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  • Monotonia e futilidade ou estabilidade?
    A Sentinela — 1972 | 1.° de janeiro
    • propósito de prover, mediante seu Filho, “um reino que não pode ser abalado”, para abençoar a humanidade. Jesus indicou o trabalho que não acaba em frustração: “Trabalhai, não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece para a vida eterna, que o Filho do homem vos dará.” — Heb. 12:28; João 6:27.

      Portanto, para haver estabilidade e segurança, livres de monotonia e futilidade, o melhor que se pode fazer é abandonar a corrida de progredir neste sistema de coisas e entrar no serviço de Deus, de proclamar as boas novas do reino messiânico. Pois, “está mudando a cena deste mundo”. Simplifique a sua vida, faça seu trabalho dentro dos ciclos normais que Deus providenciou, usufrua seu trabalho e espere que Deus lhe dê permanência num sistema livre da artificialidade e futilidade da atual ordem de coisas. — 1 Cor. 7:31.

      Portanto, foi com sabedoria divina que o Rei Salomão concluiu: “Para o homem não há nada melhor do que comer, e deveras beber, e fazer sua alma ver o que é bom por causa do seu trabalho árduo. . . . Pois, ao homem que é bom diante dele, ele tem dado sabedoria, e conhecimento, e alegria, mas ao pecador tem dado a ocupação de ajuntar e de recolher, apenas para dar àquele que é bom diante do verdadeiro Deus.” Jesus Cristo concorda com estas palavras: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei. . . . Pois o meu jugo é benévolo e minha carga é leve.” — Ecl. 2:24-26; Mat. 11:28-30.

  • O papel dos hicsos na história egípcia
    A Sentinela — 1972 | 1.° de janeiro
    • O papel dos hicsos na história egípcia

      OS HISTORIADORES antigos, bem como os atuais, anotavam apenas a informação que achavam importante ou necessária aos seus fins. Amiúde, as narrativas foram deturpadas pelo preconceito ou pelos pontos de vista pessoais dos historiadores. Não era incomum recorrerem a flagrantes falsidades para glorificar a sua respectiva nação. Estes são alguns dos fatores que tornam muito difícil apresentar um quadro exato dos acontecimentos antigos. Portanto, isto nos devia impressionar com a necessidade de exercermos cautela ao tentarmos compreender as narrativas bíblicas à luz da história antiga, conforme apresentada pelos historiadores modernos.

      Um caso em questão envolve o que comumente é chamado de “Período dos Hicsos”. Acredita-se em geral que os hicsos fossem um povo estrangeiro que conseguiu o domínio do Egito. No que se refere à narrativa no livro bíblico de Gênesis, diversos eruditos situam a entrada de José no Egito, e posteriormente a de seu pai Jacó e da família dele, no tempo dos governantes hicsos. Fazem isso principalmente na suposição de que teria sido mais provável que um governante estrangeiro elevasse a José, que não era egípcio, à posição de segundo governante no domínio, do que teria feito um governante egípcio nativo. (Gên. 41:40) Isto suscita a questão: Concorda o conceito destes eruditos com o registro bíblico?

      Se José tivesse sido elevado ao seu cargo enquanto o Egito estava sob domínio estrangeiro, é razoável supor-se que a corte de Faraó estivesse composta na maior parte de estrangeiros. Mas as Escrituras não fornecem nenhuma evidência neste sentido. Antes, verificamos que Potifar, oficial da corte, era egípcio (Gên. 39:1) e que o próprio José estava cercado por egípcios nativos, cujos preconceitos ele respeitou escrupulosamente. (Gên. 43:32) De modo que não há realmente nenhuma base válida para se tentar ajustar a narrativa de José ao período de governantes estrangeiros. Concordemente, devemos investigar outras fontes para determinar qual o papel que os hicsos talvez tenham desempenhado na história egípcia.

      Josefo, historiador judaico do primeiro século, é a fonte do nome “hicsos”. Na parte de sua obra intitulada “Contra Ápio”, Josefo afirma citar palavra por palavra a narrativa do historiador egípcio Maneto (terceiro século A. E. C.). Esta narrativa, se se acreditar em Josefo, relaciona os hicsos diretamente com os israelitas!

      Embora aceite a relação entre os hicsos e os israelitas, Josefo argumenta contra muitos dos pormenores encontrados na narrativa. Ele prefere a tradução de “hicsos” como “pastores cativos”, em vez de “reis pastores”. Segundo Josefo, Maneto apresenta os hicsos como obtendo o domínio do Egito em batalha, e depois destruindo cidades e templos. Disse que os egípcios, muitos anos depois, se levantaram e travaram uma guerra longa e terrível contra eles. Por fim, uma força egípcia de 480.000 homens sitiou os hicsos na sua cidade principal, Avaris. Daí, o que é de estranhar, estabeleceu-se um acordo que permitiu que os hicsos saíssem do país incólumes com suas famílias e seus bens, em vista de que ‘foram para a Judéia e construíram Jerusalém’. — Against A pion, Livro I, § 14.

      Numa referência adicional, Maneto supostamente aumenta a narrativa. Ele apresenta o que Josefo chama de estória fictícia de um grande grupo de 80.000 leprosos e doentes receber permissão para se estabelecer em Avaris, depois da partida dos pastores. Esses mais tarde se rebelaram, chamaram de volta os “pastores” (hicsos?), destruíram cidades e aldeias, e cometeram sacrilégio contra os deuses egípcios. Por fim, foram derrotados e expulsos do país. — Against A pion, Livro I, § 26, 28.

      Os historiadores modernos acreditam que as citações de Josefo são inexatas ao associarem os hicsos com os israelitas. Mas, eles se apegam à idéia de uma conquista pelos “hicsos”. Isto se deve principalmente a que podem achar pouca ou nenhuma informação nas antigas fontes egípcias para encher os registros do período que supostamente abrange as “Dinastias Treze a Dezessete”. Por este motivo, os eruditos presumem que houve uma desintegração de poder nas “Dinastias Treze e Quatorze”. Baseando-se em algumas informações casuais, em contos folclóricos egípcios, e em muita conjetura, chegaram à conclusão de que durante as “Dinastias Quinze e Dezesseis”, o Egito esteve sob o domínio dos hicsos.

      Quanto à ‘conquista’ deles, alguns arqueólogos representam os hicsos como “hordas setentrionais . . . avançando através da Palestina e do Egito em carros velozes”. Outros se referem a uma ‘conquista rastejante’, quer dizer, uma infiltração gradual de nômades ou seminômades migratórios, que aos poucos foram obtendo o domínio do país ou então

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