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JoséAjuda ao Entendimento da Bíblia
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pai, preparando-o para a viagem até Canaã.
Morte
José ainda viveu cerca de cinqüenta e cinco anos depois da morte de seu pai, atingindo a idade de 110 anos. Foi seu privilégio ver até mesmo alguns de seus bisnetos. Antes de sua morte, José, com fé, solicitou que seus ossos fossem levados para Canaã pelos israelitas na ocasião do Êxodo deles. Ao morrer, o corpo de José foi embalsamado e colocado num ataúde. — Gên. 50:22-26; Jos. 24:32; Heb. 11:22.
Destaques dado ao nome de “José”
Em vista da posição destacada de José entre os filhos de Jacó, era apropriadíssimo que seu nome fosse, às vezes, usado para designar todas as tribos de Israel (Sal. 80:1), ou as que vieram a estar incluídas no reino setentrional. (Sal. 78:67; Amós 5:6, 15; 6:6) Seu nome também figura na profecia bíblica. Na visão profética de Ezequiel, a herança de José é uma porção dupla (Eze. 47: 13), uma das portas da cidade “O Próprio Jeová Está Ali” leva o nome de “José” (Eze. 48:32, 35) e, com referência à reunificação do povo de Jeová, menciona-se José como o principal de uma parte daquela nação, e Judá como o principal da outra parte. (Eze. 37: 15-26) A profecia de Obadias indicava que a “casa de José” compartilharia da destruição da “casa de Esaú” (Obd. 18), e a de Zacarias indicava que Jeová salvaria a “casa de José”. (Zac. 10:6) Em vez de Efraim, José aparece como uma das tribos do Israel espiritual.— Rev. 7:8.
Ser José alistado em Revelação 7:8 sugere que a profecia do leito de morte de Jacó teria uma aplicação ao Israel espiritual. É digno de nota, portanto, que o Poderoso de Jacó, Jeová Deus, tenha provido Cristo Jesus como o pastor excelente que depôs sua vida em favor das “ovelhas”. (João 10:11-16) Cristo Jesus é também a pedra angular de alicerce sobre a qual repousa o templo de Deus composto de israelitas espirituais. (Efé. 2:20-22; 1 Ped. 2:4-6) E este Pastor e esta Pedra estão com o Deus Todo-poderoso. — João 1:1-3; Atos 7:56; Heb. 10:12; compare com Gênesis 49:24, 25.
Paralelos entre a vida de José e a de Jesus Cristo
Podem-se observar numerosos paralelos entre a vida de José e a de Cristo Jesus. Assim como José tinha sido escolhido como o objeto especial da afeição de seu pai, assim também o foi Jesus. (Compare com Mateus 3:17; Hebreus 1:1-6.) Os meios-irmãos de José eram hostis para com ele. Similarmente, Jesus foi rejeitado pelos seus, os judeus (João 1:11), e seus meios-irmãos carnais não exerceram, de início, fé nele. (João 7:5) A pronta obediência de José em cumprir a vontade de seu pai ao verificar como iam seus meios-irmãos faz par com a disposição de Jesus de vir à terra. (Fil. 2:5-8) As experiências amargas em que tal missão resultou para José eram comparáveis com o que aconteceu a Jesus, em especial quando sofreu maus-tratos e, por fim, foi morto numa estaca de tortura. (Mat. 27:27-46) Assim como os meios-irmãos de José o venderam à caravana de midianitas-ismaelitas, assim também os judeus entregaram Jesus à autoridade romana, para ser executado. (João 18:35) Tanto José como Jesus foram refinados e preparados, mediante o sofrimento, para seus papéis de salvar vidas. (Sal. 105:17-19; Heb. 5:7-10) A elevação de José para ser o administrador de alimentos do Egito e a salvação de vidas que resultou disso, têm seu paralelo na exaltação de Jesus e em ele se tornar um Salvador tanto dos judeus como de não-judeus. (João 3:16, 17; Atos 5:31) O complô dos irmãos de José para prejudicá-lo provou ser o meio usado por Deus para poupá-los da morte por inanição. Semelhantemente, a morte de Jesus forneceu a base para a salvação. — João 6:51; 1 Cor. 1:18.
2.Filho de certo Jacó; pai adotivo de Cristo Jesus, marido de Maria, e, posteriormente, o pai natural e legal de pelo menos quatro filhos: Tiago, José, Simão e Judas, além de filhas. (Mat. 1:16; 13:55, 56; Luc. 4:22; João 1:45; 6:42) José também era chamado de filho de Eli (Heli; Luc. 3:23), este sendo, evidentemente, o nome de seu sogro. Sendo sempre obediente à orientação divina, o justo José aderia de perto à Lei mosaica e submetia-se aos decretos de César.
Tendo a profissão de carpinteiro e residindo em Nazaré, José dispunha de recursos um tanto limitados. (Mat. 13:55; Luc. 2:4; compare Lucas 2:24 com Levítico 12:8.) Estava noivo da jovem e virgem Maria. (Luc. 1:26, 27) Mas, antes de se unirem em matrimônio, ela ficou grávida por espírito santo. Não desejando fazer dela um espetáculo público, José tencionava divorciar-se dela secretamente. Não obstante, ao receber num sonho uma explicação, por parte do anjo de Jeová, José levou Maria para sua casa, como sua esposa legal. Todavia, ele não teve relações sexuais com ela senão depois do nascimento de seu filho miraculosamente gerado. — Mat. 1:18-21, 24, 25.
Em obediência ao decreto de César Augusto para que as pessoas se registrassem em suas próprias cidades, José, qual descendente do Rei Davi, viajou com Maria para Belém da Judéia. Ali, num estábulo, Maria deu à luz Jesus, visto não haver disponíveis outros alojamentos. Nessa noite, pastores, tendo sido informados por um anjo sobre tal nascimento, vieram ver o bebê recém-nascido. Cerca de quarenta dias depois, conforme exigido pela Lei mosaica, José e Maria apresentaram Jesus no templo em Jerusalém, junto com uma oferta. Tanto José como Maria ficaram intrigados ao ouvirem as palavras proféticas do idoso Simeão sobre as grandes coisas que Jesus faria. — Luc. 2:1-33; compare com Levítico 12:2-4, 6-8.
Parece que, algum tempo depois disso, quando morava numa casa em Belém, Maria e seu filhinho receberam a visita de alguns astrólogos orientais. (Embora Lucas 2:39 talvez pareça indicar que Jose e Maria retornaram a Nazare logo depois de apresentarem Jesus no templo, devemos lembrar-nos de que este texto faz parte de um relato muitíssimo condensado.) A intervenção divina impediu que a visita dos magos resultasse na morte de Jesus. Avisado, num sonho, de que Herodes procurava encontrar a criança para destruí-la, José acatou as instruções divinas de fugir para o Egito, junto com a família. — Mat. 2:1-15.
Depois da morte de Herodes, o anjo de Jeová novamente apareceu num sonho a José, afirmando: “Levanta-te, toma a criancinha e sua mãe, e vai para a terra de Israel.” Entretanto, ouvindo dizer que Arquelau, filho de Herodes, governava no lugar de seu pai, ele receou voltar para a Judéia, e “recebendo em sonho um aviso divino, retirou-se para o território da Galiléia, e foi morar numa cidade chamada Nazaré”. — Mat. 2:19-23.
A cada ano, José e Maria compareciam à celebração da Páscoa em Jerusalém. Certa ocasião, eles retornavam para Nazaré quando, depois de cobrirem a distância de um dia de Jerusalém, verificaram que seu filho de 12 anos, Jesus, não estava presente. Com diligência, procuraram-no e, por fim, o encontraram no templo, em Jerusalém, ouvindo ali os instrutores e os interrogando. — Luc. 2:41-50.
O registro bíblico silencia quanto ao grau de treinamento que José forneceu a Jesus. Sem dúvida, porém, ele contribuiu para o progresso de Jesus em sabedoria. (Luc. 2:51, 52) José também lhe ensinou a profissão de carpinteiro, pois Jesus era conhecido como o “filho do carpinteiro” (Mat. 13:55) e como o “carpinteiro”. — Mar. 6:3.
As Escrituras não mencionam especificamente a morte de José. Mas, parece que ele não viveu mais do que Jesus. Caso tivesse vivido até depois da época da Páscoa de 33 EC, é improvável que o Jesus pregado na estaca tivesse confiado Maria aos cuidados do apóstolo João. — João 19:26, 27.
3.Um meio-irmão de Jesus Cristo. (Mat. 13:55; Mar. 6:3) Como seus outros irmãos, José, de início, não exerceu fé em Jesus. (João 7:5) Mais tarde, contudo, os meios-irmãos de Jesus, sem dúvida incluindo José, tornaram-se crentes. Eles são mencionados como estando com os apóstolos e com outros, depois da ascensão de Jesus aos céus, de modo que provavelmente estavam entre uns 120 discípulos reunidos num sobrado em Jerusalém quando Matias foi escolhido, por sorte, como substituto do infiel Judas Iscariotes. Parece que este mesmo grupo de cerca de 120 pessoas recebeu o espírito de Deus no dia de Pentecostes de 33 EC. — Atos 1:9 a 2:4.
4.Um homem rico da cidade de Arimatéia, na Judéia, que era membro bem reputado do Sinédrio judaico. Embora fosse um homem bom e justo, que esperava o reino de Deus, José, devido a recear os judeus descrentes, não se identificava abertamente como discípulo de Jesus Cristo. No entanto, não votou a favor da medida injusta do Sinédrio contra Cristo Jesus. Mais tarde, pediu corajosamente a Pilatos o corpo de Jesus, e, junto com Nicodemos, preparou-o para o sepultamento, colocando-o então num novo túmulo escavado na rocha. Este túmulo estava localizado num jardim, perto do local onde Jesus foi pregado na estaca, e pertencia a José de Arimatéia. — Mat. 27:57-60; Mar. 15:43-46; Luc. 23:50-53; João 19:38-42.
5.Um homem apresentado junto com Matias como candidato para o cargo de superintendência que o infiel Judas Iscariotes deixou vago. José, também chamado Barsabás (talvez um nome de família, ou simplesmente um nome adicional), cujo sobrenome era Justo, fora testemunha da obra, dos milagres e da ressurreição de Jesus Cristo. No entanto, Matias, e não José, foi escolhido por sortes para substituir Judas Iscariotes, antes de Pentecostes de 33 EC, e veio a ser “contado com os onze apóstolos”. — Atos 1:15 a 2:1.
6.Um levita cujo sobrenome era Barnabé, sendo nativo de Chipre. (Atos 4:36, 37) Era um associado íntimo do apóstolo Paulo. — Veja Barnabé.
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JosiasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JOSIAS
([que Jeová dê; ou, Jeová cura]. Filho do Rei Amom, de Judá, com Jedida, filha de Adaías. (2 Reis 22:1) Josias possuía pelo menos duas esposas, Hamutal e Zebida. (2 Reis 23:31 34, 36) Dos seus quatro filhos mencionados na Bíblia, apenas o primogênito, Joanã, não governou como rei sobre Judá. — 1 Crô. 3:14, 15.
Após o assassínio de seu pai e a execução dos conspiradores, Josias, com 8 anos, tornou- se rei de Judá. (2 Reis 21:23, 24, 26; 2 Crô. 33:25) Cerca de seis anos depois, Zebida deu à luz o segundo filho de Josias, Jeoiaquim. (2 Reis 22:1; 23:36) No oitavo ano de seu reinado, Josias procurou aprender qual era a vontade de Jeová, a fim de fazê-la. (2 Crô. 34:3) Foi também por volta dessa época que nasceu Jeoacaz (Salum), filho de Josias com Hamutal. — 2 Reis 22:1; 23:31; Jer. 22:11.
Durante seu décimo segundo ano como rei, Josias iniciou uma campanha contra a idolatria que, pelo que parece, estendeu-se até o décimo oitavo ano de seu reinado. Foram derrubados os altares usados para a adoração falsa, e foram dessagrados pela queima de ossos humanos sobre eles. Também, os postes sagrados, as imagens esculpidas e as estátuas fundidas foram destruídos. Josias até mesmo estendeu seus esforços até a parte norte do que certa vez tinha sido território
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