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Façamos a obra de Jeová do modo de JeováA Sentinela — 1979 | 15 de maio
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o meu corpo, para jactar-me, mas não tiver amor, de nada me aproveita”! — 1 Cor. 13:1-3.
19. Que conselho adicional dão as Escrituras sobre a espécie de amor que temos de demonstrar?
19 Bem apropriadamente, portanto, Paulo nos aconselhou: “Que todos os vossos assuntos se realizem com amor.” (1 Cor. 16:14) Mas, será que Paulo só ficou nisso? Não; ele disse, reconhecendo quão traiçoeiro o coração decadente é: “Seja o vosso amor sem hipocrisia.” (Rom. 12:9) Quão fácil é fazer expressões de amor que realmente não provêm dum coração motivado corretamente! Por isso, Paulo fez questão de recomendar-se como ministro de Deus pelo seu “amor livre de hipocrisia”. (2 Cor. 6:6) Sim, nosso amor precisa ser “amor proveniente dum coração puro”; e, conforme o expressou o apóstolo Pedro, precisa ser “amor fraternal sem hipocrisia”. — 1 Tim. 1:5; 1 Ped. 1:22.
20. Resumindo isso, o que requer de nós fazermos a obra de Jeová do modo de Jeová, resultando em que para nós?
20 Quão amplo é o campo abrangido pela execução da obra de Jeová do modo de Jeová! Jeová requer de nós que lhe demos o primeiro lugar na nossa vida, que a façamos de modo sábio, pacífico e alegre, com mãos limpas e coração puro. Procedendo assim, podemos ter muita alegria desde já, e obter sua aprovação e a vida infindável no novo sistema de coisas, agora tão próximo.
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O Sermão do Monte — ‘entre pelo portão estreito’A Sentinela — 1979 | 15 de maio
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O Sermão do Monte — ‘entre pelo portão estreito’
DEPOIS de incentivar seus ouvintes a orarem seriamente, pedindo ajuda para fazer a vontade de Deus, Jesus declarou: “Entrai pelo portão estreito; porque larga e espaçosa é a estrada que conduz à destruição, e muitos são os que entram por ela; ao passo que estreito é o portão e apertada a estrada que conduz à vida, e poucos são os que o acham.” — Mat. 7:13, 14.
Na antiguidade, as estradas que passavam por portões eram os meios de se entrar nas cidades. Freqüentemente, as Escrituras comparam o proceder que as pessoas seguem na vida a uma estrada ou vereda. (Pro. 4:18, 19) Segundo o Filho de Deus, a estrada para a “destruição”, ou para a morte fora do favor divino, é “larga e espaçosa”. Permite que as pessoas vivam como bem entendem, sem mudanças para se harmonizar com as normas bíblicas de conduta. “Muitos” escolhem a estrada espaçosa da ‘vida fácil’.
Por outro lado, a Bíblia compara o reino messiânico de Deus a uma cidade, cujo acesso se obtém através dum portão “estreito” e uma estrada “apertada” (Veja Hebreus 11:10; 13:14.) Os que tomam esta “estrada que conduz à vida” eterna precisam disciplinar seu coração para desenvolver as motivações corretas. Têm de exercer autodomínio em todos os campos da conduta humana; e, às vezes, ‘o caminho’ da verdadeira adoração exige suportar perseguição violenta. (Atos 9:2; 19:9, 23; 22:4) Visto que a maioria das pessoas preferem viver sem empenho abnegado e autodomínio, elas não procuram o modo de vida que agrada a Deus. Por conseguinte, “poucos são os que . . . acham” o portão estreito e a estrada apertada que conduz à vida. — Veja Mateus 7:8; Luc. 13:24.
A seguir, Jesus advertiu as pessoas que gostariam de continuar na estrada para a vida: “Vigiai-vos dos falsos profetas que se chegam a vós em pele de ovelha, mas que por dentro são lobos vorazes.” — Mat. 7:15.
Com “falsos profetas”, Jesus referiu-se aos instrutores religiosos que afirmavam falsamente representar a Deus. Estes enganadores se apresentariam “em pele de ovelha”. Mas, dando-se ares hipócritas de suavidade, mansidão e outras qualidades das ovelhas, gostariam de criar a impressão de fazerem parte do “rebanho” dos adoradores de Deus. (Veja Salmos 78:52; 80:1; 100:3.) No íntimo, porém, os falsos profetas seriam “lobos vorazes”, quer dizer, extremamente cobiçosos, apresando e saqueando outros para a sua satisfação pessoal.
O Filho de Deus declarou que os falsos profetas ‘se chegariam a você’, quer dizer, de fora do rebanho que ele, como “pastor excelente”, ajuntaria. (João 10:11) Em vez de serem uma ameaça futura, os enganadores já existiam naquele tempo. Evidentemente, Jesus pensava em especial nos fariseus, que afirmavam falsamente ser porta-vozes de Deus. “Sentaram-se no assento de Moisés”, afirmando ser intérpretes oficiais da lei divina (Mat. 23:2) Mas os fariseus eram hipócritas, que na realidade impediam o povo de achar o portão estreito e a estrada apertada que conduz à vida. (Mat. 23:13-15; Luc. 6:39) Quanto à enganosa “pele de ovelha”, são instrutivas as palavras de Jesus numa ocasião posterior:
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque vos assemelhais a sepulcros caiados, que por fora, deveras, parecem belos, mas que por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda sorte de impureza. Do mesmo modo, vós também, deveras, pareceis por fora justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e do que é contra a lei.”a — Mat. 23:27, 28.
Como se poderia reconhecer ‘lobos em pele de ovelha’? Jesus forneceu a orientação básica com uma ilustração: “Pelos seus frutos os reconhecereis. Será que se colhem uvas de espinhos ou figos dos abrolhos? Do mesmo modo, toda árvore boa produz fruto excelente, mas toda árvore podre produz fruto imprestável; a árvore boa não pode dar fruto imprestável, nem pode a árvore podre produzir fruto excelente. Toda árvore que não produz fruto excelente é cortada e lançada no fogo.” — Mat. 7:16-19.
Cada árvore ou planta frutífera produz a sua própria espécie determinada de fruto. Nem todas as plantas dão frutos que possam ser comidos pelos homens. Seria desperdício de tempo procurar nos espinheiros e nos abrolhos frutos tais como uvas e figos. Frutos próprios para o consumo humano têm de provir duma árvore que tanto seja saudável como da espécie correta. Se uma árvore produzisse constantemente “fruto imprestável”, seria um indício seguro de que a própria árvore tinha ficado “podre”. Tal árvore “podre” seria “cortada” e usada junto com espinheiros, sarças e ervas daninhas como combustível para o fogo. — Veja Salmo 58:9; Eclesiastes 7:6; Isaías 44:14-16; Mateus 6:30; 13:30.
Enquanto seus ouvintes ainda tinham bem em mente esta ilustração da vida agrícola, Jesus repetiu o princípio básico: “Realmente, pois, pelos seus frutos reconhecereis estes homens.” (Mat. 7:20) Em sentido figurativo, estes “frutos” incluiriam aquilo que os falsos profetas divulgavam como ensino. Sobre isso, Jesus acrescentou: “O homem bom, do bom tesouro do seu coração, traz para fora o bom, mas o homem iníquo, do seu tesouro iníquo, traz para fora o que é iníquo; pois é da abundância do coração que a sua boca fala.” — Luc. 6:45.
Os frutos que revelariam a verdadeira natureza dos falsos profetas envolveriam também seu proceder geral na conduta. (Veja Marcos 7:21-23.) Ninguém pode esconder indefinidamente a verdadeira condição de seu coração. Suas palavras e ações revelarão, por fim, o que ele é.
[Nota(s) de rodapé]
a A respeito dos fariseus como falsos profetas David Hill escreveu na revista Bíblica (1976, Vol. 57): “Josefo conhecia fariseus que tinham presciência de eventos e usavam seu dom para fins políticos (Ant. XVII 41-45) e em outra parte ele fala sobre certo Pólion e seu discípulo Samaías, que profetizavam (Ant. XIV 172-176: XV 3, 370). Mais importante, porém, do que a informação escassa e talvez confusa de Josefo é o fato de que os fariseus, como grupo, consideravam-se herdeiros da grande tradição profética: assumiram a tradição dos homens da Grande Assembléia, que a receberam do último na série dos profetas. E como intérpretes peritos da Escritura, os fariseus empenhavam-se num processo, que chegava o mais perto possível, no seu tempo, a revelação mediada pelos profetas de tempos anteriores. . . . Podia-se dizer deles, como de seus sucessores, que: ‘Se não forem profetas, ainda assim são filhos dos profetas’ (atribuído a Hillel [rabino que vivia por volta do tempo de Jesus]). Inteiramente consoante com isso é a palavra de Jesus sobre os fariseus construírem os túmulos dos profetas e adornarem os monumentos dos justos (Mt 23, 29). Por isso, não é impossível que os fariseus dos dias de Jesus reivindicassem o papel e a autoridade (se não o nome) de profeta.”
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1979 | 15 de maio
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Perguntas dos Leitores
● Falou Jeová Deus a Adão de modo direto ou por meio dum anjo?
É provável que Deus falasse a Adão por meio de seu Filho, o qual mais tarde se tornou Jesus.
A Bíblia revela que, quando Deus falou aos homens, muitas vezes o fez por intermédio dum anjo, do qual se falava até mesmo como se fosse Jeová. (Gên. 16:7-11; Juí. 2:1-4; 6:11-16; 13:15-22, compare Êxodo 3:2-4 com Atos 7:30, 35.) As Escrituras dizem especificamente que Deus transmitiu a Lei a Moisés por meio de anjos. — Gál. 3:19; Heb. 2:2, 3.
O principal porta-voz de Deus era seu Filho unigênito, chamado de “a Palavra”. Muitas vezes, Deus o usou para se comunicar com os humanos. (João 1:1) Por meio dele, Deus criou todas as outras coisas. (João 1:3; Col. 1:16) A Palavra, portanto, seria aquele a quem Jeová disse: “Façamos o homem à nossa imagem.” O relato sobre a criação acrescenta que Deus “disse [a Adão e Eva]: ‘Sede fecundos e tornai-vos muitos’”. Logicamente, Deus disse estas e outras coisas a Adão e Eva por meio da “Palavra”, que estava muito envolvido com os homens. — Gên. 1:26-28; 2:16; 3:8-13; Pro. 8:31.
● Em 1 Timóteo 6:15, 16, menciona-se “o único que tem imortalidade”. Por que é isto aplicado a Jesus, em vez de a Jeová?
Estes versículos rezam: “Esta manifestação, o feliz e único Potentado mostrará nos seus próprios tempos designados, ele, o Rei dos que reinam e Senhor dos que dominam, o único que tem imortalidade, que mora em luz inacessível, a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver. A ele seja honra e poderio eterno. Amém.” — 1 Tim. 6:15, 16.
Muitos pensavam que estas palavras descrevessem a Jeová. Isto é compreensível, porque a maioria dessas coisas podem ser ditas a respeito de Deus, que é o “Rei da eternidade”, “incorrutível”, “Deus feliz” e “Senhor dos senhores”. (1 Tim. 1:11, 17; Deu. 10:17) Também nenhum homem jamais o viu ou pode ver. (Êxo. 33:20) Todavia, quando Paulo escreveu 1 Timóteo 6:15, 16, ele não podia dizer que Jeová era o único que possuía a imortalidade, porque Jesus recebera imortalidade na sua ressurreição. — 1 Cor. 15:50-54; Heb. 7:16; Rom. 6:9.
A descrição em 1 Timóteo 6:15, 16, ajusta-se, porém, a Jesus, que é “o reflexo da . . . glória [de Jeová] e a representação exata do seu próprio ser”. (Heb. 1:3; Col. 1:15) Desde a ressurreição e ascensão de Jesus ao céu, ele “mora em luz inacessível”. Nenhum homem realmente tem visto o glorificado Jesus. Quando ele se revelou ao perseguidor Saulo, a luz sobrepujante cegou a este. (Atos 9:3-8; 22:6-11; João 14:19) E, como grande Potentado, Jesus receberá honra eterna, porque seu Pai o coroou “de glória e de honra”. — Heb. 2:9; Fil. 2:9-11.
Mas, como é que Jesus é “o único que tem imortalidade”? Notemos as circunstâncias. Paulo não estava falando sobre a realeza ou a imortalidade de Deus, mas estava contrastando Jesus com outros da humanidade. Jesus é o “Rei dos [homens] que reinam”. (Rev. 17:12, 14; 19:16) Cristo destaca-se também como Senhor, sendo “Senhor dos [humanos] que dominam” (Veja 1 Coríntios 8:5, 6.) Portanto, quando Paulo escreveu que Jesus é “o único que tem imortalidade”, queria dizer que, dentre todos os reis ou senhores da humanidade, unicamente o glorificado Cristo é imortal.
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