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Quão misericordioso é?A Sentinela — 1975 | 15 de fevereiro
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Egito, e ele foi vendido como escravo a Potifar, chefe da guarda pessoal de Faraó. — Gên. 37:21-36.
10. De que modo é isso um exemplo para nós hoje, e que proveito resultaria para José por causa de seus sofrimentos?
10 Este ódio assassino mostrado pelos meios-irmãos de José de tal modo violento e sua falta empedernida de preocupação com seu pai são hoje um exemplo de aviso para todos os que talvez tenham rancor aos seus irmãos espirituais na congregação cristã. Jesus disse: “Todo aquele que continuar furioso com seu irmão terá de prestar contas ao tribunal de justiça.” (Mat. 5:22) Mas, José estava sendo preparado para se tornar uma grande bênção para seu povo, e o sofrimento por que passou o havia de aprimorar para esta grande responsabilidade.
JOSÉ SUSTENTADO PELA MISERICÓRDIA DE JEOVÁ
11. Como reagiu José a sua experiência amarga, mas que provações adicionais o aguardavam?
11 José nunca permitiu que as amarguras pelas quais passou o fizessem rancoroso e o desviassem do verdadeiro Deus. Ao contrário, estribou-se ainda mais no poder salvador e preservador de Jeová, e por causa disso, todas as obras das suas mãos foram abençoadas. Sua diligência no serviço de Potifar fez com que, no devido tempo, ele fosse elevado à posição de superintendente na casa de Potifar. A esposa de Potifar tentou repetidas vezes, mas sem êxito, seduzir José, que se manteve firme na sua determinação de não pecar contra seu Deus. Frustrada nos seus esforços, a esposa de Potifar acusou então José falsamente de tentar violentá-la, e, quando Potifar acreditou na história dela, José foi lançado na prisão. — Gên. 39:1-20.
12. (a) Como foi José tratado na prisão, que experiência teve com dois servos de Faraó e como o animou isso? (b) Que circunstâncias levaram a libertação de José da prisão?
12 Por algum tempo, José foi tratado rudemente na prisão. (Sal. 105:17, 18) No entanto, sua diligência e confiança em Jeová foram novamente recompensadas com responsabilidade adicional, e sua conduta exemplar nestas circunstâncias adversas resultou em ele ser colocado num cargo de confiança sobre os outros presos. Estes, por fim, vieram a incluir dois servos de Faraó, o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros dele. Mais tarde, cada um destes teve um sonho, e na manhã seguinte estavam abatidos por não haver ninguém para interpretar-lhes os sonhos. José, suscetível à necessidade deles e com o devido crédito a Jeová Deus, interpretou-lhes os sonhos, e depois aconteceu exatamente como lhes havia revelado. O chefe dos copeiros foi restabelecido no favor de Faraó dentro de três dias, ao passo que o chefe dos padeiros foi enforcado no mesmo período. Sem dúvida, animado pelo favor que Jeová lhe mostrava em dar-lhe as interpretações, e, indubitavelmente, tendo certeza da origem divina de seus próprios sonhos, José incitou o chefe dos copeiros a falar a Faraó a seu favor, e esse concordou em fazer isso. Mas o copeiro, fora da prisão, esqueceu-se disso até dois anos depois, quando o próprio Faraó teve sonhos que não podia entender. Quando todos os sacerdotes-magos do Egito não puderam interpretar os sonhos de Faraó, o copeiro lembrou-se de sua experiência com José e a relatou a Faraó. José foi imediatamente tirado da prisão, para interpretar os sonhos de Faraó. — Gên. 39:21 a 41:14.
13. Qual era a interpretação dos sonhos de Faraó e como foi José recompensado por Jeová pela sua indulgência durante suas provações?
13 Ora, a reputação de indulgência que José tinha criado e a atitude compassiva que tinha mantido durante suas provações haviam de ser recompensadas. Novamente dando crédito a Jeová, José interpretou os dois sonhos de Faraó, explicando que haveria sete anos de abundância seguidos por sete anos de fome. José avisou então a Faraó que Jeová lhe havia dado uma resposta de paz e descreveu como o Faraó podia preparar-se para os anos de fome, durante os anos de abundância. Faraó reconheceu no próprio José o hábil administrador de alimentos necessário e o nomeou para este cargo, dando-lhe a segunda posição no reino e toda a autoridade para organizar a obra de armazenar cereais para os anos de fome. Ele armazenou quantidades tão grandes, que finalmente desistiu de contá-las. José recebeu também uma esposa, Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om, que lhe deu dois filhos, Manassés e Efraim. — Gên. 41:15-52.
VERDADEIRO ARREPENDIMENTO DÁ MARGEM À MISERICÓRDIA
14. Que oportunidade apresentou-se a José, na sua posição elevada, e como foi sua misericórdia submetida à mais severa prova?
14 José ocupava então uma posição realmente invejável. Tinha nas mãos a vida do povo do Egito, inclusive a vida de Potifar e da esposa deste. Mas não havia perigo para nenhum deles. José já mostrara que era homem perdoador e misericordioso, não vingativo ou implacável. Contudo, sua misericórdia havia de sofrer a mais severa prova. Isto se deu quando a fome se espalhou a toda a terra e povos de toda a terra vieram ao Egito em busca de cereais. Certo dia, enquanto José cuidava de seus deveres e compassivamente provia alimentos tanto às nações esfomeadas como aos egípcios, apresentaram-se diante dele seus dez meios-irmãos e se curvaram, com os rostos por terra. José lembrou-se imediatamente de seus sonhos que havia tido a respeito deles, e, embora os reconhecesse, fez-se irreconhecível para eles e falou-lhes apenas por um intérprete. Que tratamento lhes daria? Depois de mais de vinte anos, havia chegado o tempo de julgamento deles. Visto que haviam agido sem misericórdia, mereciam ser julgados sem misericórdia, e, agindo como representante de Jeová, José não podia violar a justiça de Jeová. Contudo, José não era homem vingativo, e teria de prestar contas a Deus pelo seu proceder para com eles. Por isso, com sabedoria de cima, colocou-os à prova. — Gên. 41:53 a 42:8.
15. (a) Como tratou José seus meios-irmãos e com que objetivo? (b) Como reagiram seus meios-irmãos em vista dos acontecimentos?
15 Agindo rispidamente para com eles, acusou-os de serem espiões, e quando professavam sua inocência e lhe contavam que eram todos filhos dum único homem, e que havia ainda outro irmão em casa, ele prendeu Simeão diante dos olhos deles e lhes disse que este tinha de ficar preso até que voltassem com seu outro irmão. Compungidos, seus irmãos mostraram uma atitude inteiramente arrependida, aceitando esta calamidade como justiça retributiva da parte de Deus, “porque”, disseram entre si, “vimos a aflição de sua alma [a de José], quando implorou compaixão da nossa parte, mas não escutamos”. José os ouviu, embora e]es não se apercebessem disso, ficou profundamente comovido e se retirou deles em lágrimas. No entanto, a prova deles ainda não havia terminado. Não devia haver dúvida sobre a sinceridade de seu arrependimento. Carregando os recipientes deles com cereais, José mandou secretamente devolver-lhes o dinheiro nas suas sacas e os mandou para casa, retendo Simeão em detenção. — Gên. 42:9-28.
16. (a) Como desceu Benjamim finalmente ao Egito e como reagiu José ao vê-lo? (b) A que prova final sujeitou José seus meios-irmãos e em que resultou ela?
16 Finalmente, acabou-se o cereal deles e era preciso voltar ao Egito. Mas, haviam sido advertidos de não mais ver a face do administrador de alimentos do Egito, a menos que seu irmão estivesse com eles. Jacó, temeroso de perder o único filho remanescente de sua amada esposa Raquel, já que havia perdido José, negava-se a deixá-lo ir, até que por fim não havia outro meio. Judá prometeu servir de garantia por ele. Quando compareceram perante José e este viu seu irmão uterino Benjamim com eles, não se pôde mais conter. Visto que suas emoções íntimas estavam agitadas para com seu irmão, retirou-se para um quarto interior e entregou-se ao choro. Depois submeteu seus meios-irmãos a uma prova final. Por meio dum ardil, fez parecer que Benjamim havia roubado um valioso cálice de prata e exigiu que Benjamim ficasse como seu escravo, enquanto os outros voltassem para casa e para seu pai. Quebrantados de coração e pesarosos, porque sabiam que a perda de seu amado filho Benjamim levaria as cãs de seu pai à sepultura, suplicaram a José que lhes devolvesse Benjamim, por causa de seu pai, e, finalmente, quando Judá se ofereceu em lugar de Benjamim, José não agüentou mais, e, rompendo em lágrimas, deu-se a conhecer aos seus irmãos, dizendo: “Eu sou José, vosso irmão, que vendestes para o Egito. Mas agora, não vos sintais magoados e não estejais irados com vós mesmos, por me terdes vendido para cá; porque foi para a preservação de vida que Deus me enviou na vossa frente.” José, às instâncias de Faraó, providenciou então que seu pai viesse ao Egito com toda a sua família, e eles receberam a melhor parte da terra do Egito. — Gên. 42:29 a 47:31.
ESTAR EM JULGAMENTO COM ANTECEDENTES DE MISERICÓRDIA
17. (a) O que salienta o alcance e a qualidade da misericórdia de José, e por que podemos ter certeza razoável de que esta misericórdia era uma qualidade caraterística de José? (b) Que proveito pessoal podemos tirar dos exemplos de José, Jesus e Estêvão?
17 O alcance e a qualidade da misericórdia de José são salientados pelas circunstâncias em que ela foi usada. Tratado de modo cruel e até assassino pelos seus meios-irmãos, acusado falsa e maliciosamente pela esposa de Potifar, encarcerado rude e injustamente por Potifar e esquecido irrefletida e ingratamente pelo chefe dos copeiros, a quem havia compassivamente consolado, José não pensou em revidar na mesma moeda quando teve o poder de fazer isso. Ao contrário, ele cuidou com amor e consideração profunda e sincera de todas as necessidades deles, estendendo seu interesse compassivo a todos os da casa de seu pai e a todo o povo da nação do Egito. Certamente, esta qualidade de misericórdia não era algo que José adquiriu apenas depois de ser enaltecido ao cargo de destaque e poder. Antes, a misericórdia que Jeová usou para com ele durante suas provações, preservando-o, sustentando-o e reconfortando-o, é testemunho da atitude perdoadora e misericordiosa que José deve ter tido em tudo. Isso parece bastante certo, em vista da regra expressa por Jesus: “Felizes os misericordiosos, porque serão tratados com misericórdia.” (Mat. 5:7) Isto é bem semelhante à atitude do próprio Jesus, na estaca de tortura, quando estava para morrer e disse: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo”, e semelhante a de Estêvão, quando estava sendo apedrejado, que clamou: “Jeová, não lhes imputes este pecado.” (Luc. 23:34; Atos 7:60) Em cada caso, a atitude misericordiosa demonstrada foi recompensada por Jeová.
18. Por que deve interessar-nos especialmente nosso uso de misericórdia?
18 Portanto, não é evidente qual deve ser nosso interesse ao usarmos de misericórdia? Paulo nos assegura que “cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus”. (Rom. 14:12) Quão reconfortante é saber que “a misericórdia exulta triunfantemente sobre o julgamento”! Quer num momento crítico durante o tempo atual, quer no Dia do Juízo que se aproxima rapidamente. (2 Ped. 3:7), como nos sairemos na prestação de contas de nós mesmos perante Deus e seu Juiz designado, Jesus Cristo, dependerá, entre outros fatores, do que mostrará nossa conta quanto à misericórdia que mostramos. Cumprirmos coerentemente o mandamento de Jesus, de amar, nos ajudará em todas as circunstâncias a satisfazermos tal requisito, e, ao mesmo tempo, contribuirá para o louvor de Jeová e para a paz da congregação.
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Não há “crise de energia” espiritual para os discretosA Sentinela — 1975 | 15 de fevereiro
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Não há “crise de energia” espiritual para os discretos
HOJE em dia há uma “crise de energia” em muitos países. Para alguns, isto significa reduzir as viagens de automóvel, visto que há pouca gasolina. Precisa-se também de combustível para o funcionamento dos gigantescos geradores que produzem eletricidade. Portanto, muitos procuram conservar energia por apagar as lâmpadas desnecessárias.
Não obstante, há uma luz que não depende das fontes de energia em uso comum. Os gratos que a possuem negam-se a apagar sua luz ou mesmo reduzir sua intensidade. Falando-se em sentido espiritual, deixam ‘brilhar a sua luz’. — Mat. 5:14-16.
Jesus Cristo pensava nestes quando comparou o reino de Deus a dez virgens convidadas a uma festa de casamento. Sua parábola fazia parte duma resposta à pergunta: “Qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” (Mat. 24:3) A evidência prova que vivemos agora nos “últimos dias”, de modo que o cumprimento do predito “sinal” nos deve interessar.
Todas as dez virgens tinham lâmpadas, talvez recipientes com bico e mecha numa extremidade e uma asa na outra. Podem ter estado cheias de azeite de oliva, então comumente usado para iluminação. Por causa da demora do noivo, as virgens adormeceram, acordando só no meio da noite com o anúncio de que ele estava chegando. As cinco virgens “discretas” tinham óleo adicional em recipientes que carregavam, mas as “tolas” não haviam trazido óleo extra e tinham de ir comprá-lo. No ínterim, as virgens “discretas” encontraram-se com
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