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Como se escreveu história com séculos de antecedênciaA Sentinela — 1978 | 1.° de janeiro
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Artaxerxes Longímano, durante o vigésimo ano de seu reinado. Seu decreto entrou em vigor no outono (setentrional) daquele ano, que era o ano 455 A. E. C. Contando dali para a frente sessenta e nove semanas de anos (cada “semana” sendo de sete anos de duração), ou 483 anos, a partir de 455 A. E. C., chegamos ao ano 29 E. C. Segundo o registro bíblico, foi exatamente neste ano que Jesus de Nazaré se apresentou como o Messias, no seu batismo no rio Jordão. — Luc. 3:21-23; 4:16-21.
Esta mesma predição diz que o Messias seria “decepado . . . na metade da [setuagésima] semana”. (Dan 9:26, 27) Em concordância exata com isso, Jesus morreu no dia da Páscoa, na primavera (setentrional) de 33 E. C., exatamente meia ‘semana de anos’, ou três anos e meio, depois de iniciar sua carreira messiânica no batismo. — Mat. 26:2; João 13:1, 2.
Quanto à destruição de Jerusalém, esta profecia declara sobre a geração em que o Messias apareceria e seria decepado na morte: “E a cidade e o lugar santo serão arruinados pelo povo de um líder que há de vir. E o fim disso será pela inundação. E até o fim haverá guerra; o que foi determinado são desolações.” (Dan. 9:26) Cinco dias antes de sua morte, Jesus proveu pormenores adicionais disso, conforme lemos:
“E quando chegou perto [de Jerusalém], contemplou a cidade e chorou sobre ela, dizendo: ‘Se tu, sim tu, tivesses discernido neste dia as coisas que têm que ver com a paz — mas agora foram escondidas de teus olhos. Porque virão sobre ti os dias em que os teus inimigos construirão em volta de ti uma fortificação de estacas pontiagudas e te cercarão, e te afligirão de todos os lados, e despedaçarão contra o chão a ti e a teus filhos dentro de ti, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não discerniste o tempo de seres inspecionada.’” — Luc. 19:41-44.
Sobre a predita “fortificação de estacas pontiagudas”, Josefo relata que, durante a revolta judaica, o general romano Tito incitou à construção duma muralha em volta de Jerusalém. Seus soldados despojaram a região vizinha de árvores e erigiram em apenas três dias uma cerca de estacas em torno dela, de quase oito quilômetros de extensão. No holocausto que se seguiu, 1.100.000 dos “filhos” de Jerusalém pereceram. Indicando quão cabalmente estas predições da destruição da cidade foram cumpridas, restam apenas três torres e uma parte da muralha ocidental. Josefo escreve: “Todas as demais fortificações que rodeavam a Cidade foram tão completamente niveladas ao chão, que ninguém, visitando o lugar, acreditaria que alguma vez fosse habitada.”
Esta destruição de Jerusalém ocorreu em 70 E. C., uns 605 anos depois de Daniel ter escrito seu livro bíblico (por volta de 536 A. E. C.). Quão inspirador de fé é considerar os cumprimentos das pormenorizadas profecias bíblicas escritas com séculos de antecedência! Mas, as predições bíblicas não tratam apenas do passado distante. Muitas têm um notável cumprimento atual, e indicam que você, leitor, pode usufruir um futuro brilhante e feliz. O próximo artigo considerará algumas delas.
[Diagrama na página 7]
(Para o texto formatado, veja a publicação)
“SETENTA SEMANAS”
455 33 70
A.E.C E.C.(primavera) E.C.
29 36
E.C. E.C.
69 semanas 70.a
de anos “semana”
(=483 anos) Jesus ungido
20.º Jesus Jerusalém
ano de “decepado” destruída
Artaxerxes
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Desde a antiga babilônia até o século vinte na profecia bíblicaA Sentinela — 1978 | 1.° de janeiro
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Desde a antiga Babilônia até o século vinte na profecia bíblica
AS PREDIÇÕES bíblicas tiveram notáveis cumprimentos na antiguidade. Sabia que as Escrituras predizem também assuntos a respeito do século vinte?
O livro bíblico de Daniel contém visões proféticas que abrangem a ascensão e a queda de grandes potências mundiais, desde a antiga Babilônia até a geração atual. Por exemplo, durante o sexto século A. E. C., Daniel teve um sonho sobre quatro animais simbólicos. Segundo a descrição destes animais simbólicos, por Daniel, eles eram:
(1) um leão, que primeiro tinha asas de águia, perdendo-as depois e assumindo qualidades humanas; (2) um urso, devorando muita carne; (3) um leopardo com quatro asas (aumentando sua grande velocidade) e quatro cabeças; e (4) um animal feroz, “atemorizante e terrível, e extraordinariamente forte”, não correspondendo a nenhum animal real. Este quarto animal tinha grandes dentes de ferro, dez chifres e mais outro, um chifre “pequeno”, tendo olhos e uma “boca falando coisas grandiosas”. — Dan. 7:3-8.
DESDE BABILÔNIA ATÉ O DOMÍNIO DUM “FILHO DE HOMEM”
O que representam estes quatro animais? A narrativa bíblica diz que simbolizam “reis” ou reinos. (Dan. 7:17) O leão representa Babilônia, que era a potência dominante no Oriente Médio quando a visão foi recebida. (Jer. 4:5-7) O urso representa o reino que seguiu a Babilônia como potência mundial e que veio a ser a Medo-Pérsia. O leopardo de quatro cabeças, com asas, retrata o Império Grego. Quanto às quatro cabeças do leopardo, após a morte de Alexandre, o Grande, seus generais lutaram pelo controle do império, sendo que quatro deles finalmente obtiveram domínio sobre partes diferentes dele. O quarto animal simbólico desta visão refere-se à potência mundial que absorveu o Império Grego, a saber, Roma.
Que dizer dos dez chifres deste quarto animal e do outro chifre com olhos e uma “boca falando coisas grandiosas”? (Dan. 7:8) Às vezes, as Escrituras usam chifres para simbolizar governantes e dinastias
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