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Que esperança há para os mortos?A Sentinela — 1989 | 15 de outubro
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ressuscitado no terceiro dia. (Atos 10:39, 40) Como podia isso acontecer? Pelo poder do espírito santo de Deus.
Foi a ressurreição de Jesus uma exceção? Não. Como Paulo escreveu à congregação em Corinto: “Cristo tem sido levantado dentre os mortos, as primícias dos que adormeceram na morte. Pois, visto que a morte é por intermédio dum homem, também a ressurreição dos mortos é por intermédio dum homem . . . Cristo.” (1 Coríntios 15:20-22) Assim, muitos serão ressuscitados. Jesus disse também: “Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão, os que fizeram boas coisas, para uma ressurreição de vida.” (João 5:28, 29) Isso garante a ressurreição de milhões.
Se a explicação acima suscitou seu interesse na ressurreição, talvez se pergunte: ‘Quem será ressuscitado, e quando?’ Consideremos estas perguntas vitais.
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A ressurreição — para quem e quando?A Sentinela — 1989 | 15 de outubro
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A ressurreição — para quem e quando?
ACONTECEU no ano 32 EC em Betânia, onde Lázaro morava com as suas duas irmãs, Marta e Maria. Estas haviam enviado uma mensagem a Jesus, avisando que Lázaro estava doente. Jesus amava a Lázaro e suas duas irmãs, de modo que foi a Betânia. A caminho, ele informou a seus discípulos: “Lázaro, nosso amigo, foi descansar, mas eu viajo para lá para o despertar do sono.” Os discípulos pensavam que Jesus se referia a um sono literal. Assim, Jesus declarou explicitamente: “Lázaro morreu.” — João 11:1-15.
Os visitantes chegaram quatro dias após a morte de Lázaro. Quando Jesus viu Maria e outros chorando, ele ‘entregou-se ao choro’, mostrando assim seu profundo amor e compaixão. (João 11:17, 35) O corpo de Lázaro fora sepultado numa caverna. Jesus ordenou que a pedra que vedava a entrada do túmulo fosse removida. Orou a seu Pai e daí bradou em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” Lázaro saiu. Que alegria isso deve ter sido para suas irmãs! — João 11:38-45.
Este evento provê esperança real de uma ressurreição. Contudo, em geral, a morte é uma terrível inimiga que rouba os nossos entes queridos sem a perspectiva de Jesus imediatamente os ressuscitar. Como bem sabemos, muitas dessas pessoas queridas são boas e muito benignas. Assim, surge uma pergunta óbvia . . .
Por Que as Pessoas Têm de Morrer?
Se desejamos uma resposta exata, confiável, temos de voltar ao começo da humanidade, lá no jardim do Éden. Testando a obediência de Adão, Deus ordenou-lhe que não comesse do fruto de uma determinada árvore. Se ele e Eva comessem do fruto, disse Deus, ‘positivamente morreriam’. (Gênesis 2:17) Ao serem tentados por Satanás, eles desobedeceram a Deus e falharam naquele teste decisivo. O resultado foi a morte.
Por que tal punição para um crime aparentemente pequeno? A ação deles foi pequena, mas o crime foi terrivelmente sério — rebelião da parte de pessoas perfeitas, Adão e Eva, contra seu Criador. Não mais eram perfeitos, e Deus pronunciou a sentença de morte. Todavia, Deus providenciou que essa sentença justa fosse revertida para os descendentes de Adão. Como? Paulo escreveu que “Cristo Jesus . . . se entregou como resgate correspondente por todos”. — 1 Timóteo 2:5, 6; Romanos 5:17.
Qual É a Condição dos Mortos?
Lázaro estava morto por quatro dias. Se você morresse, mas, na realidade, ficasse vivo no domínio espiritual por quatro dias, e daí fosse ressuscitado, não desejaria falar com outros sobre isso? Mas, Lázaro nada disse a respeito de estar vivo em algum outro domínio. A Bíblia diz: ‘Os mortos não estão cônscios de absolutamente nada.’ — Eclesiastes 9:5; Salmo 146:3, 4.
Considere as implicações disso. Milhões de pessoas crêem no purgatório, embora essa palavra não apareça na Bíblia. Muitos mais crêem que existe um inferno ardente. Contudo, você não queimaria nem mesmo um inimigo por toda a eternidade. Se você se recusa a fazer tal coisa cruel, será que o nosso amoroso Criador a faria, por fazer com que pessoas sofram num inferno de fogo? Mas, reflita na consoladora garantia mencionada acima — os mortos “não estão cônscios de absolutamente nada”.
Segundo as Escrituras, o total dos que reinarão com Cristo no céu é relativamente pequeno. Jesus os descreveu como “pequeno rebanho”. (Lucas 12:32) O apóstolo João viu “o Cordeiro [Jesus Cristo] em pé no [celestial] monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil . . . que foram comprados da terra”. (Revelação [Apocalipse] 14:1-3) Isso significa, então, que tais pessoas foram humanos, morreram, e mais tarde foram ressuscitadas para viver no céu com Cristo.
Como pode imaginar, muitas pessoas têm sido ajudadas por entender essas verdades bíblicas — que não existe purgatório e tampouco um inferno ardente, e que existe a esperança de que pessoas mortas podem ser ressuscitadas para o céu. Contudo, se aqueles ressuscitados para o céu são tão poucos, que esperança existe para outros?
A Ressurreição Terrestre
Jesus Cristo abriu, ou inaugurou, o caminho para se ser ressuscitado para a vida no céu. (Hebreus 9:24; 10:19, 20) Conseqüentemente, João, o Batizador, não terá parte na ressurreição celestial porque ele foi morto antes que Jesus morresse e abrisse o caminho para a vida celestial. Jesus disse: “Não se levantou ninguém maior do que João Batista, mas aquele que é menor no reino dos céus é maior do que ele.” (Mateus 11:11) Que recompensa reserva Deus para esse homem fiel e para outros semelhantes a ele que já morreram?
Abra a sua Bíblia em Lucas 23 e leia os Luc. 23 versículos 39 a 43. Um dos malfeitores afixado à estaca ao lado de Jesus disse: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino.” Jesus garantiu-lhe a presença no Paraíso. Não se trata do céu, mas sim de um paraíso terrestre, como foi o primeiro Paraíso.
A Ressurreição: Fonte de Consolo
Essa perspectiva bíblica válida deve ser muito consoladora, como temos razão de esperar. Por quê? Porque Jeová é amor. (1 João 4:8) Ao permitir que seu Filho sofresse uma morte vergonhosa, Deus estava realmente manifestando a sua maravilhosa qualidade do amor. Algum tempo antes, Jesus dissera: “Deus amou tanto o mundo [a humanidade],
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