns objetam às narrativas dos milagres porque, conforme dizem, estes são contrários à experiência humana. Se os cientistas aplicassem este ponto de vista realmente na prática, haveria muito menos pesquisa e descobrimentos de coisas e processos novos da parte deles. Por exemplo, não continuariam a pesquisar a cura de doenças “incuráveis”, nem as viagens espaciais aos planetas. O que se consegue realizar hoje deixaria atônitos os homens da antiguidade, e uma boa parte das experiências cotidianas comuns da humanidade moderna seria considerada como milagres.
OS MILAGRES BÍBLICOS NÃO FORAM MEROS ACONTECIMENTOS NATURAIS
Alguns opositores da narrativa bíblica afirmam que os milagres bíblicos podem ser explicados científica e logicamente como meros acontecimentos naturais. É verdade que se empregaram coisas tais como terremotos. (1 Sam. 14:15, 16; Mat. 27:51) Mas isto em si mesmo não prova que Deus não interveio nestes acontecimentos. Não só eram estas coisas obras poderosas em si mesmas (por exemplo, os terremotos mencionados), mas também o tempo em que ocorreram era tal que tornaram enormemente improváveis as probabilidades de qualquer acontecimento casual.
Como ilustração: Alguns têm afirmado que o maná provido para os israelitas pode ser encontrado no deserto como exsudação pegajosa e doce nos tamarindos e em arbustos. Mesmo que esta afirmação duvidosa fosse verdadeira, a provisão do maná para Israel ainda foi um milagre por causa do tempo em que ocorria, pois não aparecia sobre o solo no sétimo dia de cada semana. (Êxo. 16:4, 5, 25-27) Além disso, embora criasse bichos e cheirasse mal quando guardado até o dia seguinte, isto não acontecia quando era guardado como comida para o sábado. — Êxo. 16:20, 24.
CARACTERÍSTICAS DOS MILAGRES BÍBLICOS
A compreensão das características dos milagres bíblicos ajuda a aumentar a fé na sua credibilidade. Por exemplo, sua natureza franca e pública é digna de nota. Alguns deles foram realizados em particular ou perante grupos pequenos, porém, muitas vezes foram feitos em público, perante milhares ou até mesmo milhões de observadores. (Êxo. 14:21-31; 19:16-19) As obras de Jesus foram abertas e públicas. Não havia segredo quanto a elas, e curava a todos os que vinham a ele. — Mat. 8:16; 9:35; 12:15.
Outra característica dos milagres bíblicos era que o motivo da realização individual dum milagre não era dar destaque egoísta à pessoa, nem era tornar alguém rico, mas era principalmente glorificar a Deus. (João 11:1-4, 15, 40) Os milagres ajudavam outros, às vezes diretamente de modo físico, e sempre de modo espiritual, fazendo as pessoas voltar-se para a adoração verdadeira.
Os milagres bíblicos não só envolviam coisas animadas, mas também coisas inanimadas, tais como acalmar o vento e o mar (Mat. 8:24-27), parar e iniciar chuva (1 Reis 17:1-7; 18:41-45), transformar água em sangue ou em vinho (Êxo. 7:19-21; João 2:1-11), e outros. Incluíam também curas físicas de todos os tipos, inclusive da lepra (2 Reis 5:1-14; Luc. 17:11-19) e a cegueira de nascença. (João 9:1-7) Esta grande variedade de milagres argumenta a favor de sua credibilidade quanto a terem sido apoiados pelo Criador. Pois é lógico que somente o Criador podia exercer influência em todos os campos da experiência humana e sobre todas as formas de matéria.
OBJETIVO DOS MILAGRES
Os milagres serviam a diversos objetivos importantes. De modo mais básico, ajudavam a confirmar que certo homem recebera poder e apoio da parte de Deus. (Êxo. 4:1-9) As pessoas chegavam a esta conclusão correta tanto no caso de Moisés como no de Jesus. (Êxo. 4:28-31; João 9:17, 31-33) Por intermédio de Moisés, Deus havia prometido um profeta vindouro. Os milagres de Jesus auxiliaram os observadores a identificá-lo como sendo Tal. — Deu. 18:18; João 6:14.
Quando o cristianismo ainda era novo, os milagres se conjugavam com a mensagem para ajudar as pessoas a compreender que Deus apoiava o cristianismo e se havia desviado do anterior sistema judaico de coisas. Com o tempo, os dons milagrosos presentes no primeiro século deixaram de existir. Foram necessários durante a infância da congregação cristã. — 1 Cor. 13:8-11.
HOJE A SITUAÇÃO É DIFERENTE
Não vemos hoje Deus realizar tais milagres pelas mãos de seus servos cristãos. Por que não? Porque toda a informação necessária está presente e disponível ao público alfabetizado do mundo, e, a fim de ajudar os analfabetos que desejam escutar, há cristãos maduros que têm conhecimento da Bíblia e sabedoria obtidos por meio de estudo e experiência.
Não é necessário que Deus faça tais milagres no tempo atual para confirmar que Jesus Cristo é o libertador designado por ele, ou para provar que ele apóia os seus servos.
Mesmo se Deus continuasse a dar aos seus servos a capacidade de fazer milagres, isto não convenceria a todos, pois nem mesmo todas as testemunhas oculares dos milagres de Jesus foram induzidos a aceitar o ensino dele. (João 12:9-11) Por outro lado, os zombadores são advertidos pela Bíblia de que Deus ainda realizará atos estupendos por ocasião da destruição do atual sistema de coisas. — 2 Ped. 3:1-10; Rev., caps. 18, 19.
De modo que se pode dizer que os que negam a existência dos milagres não crêem que haja um Deus e Criador invisível, ou então crêem que ele não tem exercido seu poder de modo sobre-humano, desde a criação. Mas a sua descrença não invalida a Palavra de Deus. — Rom. 3:3, 4.
A narrativa bíblica dos milagres de Deus, junto com o bom objetivo que alcançaram, sempre em harmonia com as verdades e os princípios encontrados na sua Palavra, dão confiança em Deus. Fornecem forte garantia de que Deus se importa com a humanidade e que ele pode proteger e protegerá os que o servem. O registro dos milagres bíblicos aumenta a fé em que Deus, no futuro, intervirá de modo milagroso, curando e abençoando a humanidade fiel. — Rev. 21:4.
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Crianças ressuscitadas dentre os mortosA Sentinela — 1971 | 15 de novembro
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Crianças ressuscitadas dentre os mortos
Artigo que se destina a ser lido especialmente pelos pais com os filhos.
NÃO é maravilhoso saber que alguém nos ama? É bom ter alguém que realmente se importe conosco. Mas sabia que há alguém que ama a você mais do que qualquer outro faz na terra? Este alguém é Jeová Deus.
Quanto nos ama Jeová! Pensa em nós apenas quando estamos aqui, esquecendo-se depois de nós, quando desaparecemos? Ou lembra-se realmente de nós? A Bíblia diz que ‘nem a morte, nem a vida, nem as coisas presentes, nem as coisas por vir, poderão separar-nos do amor de Deus’. — Rom. 8:38, 39.
De modo que Deus não se esquece. Ele se lembra daqueles que o servem e se lembra também dos filhos deles. Mesmo que morram, ele os trará de volta à vida.
Quando Jesus, o Filho de Deus, esteve na terra, mostrou que Jeová se importa com as criancinhas. Jesus tomava tempo para falar às crianças sobre Deus. Ele até mesmo usou o poder de Deus para trazer de volta os jovens dentre os mortos! Quer ouvir como Jesus fez isto para certa família?
Havia um homem chamado Jairo. Ele, sua esposa e sua filha de doze anos moravam perto do Mar da Galiléia. O pai e a mãe amavam muito sua filha. Ela era sua filha única.
Por isso pode imaginar quão tristes ficaram quando a sua filhinha adoeceu seriamente. Fizeram tudo o que puderam para restabelecê-la, mas ela só ficou pior. Jairo podia ver que a sua filha ia morrer. E não havia nada que ele ou os médicos pudessem fazer para ajudá-la.
Mas talvez Jesus pudesse ajudar. Jairo havia ouvido falar sobre este homem maravilhoso e como ele curava as pessoas. Por isso, Jairo foi à procura dele. Encontrou Jesus à beira do Mar da Galiléia ensinando muitas pessoas.
Jairo atravessou a multidão e lançou-se aos pés de Jesus. Disse-lhe: ‘Minha filhinha está muito doente. Por favor, pode vir e ajudá-la? Peço que venha.’
Jesus foi imediatamente com Jairo. A grande multidão que se havia reunido para ver o Glande Instrutor também o acompanhou. Mas depois de terem caminhado um trecho, vieram alguns homens da casa de Jairo e lhe disseram: “Tua filha morreu! Por que incomodar ainda o instrutor?”
Jesus ouviu o que os homens disseram. Sabia quão triste Jairo estava por perder a sua filha única. Por isso lhe disse: ‘Não tenha medo. Apenas tenha fé em Deus. Sua filha vai ficar boa.’
De modo que prosseguiram até chegar à casa de Jairo. Os amigos da família estavam ali chorando. Estavam tristes porque sua amiguinha havia falecido. Mas Jesus disse-lhes: ‘Parem de chorar. A menina não morreu, mas está dormindo.’
Quando Jesus disse isso, as pessoas começaram a rir-se dele. Pois, sabiam que a menina havia falecido. Mas Jesus disse que a menina estava apenas dormindo, para ensinar uma lição àquela gente. Queria que soubessem que, mediante o poder de Deus, ele podia fazer uma pessoa morta voltar à vida tão facilmente como podia despertar alguém do sono.
Jesus fez então que todos saíssem do quarto, exceto três de seus apóstolos, e o pai e a mãe da menina. Depois entrou para onde estava a menina. Tomou-a pela mão e disse: ‘Menina, levante-se!’ E ela logo se levantou e começou a andar! O pai e a mãe ficaram cheios de alegria. — Mar. 5:21-24, 35-43; Luc. 8:40-42, 49-56.
Já teve um amigo que depois faleceu? Como gostaria se este pudesse voltar novamente à vida, para que pudesse gozar da companhia dele? Acha que isto poderá acontecer?
Jesus disse que os mortos serão novamente trazidos de volta à vida, no novo sistema de coisas de Deus. Imagine só quão maravilhoso será ver estas pessoas novamente! Deus não promete ressuscitar animais dentre os mortos, mas ele diz que seu Filho Jesus ressuscitará pessoas — muitíssimos milhões delas. — João 5:28, 29.
Acha que Jesus vai querer fazer isso? Tem prazer em fazer os mortos viver outra vez? Algo que aconteceu certo dia perto da cidade de Naim nos mostra o que Jesus pensa sobre isso.
Em Naim morava uma família de três pessoas. Eram pai, mãe e o filho deles. Daí, o pai morreu. Quão triste ficou a mulher! Mas ela ainda tinha seu filho, e isto a consolava. Depois morreu o filho dela. Agora não tinha mais ninguém. Quão grande era o seu pesar!
Depois chegou a hora de enterrar o rapaz. Muitas pessoas de Naim acompanharam o cadáver quando foi levado para fora da cidade. A mãe do rapaz chorava e as pessoas não podiam fazer nada para consolá-la. Tudo era muito triste.
Ora, aconteceu que Jesus e seus discípulos se dirigiam para a cidade de Naim, neste mesmo dia. E perto do portão da cidade, se encontraram com a multidão que ia enterrar o filho da mulher. Quando Jesus viu a multidão e a mulher chorando, teve pena dela. Seu coração se condoía da grande tristeza dela. Queria ajudá-la.
Assim, com ternura e no entanto com uma firmeza que a fazia escutar, o Grande Instrutor disse: ‘Pare de chorar.’ Seus modos e sua ação fizeram que todos passaram a observá-lo com interesse. Quando Jesus se dirigiu ao cadáver do rapaz, todos se devem ter perguntado o que ele iria fazer.
Jesus falou ao rapaz falecido e ordenou: “Jovem, eu te digo: Levanta-te!” E este se sentou imediatamente! E ele começou a falar. — Luc. 7:11-17.
Imagine como se deve ter sentido aquela mulher! Como se sentiria você se recebesse de volta alguém falecido a quem havia amado? Seria maravilhoso demais para ser expresso em palavras!
Não mostra isso que Jesus realmente ama as pessoas e quer ajudá-las? Não é maravilhoso saber que Jeová Deus e seu Filho Jesus realmente se importam conosco? Quão grandioso será, no novo sistema de coisas de Deus, quando os nossos amados forem trazidos de volta dentre os mortos!
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