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Amós, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Como um dos servos de Jeová, Amós magnificou a Palavra e o Nome, a justiça e a soberania do Onipotente. Ele descreve como “o Soberano Senhor, Jeová dos exércitos”, é infinitamente grande, que nada se acha além do Seu alcance ou poder. (Amós 9:2-5) Até mesmo o sol, a lua, as constelações e os elementos estão sujeitos às ordens de Jeová. (5:8; 8:9) Portanto, não é nada para Deus demonstrar sua supremacia sobre as nações. — 1:3-5; 2:1-3; 9:7.
Em harmonia com o significado de seu nome, Amós apresentou uma mensagem de peso, carregada de ais e de denúncias contra as nações pagãs, bem como contra Judá e Israel. Ele também apresentou confortadora mensagem de restauração, em que os fiéis a Jeová poderiam depositar sua esperança.
ESBOÇO DO CONTEÚDO
I. O julgamento que se acercava (1:1 a 2:16)
A. Síria, Filístia, Tiro, Edom, Amom, Moabe (1:1 a 2:3)
1. Síria, Filístia e Tiro pelo tratamento cruel dado a Israel
2. Edom (aparentado mediante Esaú), Amom (aparentado mediante Ló), pelo ódio e maus tratos de seus irmãos israelitas; Moabe por queimar os ossos do rei de Edom para obter cal
B. Judá e Israel por causa de revoltas e crassas violações da lei de Deus (2:4-16)
II. Publicar o julgamento (3:1 a 6:14)
A. Jeová revela o julgamento, avisa por seus profetas (3:1 a 4:3)
1. Como a buzina tocada e o rugido do leão, as notícias deixarão as pessoas com medo
2. O julgamento virá certamente, com grande calamidade
B. Israel impenitente, rebelde, apesar dos atos disciplinares de Jeová (4:4-13)
C. Os ais devidos à casa de Israel (5:1 a 6:14)
1. Bondoso apelo de Jeová para que Israel fizesse o bem é ignorado
2. Israel não encontrará nenhuma via de escape
3. Jeová não aceitará seus sacrifícios e cânticos
4. Príncipes de Samaria vivem no luxo, tirando da mente o dia calamitoso; portanto, irão ao exílio à frente dos exilados
5. Destruição será cabal
III. Visões e profecias mostram estar perto o fim de Israel (7:1 a 8:14)
A. Destruição por gafanhotos figurados, sustada graças à intercessão do profeta (7:1-3)
B. Sustado também o simbólico fogo destruidor (7:4-6)
C. O prumo; nenhuma outra desculpa para Israel, assim Amós não intercede (7:7-9)
D. Sacerdote de Betel ordena que Amós pare de profetizar; Amós profetiza a calamidade para ele quando vier a destruição (7:10-17)
E. Um cesto de frutas de verão, significando o fim próximo de Israel (8:1-3)
F. A fome de ouvir as palavras de Jeová (8:4-14)
IV. Destruição do reino pecaminoso e reconstrução da barraca (casa real) de Davi (9:1-15)
A. Nenhum lugar para pecadores se esconderem (9:1-10)
B. Prosperidade e a segurança permanente para cativos reajuntados (9:11-15)
Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 142-144, sobre a profecia de Amós.
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AmuletoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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AMULETO
Um objeto possuído ou usado como encantamento ou para proteção contra a feitiçaria ou o mal. Os amuletos dos tempos antigos consistiam em vários artigos, inclusive contas, pedras preciosas, ornamentos e pergaminhos que continham inscrições. Às vezes estava inscrita no amuleto uma oração ou encantação mágica. O possuidor supersticioso dele imaginava que o amuleto o protegeria de coisas tais como acidentes, enfermidades e demônios. Quando os amuletos eram usados no corpo da pessoa, usualmente eram perfurados e pendurados no pescoço.
Os fiéis hebreus e cristãos não usavam amuletos. No entanto, parece que as infiéis e orgulhosas “filhas de Sião” usavam certos objetos, não só como ornamentos, mas como amuletos. Entre seus complementos havia “ornamentos em forma de lua”, que podem ter sido amuletos em formato do crescente invertido, sendo, possivelmente, símbolos da deusa Astartéia. (Isa. 3:18) Os ornamentos em forma de lua que os midianitas possuíam tinham um formato similar. Alguns deles eram pendurados nos pescoços de seus camelos, possivelmente com a idéia de aumentar sua fertilidade. (Juí. 8:21, 26) As “filhas de Sião” também usavam “fitas para a cabeça”, ou, mais literalmente, “pequenos sóis”. Seus ornamentos em forma de lua e “pequenos sóis” podem ter sido similares aos crescentes lunares e discos solares encontrados em Ras Xamra e estavam, possivelmente, ligados à adoração duma deusa da fertilidade.
Os amuletos egípcios eram com freqüência feitos em forma de criaturas ligadas às várias deidades falsas; consistiam em miniaturas de touros, crocodilos, cães, falcões, chacais, hipopótamos, etc. Por exemplo, a deusa Bast era representada pelo gato, o deus Anúbis pelo chacal, e o emblema de Hórus era a cabeça do falcão. Quando o escaravelho se tornou sagrado no Egito, os joalheiros egípcios deram a pedras semipreciosas e a outros materiais o seu formato. Algumas vezes, o cartucho de um faraó (uma gravura que continha os caracteres de seu nome) aparecia no lado achatado de tal ornamento. Escaravelhos modelados eram freqüentemente montados sobre sinetes, alguns destes sendo anéis giratórios. Dos treze braceletes encontrados na múmia do faraó egípcio Tutancâmen, oito são amuletos, tendo o Olho de Hórus em cinco e o escaravelho (indicando a proteção de Ísis e Rá) em três deles. Amuletos de escaravelhos inscritos com o nome dum faraó ou dum deus, segundo se imaginava, traziam boa sorte ou proteção, e eram muito comuns. Os egípcios usavam certos amuletos para proteção contra o “mau olhado”, assim como o faziam os gregos e os romanos. O amuleto mais comum que os romanos usavam para este fim era, pelo que parece, o falo, pendurado ao redor do pescoço das crianças para protegê-las.
Jesus Cristo disse que os escribas e fariseus “ampliam as suas caixinhas com textos, que usam como proteção”. (Mat. 23:1, 2, 5) Cristo se referia assim às filacteras usadas na testa ou no braço, não só como demonstração ostentosa para granjear a estima entre o povo, mas, evidentemente, como amuletos que ‘guardariam’ o usuário das más influências e dos demônios.
A eficácia de muitos amuletos dos tempos antigos dependia, segundo se imaginava, de sua construção sob determinadas condições astronômicas, e um de seus usos principais era supostamente evitar o azar. No entanto, as Escrituras condenam a astrologia e não aprovam que se confie na sorte. — Isa. 65:11.
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Ana, IAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ANA, I
[favor, graciosidade].
Mãe do profeta Samuel. Ana vivia com Elcana, seu marido levita, juntamente com a outra esposa dele, Penina, em Ramataim-Zofim, na região montanhosa de Efraim. Apesar da longa esterilidade de Ana, contrastada com a fertilidade de Penina, que teve vários filhos, Ana ainda era a esposa mais amada de Elcana. Penina zombava de Ana por causa da esterilidade dela, principalmente quando Elcana levava sua família para seu comparecimento anual no tabernáculo em Silo. — 1 Sam. 1:1-8.
Em certa visita a Silo, Ana fez um voto a Jeová de que, caso tivesse um filho, ela o daria a Jeová, para Seu serviço. Observando os lábios dela se mexerem, enquanto ela orava inaudivelmente, Eli, o sumo sacerdote, de início suspeitou que ela tomara vinho demais e estava bêbeda. Mas ao ficar a par do sóbrio fervor e da sinceridade dela, expressou o desejo de que Jeová Deus lhe concedesse o seu pedido. Deveras, logo ela ficou grávida. Depois de dar à luz Samuel, não foi novamente a Silo senão depois de Samuel ser desmamado. Daí, ela o apresentou a Jeová, conforme prometera, levando uma oferta que consistia num touro de três anos, um efa de farinha e uma grande talha de vinho. (1 Sam. 1:9-28) Cada ano, depois disso, quando ela vinha a Silo, Ana trazia uma nova túnica sem mangas para seu filho. Eli de novo a abençoou, e Jeová novamente lhe abriu a madre, de modo que, com o tempo, ela deu à luz três filhos e duas filhas. — 1 Sam. 2:18-21.
Observam-se em Ana várias qualidades desejáveis. Ela orava constantemente e era humilde, e desejava agradar seu marido. A cada ano, ela o acompanhava na oferta de sacrifícios no tabernáculo. Ela mesma fez um grande sacrifício, desistindo da companhia de seu filho, mantendo sua palavra e mostrando apreço pela bondade de Jeová. Ela continuou mostrando sua afeição materna, como indicado por fazer cada ano uma nova túnica para Samuel. As idéias expressas em seu cântico de agradecimento, quando ela e Elcana apresentaram Samuel para o serviço do templo, são bem parecidas aos sentimentos expressos por Maria pouco depois de saber que viria a ser a mãe do Messias. — Luc. 1:46-55.
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Ana, IiAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ANA, II
[favor, encanto, graça].
Uma profetisa, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Seu nome é a forma grega de Hannah.
Ana se tornara viúva depois de apenas sete anos de vida conjugal e, por ocasião da apresentação do menino Jesus ao templo, tinha 84 anos. Todavia, era constante em sua presença no templo, evidentemente desde o serviço matutino até o serviço vespertino, e, como resultado, teve o privilégio de ver o menino Jesus e dar testemunho a respeito dele. Seus “jejuns e súplicas” indicam uma atitude de pranto e fervoroso anelo de sua parte. O período de sujeição judaica, que já durava séculos, junto com as condições religiosas agravantes desse período, que atingiam até mesmo o templo e seu sacerdócio, podiam explicar bem isto. De qualquer modo, embora fosse provável que não esperasse estar viva quando o menino crescesse, ela então jubilosamente testemunhou a outros sobre a libertação a ser feita mediante este vindouro Messias. — Luc. 2:36-38.
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AnaniasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ANANIAS
[Forma grega do nome hebraico, Hananiah, Jeová tem demonstrado favor].
1. Membro da primitiva congregação cristã de Jerusalém. Depois de Pentecostes de 33 E.C., as necessidades físicas dos crentes que permaneceram em Jerusalém foram cuidadas por meio da ajuda mútua entre os cristãos. Estabeleceu-se um fundo comum para tal fim, mantido pelas contribuições que representavam o preço de campos e casas vendidos pelos membros da congregação, e então doados voluntariamente. (Atos 4:34-37) Ananias vendeu um campo e, com pleno conhecimento de sua esposa, apresentou parte do dinheiro obtido, enquanto aparentava entregar a soma total. A doação da soma total, sem dúvida, teria habilitado tanto ele como sua esposa a serem sustentados por este fundo comum, e lhe poderia, razoavelmente, granjear também certa medida de elogio e de estima na congregação. No entanto, por meio dum dom especial de conhecimento, através do espírito, Pedro discerniu o fingimento dele, expondo-o como ‘trapaceando o espírito santo e a Deus’, e Ananias caiu e expirou. Quando voltavam os homens que o enterraram, dentro de cerca de três horas, encontraram também morta a esposa
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