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Jabes-gileadeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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tolerância de crassa imoralidade. (Juí. 21:8) Nessa ocasião, quando os israelitas praticamente exterminaram toda a tribo de Benjamim (apenas 600 varões escaparam), verificou-se que nenhum homem de Jabes-Gileade tinha participado em ministrar esta punição justificada. Por conseguinte, foi determinado que todo varão, mulher e criança de Jabes-Gileade, com a exceção das virgens, fosse morto. As 400 virgens que foram assim poupadas foram então dadas quais esposas aos benjamitas fugitivos, de modo a impedir a extinção da tribo. — Juí. 20:1 a 21:14.
Cerca de três centúrias depois, quando todo o Israel clamava por um rei visível, como as outras nações possuíam, os amonitas ameaçavam furar o olho direito de todo varão que habitava em Jabes-Gileade, ameaça que somente foi removida quando Saul juntou uma força de 330.000 homens e pôs em fuga os amonitas. (1 Sam. 11:1-15) Quarenta anos depois, os filisteus derrotaram os israelitas, e penduraram os corpos decapitados de Saul e de três filhos dele num muro da praça pública dentro de Bete-Sã. Ao ouvir falar desta desgraça, homens valentes de Jabes-Gileade fizeram uma ousada incursão noturna em que removeram os cadáveres, trouxeram-nos a Jabes-Gileade, queimaram os corpos e deram aos ossos um enterro respeitoso. Então jejuaram por sete dias. — 1 Sam. 31:8-13; 1 Crô. 10:8-12.
Davi, como o rei recém-empossado de Judá, enviou elogios e sua bênção aos cidadãos de Jabes-Gileade por terem demonstrado benevolência neste sentido para com o falecido ungido de Israel. (2 Sam. 2:4-7) Mais tarde, Davi mandou que os ossos de Saul e de Jonatã fossem trazidos de Jabes-Gileade e fossem enterrados no sepulcro da família de Saul, em território benjamita. — 2 Sam. 21:12-14.
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JabimAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JABIM
[alguém inteligente, discernidor]. Talvez um nome ou título dinástico dos reis cananeus de Hazor.
1. O rei de Hazor quando Josué invadiu a Terra Prometida. Jabim formou uma confederação dos reis cananeus setentrionais e estes juntaram contra Israel uma força ‘tão numerosa em multidão como os grãos de areia . . . [incluindo] muitíssimos cavalos e carros de guerra’. Quando acampados junto às águas de Merom, seus exércitos coligados foram derrotados por meio do ataque de surpresa de Josué, que em seguida foi no encalço deles. Jabim foi executado quando a própria Hazor foi mais tarde capturada e incendiada. — Jos. 11:1-14; 12:7, 19.
2. Posterior rei cananeu que governava desde a Hazor reconstruída; possivelmente um descendente do N.° 1 acima. Ser Jabim chamado de “o rei de Canaã” poderia indicar sua supremacia sobre outros reis cananeus, concedendo-se-lhe excepcional poder e autoridade; parece que havia outros que estavam pelo menos aliados a ele. Por outro lado, a expressão poderia simplesmente diferençá-lo dos reis de outras terras. O exército de Jabim, incluindo 900 carros com foices de ferro, estava sob o comando de Sísera, que obtém maior proeminência no relato do que o próprio Jabim. — Juí. 4:2, 3; 5:19, 20.
Com a permissão de Jeová, Jabim oprimiu duramente o Israel apóstata durante vinte anos. Mas, ao invocarem a Deus para obter sua libertação, Jeová suscitou Baraque e Débora para liderar Israel à vitória sobre o exército de Jabim. Sísera foi morto pela esposa de Héber, o queneu, que estava em paz com Jabim. (Juí. 4:3-22) Os israelitas continuaram a guerrear contra Jabim e, por fim, o mataram. — Juí. 4:23, 24; Sal. 83:9, 10.
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Jaboque, Vale Da Torrente DoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JABOQUE, VALE DA TORRENTE DO
Um dos principais vales de torrente a E do Jordão, mencionado pela primeira vez na Escritura com relação à travessia, feita por Jacó, junto com sua casa, do “vau do Jaboque”. Também, perto deste vau, Jacó engalfinhou-se com um anjo. — Gên. 32:22-30.
Embora as águas das cabeceiras do Jaboque aflorem perto de Amã (antiga Rabá), o uádi junta águas de várias correntes perenes e de numerosas correntes hibernais antes de desaguar no Jordão, a uns 40 km ao N do mar Morto. Apenas c. 40 km, em linha reta, separam a cabeceira do vale da torrente de seu fim. Mas o curso semicircular do Jaboque abrange c. 97 km. Seu moderno nome árabe, uádi Zarqa, significa literalmente “vale da torrente do azul”. Talvez este nome se derive da cor azul-cinzenta que o Jaboque apresenta quando visto à distância. Pequenos peixes abundam em suas águas rasas, de fácil travessia.
Arbustos de oleandro e muitas espécies de árvores pequenas se perfilam pelo profundo vale fértil, através do qual flui o Jaboque. Este vale, com suas vertentes íngremes, servia de fronteira natural. (Deut. 3:16) A primeira seção do vale da torrente, que se estende do S para o N, certa vez constituía uma fronteira entre os amonitas e os amorreus (Núm. 21:24), ao passo que a seção que se estende do O para o E dividia Gileade em duas partes e formava os limites entre os domínios dos reis amorreus, Síon e Ogue. — Deut. 2:37; Jos. 12:2; Juí. 11:13, 22.
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JacintoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JACINTO
[Gr., hyákinthos]. Uma pedra semipreciosa, azul-forte; primariamente, a palavra se referia a uma flor com esse nome que, como é provável, descrevia o íris azul-escuro. Em Revelação, capítulo 21, a Nova Jerusalém é descrita conforme contemplada numa visão pelo apóstolo João. Diz-se (V. 20) que a décima primeira de suas pedras de alicerce era o jacinto.
O azul jacintino é uma das cores das couraças que constam da descrição dos celestes exércitos de cavalaria, em Revelação 9:16, 17. As couraças mencionadas provavelmente eram as usadas pelos cavaleiros. As outras duas cores das couraças são mencionadas como a cor de fogo e o amarelo sulfurino. Em vista da declaração posterior de que os cavalos expiravam fogo, fumaça e enxofre, o azul jacintino pode representar a tonalidade escura da fumaça, a qual, junto com o fogo e o enxofre, podem ser destrutivos.
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JacóAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JACÓ
[agarrar o calcanhar; suplantador]. Filho de Isaque e Rebeca, e gêmeo mais moço de Esaú. Os pais de Jacó já estavam casados vinte anos antes do nascimento destes gêmeos, seus únicos filhos, em 1858 A.E.C. Isaque, nessa época, tinha 60 anos. Assim, como se deu no caso de Abraão, as orações de Isaque para ter descendentes só foram respondidas depois que sua paciência e fé nas promessas de Deus tinham sido plenamente testadas. — Gên. 25:20, 21, 26; Rom. 9:7-10.
Em sua gravidez, Rebeca sentiu-se afligida pela luta dos gêmeos em seu útero, os quais, explicou Jeová, eram o início de duas nações oponentes. Ademais, Jeová declarou que, contrariando o costume geral, o mais velho serviria ao mais jovem. Assim sendo, Jacó, que foi o segundo a nascer, segurava o calcanhar de Esaú quando nasceram; daí o nome Jacó, que significa “agarrar o calcanhar”. (Gên. 25:22-26) Jeová demonstrou assim sua habilidade de detectar a inclinação genética dos nascituros, e de exercer sua presciência e seu direito de escolher, de antemão, a quem ele prefere para seus propósitos, e, ainda assim, de forma alguma predeterminar o destino final dos indivíduos. — Rom. 9:10-12; Osé. 12:3.
Em contraste com o filho favorito de seu pai, Esaú, que era um tipo de caçador bravo, irrequieto e nômade, Jacó é descrito como “homem inculpe [Heb. , tam], morando em tendas”, alguém que levava tranqüila vida pastoril e merecia confiança no trato dos assuntos domésticos, alguém especialmente amado por sua mãe. (Gên. 25:27, 28) Esta palavra hebraica tam é usada em outras partes para descrever os aprovados por Deus. À guisa de exemplo, “homens sanguinários odeiam ao inculpe [Heb. , tam]”, todavia, Jeová garante que “o futuro deste homem [inculpe] será pacífico”. (Pro. 29:10; Sal. 37:37) O íntegro Jó “mostrava ser inculpe [Heb. , tam] e reto”. — Jó 1:1, 8; 2:3.
RECEBEU A PRIMOGENITURA E A BÊNÇÃO
Abraão não morreu senão quando seu neto, Jacó, tinha quinze anos, em 1843 A.E.C., e, assim, o menino teve ampla oportunidade de ouvir falar do pacto juramentado de Deus diretamente dos lábios de seu avô, bem como de seu pai. (Gên. 22:15-18) Jacó compreendia o grande privilégio que seria participar no cumprimento de tais promessas divinas. Por fim, surgiu legalmente a oportunidade de comprar de seu irmão o direito de primogenitura e tudo que o acompanhava. (Deut. 21:15-17) Tal oportunidade surgiu certo dia, quando Esaú veio exausto do campo e sentiu o cheirinho do saboroso cozido que seu irmão tinha preparado. “Depressa, por favor”, exclamou Esaú, “dá-me um bocado do vermelho — do vermelho aí, pois estou cansado!” A resposta de Jacó foi: “Vende-me primeiro teu direito de primogênito!” “Desprezou Esaú a primogenitura”, e, assim, a venda foi feita na hora e selada por um juramento solene. (Gên. 25:29-34; Heb. 12:16) Razões suficientes para Jeová ter dito: “Amei a Jacó, mas odiei a Esaú.” — Rom. 9:13; Mal. 1:2, 3.
O amor de Jeová por Jacó foi especialmente manifesto na manipulação dos eventos de tal modo que a bênção patriarcal de Isaque, tencionada para Esaú, foi dada a Jacó. Isaque solicitara a Esaú que fosse caçar um veado. Na ausência dele, Jacó, instado pela mãe, trajou as roupas de Esaú que tinham o cheiro do campo, disfarçou suas mãos e seu pescoço com peles de cabra para assemelhar-se a seu irmão peludo, e trouxe para seu pai um saboroso prato de carne de cabrito, que este confundiu com a caça desejada. Convencido de ter diante de si seu primogênito, Isaque concedeu a Jacó a bênção altamente estimada. — Gên. 27:1-37.
Não se tratava duma falsificação maliciosa de identidade. Legalmente, Jacó comprara a primogenitura e, por conseguinte, representava a, ou ocupava o lugar de, seu irmão, a quem seu pai, sofrendo de vista fraca, evidentemente julgava ainda possuir a primogenitura.
Esaú, de sua parte, recusou-se a honrar a venda feita de boa fé a seu irmão, e, pior de tudo, recusou-se a reconhecer a mão divina em todo o assunto. Raciocinou que seu pai logo morreria; após o que planejava matar seu irmão, Jacó. Rebeca, contudo, cooperou para proteger tanto a vida de Jacó como os interesses do Descendente Prometido, pois, assim que soube do complô de Esaú para eliminar Jacó, ela persuadiu Isaque a enviar Jacó para Padã-Arã, para ali procurar para si uma esposa entre os parentes. Ficou assim protegido da influência cananéia, tal como a que Esaú introduzira em sua casa. — Gên. 27:41 a 28:5.
MUDANÇA DE JACÓ PARA PADÃ-ARÃ
Jacó tinha 77 anos quando deixou Berseba em busca da terra de seus antepassados, terra em que passou os seguintes vinte anos de sua vida. (Gên. 28:10; 31:38) Depois de viajar para o NE por c. 97 km, parou em Luz, nas colinas da Judéia, para ali passar a noite, utilizando uma pedra qual travesseiro. Ali, em seus sonhos, viu uma escada, ou degraus de escada, que atingia os céus, sendo que anjos subiam e desciam por ela. No topo, Jeová foi visto em visão, e ele então confirmou a Jacó o pacto divino feito com Abraão e com Isaque. — Gên. 28:11-13; 1 Crô. 16:16, 17.
Neste pacto, Jeová prometeu a Jacó que Ele o guardaria e cuidaria dele, e não o
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