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  • É seu país um dos alvos primários?
    Despertai! — 1989 | 8 de julho
    • The New York Times, um comerciante coreano se revoltou “contra a imoralidade americana de forçar o povo coreano a consumir cigarros americanos”. E seu argumento é válido. Ao passo que os Estados Unidas travam uma guerra contra o contrabando de cocaína e de heroína, que são básicos para outras economias, eles desejam descarregar sua própria planta venenosa em outras nações. Visto que os Estados Unidos afirmam ter elevadas normas éticas, será coerente tentar impor a outras nações, muitas das quais se acham em graves apertos econômicos, seus excedentes de perigosos produtos do fumo?

      Alguns Contra-atacam

      Algumas nações africanas, tais como Gâmbia, Moçambique e Senegal, proibiram a publicidade de cigarros. O Ministro da Saúde da Nigéria declarou, ano passado, que o governo nigeriano “iria proibir toda publicidade nos jornais, no rádio, na televisão e em cartazes de rua. Iremos proibir o fumo em todos os lugares e transportes públicos”. Um alto funcionário do departamento de informações nigeriano informou a Despertai! (em janeiro de 1989) que esta questão ainda estava sendo discutida.

      A China é uma nação de 240 milhões de fumantes. Já no ano 2025, as autoridades médicas esperam perder dois milhões de pessoas, por ano, em resultado de doenças relacionadas com o fumo. A China tem um enorme problema, como admite a revista China Reconstructs: “Apesar da proscrição do governo chinês contra a publicidade de cigarros, das freqüentes notícias nos jornais e nas revistas avisando sobre os efeitos prejudiciais do fumo, e do preço sempre crescente dos cigarros, o número de fumantes na China continua a aumentar.” E qual é um dos resultados? “O câncer, as doenças cardiovasculares e respiratórias, são agora as principais causas de morte na China.”

      Em algumas partes da China, considera-se um sinal de hospitalidade oferecer cigarros ao se acolher visitas. Mas que tremendo preço os chineses estão pagando por isso! Informa China Reconstructs: “Os peritos médicos avisam que a incidência de câncer pulmonar está aumentando em escala maciça.” Como declarou um perito chinês: “Nós já estamos pagando um preço muito alto.” Existe, contudo, outro perigo em poder dos que fazem publicidade do fumo — sua sutil influência sobre a mídia.

  • O fumo e a censura
    Despertai! — 1989 | 8 de julho
    • O fumo e a censura

      “Chega de Censura! Liberdade de expressão — inclusive a liberdade de fazer publicidade — é um direito que temos de preservar. A proibição da publicidade de cigarros não tem o apoio da maioria dos americanos.” — Anúncio de jornal, de janeiro de 1989, baseado numa “pesquisa telefônica nacional [nos EUA], feita com 1.500 adultos”. Mas será que 1.500 pessoas representam a “maioria dos americanos”?

      OS ANUNCIANTES de cigarros argumentam que seus anúncios não fazem as pessoas começar a fumar. Apenas determinam a distribuição desse negócio entre as diferentes marcas. No entanto, o atual aumento de mulheres que fumam torna questionável tal afirmação. Mas existe outra influência perniciosa que surge do poder brandido pelos anunciantes de cigarros.

      Nos anos recentes, as companhias de cigarros dos EUA conseguiram adquirir certa respeitabilidade por comprarem empresas de alimentos e retirarem a palavra “Tobacco [Fumo]” dos nomes de suas empresas. Assim, a “American Tobacco Company” tornou-se a “American Brands”, a “R. J. Reynolds Tobacco Company” tornou-se recentemente a “RJR/Nabisco”; a “Brown and Williamson Tobacco Corporation” transformou-se nas “Brown and Williamson Industries”. Mas qual é um dos resultados destas mudanças? Mais pressão publicitária. Como assim?

      Até mesmo revistas que jamais publicam anúncios de cigarros têm de pensar duas vezes antes de publicarem artigos criticando o hábito de fumar e os produtos do fumo. Na verdade, talvez elas não percam a renda dos anúncios de cigarros. Mas que dizer das outras empresas que agora pertencem aos barões do fumo e que anunciam alimentos ou outros produtos? E que dizer dos artigos ou das declarações que podem colocar o fumo em luz desfavorável? Eis aqui a base para uma autocensura sutil, quase que subliminar.

      Um caso interessante em pauta é o do número de 6 de junho de 1983 da revista Newsweek. Edições anteriores e posteriores a essa, de 6 de junho, publicavam de sete a dez páginas de anúncios de cigarros. Mas a Newsweek de 6 de junho publicava 4,3 páginas de uma série controversial intitulada “Showdown on Smoking” [Confronto Decisivo com o Fumo]. Quantas páginas de anúncios de cigarros a revista publicava nesse número? Nenhuma. O autor White declara: “Quando as companhias de cigarros souberam dos planos para tal artigo, elas mandaram retirar seus anúncios. A revista talvez tenha perdido até US$ 1 milhão em publicidade por publicar tal artigo.”

      A renda com publicidade é o sangue vital das revistas e dos jornais. A evidência indica que os editores pensam mui cuidadosamente sobre que matéria vão publicar criticando a indústria fumageira, se é que publicarão alguma. Um escritor sobre temas de saúde declarou: “Se eu colocar o fumo numa lista de fatores que causam a doença do coração, por exemplo, meu editor ou o colocará no fim da lista, ou o removerá por completo.” Como diz o ditado: “Quem paga o gaiteiro escolhe a música.” A autocensura tornou-se a ordem do dia.

      É interessante que The Wall Street Journal noticiou que, num período de seis anos, durante os quais duas revistas voltadas para as pessoas de cor publicavam anúncios de cigarros, nenhuma delas publicou qualquer artigo relacionado diretamente com o fumo e a saúde. Mera coincidência? Como é evidente, as revistas que publicam anúncios de cigarros dificilmente podem morder a mão que as alimenta. Assim, refreiam-se de expor os perigos do fumo.

      Esta recapitulação do assunto do fumo, de fumar, e da publicidade, ajuda-nos a ver que há muita coisa em jogo. Para os produtores de fumo, é seu ganha-pão que está em jogo. Para os barões do fumo, e para os vendedores, são seus grandes lucros que estão em jogo. Para os governos, estão em jogo os seus impostos. E, para milhões de fumantes, é sua saúde e sua vida que estão em jogo.

      Se for um fumante ou estiver pensando em começar a fumar, a escolha é sua. Como os magnatas do fumo dos EUA gostam de lhe lembrar, fumar é seu direito constitucional. Mas lembre-se de que isso significa que também é seu direito constitucional arriscar-se a morrer de câncer do pulmão ou da garganta, de doenças cardiovasculares, de enfisema, da doença de Buerger (veja quadro na página 9) e de uma hoste de outras moléstias mortíferas. Por outro lado, se desejar parar de fumar, como poderá fazê-lo? O que é preciso? Motivação!

      [Foto na página 12]

      O médico-chefe do Serviço de Saúde dos EUA, Dr. Koop, tem avisado continuamente sobre os perigos do fumo.

      [Crédito]

      Foto do “Public Health Service”

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