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  • Jesus, o “objeto de hostilidade”
    A Sentinela — 1967 | 1.° de março
    • materialistas; não partilhavam da esperança messiânica das pessoas, e depositavam sua confiança no raciocínio; sua confiança própria, sua rigidez em fazer cumprir a letra da lei rabínica, e sua negação da ressurreição, refletem o espírito da Estóica [uma escola grega de filosofia]”.k

      13 A seita dos essênios partilhava, junto com os Puritanos helênicos que seguiam a Pitágoras, em crer “não só a doutrina dualística do corpo e alma, mas o empenho em favor da pureza corporal, a prática de abluções, a rejeição de ofertas de sangue, e o incentivo ao celibato [tornando-se com efeito eunucos]”.l

      14 Os escribas formavam o que equivalia a uma seita ou partido. Primitivamente, estavam associados aos Hasidim (os piedosos). Eram estritos defensores da Lei de Moisés, sendo seus advogados. Nutriam grande antagonismo à língua grega e às idéias gregas.a

      15-17. Citem alguns pontos interessantes a respeito de outros três adicionais grupos de pressão judaicos.

      15 Ainda outra seita, a dos fariseus, veio a existir durante estas épocas pré-cristãs e eram conhecidos entre si como habherim, significando “próximos”. Sua afirmação de serem os próximos “aumentava o poder que [os fariseus] tinham por meio de sua influência junto ao povo”.’b Incidentalmente, quando Jesus falou aos fariseus em certa ocasião, isto elucida sua ilustração a respeito do “bom samaritano”, quando perguntou: “Qual destes três te parece ter-se feito [o] próximo do homem que caiu entre os salteadores?” (Luc. 10:25-37) Os fariseus eram estritos observadores das muitas tradições judaicas que haviam sido acrescentadas à lei de Moisés. Criam nos anjos e nos espíritos e se apegavam a uma “ressurreição do corpo”.c (Atos 23:6-8) Que as almas humanas são imortais e que os iníquos sofrem num hades foram coisas também ensinadas por eles. Josefo testifica a respeito: “[Os fariseus] pensam que toda alma é imortal; somente as almas dos homens bons passarão para outro corpo, mas as almas dos ruins sofrerão o castigo eterno.”d

      16 Um outro grupo de pressão veio a ser chamado de herodianos ou o grupo de seguidores de Herodes. (Mat. 22:16) Havia um grupo de nacionalistas que apoiavam os alvos políticos dos Herodes em seu domínio sob os romanos.e

      17 Um grupo final de pressão veio a ser o próprio Tribunal Sinédrio que agia como um todo. Seus membros se compunham de sacerdotes e líderes destas outras seitas e partidos. Tal é o alinhamento completo dos grupos sectários de pressão que se haviam formado por volta do tempo em que Jesus realizou seu ministério.

      O JÓ MAIOR EM CENA

      18, 19. Apresentem mais notáveis semelhanças entre Jesus e o antigo Jó.

      18 A escola maior de cumprimento do drama de Jó se iniciou nos dias de Jesus. O próprio Jesus se tornou tal Jó Maior, o principal “objeto de hostilidade”, como indica o nome Jó. São surpreendentes os pormenores ocorridos no ministério terrestre de Jesus que vieram a ter cumprimento direto, como no caso de Jó, embora nem sempre na mesma ordem. Ademais, Jesus, sendo homem perfeito, com pleno conhecimento, estava em posição avançada para enfrentar as crescentes pressões que vieram sobre ele por parte da mão permitida de Satanás e de seus grupos babilônicos de pressão. É proveitoso examinar as surpreendentes evidências de que Jesus sustenta com maestria a Divindade Soberana de seu Pai, Jeová.

      19 Quando Jesus foi ungido como Rei designado pelo espírito de Deus, no Rio Jordão em 29 E. C., ele, com efeito, tinha a posse da terra inteira com todas as suas riquezas e animais. Na verdade, Jesus Cristo era legalmente muito mais rico que o antigo Jó jamais chegou a ser. Jesus, como homem perfeito, poderia ter tido filhos perfeitos, muito embora se tivesse casado com uma esposa imperfeita. Por quê? Porque a perfeição é determinada pelo pai e não pela mãe. Isto é provado no caso de o pai perfeito, Jeová, usar a mãe imperfeita, Maria, para produzir o filho varão perfeito, Jesus. Desta forma, Jesus poderia ter povoado a terra inteira de criaturas humanas perfeitas, em cumprimento do símbolo dos dez filhos de Jó. Na realidade, contudo, Jeová Deus não deu a Jesus uma esposa humana terrestre, mas lhe deu o que equivalia a filhos. Deu-lhe “filhos” na forma de discípulos fiéis, seguidores leais de suas pisadas, a quem pôde ensinar e dos quais cuidou, assim como um pai terrestre faz com seus filhos. A respeito de Jesus, está profetizado: “Vê! Eu e os filhos que Jeová me tem dado, somos como sinais e como milagres em Israel.” — Isa. 8:18; Heb. 2:13; Mar. 10:13-16.

      JESUS SUSTENTA A DIVINDADE DE JEOVÁ

      20. Descrevam a prova inicial de Jesus da parte de Satanás. Qual foi o resultado?

      20 Como no caso de Jó, Satanás, o Diabo, tentou despojar Jesus para sempre de sua destinada riqueza terrestre e de seus filhos espirituais. Diferente do caso de Jó, em que Satanás permaneceu em segundo plano, Satanás então pessoal e diretamente provocou o ordálio de “hostilidade” contra este principal “objeto”, o homem Jesus. Fez isto por três vezes tentar diretamente Jesus no deserto. Satanás, como Tentador pessoal provou a Jesus quanto (1) ao materialismo, (2) à fama pessoal e (3) à negação da Divindade de Jeová. Jesus saiu vitorioso de cada um destes testes básicos. Em cada caso, Jesus venceu a Satanás por usar as Santas Escrituras em que aparecia o nome oficial de Jeová. (Mat. 4:1-11) Sim, Jesus, o Jó Maior, sustentou com êxito a Divindade de Jeová desde o começo.

      21. No caso de Jesus, o que parece corresponder a serem os filhos de Jó levados embora e a se tornar fraca a esposa de Jó?

      21 No terceiro ano do ministério de Jesus (32 E. C.), pouco antes da época da Páscoa, Satanás causou grande desvio de discípulos de Jesus, similar a serem os dez filhos (número completo) de Jó levados embora. No decorrer do seu ministério, Jesus realmente perdeu alguns de seus professos discípulos, como no caso registrado em João 6:66-68, mas ainda tinha discípulos semelhantes a filhos que permaneceram junto a ele até sua amarga experiência no Jardim de Getsêmani, na noite de ser traído a seus sanguinários inimigos. Mas, naquela noite crucial, perdeu todos os seus discípulos, conforme simbolizados pelo número completo dos filhos de Jó e conforme predito na profecia de Zacarias 13:7. (Mat. 26:31) Primeiro, o apóstolo Judas Iscariotes o traiu, e então Jesus pediu que somente ele próprio, e não seus outros onze apóstolos, fosse preso. Mas, então, com medo do homem, todos os onze apóstolos (representando todos os seus discípulos) fugiram, por livre e espontânea vontade, abandonando-o a seus inimigos. (Mat. 26:56) Conforme ele lhes dissera: “[Vós] me deixareis sozinho.” (João 16:32; 18:8) Mas, esta era a “hora e a autoridade da escuridão” de seus inimigos. — Luc. 22:53.

      JESUS SOFREU PRESSÃO COMO SE FOSSE PECADOR

      22. Como sofreu Jesus pressão, como se fosse pecador?

      22 Diante dos judeus materialistas de Israel, Jesus realmente parecia ser um homem paupérrimo. “Mas Jesus disse-lhe: ‘As raposas têm covis e as aves do céu têm poleiros, mas o Filho do homem não tem onde deitar a cabeça.”‘ (Mat. 8:20) Semelhante ao que aconteceu no caso de Jó, Jesus parecia aos judeus como sendo pecador. Em certa ocasião, os fariseus bradaram: “Sabemos que este homem é pecador.” (João 9:24) Novamente, diante dos judeus, parecia que Jesus estava familiarizado com a doença. “Ele era desprezado e era evitado pelos homens, um homem feito para as dores e para se familiarizar com a doença.” “Ele mesmo tomou as nossas doenças e levou as nossas moléstias.” (Isa. 53:3; Mat. 8:17) Na hostilidade contra Jó, viu-se Jó obrigado a sentar “nas cinzas”, isto é, na lixeira da cidade, do lado de fora da porta da cidade, como um pária. “Torna-se claro que a escolha feita por Jó da esterqueira (as cinzas, Jó 2:8) do lado de fora da porta, não é expressão de seu desespero, mas lhe fora imposto porque ele fora expulso por seus concidadãos.”f É notável, também, que Jesus, o Jó Maior, fosse considerado um pária pelos seus concidadãos judeus, e a Bíblia relata isso: “Jesus também, para santificar o povo com o seu próprio sangue, sofreu fora do portão. Saiamos, pois, a ele, fora do acampamento, levando o vitupério que ele levou.” — Heb. 13:12, 13; veja-se também Rom. 15:3; Sal. 69:7-9.

      HOSTILIDADE DOS GRUPOS DE PRESSÃO

      23. O que corresponde aos três companheiros de Jó? Como assim?

      23 Satanás então pôs em ação seus grupos de pressão e hostilidade, preparados durante séculos. Este deveria ser um ordálio longo e extenuante que tentaria destruir a integridade de coração de Jesus para com Jeová, e derrotar a Jeová na questão da Divindade. No tempo de Jesus, os três “companheiros” dos dias de Jó representavam todos os grupos de ensino ou seitas do judaísmo, junto com seus séquitos de discípulos que deveriam ser companheiros de Jesus em sustentar corretamente a Divindade de Jeová e os verdadeiros ensinos da Bíblia. Ao invés, estas falsas agências de ensino foram usadas para lançar ataques doutrinais duros e violentos contra Jesus. O número três, indicando biblicamente ênfase, ilustra aptamente o ataque enfático e total da parte de todas estas seitas principais dos dias de Jesus, que se haviam maculado doutrinalmente com o modo de pensar babilônico. As estatísticas mostram que Jesus teve cerca de quarenta diferentes escaramuças ou batalhas de palavras com estes diversos grupos de pressão. Houve duas que envolveram os saduceus, duas com o grupo de seguidores de Herodes, cinco com os membros do Sinédrio, oito com os escribas, uma que se referiu indiretamente aos essênios (Mat. 19:12) e trinta e três que envolveram a seita principal, a dos fariseus.

      RESPOSTAS DE JESUS VINDICAM A DEUS

      24. Apresentem algumas declarações de verdades reveladas nas respostas de Jesus. Como são paralelas às respostas de Jó?

      24 As muitas respostas de Jesus às perguntas atacantes da parte de seus hostilizadores sectários continham grande dilúvio de novas verdades que fluíram para enriquecer a verdadeira religião do Cristianismo. Semelhante a Jó, Jesus protestou contra a falsa acusação de que era pecador só porque estava sendo provado quanto à integridade. (Jó 10:14, 15; Luc. 5:30; João 8:46; 9:24) Semelhante a Jó, Jesus rejeitou o falso ensino babilônico de que o homem tem uma alma imortal, mostrando plenamente que o homem é mortal e que, quando está morto, está inconsciente, dormindo. (Jó 7:9, 17; 10:18; João 11:11-14) Semelhante a Jó, Jesus ensinou que haveria a ressurreição da alma, da pessoa, e não a “ressurreição do corpo”, conforme erroneamente ensinado pelos fariseus. (Jó 14:7, 14, 15; João 5:25, 28, 29) Semelhante a Jó, Jesus ensinou que a vida futura não é obtida pelas obras da carne ou obras da Lei, mas vem pelo meio legal de resgate por meio dum resgatador. (Jó 19:25, 26; Mat. 10:28) Estes são apenas alguns paralelos entre os contra-argumentos de Jesus contra seus oponentes religiosos e os similarmente apresentados por Jó.

      25. Citem uma notável reviravolta que Jesus produziu contra os oponentes.

      25 Tome-se por exemplo uma notável reviravolta causada por Jesus contra seus principais oponentes sectários, os fariseus. Na ilustração inteligente de Jesus a respeito do homem rico [Dives] e Lázaro, assemelha os fariseus, entre outros, ao homem rico. (Luc. 16:14, 19-31) “O rico morreu e foi enterrado. E no Hades, ele ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu Abraão de longe, e Lázaro com ele na posição junto ao seio.” Assim, isto colocou os fariseus no próprio lugar em que eles zombeteira e falsamente ensinavam que todos os pobres iriam, tais como os representados pelo ‘mendigo Lázaro’. No entanto, isto não significa que Jesus ensinava que havia qualquer hades ou inferno de tormento em que as almas sofrem. O próprio Jesus foi para o Hades ou “inferno” literal, mas não sofreu ali tormento algum, e saiu dele no terceiro dia, e agora tem as “chaves da morte e do Hades”, a fim de libertar todos que estão nele no tempo de Deus. (Sal. 16:10; Atos 2:30-32; Mat. 16:18; Rev. 1:17, 18) Por conseguinte, o Hades, Seol ou “inferno” bíblico é a sepultura comum da humanidade morta, da qual há uma ressurreição.g Isto, então, impede muitos dos mestres religiosos babilonizados até mesmo na atualidade de usarem esta mesma parábola do homem rico e Lázaro para apoiar seu ensino dum inferno de fogo.

      26. No meio de crescente hostilidade, o que deixou Jesus bem claro quanto à Divindade?

      26 A hostilidade continuou a aumentar. Os fariseus acusaram Jesus de fazer seus milagres por meio do ‘governante dos demônios, Belzebu’. (Mat. 12:24) Seus oponentes tiveram dificuldade de se controlar e diversas vezes desejaram matar Jesus.h Daí veio o assunto sensível da Divindade de Jeová e quem é o verdadeiro pai espiritual. O teste decisivo deveria determinar quem é o Pai espiritual da pessoa, Jeová ou o Diabo. “Se Deus fosse o vosso Pai, vós me amaríeis, pois procedi de Deus e aqui estou. . . . Vós sois de vosso pai, o Diabo, e quereis fazer os desejos de vosso pai.” (João 8:42, 44) Jesus apoiou ainda mais esta poderosa condenação pública destes sectários: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! . . . Serpentes, descendência de víboras, como haveis de fugir do julgamento da Geena” (Mat. 23:29, 33) Tais pessoas ficaram então expostas como sendo parte da ‘descendência da serpente’ que deveria então ferir o “calcanhar” de Jesus, o descendente da mulher de Deus. — Gên. 3:15.

      JESUS USA O NOME DE JEOVÁ

      27. Qual era a situação quanto ao uso do nome divino durante a controvérsia religiosa nos dias de Jesus?

      27 Semelhantes aos três companheiros do tempo de Jó, que não usaram o nome divino uma vez sequer em seus discursos como o fez Jó, assim também aconteceu com os líderes religiosos sectários do tempo de Jesus. Nem uma vez sequer em todas as suas perguntas usaram o nome divino, Jeová. Nos quatro relatos evangélicos, há registro de que Jesus usou ele próprio o nome divino vinte e quatro vezes.i Diferente dos judeus, Jesus não se prendia ao costume babilônico de simplesmente usar Senhor, ao invés de pronunciar o nome divino. Com efeito, Jesus se destacou por ensinar o nome a seus discípulos. — João 17:6, 26.

      28, 29. (a) O que parece corresponder ao observador neutro, Eliú, com que pontos de apoio? (b) Que confirmação dá Jeová?

      28 Durante três anos e meio ardentes, Jesus, o “objeto de hostilidade”, não pecou nem cedeu em sua posição de integridade como o Principal Agente da vida da parte de Jeová. (Atos 3:15) Quem, então, poderia ser o observador despido de preconceitos, neutro, como Eliú, que podia dizer que lado estava certo, os lideres sectários judeus ou Jesus? (Jó 32:2, 3) Poderia ser o corpo governante da recém-estabelecida e jovem congregação cristã, no dia de Pentecostes de 33 E. C., cinqüenta dias depois de Jesus ser ressuscitado dos mortos. Antes de falar, nos dias de Jó, Eliú ficou cheio do espírito de Jeová Deus. (Jó 32:9, 18-20) Semelhantemente, quando Pedro e seus co-apóstolos falaram, em vindicação de Deus e de seu Filho, Jesus Cristo, no dia de Pentecostes, ficaram primeiramente cheios do espírito santo de Deus e, assim, falaram sob inspiração. Provaram que Deus era verdadeiro e que Jesus era o Cristo, exaltado ao céu. — Atos 2:22-37.

      29 Outro paralelo notado é que, nos dias de Jó, a voz de Jeová falou do meio do vento tempestuoso, ao passo que nos dias de Jesus a voz de Jeová foi ouvida três vezes diretamente do céu, três sendo sinal de ênfase, confirmando Sua aprovação de Jesus como Seu representante oficial. — Mat. 3:17; 17:5; João 12:28.

      O CLÍMAX DA HOSTILIDADE — A RESTAURAÇÃO

      30. Qual foi o clímax da hostilidade, e como foi que Jesus reagiu?

      30 A hostilidade chegou ao clímax quando todas as forças de Satanás atingiram a plenitude, causando a morte de Jesus na estaca de tortura. Sim, Satanás realizara então o ferimento do calcanhar do Descendente. (Gên. 3:15) Durante o tempo em que Jesus ficou morto no túmulo de outro homem, ficou deveras privado de tudo — de filhos e de bens. Mas, até mesmo no momento de morrer na estaca de tortura fora de Jerusalém, Jesus, semelhante a Jó, “não pecou nem atribuiu qualquer coisa imprópria a Deus”. (Jó 1:22) Seus lábios e seu coração eram inculpes, quando disse: “Pai, às tuas mãos confio o meu espírito”, e, daí: “Está consumado!” e finalmente expirou. — Luc. 23:46; João 19:30.

      31, 32. (a) Dêem paralelos entre as restaurações de Jó e de Jesus. (b) Que final feliz tem o drama no caso de Jesus?

      31 Como na restauração de Jó, em que veio a ter o dobro da riqueza e dez filhos, assim também Jesus, restaurado por milagrosa ressurreição, veio a ser o “herdeiro de todas as coisas”. (Heb. 1:2) Assim como a esposa original de Jó teve dez outros filhos, assim, com a ajuda da organização-esposa de Deus, conforme representada pelo Jesus celeste que derramou o espírito santo, foi produzido um grupo de novos filhos espirituais em Pentecostes de 33 E. C. e depois disso no cumprimento do primeiro século deste drama. Eram “filhos” de Jesus, dados por Deus. (Isa. 8:18; Heb. 2:10-13) Como sacerdote Jó também deveria oferecer um sacrifício e orar pelos três companheiros arrependidos, a fim de recuperá-los. (Jó 42:8) Isto, também, aconteceu, no sentido de que uma minoria arrependida dos sectários judeus veio a se tornar obediente à fé e foi recuperada pelos serviços sacerdotais de Jesus e pelo sacrifício de resgate dele, depois de Pentecostes de 33 E. C. — Atos 6:7.

      32 Então, no grandioso final deste drama espetacular — a respeito de toda a família de Deus no céu e na terra, Jeová, como o Deus Soberano, pode dizer a Satanás e a toda a criação: ‘Não há ninguém semelhante a Jesus Cristo em todo o universo.’ (Jó 2:3) Assim, Jeová fez Jesus, o vindicador de sua Divindade, tornar-se felicíssimo. Nós, também, declaramos que Jesus é feliz para todo o sempre. (Tia. 5:11) Examine a próxima A Sentinela quanto ao resultado feliz advindo àqueles que são os “objetos de hostilidade” nestes últimos dias.

  • O cristianismo — um modo de vida
    A Sentinela — 1967 | 1.° de março
    • O cristianismo — um modo de vida

      MILHÕES de pessoas conhecem pelo menos um pouco dos ensinos de Jesus. No entanto, estar a par dos fundamentos da doutrina cristã não significa que a pessoa seja cristã, porque o Cristianismo é um modo de vida, não apenas um conjunto de ensinos.

      O apóstolo Pedro sublinhou este ponto. Incentivou os concristãos a manter excelente a sua conduta, seu modo de vida, de modo que outras pessoas pudessem ver suas obras e glorificar a Deus. — 1 Ped. 2:12.

      Em nossos dias, também, os verdadeiros cristãos se esforçam de demonstrar em sua conduta diária que o Cristianismo é um modo de vida. Recentemente, um ministro viajante das testemunhas de Jeová em Kansas, EUA, concluiu uma assembléia de circuito de três dias para as Testemunhas naquela área. Antes de sair da cidade, parou em um hotel.

      Quando o gerente do hotel, com quem a Testemunha falava, soube que o ministro estava ligado à assembléia, declarou: “Já faz algum tempo que trabalho em hotéis. Assisti a muitos congressos de diferentes tipos, e já recebia grupos grandes no hotel anteriormente. Mas, jamais experimentei algo que se comparasse com os últimos três dias. Cada quarto deste hotel estava praticamente ocupado com seu pessoal, eu até mesmo acomodei alguns deles em quartos que normalmente não uso. Sei que alguns ficaram em quartos que certamente não eram do padrão a que estão normalmente acostumados, mas não ouvi uma queixa sequer de qualquer espécie, uma palavra dura, nem houve qualquer vandalismo, muito embora houvesse muitos jovens aqui. Desejo dizer-lhe que transmita a seu comitê de hospitalidade ou ao seu pessoal de relações públicas que fizeram um excelente trabalho.”

      O ministro compreendeu que o gerente pensava que as Testemunhas que se hospedaram em seu hotel eram pessoas especialmente escolhidas ou tinham sido instruídas antes de se acomodarem no hotel. Assim, explicou que o caso não era esse — que os hóspedes dele eram Testemunhas típicas que se comportavam da maneira que ele descreveu porque seguem os princípios bíblicos.

      Daí, obviamente tomado de emoção, o gerente disse: “Sabe, diversas pessoas dentre os seus realmente se dirigiram a mim, pessoalmente, e me convidaram a assistir à sua reunião de domingo. Em todos os anos em que estou nesta cidade, essa é a primeira vez que alguém me convidou para seus ofícios, ou indicava que se interessava por mim. Eu realmente apreciei isso, muito embora não pudesse ir. Ora, como o senhor sabe, até mesmo deixaram algumas publicações bíblicas no saguão do hotel para os outros hóspedes e nunca pediram uma contribuição.” Depois de mencionar a boa ordem dos quartos, concluiu: “Os senhores têm algo que a maioria das pessoas já perdeu.”

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