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ÉfodeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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brancas e, pelo que parece, colocando suas lindas vestes, inclusive o éfode, antes de oferecer as ofertas queimadas. — Lev. 16:23-25.
O éfode que Abiatar, o sacerdote, levou do santuário em Nobe para o acampamento de Davi era, provavelmente, o éfode do sumo sacerdote, visto que Doegue havia matado o sumo sacerdote Aimeleque, pai de Abiatar, e os subsacerdotes que estavam com ele. (1 Sam. 22:16-20) Davi fez com que Abiatar trouxesse o éfode para perto, a fim de poder inquirir a Jeová quanto ao proceder a seguir. Este pode ter sido o éfode do sumo sacerdote. — 1 Sam. 23:9-12; 30:7, 8.
ÉFODES DOS SUBSACERDOTES
Os subsacerdotes também usavam éfodes, embora o éfode do sumo sacerdote seja o único especificamente mencionado e descrito nas instruções de Jeová para a feitura das vestes sacerdotais. O uso do éfode pelos subsacerdotes parece ter sido um costume posterior. Evidentemente estes éfodes indicavam a posição sacerdotal de seu usuário, ao invés de serem algo prescrito pela Lei, para ser usado quando cumpriam seus deveres oficiais.
O ÉFODE FEITO POR GIDEÃO
Depois de Gideão ter derrotado os midianitas, ele usou o ouro tomado como despojo para fazer um éfode. (Juí. 8:26, 27) Alguns têm objetado a esta declaração à base de que 1.700 siclos de ouro seriam muito mais do que um éfode requeria. Tem-se oferecido uma possível explicação, de que Gideão também fez uma imagem de ouro. Mas a palavra “éfode” não significa uma imagem. Gideão era um homem de fé em Deus. Ele não faria o que Jeroboão fez posteriormente, quando este liderou as dez tribos na adoração de imagens de bezerros. Gideão havia mostrado que pendia a favor da adoração de Jeová quando lhe foi dada a oportunidade de estabelecer uma dinastia governante sobre Israel. Ele rejeitou tal oferta, dizendo: “Jeová é quem dominará sobre vós.” (Juí. 8:22, 23) Pode ser que grande parte do ouro tenha sido usada para pagar as pedras preciosas, etc., que possivelmente foram usadas no éfode. Quanto ao custo do éfode de Gideão, pode bem ter atingido o valor declarado, especialmente se foram usadas pedras preciosas para adorná-lo.
Apesar das boas intenções de Gideão, de comemorar a vitória que Jeová havia concedido a Israel, e de honrar a Deus, o éfode “serviu de laço para Gideão e para a sua casa”, porque os israelitas cometeram imoralidade espiritual por adorá-lo. (Juí. 8:27) No entanto, a Bíblia não diz que o próprio Gideão o adorou; pelo contrário, o apóstolo Paulo o cita especificamente como um dentre a ‘grande nuvem’ de fiéis testemunhas pré-cristãs de Jeová. — Heb. 11:32; 12:1.
USO IDÓLATRA
Em Juízes, capítulos 17 e 18, acha-se um caso da utilização dum éfode na adoração idólatra. O éfode, feito por certo efraimita, foi primeiro utilizado por um de seus próprios filhos que agia como sacerdote perante uma imagem esculpida, daí, por um levita, descendente de Moisés que, embora não fosse da família sacerdotal de Arão, atuava como sacerdote. Por fim, o éfode e a imagem caíram nas mãos dos homens da tribo de Dã, entre os quais o levita e seus filhos, depois dele, continuaram nesta posição idólatra na cidade de Dã durante todos os dias em que a casa de Deus estava situada em Silo.
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EfraimAjuda ao Entendimento da Bíblia
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EFRAIM
[duplamente frutífero, ou, terra das frutas].
1. Filho de José com sua esposa Asenate, filha de Potífera, o sacerdote de Om. Efraim, irmão caçula de Manassés, nasceu no Egito antes de começar o período de sete anos de fome. O nome Efraim lhe foi dado por seu pai “porque, segundo [José]: ‘Deus me fez fecundo na terra da minha miséria’”. — Gên. 41:50-52.
Jacó, em seu leito de morte, efetivamente adotou seus netos, Efraim e Manassés, e designou-os como sendo iguais a seus filhos diretos. (Gên. 48:5) José, o pai deles, que recebeu o direito de primogênito entre os filhos de Jacó, obteve duas partes da herança de seu pai por meio da herança tribal de Efraim e de Manassés. (1 Crô. 5:1; compare com Gênesis 48:21, 22; Deuteronômio 21:17; Josué 14:4.) Ao abençoar Efraim e Manassés, o patriarca Jacó deu preferência a Efraim, e profeticamente indicou que este se tornaria o maior deles. — Gên. 48:13-20.
Primeiro Crônicas 7:20-27 fornece uma lista genealógica dos filhos de Efraim e de seus posteriores descendentes, concluindo com Josué, que liderou os israelitas à Terra Prometida. As informações históricas encontradas neste trecho têm sido interpretadas de forma variada. Muitos comentaristas consideram Ezer e Eleade como os filhos de Efraim que foram mortos pelos homens de Gate, destarte situando este evento provavelmente em algum tempo entre a morte de José e o início da opressão egípcia. Isto significaria que Ezer e Eleade penetraram em Canaã para tomar o gado dos homens de Gate, ou que estes últimos foram os agressores. Pode ser que Ezer e Eleade tenham sido mortos na tentativa de impedir o roubo de seu gado. Não muito depois da morte de seus filhos, Efraim gerou Berias.
2. O nome Efraim também é aplicado à tribo que descendeu dele. Cerca de um ano depois do Êxodo do Egito, os 40.500 homens combatentes de Efraim, de 20 anos ou mais, ultrapassaram em 8.300 os homens vigorosos de Manassés. (Núm. 1:1-3, 32-35) No entanto, no fim dos 40 anos de peregrinação pelo deserto, os varões registrados de Efraim totalizavam apenas 32.500, ou 20.200 menos do que os de Manassés. (Núm. 26:34, 37) Todavia, Efraim destinava-se a se tornar o maior deles. Moisés, quando abençoava os israelitas, mencionou profeticamente as “dezenas de milhares de Efraim”, mas apenas os “milhares de Manassés”. — Deut. 33:17.
No deserto, os efraimitas, tendo como maioral a Elisama, foram designados a acampar do lado O do tabernáculo, junto com as tribos de Manassés e de Benjamim. Esta divisão de três tribos era a terceira em ordem de marcha. — Núm. 2:18-24.
TERRITÓRIO TRIBAL
O território designado à tribo de Efraim ocupava uma parte central da Palestina, a O do Jordão. A tribo também tinha cidades encravadas no território de Manassés. Ao N, Efraim fazia fronteira com Manassés, e, ao S, com Benjamim e Dã. (Jos. 16:1-9) Esta região, embora montanhosa e colinosa, acha-se abençoada com um solo rico e fértil e, nos tempos antigos, continha muita madeira. (Jos. 17:15, 17, 18) O maioral Quemuel serviu como representante divinamente designado de Efraim, ao se dividir a Terra Prometida nas partes herdadas. — Núm. 34:18, 24.
Além de Siquém, uma cidade de refúgio, várias outras cidades dos levitas achavam-se localizadas no território de Efraim. (Jos. 21:20-22; 1 Crô. 6:66-69) Os efraimitas não expulsaram os cananeus de uma destas cidades dos levitas, Gezer, mas sujeitaram-nos a trabalhos forçados como escravos. (Jos. 16:10; Juí. 1:29) Em Silo, igualmente situada em Efraim, foi erguido o tabernáculo. — Jos. 18:1.
EFRAIM, DE JOSUÉ A DAVI
O território de Efraim foi cenário de numerosos eventos notáveis. Em Siquém, o efraimita Josué, sucessor de Moisés, congregou as tribos de Israel e apelou para que elas servissem fielmente a Jeová. (Jos. 24:1, 14, 15) Também aqui em Siquém foram por fim sepultados os ossos de José, e tanto Josué como Eleazar, filho de Arão, foram sepultados na região montanhosa de Efraim. (Jos. 24:29-33) Mais tarde, o juiz Eúde, benjamita, congregou os israelitas na região montanhosa de Efraim para lutar contra os moabitas. (Juí. 3:26-30) Após a morte de Eúde, a profetisa Débora, de sua moradia na região montanhosa de Efraim, mandou buscar Baraque como a pessoa designada por Jeová para livrar Israel da opressão do Rei Jabim. No cântico de vitória de Baraque e Débora, Efraim é a primeira tribo mencionada. (Juí. 4:1-7; 5:14) Numa época posterior, Tola, da tribo de Issacar, julgou Israel por 23 anos, ao passo que morava em Samir, na região montanhosa de Efraim. (Juí. 10:1, 2) O último dos juízes, o profeta Samuel, da tribo de Levi, nasceu em Ramá, na região montanhosa de Efraim, e foi ali que ele, quando adulto, montou seu lar. — 1 Sam. 1:1, 2, 19, 20; 7:15-17.
O orgulho e o desejo extremado de destaque causaram sérias dificuldades aos efraimitas em seu relacionamento com as demais tribos. Já no tempo dos juízes, esta característica se manifestava. À guisa de exemplo, os efraimitas tentaram comprar briga com Gideão por não os ter chamado antes para lutar contra Midiã. No entanto, o tato empregado por Gideão, nessa ocasião, evitou um choque. (Juí. 8:1-3) Mais tarde, embora tivessem anteriormente rejeitado uma oportunidade de ajudar Jefté, os efraimitas se sentiram desprezados por ele não os ter chamado para lutar contra os amonitas. Lutaram contra Jefté e sofreram humilhante derrota; milhares deles foram mortos nos vaus do Jordão, onde foram identificados como efraimitas graças a pronunciarem erroneamente a senha “Chibolete” como “Sibolete”. — Juí. 12:1-6; veja também 2 Crônicas 25:10.
TRIBO DOMINANTE NO REINO SETENTRIONAL
Desde o tempo em que o reino foi dividido, no reinado de Roboão, Efraim, como a tribo mais destacada e influente do reino setentrional, fez um nome ruim para si. (Osé. 13:1) O primeiro rei, o efraimita Jeroboão, estabeleceu a adoração do bezerro em Dã e em Betel. (1 Reis 11:26; 12:25-30) Deste mergulho na idolatria ela jamais emergiu.
Como a tribo dominante do reino setentrional, Efraim veio a representar o inteiro reino de dez tribos. (2 Crô. 25:7; Jer. 7:15) Por conseguinte, os profetas Oséias e Isaías dirigiram suas fortes denúncias contra Efraim. Oséias condenou Efraim por misturar-se com as nações, aprendendo suas obras e servindo aos ídolos delas. Comparou Efraim a um bolo redondo que não foi revirado, sendo assado ou mesmo queimado na parte de baixo, mas não ficando assado na parte de cima. (Osé. 7:8; compare com Salmo 106:35, 36; Oséias 4:17; 12:14.) Embora estranhos tivessem esvaído as forças de Efraim, esta, ao invés de voltar-se para Jeová, recorreu ao Egito em busca de ajuda, e fez um pacto com a Assíria. Assim, Efraim era como uma simplória pomba que não conseguiria escapar duma rede. — Osé. 7:9-12; 8:9; compare com 2 Reis 17:4; Oséias 12:1.
O profeta Isaías dirigiu-se aos ’orgulhosos ébrios de Efraim’. Sua independência do reino de Judá, e suas alianças com a Síria e com outras nações os haviam atingido como a bebida inebriante. No entanto, o desastre lhes sobreviria. — Isa. 7:1, 2, 5-9, 17; 9:9-12; 17:3; 28:1-3.
Os profetas de Jeová também predisseram, contudo, que cessaria o espírito de ciúme e de hostilidade que existia entre Efraim (o reino das dez tribos) e Judá (o reino das duas tribos). (Isa. 11:13; Jer. 31:6) Judá e Efraim se uniriam, e Efraim seria restaurada ao favor divino. — Jer. 31:18-20; 50:19; Eze. 37:16-19; Zac. 10:7.
Ao passo que a tribo de Efraim estabeleceu um mau registro de suas ações, houve indivíduos
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