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JonasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ultrapassava em muito o daquele cabaceiro-amargoso. Por conseguinte, Jeová perguntou a Jonas: “Eu, da minha parte, não devia ter pena de Nínive, a grande cidade, em que há mais de cento e vinte mil homens que absolutamente não sabem a diferença entre a sua direita e a sua esquerda, além de haver muitos animais domésticos?” (Jonas 4:9-11) Que Jonas entendeu o ponto é indicado pela narração cândida que fez de suas próprias experiências.
Pode ser que, algum tempo depois, Jonas tenha encontrado pelo menos uma das pessoas que haviam estado a bordo do navio que partiu de Jope, possivelmente no templo de Jerusalém, e tenha ficado sabendo dela sobre os votos feitos pelos marujos, depois que a tempestade amainou. — Jonas 1:16; compare com Jonas 2:4, 9; veja JONAS, LIVRO DE; NÍNIVE.
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Jonas, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JONAS, LIVRO DE
O único livro das Escrituras Hebraicas que trata exclusivamente da comissão dum profeta de Jeová de proclamar uma mensagem de destruição numa cidade não-israelita, e para ela, e que resultou no arrependimento dessa cidade. As experiências relatadas neste livro eram exclusivas do seu escritor, Jonas, filho de Amitai. Evidentemente, sendo a mesma pessoa que o Jonas de 2 Reis 14:25, deve ter profetizado durante o reinado do Rei Jeroboão II, de Israel (c. 844-803 AEC). Por conseguinte, é razoável situar os eventos registrados no livro de Jonas no nono século AEC.
AUTENTICIDADE
Devido ao caráter sobrenatural de muitos eventos nele mencionados, o livro de Jonas tem sido amiúde atacado pelos críticos da Bíblia. O aparecimento dum vento tempestuoso e sua rápida cessação, o peixe que tragou Jonas e três dias depois vomitou o profeta, incólume, e o crescimento e a morte súbitos dum cabaceiro-amargoso (ou abóbora-de-carneiro) foram todos rotulados de não-históricos, porque tais coisas não ocorrem hoje em dia. Tal questionamento poderia ter base caso o livro de Jonas afirmasse que se tratava de ocorrências comuns lá naquele tempo. Mas não o faz. Relata eventos ocorridos na vida duma pessoa que recebera uma comissão especial de Deus. Por conseguinte, os que sustentam que tais coisas simplesmente não podiam ter acontecido têm de negar, quer a existência de Deus, quer sua habilidade de influir sobre as forças naturais e a vida vegetal, animal e humana, de modo especial, a bem de seu propósito. — Mateus 19:26; veja PEIXES.
Alguns acham que a autenticidade do livro de Jonas é duvidosa, porque não existe nenhuma confirmação das atividades desse profeta nos registros assírios. Realmente, porém, a ausência de tais informações não deve constituir surpresa. Era costumeiro que as nações da antiguidade exaltassem seus êxitos, e não seus fracassos e suas humilhações, e também que eliminassem tudo o que lhes era desfavorável. Ademais, visto que nem todos os registros antigos têm sido preservados ou encontrados, ninguém poderá dizer com certeza que jamais existiu um relato do que aconteceu no tempo de Jonas.
A falta de certos pormenores (tais como o nome do rei assírio, e o local exato em que Jonas foi vomitado em terra seca) tem sido citada como sendo ainda outra prova de que o livro de Jonas não é história verídica. Tal objeção, contudo, ignora que todas as narrativas históricas são relatos condensados, o historiador registrando apenas as informações que considera importantes ou necessárias para seu objetivo. Como o comentarista C. F. Keil [Biblical Commentary on the Old Testament, The Twélve Minor Prophets (Comentário Bíblico Sobre o Velho Testamento, Os Doze Profetas Menores), Vol. I, p. 381] observa apropriadamente: “Não existe sequer um dos historiadores antigos cujas obras possam ser consideradas tão completas assim: e os historiadores bíblicos visam ainda menos comunicar coisas que não tenham íntima relação com o principal objeto de sua narrativa, ou com o significado religioso dos próprios fatos.”
Visto que a evidência arqueológica tem sido interpretada como indicando que os muros que cercavam a antiga Nínive tinham apenas cerca de 13 km, afirma-se que o livro de Jonas exagera o tamanho da cidade, ao descrevê-la como se precisando de três dias para atravessá-la a pé. (Jonas 3:3) Esta, contudo, não é uma razão válida para se questionar a referência bíblica. Tanto no uso
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