-
ArqueologiaAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
indicam que estava no ápice de seu poder e prestígio no tempo da partida de Abraão para Canaã. (Antes de 1943 A.E.C.) Seu templo-zigurate é o melhor preservado de todos os já encontrados. Os túmulos reais de Ur forneceram abundantes objetos de ouro e jóias de altíssimo calibre artístico; também instrumentos musicais, tais como a harpa. (Compare com Gênesis 4:21.) Pequeno machado de aço (e não simplesmente de ferro) também foi encontrado. (Compare com Gênesis 4:22.) Aqui, também, milhares de tábuas de argila revelaram muitos pormenores sobre a vida há cerca de quatro mil anos passados. Como resultado de tais descobertas, Woolley expressou-se da seguinte forma: “Temos de alterar radicalmente nosso conceito do patriarca hebreu [Abraão], quando vemos que seus anos anteriores foram passados em tal ambiente sofisticado.”
No sítio da antiga Sipar, no Eufrates, cerca de 32 km de Bagdá, encontrou-se um cilindro de argila sobre o Rei Ciro, conquistador de Babilônia. Este cilindro conta a facilidade com que Ciro capturou a cidade e também delineia sua diretriz de restaurar às suas terras nativas os povos cativos que moravam em Babilônia, assim harmonizando-se com o relato bíblico a respeito de Ciro, como o conquistador predito de Babilônia, e sobre a restauração dos judeus à Palestina, durante o reinado de Ciro. — Isa. 44:28; 45:1; 2 Crô. 36:23.
Assíria
Em Corsabad, junto a um tributário setentrional do rio Tigre, descobriu-se, em 1843, o palácio do rei assírio, Sargão II, abrangendo cerca de 10 hectares, e o subseqüente trabalho arqueológico feito ali trouxe este rei, mencionado em Isaías 20:1, da obscuridade secular para uma posição de proeminência histórica. Em um de seus anais, ele descreve a captura de Samaria (740 A.E.C.) como ponto notável de seu reinado. Também registra a captura de Asdode, descrita em Isaías 20:1. Considerado outrora inexistente por muitos peritos de destaque, Sargão II é agora um dos mais conhecidos reis da Assiria.
Nínive, capital da Assíria, era um sitio de escavação que desvendou o imenso palácio de Senaqueribe, contendo cerca de 71 aposentos, com lajes esculturais que revestiam 3.011 m de paredes, uma delas representando os prisioneiros judeus sendo levados ao cativeiro após a queda de Laquis, em 732 A.E.C. ( 2 Reis 18:13-17; 2 Crô. 32:9) De ainda maior interesse, aqui em Nínive (a moderna Cuiunjic), eram os anais de Senaqueribe, registrados em prismas (cilindros de argila). Em um dos prismas, Senaqueribe descreve a campanha assíria contra a Palestina, no reinado de Ezequias (732 A.E.C.), porém, notavelmente, o jactancioso monarca não faz nenhuma afirmação de ter tomado a cidade, confirmando destarte o relato da Bíblia. (Veja Senaqueribe.) O relato do assassínio de Senaqueribe, às mãos de seus filhos, é também registrado numa inscrição de Esar-Hadom, sucessor de Senaqueribe, e é mencionado numa inscrição do rei seguinte, Assurbanipal. ( 2 Reis 19:37) Em adição à menção do Rei Ezequias por Senaqueribe, os nomes dos reis judeus Acaz e Manassés, e os nomes dos reis israelitas Onri, Jeú, Menaém e Oséias, e também Hazael, de Damasco, aparecem todos em registros cuneiformes de vários imperadores assírios.
Pérsia
Próximo de Behistun, Irã (antiga Pérsia), o Rei Dario I (521-485 A.E.C.; Esd. 6:1-15) mandou esculpir imensa inscrição, num penhasco de rocha calcária, descrevendo sua unificação do Império Persa e atribuindo seu êxito a seu deus, Auramazda. De valor primário é o fato de a inscrição ter sido registrada em três línguas, a babilônia (acadiana), a “elamita” e o antigo persa, assim servindo de chave para decifrar a escrita cuneiforme assírio-babilônia, até então não decifrada. Milhares de tábuas e inscrições de argila, na língua babilônia, podem agora ser lidas, como resultado desse trabalho.
Susã, cenário dos eventos descritos no livro de Ester, foi escavada por arqueólogos franceses entre 1880 e 1890. O palácio real de Xerxes, abrangendo cerca de um hectare, foi descoberto, revelando o esplendor e a magnificência dos reis persas. Os achados confirmaram a exatidão de pormenores registrados pelo escritor de Ester, conforme relacionados com a administração do reino persa e a construção do palácio. O livro The Monuments and the Old Testament (Os Monumentos e o Velho Testamento; 1925), de Ira Price (p. 408) comenta: “Não existe nenhum evento descrito no Velho Testamento cujo ambiente estrutural possa ser tão vivida e exatamente restaurado por meio de tais escavações quanto ‘Susã, o Palácio’.”
Egito
A visão mais de perto fornecida pela Bíblia sobre o Egito se centraliza na entrada de José ali, e na subseqüente chegada e peregrinação da inteira família de Jacó naquele país. Os achados arqueológicos mostram que tal quadro é extremamente preciso, e não seria razoável que alguém que tivesse vivido muito mais tarde o apresentasse (como alguns críticos tentam afirmar que se deu com tal parte do relato de Gênesis). Conforme declara o livro New Light on Hebrew Origins (Nova Luz Sobre as Origens Hebraicas), de Garrow Duncan (p. 174), a respeito do escritor do relato sobre José: “Ele utiliza o título correto usado, e exatamente conforme era usado no período mencionado, e, quando não existe nenhum equivalente hebraico, simplesmente adota a palavra egípcia e a translitera para o hebraico.” Os nomes egípcios, a posição de José como encarregado da casa de Potifar, as casas da prisão, os títulos de “o chefe dos copeiros” e “o chefe dos padeiros”, a importância que os egípcios atribuíam aos sonhos, o costume de os padeiros egípcios carregarem cestos de pão na cabeça (Gên. 40:1, 2,16, 17), a posição de primeiro-ministro e administrador de alimentos concedida por Faraó a José, o modo de empossá-lo no cargo, como os egípcios detestavam os pastores de ovelhas, a forte influência dos magos na corte egípcia, a fixação dos israelitas peregrinantes na terra de Gósen, os costumes egípcios de sepultamento — todos esses, e muitos outros pontos descritos no registro bíblico, são claramente consubstanciados pela evidência arqueológica obtida no Egito. — Gên. 39:1 a 47:27; 50:1-3.
Em Carnac (antiga Tebas), centenas de km rio Nilo acima, amplo templo egípcio contém uma inscrição em seu muro S, confirmando a campanha do rei egípcio, Sisaque (Xexonque I), na Palestina, descrita em 1 Reis 14:25, 26 e 2 Crônicas 12:1-9. O gigantesco relevo que representa suas vitórias mostra 156 prisioneiros palestinos manietados, cada um representando uma cidade ou aldeia, cujo nome é fornecido em hieróglifos. Entre os nomes identificáveis acham-se os de Rabite (Jos. 19:20), Taanaque, Bete-Seã e Megido, (onde foi escavada parte de uma esteia, ou coluna inscrita de Sisaque) (Jos. 17:11), Suném (Jos. 19:18), Reobe (Jos. 19: 28), Hafaraim (Jos. 19:19), Gibeão (Jos. 18:25), Bete-Horom (Jos. 21:22), Aijalom (Jos. 21:24), Socó (Jos. 15:35) e Arade (Jos. 12:14). Ele até mesmo alista o “Campo de Abrão” como uma de suas capturas, sendo a mais antiga referência a Abraão nos registros egípcios. Encontrou-se também nesta área um monumento a Menepta, filho de Ramsés II, contendo um hino em que se pode encontrar a única referência ao nome “Israel” nos textos egípcios.
Em Tel El Amarna, cerca de 483 km ao N, junto ao Nilo, a partir de Carnac, uma camponesa descobriu acidentalmente tábuas de argila que levaram à descoberta de uns 377 documentos em acadiano, procedentes dos arquivos reais de Amenotep III, e seu filho, Aquenatão (Icnatão). As tábuas abrangem correspondência dirigida ao Faraó da parte de príncipes vassalos de numerosas cidades-reinos da Síria e da Palestina, inclusive algumas do governador de Urusalim (Jerusalém), e revelam um quadro de feudos e intrigas bélicas que se enquadram completamente na descrição bíblica daqueles tempos. Os “habirus”, a respeito dos quais são feitas numerosas queixas nessas cartas, têm sido relacionados por alguns com os hebreus, mas a evidência tende a indicar que eram, ao invés disso, simplesmente outros povos nômades que ocupavam baixa escala social na sociedade daquele período.
Elefantina, uma ilha do Nilo, perto do extremo S do Egito (próxima a Assuã), que tem esse nome grego, era o local duma colônia judaica depois da queda de Jerusalém, em 607 A.E.C. Grande número de documentos, mormente em papiro, foram descobertos aqui em 1903, datando do quinto século A.E.C. e do reinado do Império Medo-Persa. Escritos em aramaico, os documentos mencionam Sambalá, governador de Samaria. (Nee. 4:1) No entanto, são interessantes principalmente por serem quase que contemporâneos da escrita das cartas apresentadas no capítulo quatro de Esdras, como sendo trocadas entre o rei persa e os oponentes dos judeus, por volta do ano 522 A.E.C. Eminentes peritos haviam criticado anteriormente o registro bíblico sobre tais cartas como não sendo autêntico e nem representativo daquela época. Os Papiros Elefantinos, contudo, consubstanciam o registro da Bíblia, ao mostrar que o aramaico usado no livro de Esdras é característico daquele período, e que as cartas registradas acham-se escritas num estilo e numa linguagem similares aos de tais papiros.
Sem dúvida, os achados mais valiosos, feitos no Egito, têm sido os fragmentos e partes, em papiro, dos livros da Bíblia, tanto das Escrituras Hebraicas como das Gregas, remontando ao segundo e terceiro séculos E.C. O clima seco e o solo arenoso do Egito o tornaram excelente depósito para a preservação de tais documentos em papiro.
Palestina e Síria
Cerca de seiscentos sítios datáveis têm sido escavados em tais áreas. Muitos dos dados obtidos são de natureza geral, apoiando o registro bíblico numa base ampla, ao invés de se relacionarem especificamente a certos pormenores ou eventos. Como exemplo, fizeram-se esforços, no passado, de desacreditar o relato da Bíblia sobre a desolação completa de Judá durante o cativeiro babilônico. As escavações, contudo, consubstanciam coletivamente a Bíblia. Como declara W. F. Albright: “Não existe um único caso conhecido de uma cidade de Judá mesmo ter sido continuamente ocupada durante todo o período do exílio. Justamente para indicar o contraste, Betel, que jazia logo adiante das fronteiras setentrionais de Judá, nos tempos pré-exílicos, não foi destruída naquele tempo, mas foi continuamente ocupada até a parte final do sexto século.” — The Archaeology of Palestine (A Arqueologia da Palestina), p. 142.
Bete-Sã (Bete-Seã), antiga cidade-fortaleza que guardava a via de acesso ao vale de
-
-
Processo LegalAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
PROCESSO LEGAL
Veja CAUSA JURÍDICA (PROCESSO LEGAL).
-
-
Procissão (Cortejo) TriunfalAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
PROCISSÃO (CORTEJO) TRIUNFAL
A palavra grega thriambeúo, que significa “conduzir em procissão triunfal”, só ocorre duas vezes nas Escrituras, cada vez num contexto ilustrativo um tanto diferente. — 2 Cor. 2:14; Col. 2:15.
Nos Salmos, Davi descreveu o cortejo vitorioso de Jeová desde o Sinai até o local do santo templo em Jerusalém — carros de guerra de Deus, cativos, cantores e músicos, multidões congregadas que abençoavam o Santo de Israel. — Sal. 68:17, 18, 24-26.
CORTEJOS TRIUNFAIS ENTRE AS NAÇÕES
O Egito, a Assíria, e outras nações, comemoravam suas vitórias militares com cortejos triunfais. Nos dias da república romana, uma das mais altas honras que o Senado concedia a um general conquistador era permitir que celebrasse sua vitória por meio de um cortejo formal e custoso de triunfo, no qual não se despercebia nenhum pormenor de pompa e de glória. Este fato elucida a aplicação espiritual, feita por Paulo, da ilustração em 2 Coríntios 2:14-16.
Construíam-se arcos de triunfo em honra de alguns generais. O Arco de Tito, em Roma, ainda comemora a queda de Jerusalém em 70 EC. Tito celebrou sua vitória sobre Jerusalém por meio de um cortejo triunfal, acompanhado de seu pai, o imperador Vespasiano. Alguns arcos serviam como portas da cidade, porém, na maior parte, sua função era apenas monumental. O formato dos arcos pode ter representado o jugo de submissão sob o qual os cativos eram obrigados a marchar.
OS CRISTÃOS TOMAM PARTE NA PROCISSÃO TRIUNFAL
Foi de tais exemplos, e do conhecimento geral daqueles tempos, que Paulo teceu sua metáfora, ao escrever aos coríntios: “Graças, porém, a Deus, que sempre nos conduz numa procissão triunfal, em companhia do Cristo.” (2 Cor. 2:14-16) O quadro apresenta Paulo e seus co-cristãos como súditos devotados de Deus, “em companhia do Cristo”, como filhos, oficiais de alta categoria, e soldados vitoriosos, todos seguindo atrás de Deus e sendo conduzidos por Ele num grandioso cortejo triunfal ao longo de um trajeto perfumado.
Em Colossenses 2:15, a situação é bem diferente. Aqui, os governos e as autoridades inimigas (satânicas) são descritas como os cativos e prisioneiros numa procissão triunfal. A estes, Jeová, o Conquistador, desnuda e exibe em público como derrotados, aqueles que foram vencidos “por meio dela”, isto é, por meio da “estaca de tortura” mencionada no versículo anterior. A morte de Cristo na estaca de tortura não só proveu a base da remoção do “documento manuscrito”, o pacto da Lei, mas também tornou possível que os cristãos fossem libertados da escravidão aos poderes satânicos das trevas.
-