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JoséAjuda ao Entendimento da Bíblia
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faria. — Luc. 2:1-33; compare com Levítico 12:2-4, 6-8.
Parece que, algum tempo depois disso, quando morava numa casa em Belém, Maria e seu filhinho receberam a visita de alguns astrólogos orientais. (Embora Lucas 2:39 talvez pareça indicar que Jose e Maria retornaram a Nazare logo depois de apresentarem Jesus no templo, devemos lembrar-nos de que este texto faz parte de um relato muitíssimo condensado.) A intervenção divina impediu que a visita dos magos resultasse na morte de Jesus. Avisado, num sonho, de que Herodes procurava encontrar a criança para destruí-la, José acatou as instruções divinas de fugir para o Egito, junto com a família. — Mat. 2:1-15.
Depois da morte de Herodes, o anjo de Jeová novamente apareceu num sonho a José, afirmando: “Levanta-te, toma a criancinha e sua mãe, e vai para a terra de Israel.” Entretanto, ouvindo dizer que Arquelau, filho de Herodes, governava no lugar de seu pai, ele receou voltar para a Judéia, e “recebendo em sonho um aviso divino, retirou-se para o território da Galiléia, e foi morar numa cidade chamada Nazaré”. — Mat. 2:19-23.
A cada ano, José e Maria compareciam à celebração da Páscoa em Jerusalém. Certa ocasião, eles retornavam para Nazaré quando, depois de cobrirem a distância de um dia de Jerusalém, verificaram que seu filho de 12 anos, Jesus, não estava presente. Com diligência, procuraram-no e, por fim, o encontraram no templo, em Jerusalém, ouvindo ali os instrutores e os interrogando. — Luc. 2:41-50.
O registro bíblico silencia quanto ao grau de treinamento que José forneceu a Jesus. Sem dúvida, porém, ele contribuiu para o progresso de Jesus em sabedoria. (Luc. 2:51, 52) José também lhe ensinou a profissão de carpinteiro, pois Jesus era conhecido como o “filho do carpinteiro” (Mat. 13:55) e como o “carpinteiro”. — Mar. 6:3.
As Escrituras não mencionam especificamente a morte de José. Mas, parece que ele não viveu mais do que Jesus. Caso tivesse vivido até depois da época da Páscoa de 33 EC, é improvável que o Jesus pregado na estaca tivesse confiado Maria aos cuidados do apóstolo João. — João 19:26, 27.
3.Um meio-irmão de Jesus Cristo. (Mat. 13:55; Mar. 6:3) Como seus outros irmãos, José, de início, não exerceu fé em Jesus. (João 7:5) Mais tarde, contudo, os meios-irmãos de Jesus, sem dúvida incluindo José, tornaram-se crentes. Eles são mencionados como estando com os apóstolos e com outros, depois da ascensão de Jesus aos céus, de modo que provavelmente estavam entre uns 120 discípulos reunidos num sobrado em Jerusalém quando Matias foi escolhido, por sorte, como substituto do infiel Judas Iscariotes. Parece que este mesmo grupo de cerca de 120 pessoas recebeu o espírito de Deus no dia de Pentecostes de 33 EC. — Atos 1:9 a 2:4.
4.Um homem rico da cidade de Arimatéia, na Judéia, que era membro bem reputado do Sinédrio judaico. Embora fosse um homem bom e justo, que esperava o reino de Deus, José, devido a recear os judeus descrentes, não se identificava abertamente como discípulo de Jesus Cristo. No entanto, não votou a favor da medida injusta do Sinédrio contra Cristo Jesus. Mais tarde, pediu corajosamente a Pilatos o corpo de Jesus, e, junto com Nicodemos, preparou-o para o sepultamento, colocando-o então num novo túmulo escavado na rocha. Este túmulo estava localizado num jardim, perto do local onde Jesus foi pregado na estaca, e pertencia a José de Arimatéia. — Mat. 27:57-60; Mar. 15:43-46; Luc. 23:50-53; João 19:38-42.
5.Um homem apresentado junto com Matias como candidato para o cargo de superintendência que o infiel Judas Iscariotes deixou vago. José, também chamado Barsabás (talvez um nome de família, ou simplesmente um nome adicional), cujo sobrenome era Justo, fora testemunha da obra, dos milagres e da ressurreição de Jesus Cristo. No entanto, Matias, e não José, foi escolhido por sortes para substituir Judas Iscariotes, antes de Pentecostes de 33 EC, e veio a ser “contado com os onze apóstolos”. — Atos 1:15 a 2:1.
6.Um levita cujo sobrenome era Barnabé, sendo nativo de Chipre. (Atos 4:36, 37) Era um associado íntimo do apóstolo Paulo. — Veja Barnabé.
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JosiasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JOSIAS
([que Jeová dê; ou, Jeová cura]. Filho do Rei Amom, de Judá, com Jedida, filha de Adaías. (2 Reis 22:1) Josias possuía pelo menos duas esposas, Hamutal e Zebida. (2 Reis 23:31 34, 36) Dos seus quatro filhos mencionados na Bíblia, apenas o primogênito, Joanã, não governou como rei sobre Judá. — 1 Crô. 3:14, 15.
Após o assassínio de seu pai e a execução dos conspiradores, Josias, com 8 anos, tornou- se rei de Judá. (2 Reis 21:23, 24, 26; 2 Crô. 33:25) Cerca de seis anos depois, Zebida deu à luz o segundo filho de Josias, Jeoiaquim. (2 Reis 22:1; 23:36) No oitavo ano de seu reinado, Josias procurou aprender qual era a vontade de Jeová, a fim de fazê-la. (2 Crô. 34:3) Foi também por volta dessa época que nasceu Jeoacaz (Salum), filho de Josias com Hamutal. — 2 Reis 22:1; 23:31; Jer. 22:11.
Durante seu décimo segundo ano como rei, Josias iniciou uma campanha contra a idolatria que, pelo que parece, estendeu-se até o décimo oitavo ano de seu reinado. Foram derrubados os altares usados para a adoração falsa, e foram dessagrados pela queima de ossos humanos sobre eles. Também, os postes sagrados, as imagens esculpidas e as estátuas fundidas foram destruídos. Josias até mesmo estendeu seus esforços até a parte norte do que certa vez tinha sido território do reino de dez tribos, mas que ficara desolado por causa da conquista assíria e do exílio que se seguiu. (2 Crô. 34:3-8) Evidentemente as denúncias de Sofonias e de Jeremias contra a idolatria tiveram bom efeito. Jer. 1:1, 2; 3:6-10; Sof. 1:1-6.
Depois que o Rei Josias terminou a limpeza da terra de Judá e enquanto ainda fazia reparos no templo de Jeová, o sumo sacerdote Hilquias encontrou o “livro da lei de Jeová pela mão de Moisés”, sem dúvida o original. Hilquias confiou a Safã, o secretário, esta descoberta sensacional, e Safã relatou o progresso da obra de reparos do templo e, depois disso, leu o livro para Josias. Ao ouvir a palavra de Deus, este rei fiel rasgou suas roupas e então comissionou uma delegação de cinco homens a indagar a Jeová em seu favor e em favor do povo. A delegação se dirigiu à profetisa Hulda, que então morava em Jerusalém, e trouxe um relatório no seguinte teor: ‘A calamidade sobrevirá como fruto da desobediência à lei de Jeová. Mas, porque tu, ó Rei Josias, te humilhaste, serás ajuntado a teu túmulo em paz e não verás a calamidade.’ — 2 Reis 22:3-20; 2 Crô. 34: 8-28; veja Hulda.
Posteriormente, Josias juntou todo o povo de Judá e de Jerusalém, incluindo os anciãos, os sacerdotes e os profetas, e leu para eles a lei de Deus. Depois disto, concluíram um pacto de fidelidade perante Jeová. Daí, seguiu-se uma segunda campanha, evidentemente mais intensificada, contra a idolatria. Cessou a atividade dos sacerdotes dos deuses estrangeiros de Judá e de Jerusalém, e os sacerdotes levitas que tinham ficado envolvidos na adoração incorreta nos altos foram destituídos do privilégio de servir no altar de Jeová. Fez-se com que os altos construídos séculos antes, durante o reinado de Salomão, se tornassem inteiramente inapropriados para a adoração. Em cumprimento duma profecia proferida cerca de 300 anos antes por um homem de Deus, cujo nome não é mencionado, Josias destruiu o altar construído em Betel pelo Rei Jeroboão, de Israel. Não só em Betel, mas também nas outras cidades de Samaria, os altos foram removidos, e os sacerdotes idólatras foram sacrificados (mortos) sobre os altares em que haviam oficiado. 1 Reis 13:1, 2; 2 Reis 23:4-20; 2 Crô. 34:33.
Ainda no décimo oitavo ano de seu reinado, Josias fez preparativos para a celebração da Páscoa, em 14 de nisã. Transcendeu a qualquer Páscoa que já tinha sido celebrada desde os dias do profeta Samuel. O próprio Josias contribuiu com 30.000 vítimas pascais, e 3.000 cabeças de gado. — 2 Reis 23:21-23; 2 Crô. 35:1-19.
Cerca de quatro anos depois, Josias tornou- se pai de Matanias (Zedequias), com sua esposa Hamutal. — 2 Reis 22:1; 23:31, 34, 36; 24:8, 17, 18.
Perto do fim do reinado de 31 anos de Josias (659 a c. 629 AEC), o faraó Neco conduziu seus exércitos para o N, para lutar contra o “rei da Assíria”, isto é, o conquistador babilônio da Assíria, em Carquemis. Por um motivo não revelado na Bíblia, o Rei Josias desconsiderou “as palavras de Neco provenientes da boca de Deus” e tentou fazer recuar as tropas egípcias em Megido, mas foi mortalmente ferido nessa tentativa. Foi trazido para Jerusalém num carro de guerra, e morreu, quer no caminho, quer ao chegar ali. A morte de Josias trouxe muito pesar para seus súditos. “Todo o Judá e Jerusalém pranteavam por Josias. E Jeremias começou a entoar um canto fúnebre por Josias; e todos os cantores e todas as cantoras falam sobre Josias nas suas endechas até o dia de hoje.” — 2 Crô. 35:20-25; 2 Reis 23:29, 30.
Embora três dos filhos de Josias e um neto governassem como reis sobre Judá, nenhum deles imitou seu excelente exemplo de voltar-se para Jeová de todo o coração, de toda a sua alma e de toda a sua força vital. (2 Reis 23:24, 25, 31, 32, 36, 37; 24:8, 9, 18, 19) Isto também indica que, embora os esforços de Josias tivessem removido os instrumentos exteriores da idolatria, o povo, em geral, não tinha retornado a Jeová com o coração completo. Por conseguinte, era certa uma futura calamidade. — Compare com 2 Reis 23:26, 27; Jeremias 35:1, 13-17; 44:15-18.
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JosuéAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JOSUÉ
([Jeová é salvação].
1.Filho de Num; um efraimita que ministrou a Moisés e foi, mais tarde, designado seu sucessor. (Êxo. 33:11; Deut. 34:9; Jos. 1: 1, 2) As Escrituras apresentam Josué como um líder destemido e intrépido, alguém que confiava na certeza das promessas de Jeová, que era obediente à orientação divina e que estava determinado a servir fielmente a Jeová. Seu nome original era Oséias, mas Moisés o chamou Josué, ou Jeosué. (Núm. 13:8, 16) O registro bíblico, contudo, não revela exatamente quando Oséias veio a ser conhecido como Josué.
Lidera luta contra os amalequitas
Em 1513 AEC, quando os israelitas acamparam em Refidim, pouco depois de sua miraculosa libertação do poderio militar do Egito no mar Vermelho, os amalequitas lançaram um ataque não-provocado contra eles. Josué foi então designado, por Moisés, como comandante na luta contra os amalequitas. Sob sua hábil liderança, os israelitas, dispondo da ajuda divina, derrotaram o inimigo. Posteriormente, Jeová decretou o total aniquilamento dos amalequitas, instruindo a Moisés que fizesse um registro por escrito disso, e o apresentasse a Josué. — Êxo. 17:8-16.
Serve como assistente de Moises
Mais tarde, no monte Sinai, Josué, como assistente de Moisés, era provavelmente um dos setenta anciãos que tiveram o privilégio
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