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    A Sentinela — 1972 | 15 de março
    • gloriosos propósitos do Reino, cumpridos por meio de seu Filho, Cristo Jesus!

      24. Que caminho encontram agora os remidos, e com que resultado?

      24 Um mundo da humanidade, o domínio de Satanás, com seu ímpio sistema de coisas, enfrenta agora a demolição. O sinal de advertência é claramente visível: Afaste-te! Separe-se! Tome e mantenha seu lugar entre os remidos da humanidade, que encontraram o “Caminho de Santidade”. Estes exultam que Jeová, mediante Cristo, já reina no Monte Sião celestial, com o poder do Reino. Estes vêm “a Sião com clamor jubilante; e sobre a sua cabeça haverá alegria por tempo indefinido. Alcançarão exultação e alegria, e terão de fugir o pesar e o suspiro”. — Isa. 35:8-10.

  • Como poderá ser ‘perfeito assim como seu Pai Celestial é perfeito’?
    A Sentinela — 1972 | 15 de março
    • Como poderá ser ‘perfeito assim como seu Pai Celestial é perfeito’?

      JESUS disse aos seus ouvintes no Sermão do Monte: “Tendes de ser perfeitos, assim como o vosso Pai celestial é perfeito.” (Mat. 5:48) Parece isso impossível? Como podem homens pecadores ser perfeitos assim como seu Pai celestial? No entanto, as palavras de Jesus mostram que temos de ser assim, se quisermos ser seus discípulos. Como podemos fazer isso?

      Para compreendermos isso, precisaremos primeiro livrar-nos da idéia de que a “perfeição” sempre precisa ser ilimitada, abrangendo tudo e indicando excelência suprema nos aspectos mais minuciosos. Somente Deus tem tal perfeição absoluta. A perfeição de qualquer outra pessoa ou coisa é relativa. Quer dizer, uma coisa é perfeita em relação ao objetivo a que foi destinada pelo seu projetista, produtor ou utilizador. Se estes não acharem falta nela, então é corretamente chamada de “perfeita”.

      Naturalmente, poderíamos andar em volta, todo o tempo, examinando tudo com um microscópio de alta potência na mão. Neste caso, as linhas ‘perfeitamente retas’ mostrariam todas ser onduladas e irregulares; roupa ‘perfeitamente limpa’, recém-lavada, revelaria toda ter partículas microscópicas de matéria alheia; a tampa ‘perfeitamente lisa’ duma mesa pareceria ter pequenas crateras e vales, e seria semelhante à superfície da lua. Contudo, mesmo que se eliminassem estes fatores microscópicos, faria alguma diferença a nós, quanto ao uso que fazemos destas coisas? Portanto, embora pudéssemos estar dessatisfeitos com todas estas coisas como sendo “imperfeitas”, por que haveríamos de estar? Tal atitude exigente não seria prática, mas seria tola; encheria nossa vida de descontentamento e exaspero.

      A Bíblia não apresenta a perfeição dum modo assim nada prático, desarrazoadamente exigente, mas sim dum modo sensato e realístico. De fato, a mesmíssima palavra grega (téleios) traduzida “perfeito” no registro do discurso de Jesus (Mat. 5:48) também pode ser traduzida “completo” (1 Cor. 13:10), “plenamente desenvolvido” (1 Cor. 14:20) e “maduro”. (Heb. 5:14) O mesmo se aplica às palavras hebraicas traduzidas “perfeito” na Bíblia. Por isso lemos no New Standard Bible Dictionary (p. 694), de Funk e Wagnalls, a seguinte declaração sobre “perfeição” na Bíblia:

      “Quando aplicada a objetos impessoais [tais como pesos comerciais (Deu. 25:15)] . . . a palavra é sinônima de ‘completo’, . . . A idéia, porém, não é usada com a tentativa de precisão, mas sim com a mesma liberdade e aproximação à exatidão como fora da Bíblia. . . . Quando usada com respeito ao homem, indica em primeiro lugar conformidade com o ideal concebido naquele tempo, e constitui ali um termo relativo e bastante variável e expansivo. Davi afirma ser perfeito [sem defeito] neste sentido (Sal. 18:23), emb[ora] em outra parte confesse ser pecador (Sal. 51:3ff).”

      SERVOS “SEM DEFEITO” E “INCULPES” DE DEUS

      Sim, a Bíblia fala de Noé como sendo “sem defeito entre os seus contemporâneos” e de Jó como sendo “inculpe e reto”. (Gên. 6:9; Jó 1:8) As mesmas palavras hebraicas traduzidas “sem defeito” e “inculpe” também podem ser vertidas como “perfeito”, pois tudo o que é sem defeito é “perfeito”. É evidente que isto não significa que tais pessoas eram sem pecados, pois todas eram descendentes do pecador Adão. Portanto, em que sentido eram “sem defeito” e “inculpes”?

      Podiam ser chamados assim porque estavam plenamente à altura do que Deus exigiu deles e Deus não exigiu deles mais do que podiam alcançar. Conforme mostra Miquéias 6:6-8, Deus não faz exigências desarrazoadas de seus servos. “Ele te informou, ó homem terreno, sobre o que é bom. E o que é que Jeová pede de volta de ti senão que exerças a justiça, e ames a benignidade, e andes modestamente com o teu Deus?”

      Sim, Jeová, de modo misericordioso e razoável, tomou em conta a imperfeição e incapacidade de seus servos terrestres. Um pai não esperaria de seu filho jovem aquilo que esperaria de um homem adulto, não é? Tampouco esperaria o oleiro obter a mesma qualidade na moldagem de um vaso feito de barro comum do que esperaria obter de um vaso formado de argila especialmente refinada. Jeová Deus, que é o Grande Oleiro, toma em consideração a fraqueza inerente de seus servos humanos. Pois, “assim como o pai é misericordioso para com os seus filhos, Jeová tem sido misericordioso para com os que o temem. Porque ele mesmo conhece bem a nossa formação, lembra-se de que somos pó.” — Sal. 103:13, 14; Isa. 64:8.

      Nas suas Anotações Sobre os Evangelhos (Notes on the Gospels), Albert Barnes, erudito bíblico do século dezenove, faz observações algo similares sobre a qualidade “sem defeito” (ou “perfeição”) de tais homens. Sobre a palavra “perfeito”, ele diz: “Originalmente, aplicava-se a uma máquina, como máquina que é completa nas suas partes. Aplicada aos homens, refere-se à inteireza das partes, ou perfeição, quando nenhuma parte é defeituosa ou falta. Assim se dizia que Jó (i. 1.) era perfeito; quer dizer, não santo como Deus, nem sem pecado — pois achou-se posteriormente falta nele (Jó ix. 20; xlii. 6); mas a sua piedade era proporcional — estava completa quanto às suas partes — era coerente e regular. Ele demonstrava sua religião como príncipe, pai, pessoa, benfeitor dos pobres. Não era apenas um homem piedoso em um só lugar, mas sim uniformemente. Era coerente em toda a parte. Este é o significado em Mateus [5:48]. . . . que a piedade seja completa, e proporcional, e regular.”

      Estes homens de fé, da antiguidade, mereciam ser chamados “sem defeito”, ou “inculpes”, não porque nunca cometiam nenhum erro ou mal, mas porque, nos limites que lhes era possível alcançar, sua devoção e lealdade a Deus eram completas, sadias. Manifestavam ter “pleno coração” (ou “coração perfeito”, segundo muitas traduções) para com Jeová. (1 Reis 11:4; 2 Reis 20:3) Aceitavam humildemente a correção e a disciplina quando haviam errado. (Jó 42:1-6;

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